As surpresas do novo Riviera

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Sábado, fui com amigos, Beta, Martinha, Kats, Junior e Elano, conhecer o novo Riviera, na avenida Paulista, instalado no mesmo lugar em que funcionou o bar que foi paradigma boêmia da Pauliceia. Aberto originalmente em 1949, a instituição fechou as portas, no fim dos anos 1990, numa decadência que me lembrava um pouco o clima dos filmes do Guilherme de Almeida Prado (“A Hora Mágica”, “Perfume de Gardênia” e “A Dama do Cine Shangai”).

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O novo Riviera, reaberto recentemente pelo chef Alex Atala, em parceria com o empresário da noite Facundo Guerra, é uma (boa) surpresa. Assim que se entra, a mudança já fica evidente. O cômodo em que, nos anos 1990, sentavam-se em cadeiras salpicadas na penumbra figuras como o guitarrista Lanny Gordin, Arrigo Barnabé etc, e, vezenquando, o poeta maldito Roberto Piva, fica agora um belo balcão vermelho, cheio de curvas, que toma todo o andar. Me lembrou o bar Balcão.

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Olhei para a escada lateral em forma de meio caracol. Antes, tinha a impressão de que, a qualquer momento, Maitê Proença, a musa do Almeida Prado, desceria cantando “Nada Além”, do Orlando Silva. Mas, bem, no novo Riviera, o segundo piso – o salão grande que não funcionava mais quando o bar foi desativado –mostra-se claro, elegante.

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O espaço funciona como bar, restaurante e espaço para shows, que acontecem certos dias da semana. Há ali uma jazz band que se apresenta certos dias da semana, pelo que entendi. Ambiente claro, bonito, bem decorado, emoldurado pela vista urbana dos viadutos que cruzam a região.

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Meus amigos pediram negroni (foto) e espumante com lichia. Essa bebida veio em taças “seio de Madame Pompadour”, aquelas de bojo aberto, sabe? Muito chique! Eu fiquei na coca-cola, mas sem drama.

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O salão estava tranquilo e os garçons me pareceram atenciosos. Para começar, beliscamos mandioca frita, amendoins, castanhas. Os amigos pediram sanduíche de bife à milanesa, steak tartar, panelinha de berinjela à parmegiana. Eu fiquei com o estrogonofe, que trazia um molho delicioso, com cebolas cortadas em julienne.

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Provei os pratos dispostos à mesa e todos me parecem bons, com preços justos. Não anotei todos os valores, mas me pareceu que a média é de R$ 30,00. De qualquer forma, fotografei parte do cardápio que traz os valores do almoço executivo.

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Para finalizar, pedi a torta Riviera. Vem com camadas de panqueca entremeadas de chantilly e doce de laranja. Pela sobremesa já valeria a visita.

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Antes de sair, soube que os músicos que tocariam à noite iam passar o som. Tive curiosidade de voltar para assistir a esses concertos. Imagino que a noite seja uma boa pedida no lugar. Saudosistas, é um Riviera diferente do anterior. É mais solar. Parece ter  acompanhado a contemporaneidade da cidade, no que houve de melhor pela capital paulista. Vale a visita, gente!

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Alô, alô, deixe seu comentário abaixo, para que todos possam compartilhar experiências sobre o lugar.

Riviera: Avenida Paulista, 2584, tel.: (11) 3231-3705

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