À mesa com a bailarina


Já se perguntou como é a alimentação de uma bailarina? Fiz esta pergunta para Liana Vasconcelos, que também é atriz, com participação na minissérie “Gabriela Cravo e Canela”, da tevê Globo. Ela fala da alimentação ideal para se sentir leve, em forme, mas também cheia de energia para jornadas de ensaio de seis a oito horas, por dia. Discorre ainda da sua comida afetiva e sobre o banquete que faria para coreógrafa alemã Pina Bausch (foto abaixo). 

Uma bailarina precisa comer muito? O que deve comer?
A grande questão de nós, bailarinos, é que precisamos estar magros, pela exigência estética e técnica que o balé impõe, e ao mesmo tempo precisamos estar com muita energia, para aguentar toda a carga horária de aulas e ensaios. Portanto, uma alimentação balanceada é fundamental: muita salada, carne branca, frutas, iogurte e cereais. Mas, em dias de espetáculo, quando é preciso aquela carga extra de energia e adrenalina, sempre gosto de comer mel ou chocolate, meia hora antes de dançar. Nesses dias, a gente esquece um pouco a dieta…é preciso!

E quando bate aquela vontade de comer batata frita, hambúrguer, chocolate etc?
É complicado mesmo. Com o tempo, fui aprendendo o que posso e o que não posso comer, e principalmente, quando posso ou não. Batata frita, hambúrguer e coisas salgadas, em geral, eu não ligo muito não. Agora, chocolate eu gosto, sou viciada em doces. Então procuro deixar para comer esse tipo de coisa só em situações especiais mesmo, como festas ou comemorações. Mas, se a vontade for absurda, e não der para resistir à tentação… como um pouquinho para passar a vontade e no, dia seguinte, compenso na alimentação e nos exercícios.

Qual é a sua memória gastronomia mais saborosa?
Sem dúvida alguma foi quando fui finalista do concurso Adeline Genee da Royal Academy of Dance em Toronto, no Canadá, em 2008. Naquela noite, fomos jantar na CNTower, que é uma torre com 550 metros de altura e que gira 360 graus. Na minha opinião, o melhor ponto turístico de Toronto. Foi uma noite regada a vinho tinto, um salmão delicioso e uma das sobremesas mais incríveis e saborosas que já provei na vida, e que tinha com o  formato da própria torre. Enfim, um momento inesquecível na minha vida: por tudo que tinha vivido no concurso, pelos prazeres gastronômicos do jantar e por ter a mais bela vista panorâmica da cidade, 360 graus de puro encanto.

O mundo do balé se relaciona em algum momento com a gastronomia?
Não diria que são antagônicos. Até porque, sempre depois da estreia de um balé, é comum haver um coquetel ou jantar de alto nível gastronômico. É assim no mundo inteiro. A gastronomia é uma arte, assim como a dança. Mas o ideal é que os bailarinos deixem para desfrutar esses prazeres gastronômicos somente nessas ocasiões especiais, para garantir a manutenção de seus físicos.

Se pudesse fazer um banquete para a Pina Bausch, o que serviria?
Ótima pergunta.  Pina Bausch tinha um modo muito peculiar de criar suas coreografias: ela partia da memória afetiva de seus bailarinos, de suas histórias. Então, eu começaria fazendo a ambientação da mesa de jantar baseada no “Café Müller”, espetáculo de enorme sucesso e que marcou positivamente a carreira de Bausch.  E serviria algo baseado na gastronomia tradicional alemã, que com certeza fazia parte da memória afetiva  da coreógrafa e lhe traria à tona sensações e lembranças de sua infância e de seus balés.

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