África do Sul, de ex-colônia inglesa à esquina do mundo

 

Meu segundo dia em Cape Town começou com um belo prato de english breakfeast, com feijão branco no molho de tomate, cogumelos e batata salteados, linguiça, bacon, ovo mexido e pão integral, no hotel Fire and Ice, reduto da juventude da cidade, palco de festas eletrônicas às sextas-feiras e sábados.

Mas, bem, o meu sábado começou tranquilo, sem qualquer barulho, com a vista colossal da Table Montain, da janela do quarto.  Logo depois do desjejum, fui convidado a conhecer o Nacional Park of Table Montain, que não fica exatamente na cidade, mas numa península, onde se localiza o extremo sul do continente africano, local de natureza preservadíssima, paisagens com montanhas de tirar o fôlego, habitada por babuínos, que, vez ou outra chegam a janela dos carros, para dar um oi. Monde Mateza, especialista em mídias digitais do South African Tourism, quem nos acompanhou (eu estava com Dan e Audrey, jornalistas americanos que moram em Berlin).

O guia diz que o seu nome quer dizer na língua da sua mãe “aquele que tem paciência” e não “mundo”, como eu pensei. Ele contou que o país tem onze línguas oficiais, faladas pelos quatro cantos do país, disse, enquanto descíamos uma das tantas baías, na costa do Atlântico, em direção ao sul da península do Cabo.

A primeira parada foi numa espécie de marina, de onde se pega barco para passeios em alto mar e pelas ilhas repletas de leões marinhos. Me disseram que no lugar havia um mercado de peixes, mas, chegando lá (Hout Bay), encontrei apenas uma feira de artesanato.

Monde nos levou para conhecer um mercado com praça de alimentação nas proximidades, onde encontrei mais comida inglesa, sobremesas americanas – wraps, cupcake, toffees etc -, além de comidas de outros cantos do mundo, quiches, sushis, guacamole, currys, pastel de nata e por aí vai. Percebi que além de ter sido colônia inglesa, o país é uma esquina do mundo em que muitos povos já se encontraram e continuam a se encontrar.

Pedimos para ver algo mais local e fomos levados a uma fazenda de avestruz, numa bela estradinha bem recortada, um cenário de filme, com a vegetação rasteira característica do lugar. Lá, fomos convidados a comer hambúrguer com a carne vermelha e saborosa da ave. De sobremesa, browne feito de chocolate noir da marca Lindt, como anunciava o cardápio.

Já que o dia foi dedicado à comidas do mundo, com destaque para a inglesa, resolvi fechar a noite com um ótimo fish and chips, com peixe fresco, fritura sequinha e crocante, no restaurante do hotel Commodore,  em Cape Town.

* Tudo al Dente viajou a convite da South Africa Tourism e da South African Airways

Curta a nossa fan page no Facebook: Tudo al Dente

Anúncios