Apontamentos sobre fotografias de gastronomia

Vamos falar de foto de gastronomia? Para isso, o Tudo al dente convida a fotógrafa Luna Garcia, que é especializada na área. Segue a sua entrevista e, entre ela, exemplos de trabalhos da Luna:
 
O que uma boa foto de comida deve trazer?
Existem dois tipos de fotografia de gastronomia. A comercial e a artística.
Na comercial, a foto tem que ser bonita, obviamente, despertar o appetite appeal é a prioridade. O leitor deve sentir vontade de comer a gastronomia fotografada.
Em uma fotografia de fine arte, a prioridade é o que o artista quer passar para o leitor. A comida e/ou o ingrediente gastronômico podem ser vistos através de suas várias características (cor, textura, ambiente, composição), sem necessariamente ter que aguçar o paladar.
 
O que uma boa foto de comida não deve trazer?
Uma boa foto de comida comercial não pode trazer a repulsa ao alimento fotografado. Na fine arte vale tudo, dependendo da intensão do autor.
 
Qual a sua melhor foto de comida, na sua opinião?
Muito difícil dizer isso. Do ponto de vista comercial, ou seja, vender o prato fotografado, gosto muito de fotos que foram feitas pro Ritz (Guia do Amaury Jr.), para o chef Renato Carioni (Chefs na Rua), Shio, o livro do chef português Vitor Sobral, a série do bar e restaurante Espírito Santo e da pizzeria Vila Milagro.
 
Poderia falar sobre os ‘truques’ usados para que fotos de comida se apresentem de forma apetitosa? Quais os mais inusitados?
Existem vários truques usados para a comida despertar mais vontade de comer, para durar mais em frente às câmeras, não mudar de forma diante das luzes quentes, para as cores ficarem mais fortes e bonitas, para que a montagem do prato melhore a visualização dos ingredientes. Um muito simples, e que faz toda a diferença, é colocar massinha em baixo para podermos controlar a altura que desejamos de cada ingrediente. Uma massinha pode ajudar um elemento a parar em pé e dar a altura necessária.
 
Qual prato que fotografou e que não teve coragem de comer?
Sempre aconselho aos meus alunos nunca comer o prato fotografado. Primeiro porque, por mais rápido que um fotógrafo possa ser, o prato fica exposto algum tempo. Ele esfria e fica a mercê de luzes fortes e aos “retoques” de última hora (para acentuar o brilho, parecer o frescor). Profissionalismo nesse sentido também é muito bem-vindo, afinal um fotógrafo é um artista e não trabalha por um prato de comida.
 
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