Le Meurice, clássico com pitadas de modernidade

O hotel Le Meurice é lendário. Fica na rua de Rivoli, em Paris, bem na frente do Jardim das Tuilleries. Assim como o Plaza Athenée é a segunda casa de alguns dos artistas mais legais de todos os tempos, por exemplo, Salvador Dali, que chegou a morar décadas no lugar.

 

Já que a minha viagem à França tinha, entre outros motivos, visitar clássicos e novidades da cozinha praticada no país, não tive dúvidas, liguei marcando um almoço no restaurante do hotel. Soube por uma funcionária da casa que o estilo que decora o ambiente é chamado Pompadour, em homenagem à Madame de Pompadour, amante do rei Luís XV.

 

Espelhos de cristal, lustres, paredes claras, janelões que filtravam o sol de primavera, através das quais podia ver o jardim de Tuilleries. Algumas intervenções no salão lembram a decoração executado em 2007 pelo designer Philipe Starck, ano em que o restaurante ganhou a sua terceira estrela no Michelin.

Garçons elegantes chegam à mesa, oferecem champanhe e um dos menus degustações de almoço, um banquete que homenageia a refeição das famílias francesas – reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade -, como me explica o maître.

Embora tenha deixado o cargo de chef, Yannick Alléno é o dono da cena. Bem, conforme me disse um funcionário local, até que o novo chef seja escolhido, o menu servido continua a ser de Alléno.

Como aperitivo, foi servido um prato com espuma de atum com tuile crocante e tortinha de tomate e queijo de cabra, além de um amuse bouche de rabo de boi. Depois, chegou uma sopa fumegante de alho poró, e aí, vieram as entradas: ostra quente com falsa concha de algas marinhas crocantes; cozido de legumes da estação, vindos de hortas próximas a Paris; foie gras assado com gengibre, fatia de abacaxi e polpa de manga.

Como prato principal, rabo de lotte, peixe com consistência fibrosa, perfumadíssimo, com purê de alcachofra. Na sequência, um sorvete de limão (em formato de limão siciliano, veja a foto), pirulito de limão, e espuma de limão da Austrália, fruto que não conhecia, com aparência de jatobá, que o gentil garçom fez questão de buscar na cozinha para que eu visse.

Para fechar a refeição, duas obras-primas, Iceberg: marshmellow recheado de creme de manga e coberto de chocolate branco, além de uma torta de limão deliciosa. Saí do lugar com a impressão de que a casa consegue misturar, no ambiente e em cada um dos seus pratos, a Paris clássica, das belas construções e das esquinas com música de acordeon, à mais contemporânea, rápida como a modernidade, cheia de imagens coloridas e jovens estilosos se bronzeando nas margens do Sena.

Curta a nossa fan page no Facebook: Tudo al Dente

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s