Lexotan em forma de vinho


Jornalista acidental sobre vinhos, como ele mesmo se define, Luiz Horta é editor-assistente do caderno Paladar, do Estadão, onde mantém a coluna Glupt!, sobre o universo de Baco. Sua gata, Frederica, sempre prova os aromas, antes de seu dono experimentar uma ou outra taça. Aqui ele fala de suas preferências nacionais e estrangeiras. 


Qual seu vinho ideal para um dia de mau humor?
Um cálice de moscatel de Sétubal. É doce, antigo, acalma, recoloca as coisas no lugar. É a minha madeleine proustiana e também um lexotan em forma de vinho. 

Poderia citar um vinho para o qual poderia dizer: este é um cão engarrafado.
Como gosto de gatos, vou tomar o termo como pejorativo. Os supervalorizados vinhos naturais de Overnoy, cervejas de uvas nobres, um erro.

Qual a grande surpresa do mundo de Baco, dos últimos tempos?
Para mim, os vinhos do Jura, no nordeste da França. 

E a maior decepção?
A demora do Brasil em virar um importador/consumidor competitivo. Ficamos parados naqueles dois litros per capita de consumo anual, ridículos.

Há algum vinho nacional que é injustiçado?
Os maravilhosos Peverella do Vallontano. São espetaculares. Não é que sejam injustiçados, são desconhecidos. 

foto: Nilton Fukuda/Estadão; ilustra: Daniel Kondo
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s