O atum e a cota de pesca

 

Você sabia que o atum rabilho – de carne vermelha, um dos melhores para se fazer sushis – é pescado em cotas pelos países pesqueiros, para que a espécie não entre em extinção? A decisão foi tomada pela Comissão Internacional para Conservação do Atum do Atlântico e Mares Adjacentes (Iccat), há alguns anos, para que seja garantida a sua sustentabilidade do peixe, que corria riscos de desaparecer num futuro próximo.
Numa reunião sobre o monitoramento e controle da pesca, que ocorreu em Paris, há dois anos, estipulou-se que a cota de pesca de 2011 pouparia 600 toneladas do rabilho. De 13.500 t pescadas, passaram a ser pescadas 12.900 t do peixe. Ongs dizem que este número é pequeno. Querem reduzi-lo em 6 mil toneladas.
No Brasil
Katarina Vanderlei, engenheira de pesca, diz que, como o Brasil não tem grande contingente de barcos pesqueiros das espécies de atum que habitam nossos mares, parte do cota destinada ao País é cedida a barcos do Japão e de Taiwan. “Estes povos têm grandes frotas, que se deslocam do extremo oriente para a pesca no mar brasileiro.” Ela fala que esses pescadores-viajantes se deslocam pela nossa costa na companhia de observadores nacionais, para que sejam respeitadas as suas cotas.

 

 
 
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