Conhece a árvore sagrada do Sertão?

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O umbuzeiro ou a “árvore sagrada do sertão”, assim chamada pelo escritor Euclides da Cunha, é a fonte da matéria-prima dos doces, geleias, caldas, mousse e compotas que estão sendo largamente degustados na 25ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada. Os quitutes e as iguarias feitas de umbu, ao lado do queijo à base de leite de cabra, são as principais atrações do estande da Cooperativa de Desenvolvimento Agropecuário e Extrativista do Pontal (Coopontal) – formada por 14 mulheres que, no Sítio Icozeiro, processam as frutas e os subprodutos da área de sequeiro do Pontal, perímetro em fase de implantação pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Petrolina (PE).

Para a estudante de enfermagem da Univasf, Ana Paula, 24 anos, o que mais chamou atenção da produção foi a mousse de umbu: “Achei maravilhosa”. Segundo a agricultora Carmelita Lopes Rodrigues, essa mousse é preparada basicamente com polpa do umbu, leite condensado e creme de leite, batidos no liquidificador e depois resfriado.

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A receita agradou também o engenheiro agrônomo Ivan Augusto, natural de Petrolândia (PE), que está em visita pela região: “É um produto que tem muita consistência, e você sente realmente o gosto do umbu. É bem preparado, e vale a pena você experimentar e levar”. Ele também provou e levou para casa duas caixas de geleia de umbu.

Segundo Josélia Karina Amorim, presidente da Coopontal, o trabalho começou com apoio da Codevasf, que forneceu serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, ao longo dos quais foi detectada, na grande produção local de umbu – fruta típica da Caatinga –, a possibilidade de desenvolver uma atividade econômica produtiva para aumentar a renda das famílias de pequenos agricultores daquela região de sequeiro, onde a pluviosidade é baixa.

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“Tudo começou com um grupo de doceiras que reuniu as mulheres das comunidades circunvizinhas, e que deu certo. O próximo passo foi criar a cooperativa para poder comercializar os produtos, que hoje não se restringem só aos subprodutos do umbu”, conta.

Hoje, segundo a presidenta, há um grupo de 14 agricultoras familiares que colhe os umbus durante a safra, armazena e, durante a entressafra, produz os derivados da fruta. Ela não tem um cálculo exato da produção, mas nos dois primeiros anos estima que foram processados 16 mil quilos de umbu. Nos últimos anos, devido à escassez de chuva que causou um curto período de frutificação, a produção caiu em média para dois mil quilos. “Foi um ano difícil, mas a gente está aí”, afirma Josélia Amorim.

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Fonte: Portal Brasil

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