Algumas palavras sobre o ceviche

978-85-396-0396-1 Ceviche

Hoje (27), os amigos Patrícia Moll e Dagoberto Torres lançam o livro “Ceviche, do Pacífico para o Mundo” (editora Senac), a partir das 18h30, na Livraria da Vila da Rua Fradique Coutinho, São Paulo. Patrícia escreveu, com exclusividade para o Tudo al Dente, sua experiência com o prato, além de nos mandar algumas fotos – do Rogério Voltan – que ilustram o volume. Passou também uma receita, que você pode fazer em casa.

Acandi alta

“A primeira vez que comi ceviche, enlouqueci! Achei que não havia melhor forma de comer peixe. Semi cru, textura suave, azedinho, cebolas crocantes, perfume de coentro, e, no final, um bônus, uma picância surpresa! Passei a achar um filé de peixe grelhado a coisa mais monótona do mundo. E foi assim com toda a comida latino-americana. Hoje, tenho vontade de por guacamole até no purê de batata. Mas isso não vem ao caso, voltamos ao ceviche!

Goa

O primeiro que provei na vida não foi o clássico peruano, o mais conhecido no Brasil. Foi uma receita tradicional mexicana, no Obá, em que o peixe era cozido por bastante tempo e vinha acompanhado pelos melhores totopos (tortilhas de milho) do mundo! Depois, experimentei o chileno, no El Guaton, feito com tiras de peixe marinadas também por muito tempo, cebola branca e coentro, acompanhado por um pão caseiro bem macio e manteiga! Aí, provei o peruano clássico. E depois, milhões de versões que o Dagoberto, do Suri, prepara. Então, descobri que o prato permite infinitas variações. Só o Suri já teve mais de vinte tipos desde que inaugurou. Daí a ideia do livro: reunir diferentes receitas, das criações loucas do Dagô às tradicionais de outros países, como Equador e Chile, onde o prato é consumido no dia a dia e quase ninguém sabe (nem dá o crédito!).

Tierra y Mar

Receitas encomendadas para ele, fui fazer minha parte, que era pesquisar tudo sobre o ceviche. Descobri muitas coisas interessantes. É um prato muito consumido de manhã na maioria dos países. Tem fama de reparador e energético, e, o principal, é um afrodisíaco natural! Vi que o ceviche é prato de festa, mas também encontrado nas ruas, mercados e feito em casa pelas famílias.

Tigarah

Lendas à parte, vamos à origem. Ninguém sabe ao certo onde apareceu primeiro e quase não há bibliografia. Só os peruanos foram atrás de documentar essa história, e, mesmo assim, são raríssimos os registros. Tenho certeza que se chilenos, equatorianos e mexicanos fossem atrás, iriam descobrir muita coisa que ainda não sabemos. A única verdade absoluta é que é um prato do Pacífico, encontrado em toda costa e até no Pacífico Sul, como Polinésia e Filipinas, com nomes diferentes. O nome também é divertido. Se escreve com s e c, v e b. E todas as variações são permitidas pelo dicionário da Real Academia Espanhola!

Kimchi

Quem ler esse livro vai descobrir muitas curiosidades sobre o prato que unifica a América Latina e demorou a chegar ao Brasil, mesmo que o nosso País seja tão propício ao encantamento pelo prato: temos uma costa enorme, peixes variados e muitas pimentas! Aprenda, a seguir, a preparar o ceviche Equatoriano de Camarões, acompanhado tradicionalmente por pipocas.”

Equatoriano de camarões (tempo: 30 minutos, rendimento: 1 porção grande ou 2, se servido como entrada)

Ingredientes: ½ cebola roxa pequena cortada em Juliana; ½ xícara de suco de limão; ½ tomate cortado em cubos pequenos; 160 g de camarões médios cozidos (Em uma panela com água fervente e um pouco de sal, coloque os camarões (dentro de uma peneira) e deixe-os cozinhar por 15 segundos. Retire-os da água e passe-os em água gelada para interromper a cocção). 2 pedras de gelo; 1 colher (sopa) de ketchup; 6 folhas de coentro picadas; ½ xícara (chá) de suco de laranja; 1 colher (café) de sal; 1 pitada de pimenta-do-reino; ½ colher (sopa) de azeite; pipoca, o equivalente a 3 colheres (sopa) de milho, já preparada.

Modo de preparo: Em uma tigela, misture a cebola, o limão e o tomate e deixe-os curtir por 2 minutos. Em seguida, acrescente os camarões, o gelo, o ketchup, o coentro, o suco de laranja, o sal e a pimenta–do-reino. Misture continuamente por 4 minutos e finalize com o azeite. Sirva acompanhado pela pipoca.

fotos: Rogerio Voltan

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