Vinhos e azeites do Douro

 
A Quinta do Crasto, no Douro, em Portugal, é atualmente o produtor “Douro DOC” número 2 a exportar para o Brasil em valor. Hoje, o mercado brasileiro é o maior de exportação da marca. Leia a seguir a entrevista do seu proprietário, Tomás Roquette.

O que o senhor poderia falar sobre o terroir em que produz vinhos e azeites?
Para mim é um verdadeiro privilégio poder trabalhar numa região tão rica e diversificada como a região do Douro, onde podemos encontrar um terroir com características únicas, com as suas vinhas de diferentes idades, diferentes exposições solares, diferentes declives e sistemas de plantação, um clima muito próprio e sobre tudo onde encontramos algo que torna os nossos vinhos irrepetíveis; as castas autóctones com uma complexidade extraordinária.  A região do Douro, sendo a maior região de viticultura de montanha do mundo, também é talvez a mais cara para produzir vinhos e por isso só um terroir de verdadeira eleição justifica tal esforço.

 
Quais as características de seus produtos?
São produtos que transmitem valores com um estilo moderno, mas ao mesmo tempo com muita tradição. Com o esforço e a dedicação de todos aqueles que fazem parte da equipa da Quinta do Crasto tentamos ano após ano produzir vinhos e azeites com características típicas do Douro, num processo de grande dedicação e ao mesmo tempo de permanente aprendizagem e aperfeiçoamento. São produtos autênticos feitos com grande paixão e capazes de cativar o consumidor de uma forma quase imediata.

Há alguma curiosidade sobre a agricultura familiar que pratica?
Talvez o fato de eu me encontrar já na quarta geração. Apesar de estarmos em constate evolução e aprendizagem nunca esquecemos os valores herdados. A Quinta do Crast está na nossa família a mais de 100 anos.

Em que aspectos os seus produtos se diferenciam de outros, não apenas de Portugal, mas de outros produtores mundiais?
A quinta é um lugar especial com características muito singulares, o que nos permite apresentar uma gama de produtos que levam em cada garrafa uma mensagem e testemunho de uma propriedade verdadeiramente única. Destacaria, para dar como exemplo, um vinho produzido com uvas de uma vinha velha (Reserva Vinhas Velhas) que pode ter mais de 80 anos e onde podemos encontrar mais de 30 castas totalmente diferentes, que, ano após ano, resultam em vinhos excepcionais e impossíveis de encontrar em outra região.

Poderia falar sobre a importância, hoje em dia, do mercado brasileiro para os vinhos e azeites portugueses?
Isto deve-se sobretudo a um trabalho de mais de 12 anos com permanentes visitas a todos os estados do Brasil numa promoção e contato permanente com o consumidor brasileiro. Não posso deixar de destacar o trabalho verdadeiramente exemplar da Qualimpor (importadora exclusiva de todos os produtos do Crasto para o Brasil) que, com a sua equipa profissional, permite que a nossa marca cresça num ritmo sustentado.

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