Chef Rouge: nada como chegar a Paris

Para mim, sinceramente, o Chef Rouge é o restaurante mais bonito de São Paulo. É também aquele que tem a melhor tarte tatin da cidade. Desde o ano passado, a cozinha é comandada pelo chef Wagner Resende. O Tudo al dente conversou com Vanessa Fiuza, a proprietária (na foto com Resende), sobre a casa.

Como você pensou no visual do seu restaurante? Podia falar das suas inspirações?
Demos elementos típicos de um restaurante francês. Foi inspirado em originais, como o Procope, o Julien, Benoit, Deux Garçons de Aix e também nas lindas reproduções como o Balthazar NY, Pastis, mas acima de tudo o Chef Rouge é um coin secret, um cantinho com suas próprias características, uma casa charmosa, paulistana, nos Jardins, onde viveram Anita e Clara – que tiveram aula de francês na sala em que ainda hoje serve almoços e jantares – nossas clientes. Com duas arvores incríveis, sacadas de ferro forjado, espelhos do Manhattan e uma atmosfera charmosa.

Quais são as novidades da casa para este verão?
Adoro a delicadeza do nosso novo chef, Wagner Resende, com peixes. Ele os escolhe diariamente, os cozinha de maneira a preservar o sabor e ao mesmo tempo dá ao prato aromas perfumados. Será um verão de peixes frescos. No início de março, temos um Menu Saint Jacques, com seis versões de pratos com vieiras.

Quais são os pratos que nunca saem do cardápio?
Os clássicos são o steak au poivre, o confit de canard e o canard à l’orange. São pratos que se tornaram importantes para os clientes e, consequentemente, para a casa. Hoje, temos ainda respeitáveis pratos de 20 anos como a massa com camarões e vieiras, a cavaquinha com damasco, o filé aos três molhos, o frango com framboesa, o crepe alouette, entre outros.

Tem alguma história curiosa envolvendo estes pratos e os seus clientes?
As histórias do steak au poivre são incríveis, justamente por ser um prato com tantas referências e o mais vendido da casa. Temos um cliente que chega de Paris e vem correndo pra cá comê-lo. Todas as vezes ele diz: Nada como chegar a Paris! Um cliente que só faz menu fechado porque quer que os amigos comam a pescada amarela. Ele aposta uma latinha de coca-cola com os garçons para cada um que escolher a pescada, uma grande brincadeira. Temos clientes muito queridos e uma rotina deliciosa em atendê-los.

Poderia dar dicas de restaurantes/bistrôs em Paris?
Minha dica em Paris é, e sempre foi, o Benoit,  casa simples que fez parte da minha juventude, nos tempos de Paris. Lá eu me sinto num filme francês… no inverno a neve cai pelas largas janelas. No verão, é possível ver diversas bicicletas ao redor… pessoas felizes. Agora que é do Ducasse está mais turístico, mas ainda assim é a minha paixão, o que inspirou meu primeiro restaurante, do Morumbi. Outro dia vi uma foto do Ducasse sentado à mesa e me perguntei: ‘Ops! Ele está no Chef Morumbi?’ Adoro me confundir entre estar em Paris ou no Chef Rouge, dos jardins, ou do Morumbi.

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2 thoughts on “Chef Rouge: nada como chegar a Paris

  1. Muito legal, Alê… Eu adoro o Le chef rouge… foi o primeiro restaurante em que saborei comida francesa, em 1991, no Shopping Morumbi, durante um passeio em São Paulo.. e como consagrou o comercial, a primeira vez a gente nunca esquece.. entrevista deliciosa… abração!

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