África do Sul e os vinhos: 350 anos de tradição

O vinho é um dos mais importantes produtos da África do Sul, trata-se da menina dos olhos do país, no que se refere à exportações agrícolas. Em 2009, produziram-se aqui pouco mais de 800 milhões de litros da bebida, metade destinada à exportação.

São, mais ou menos, quatro mil produtores e 250 mil pessoas empregadas nessa indústria. As primeiras videiras foram plantadas em 1655, por Jan van Riebeeck, primeiro governador do Cabo. As vinhas foram importadas da França e Espanha. Em 1659, foi feito o primeiro vinho com uvas do Cabo. As primeiras plantações em larga escala surgiram em Roschheuvel, atualmente Bishopscourt, Wynberg. Em Constantia, foram produzidos os primeiros vinhos de qualidade reconhecida.

As principais uvas da região são chenin, chardonnay, sauvignon blanc, viognier, para vinho branco, e cabernet, merlot, pinotage e shiraz, para vinho tinto.

A pinotage é uma variedade africana originária do cruzamento das uvas francesas pinot noir e cinsault, conhecida no país como hermitage. Apesar de ser a uva emblemática do país, as tintas mais produzidas aqui são cabernet sauvignon, shiraz, merlot. As brancas representam pouco mais de 50% da área cultivada.

A rota do vinho sul-africano abarca as regiões de Stellenbosch, Drakenstein, Witzenberg, Breede Valley, Breederiver Winelands e a província de Western Cape,

no extremo sul do continente africano. Este é o lugar mais representativo para as uvas no país. O relevo desta geografia é marcado pelo litoral entrecortado e pelo colossal complexo do parque nacional da Table Mountain.

No início do século XX, a indústria local do vinho foi marcada por fazendeiros que vendiam as suas colheitas para cooperativas e atravessadores poderosos que controlavam os preços. Em 1918, esses fazendeiros, com ajuda do governo, criaram uma cooperativa própria, a Ko-operative Wijnbouwers Vereniging (KWV), que durante anos regulamentou e controlou preços. Hoje, porém, a KWV se tornou uma empresa privada, com rótulos próprios.

Da década de 40 a de 90, houve boicote aos produtos do país, em represália ao apartheid vigente. Isso tornou o vinho sul-africano desconhecido fora do país. O cenário começou a mudar em 1994, com o fim do regime. Houve então uma política de inovação e investimento em tecnologia, a aposta em diferentes terroirs para uvas internacionais, colocando o país numa posição importante no cenário do mundial da bebida.

Atualmente, há mais de 500 vinícolas privadas em funcionamento, o dobro do início do século. O jornalista John Platter, crítico de vinhos mais influente da África do Sul e autor do guia John Platter’s South African Wines, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos desde os anos 80,  observa que o país se profissionalizou na área há 15 anos.

Hoje, embora não tenham a complexidade dos vinhos europeus, o produto sul-africano é refinado, passou a ser feito com uvas melhores, mais maduras e puras. O país caminha para a produção de vinhos com tipicidade, que sejam originais e reconhecidos pelo terroir.

Tudo al Dente viajou a convite de South Africa Tourism e da South African Airways

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