Aprenda a fazer nhoque recheado de brie do Maremonti

Hoje é dia de nhoque. Que tal aprender a receita do restaurante Maremonti? Veja a aqui.

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Giro gourmet

Tabuleiro do Acarajé

Hoje (dia 25), véspera de Cosme e Damião, as baianas do Tabuleiro do Acarajé – Fátima e Miri de Castro (na foto) – participam do projeto Obá na Calçada, na frente do restaurante paulistano Obá (SP), das 18h às 21h. Elas servem acarajé para comer na mão (R$15). Há ainda as caipirinhas do restaurante (R$16), como a de caju com limão e a de morango com canela, além do cuscuz de tapioca com leite condensado ou rapadura (R$8). http://www.oba.com.br

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Prestes a comemorar 15 anos, o Na Mata Café (SP) apresenta seu novo chef, o nova-iorquino Khahim Johnson. Ex-professor do ICE (Institute of Culinary Education), ele trabalhou em vários restaurantes na sua cidade natal, no Per Se, por exemplo (três estrelas Michelin do chef Thomas Keller). Já produziu a festa Funkbox, que chegou a receber Madonna. Nos últimos três anos, morava em Tóquio. No novo cardápio, destaque para o salmoncate (tartar de salmão selvagem sockeye do Alasca, abacate, tomates, cebolas roxas, limão, dill e crispy de alho poró – R$ 36,90) – na foto; e o black cod (peixe branco selvagem do Alasca levemente grelhado servido com arroz de jasmim ao leite de coco com melodia de cogumelos – R$ 73,90). www.namata.com.br

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Ana Paula Lopes Sofitel JequitimarO mês de setembro marca a época de colheitas das uvas que dão origem aos vinhos franceses. Em homenagem à tradição e com a ideia de divulgar as regiões de Bordeaux, Bourgogne, Languedoc, Loire, Rhône, Alsace e outras, a rede de hotéis Sofitel realiza, em suas 120 unidades, o Sofitel Wine Days. Considerado um dos mais completos resorts do litoral paulista, o Sofitel Guarujá Jequitimar entra na programação nos finais de semana entre os dias 22 de setembro e 31 de outubro oferecendo degustações, workshops além de um menu especial criado pelo chef francês Patrick Ferry para ser harmonizado com as bebidas. www.sofitel.com

Dez pratos que são a cara da primavera

EmporioJardim_Carpaccio de polvo_ 002CredTomasRangel

No Empório Jardim, no Rio, prove o belo carpaccio de polvo com vinagrete da casa, saladinha de brotos e legumes, acompanhada de cestinha de torradas (R$ 36,50). http://www.emporiojardimrio.com.br/

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No Bagatelle, em São Paulo, prove o ceviche aux fruits de mer (peixe branco, polvo e vieira, marinados com yuzu acompanhado de crocante de batata roxa R$ 36). Rua Padre João Manuel, 350 – Jardins

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A chef Renata Vanzetto do Ema (SP), tem folhas de uva crocante, brie, cebola, pera e avelã (R$22, 3 unidades). Rua da Consolação, 2902

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O Sushibol Lounge (SP) sugere carpaccio (R$ 35) com fatias de salmão intercaladas com crocantes e molho ponzu. Rua Mario Ferraz, 402

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Alain Poletto, do Bistrot de Paris (SP), sugere a salade de Saint Marcellin (mix de folhas verdes, queijo de Saint Marcellin empanado com nozes). Pequena: R$ 24; grande: R$ 38 www.bistrotdeparis.com.br

Calamarcitos_rogerio voltan6 op jan 2014 suri

Calamarsitos (R$21,50), lulas grelhadas com farofa de milho, banana e vinagrete de abacate é a proposta do Suri Ceviche (SP) para os dias quentes de primavera. http://www.suri.com.br

Lulas salteadas com palmito 2 alta

Prove lulas salteadas com palmito (R$ 38) da Tasca da Esquina, em São Paulo. http://www.tascadaesquina.com

Fratelli_salada de cebola roxa confit e bacalhau _Rodigo Castro5

O Fratelli, no Rio, acaba de lançar a salada de cebola roxa confit e bacalhau cozido no azeite extra virgem (R$ 35),  www.restaurantefratelli.com.br

Mr Lam_Rolinho Tropical_Rodrigo Azevedo

No Mr Lam, no Rio, a sugestão é o rolinho primavera recheado com creme de abobora e camarão (R$ 34, 4 unidades) www.mrlam.com.br

Beth Chocolates_Trufas rosas e violetas_crédito divulgação

A chef Elizabeth Garber, da Beth Chocolates, no Rio, criou trufas de violeta e rosa (R$ 4,50 a unidade). Avenida Afrânio de Melo Franco, 290/2 º piso – Shopping Leblon

Fotos: divulgação

Uma praiazinha de areia branca

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Na língua dos índios guaranis, Tabatinga quer dizer praia de areia branca e fina. É também o nome de uma das praias mais bonitas do litoral norte de São Paulo, a apenas 190 km da capital, uma baía de águas rasas rodeada por ilhas, entre Caraguatatuba e Ubatuba, onde o rio Tabatinga se encontra com o mar.

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Do lado norte da praia, há uma vila rústica de pescadores, que conheci ainda criança, quando ia ao litoral norte com a minha família. Devia ter, mais ou menos, 10 anos e a paisagem faz parte do meu roteiro sentimental de viagens. Me lembra manhãs ao sol, castelinhos de areia, arroz com mexilhão, peixe fresco frito, ensopadinho de camarão, picolé de coco e bolo de laranja com cobertura de chocolate.

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O que não conhecia neste pedaço de paraíso é o condomínio Costa Verde Tabatinga, onde está situado o hotel boutique Costa Verde Tabatinga Hotel, pequena joia entre as montanhas da Serra do Mar e as águas claras do Atlântico, onde passei o fim de semana.

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Fundado há mais de 30 anos, o hotel hospedou inicialmente empresários que construíam suas casas na bela baía cercada de Mata Atlântica e de frente para a Ilha do Tamanduá.

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Em 2011, o Grupo Royal São Paulo, que atua no setor de turismo e investimentos, assumiu a gestão. De maio a novembro daquele ano, o hotel passou por uma grande reforma, com decoração que valoriza a cultura regional, em artesanatos e jardinagem (muito bem cuidada), em que não faltam salas de leitura, espaços externos para drinks, salões de festa, tudo cuidado nos mínimos detalhes.

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Um dos meus espaços preferidos é o lobby que traz um sofá-barco e cadeiras de vergalhão italiano, enfeitado com vasos de orquídea, objetos de cerâmicas e abajures, um espaço aconchegante de onde é possível ver tanto a vegetação da montanha como o mar, que estão presentes o tempo todo – e bem próximos da gente – com suas belezas e perfumes.

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Chegando ao local, me impressionou o drink de ‘boas-vindas’, ao lado da recepção, numa mesa com frutas e água aromatizada, fui pro quarto, claro e amplo, de frente para as montanhas.

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Lá, encontrei frutas frescas, além de uma caixinha de quitutes da Cheesecakeria. Como resistir?

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Cheguei na sexta-feira ao local Uma visita ao restaurante Manduca, que fica dentro do Costa Verde Tabatinga Hotel, foi mais do que providencial. Decorado com patchwork de papéis de parede e mix de tecidos e estampas lustres coloridos, além de uma bela coleção de louças criadas especialmente para a casa, todas pintadas uma a uma, a casa impressiona pelo visual.

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O chef do Manduca, Rafael Machado, traz em seus pratos influências regionais caiçaras em leituras modernas. Um dos primeiros que pedi foi a casquinha de siri com leite de coco.

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O peixe do dia veio em seguida, com arroz à grega, tudo fresquinho. No menu com couvert, entrada, principal e sobremesa (por R$ 95) ainda veio uma taça de sorvete de chocolate com calda de chocolate ao leite e farofa. Não sei se foi o cenário, se estava no lugar certo, na hora certa, mas me pareceu o melhor sorvete do mundo. Tanto é que o repeti em outras refeições nos dias seguintes.

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O restaurante e seu entorno foi um dos meus locais favoritos da viagem. Durante o verão, a hospedaria leva chefs convidados para almoços a quatro mãos com o chef do lugar. No fim de semana passado, estava lá Rafael Alvarez, do Cena, restaurante da capital paulista. Ele serviu, no bar da piscina, petiscos e amuse-bouche de pato desfiado, mini-hambúrguer de vegetais e bacalhau, quadradinhos de melão com presunto cru, bolinho de carne seca com mandioca.

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No almoço, pedi um risoto de camarões muito frescos com açafrão. O fruto do mar costuma ser comprado dos pescadores locais. Conheci um deles, por acaso, enquanto passeava na praia, o seu Adalberto. Ele me contou que o Tabatinga Hotel costuma valorizar os trabalhadores/pescadores da região, coisa que já imaginava.

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À noite, o jantar feito a duas mãos, pelos dois Rafael teve direito a música ao vivo. Pedi nhoque de banana da terra recheado de queijo coalho com molho de leite de coco e tucupi, acompanhando peixe branco grelhado, mais uma vez fresquíssimo, um prato fez com que eu dormisse feliz.

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Na manhã de domingo, a hospedaria serviu um brunch com massas recheadas, frutas, bolos e vários pães feitos ali mesmo, diariamente, pelo chef padeiro, Bruno de Mello. Assim que me disseram que a casa possui uma padaria para a produção própria, mais do que depressa quis conhecê-la.

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De lá saem todas as manhãs pães de centeio, integral, pão francês com crosta de queijo, croissants, pão de miga, muffins, bolos, num café da manhã desses que a gente não tem vontade de deixar a mesa.

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O restaurante não apenas hospedes, mas comensais diversos. É bom ficar atento a programação de verão do lugar e aos chefs convidados. Há inclusive uma festa de réveillon que promete. Custa R$ 350 por pessoa, com comida e open bar. Imagino que a experiência de uma festa assim seja bacana no lugar.

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De qualquer forma, um bate-volta de São Paulo ao restaurante ou a um fim de semana é garantia de diversão e belo cenário garantidos. Caso chova num dos dias, das 9h às 17h, a hospedaria oferece uma estadia grátis num outro fim de semana.

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Serviço: http://tabatingahotel.com.br/

Fotos: Antônio Carrion

Onde estão Mara Salles e Carla Pernambuco na lista dos melhores do Brasil?

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Talvez esteja levantando a questão tarde demais. Faltou chefs brasileiras na premiação dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina 2014, que aconteceu semanas atrás, em Lima, no Peru – a versão para o continente latino-americano da “The World’s 50 Best Restaurants”, que reúne os supostos melhores restaurantes do mundo.

Entre os brasileiros, destaques para os sempre (muito) bons Alex Atala (D.O.M.), Helena Rizzo (Maní),Thiago Castanho (Remanso do Bosque). Mas onde está a Mara Salles (Tordesilhas)? E a Carla Pernambuco (Carlota)?

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Entre os nove restaurantes brasileiros premiados, há apenas duas representantes mulheres, a Helena e a Roberta Sudbrack (do restaurante que leva o seu nome, no Rio). Não sei se houve uma espécie de sexismo aí. De qualquer forma, não vamos nos esquecer de que a culinária nacional, na sua essência, é predominantemente feminina, a cozinha das mães e avós, esse patrimônio das nossas mesas e da nossa diversidade cultural.

A Mara Salles e a Carla têm alguns dos melhores restaurantes de São Paulo. Disso, todo mundo sabe. São criadoras de primeira categoria. A Mara é uma pesquisadora incansável. Tem trabalho de formiguinha. Certa feita, liguei para ela para uma entrevista e ela estava no semiárido brasileiro, passando temporada e pesquisando tudo o que se refere a bode no Brasil. Já a Carla, por ter criado dois clássicos da restauração brasileira, imitados à exaustão – petit gateau de doce de leite e suflê de goiabada com calda de queijo –, merecia constar nas listas dos melhores para todo o sempre.

Na minha lista, eu deixaria de fora o Épice, do Alberto Landgraf (não há criação de cultura no trabalho dele, é insípido); subiria de posição o Attimo, do Jefferson Rueda; e colocaria lá em cima os nomes da Mara Salles e da Carla Pernambuco, ou melhor, os seus restaurantes, Tordesilhas e Carlota.

Lista dos brasileiros eleitos em 2014:

3º D.O.M. – São Paulo, Brasil
4º  Maní – São Paulo, Brasil
12º  Mocotó – São Paulo, Brasil
13º  Roberta Sudbrack – Rio de Janeiro, Brasil
34º  Remanso Do Bosque – Belém, Brasil
35º  Olympe – Rio de Janeiro, Brasil
36º  Épice – São Paulo, Brasil 

38º  Attimo – São Paulo, Brasil 
44º  Fasano – São Paulo, Brasil

Tatin, a torta ritual

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No próximo dia 24 de setembro é comemorado o Rosh Hashaná, ano novo judaico. Uma das tradições da data é mergulhar a maçã no mel e comê-la, ritual para atrair um ano mais doce e próspero.

Todos os anos o restaurante Chef Rouge, em São Paulo, apresenta a tradicional torta francesa de maçãs, a tatin especialmente para a data. O restaurante aceita encomendas nas duas unidades até o dia 23 de manhã. Custa R$ 130 a unidade, que serve até dez pessoas.

É uma das melhores tatins de São Paulo, viu, gente? Mais gostoso do que levar para casa é se sentar no restaurante é que lindo.

Aproveito o ensejo e passo, abaixo, a receita da minha tarte tatin. É fácil de se fazer e deliciosa.

Ingredientes (massa): 200 g de farinha de trigo (1 xícara e meia, mais ou menos), 125 g de manteiga gelada em cubos (meio pacote), 1 colher (sopa) de açúcar,  1 pitada de sal,  1 a 3 colheres (sopa) de água gelada. Para o recheio: 8 maçãs grandes sem pele, cortadas em oito partes cada (sem sementes), 1/2 limão, 125 g de manteiga  (meio pacote) e
1 1/4 xícara (chá) de açúcar.

Modo de Preparo (massa): Corte a manteiga em cubinhos. Numa tigela, coloque a farinha e os cubinhos de manteiga e misture com as mãos, formando uma farofa. Em seguida, acrescente o açúcar e o sal e misture com as mãos. Adicione uma colherada de água gelada por vez, conforme a necessidade. Vá verificando o ponto da massa. Ela massa deverá ficar lisa e homogênea. Faça uma bola e coloque-a entre duas folhas de plástico filme (pode ser qq plástico, inclusive saquinho de supermercado) e abra a massa até que fique com o tamanho da forma que vc for usar. Recheio: Com uma faquinha afiada, descasque as maçãs e retire as sementes. Corte a maçã (na vertical) em 8  partes e as coloque numa travessa com água e o suco de ½ limão (o limão não deixa que os pedaços escureçam). Numa panela, coloque o açúcar, a manteiga e as maçãs cortadas. Deixe cozinhar até que as maçãs sejam facilmente perfuradas com a ponta de uma faca. (cada pedaço de maçã deve ficar bem dourado). Preaqueça o forno a 180ºC .Numa fôrma redonda antiaderente, distribua as maçãs. A seguir, colocar por cima das maçãs, a massa aberta, até cobrir toda a superfície. Leve a torta ao forno preaquecido e deixe assar por 25 minutos ou até que a massa fique dourada. Retire a torta do forno e deixe esfriar um pouco. Para desenformar a torta, coloque um prato sobre a fôrma, segure bem e vire de uma vez. Se a torta não desenformar de imediato, dê alguns soquinhos na fôrma. Não deixe a torta esfriar muito, pois você correrá o risco de ela ficar grudada na fôrma. Neste caso, e só em último caso, aqueça um pouquinho a torta em fogo baixo e repita a operação. Sirva morna com sorvete de creme.

Serviço: Chef Rouge, rua Bela Cintra 2238, Jardins, São Paulo, tel. 11 3081-7539  

Foto: divulgação

São Paulo recebe festival de cachaça

Quatorze bares de São Paulo aceitaram o desafio de criar drinques inéditos com cachaça, dentro do evento Conexão Cambraia, que chega à sua terceira edição e reúne 14 importantes estabelecimentos da cidade. De 13 de Setembro – considerado o dia da cachaça – a 11 de Outubro, cada um desses bares terá em seus dois drinques especialmente criados para o festival; em todos eles, a cachaça Cambraia envelhecida durante 12 meses em barris de carvalho francês, será usada no preparo das bebidas. Veja a receita de duas delas criadas para o evento:

Conexão Cambraia 2014 - NA MATA CAFÉ - Drinque ''CRANLEC'' - Foto Wellington Nemeth (04) WEB

Cranlec: 50 ml de Cachaça Cambraia, 25 ml de licor Triple Sec, 25 ml de suco de limão, 1 colher de café de açúcar. Modo de fazer: Colocar todos os ingredientes na coqueteleira e agitar por 30 segundos. Na taça Dry Martini fazer uma crosta de açúcar e colocar o drinque. Finalizar colocando cinco gotas de groselha como decoração. (receita do na Mata Café, do bartender Márcio de Souza)

Conexão Cambraia 2014 - BAR NÚMERO - Drinque ''MOSCOW PIRA'' - Foto Wellington Nemeth (03) WEB

Moscow Pira: 50 ml Cachaça Cambraia, 10 ml de suco de limão, 30 ml de mix cerveja e gengibre, cobertura de espuma de gengibre e hortelã. Modo de fazer: Em uma caneca de ágata colocar gelo e em seguida os demais ingredientes. Misturar bem e finalize com a espuma e a hortelã. (receita do Bar Número, bartender Dantley Monteiro)

Serviço: cachacacambraia.com.br

Fotos: divulgação

Para entrar no clima da Itália

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Para entrar no clima da Itália, minha próxima viagem, em meados de outubro (vou para Roma e Nápoles), vou falar de alguns vinhos de qualidade que a La Pastina está importando: Terre Barolo DOCG, Terre Langhe DOC Nebbiolo, Terre Dolcetto D´Alba e Terre Barbera D´Alba, disponíveis no Brasil desde agosto.

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Produzidos na vinícola Terre, propriedade familiar de mais de 120 hectares, os vinhos estão entre os mais emblemáticos de Piemonte, ao norte do país. São frutos de mais de 25 anos de tradição da vinícola, elaborados com as mais famosas castas da região de Langhe (“língua” em italiano), uma das mais importantes regiões vitivinícolas italianas.

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Langhe, uma cidade medieval fundada nos tempos da Roma Antiga, é uma área montanhosa espalhada pela Província de Cuneo, cercada por cidades como Barbaresco e Barolo, que inspiram os nomes de seus vinhos. É nos vinhedos com cerca de 300 metros de altura, esparsos entre montanhas de 400 a 500 metros, que nascem uvas como Barbera, Nebbiolo e Dolcetto, matérias-primas dos mais refinados tintos da região.

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Algumas características das bebidas:

Terre Barolo DOCG, safra: 2006, uva: Nebbiolo, tinto, 24 meses em tonéis de carvalho de Eslavônia, 14,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 168,00.

Terre Langhe DOC Nebbiolo, safra: 2010, Nebbiolo, tinto, seis meses em barricas de carvalho francês, 12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

Terre Dolcetto D´Alba, 2012, Alba, Piemonte, Dolcetto, tinto, sem estágio em carvalho,

12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 75,00.

Terre Barbera D´Alba, 2011, Alba, Piemonte, Barbera, tinto, 12 meses em barricas de carvalho de Eslavônia, 13%, 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

DOLCETTO D'ALBA DOC TERRE copy BAROLO TERRELANGHE DOC NEBBIOLO TERRE copy022748 - BARBERA D'ALBA TERRE

Serviço:

www.lapastina.com

www.emporioeat.com.br

 

Por um mundo mais umami

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Lendo o livro “Cozinhar’, do Michael Pollan, me deparei com um pequeno estudo sobre o sabor umami, no capítulo dedicado ao elemento ‘água’.

O umami funciona de forma um tanto misteriosa se pensarmos nas cinco categorias gustativas fundamentais: salgado, doce, azedo, amargo e umami. As quatro primeiras são fáceis de se sentir na boca. Já a última está ligada a untuosidade.

O umami não tem exatamente um sabor característico, precisa de água para existir e é mais um sabor encorpado, encontrado em alimentos como molho de soja, cozido de carne com legumes, canja de galinha, leite materno, doce de leite, cremes de baunilha, queijo com goiabada derretida, tomates cozidos. Para citar o exemplo da carne de panela, cozida por longo tempo em água, o alimento tem suas proteínas quebradas em vários bocós de aminoácidos, com destaque para o glutamato, ou seja, o sabor umami.

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O umami é um sabor que, diz, Pollan, nos transporta para os alimentos que fazem parte da nossa memória gastronômica afetiva. Ativa o paladar e nos dá a sensação de massa pastosa, de algo apetitoso.

O bacon é um dos alimentos cujo aroma é a perfeita tradução do umami. A culpa é do nitrito de sódio (E 250), sal utilizado como conservante de carne e fixador de cor, em defumados, conservas, frios e enlatados.

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“Quando você vê ingredientes como a proteína vegetal texturizada ou o glutamato monossódico, são todos químicos conhecidos como umami”, explica Pollan. “Os humanos estão programados pela evolução para gostar dos compostos químicos que configuram o umami.”

Alguns sabores umami, que gosto por aí:

Mussaka do Acrópoles (SP)

Carne de panela cozida com leite de coco do restaurante Obá (SP)

Bouef bourguignon do Bistrô de Paris (SP) – veja foto neste post

Bolo de leite de coco da La Vie em Douce (SP)

Suflé de queijo com goiabada do Carlota (SP) – foto neste post

Tarte tatin do Le Chef Rouge (SP)

Fotos: divulgação e banco de imagens

Notas sobre a famigerada ‘gourmetização’ do Brasil

pasteis da casa - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Não sei se já deixei claro nos meus posts, mas sou contra a gourmetização do mundo. No Brasil, muitos usam este mote para praticar preços mais altos. Um hot dog, um pastel, um hambúrguer, um simples brigadeiro, tudo pode ficar de quatro a cinco vezes mais caro. Mas um brigadeiro feito com o chocolate do Combu, feito artesanalmente na ilha paraense, claro, vai ser mais caro do que aquele feito com Nescau. Toda a atenção nunca é demais.

Dica básica: veja se vale o preço. Vá na contramão da moda, certo? Quando estou em vias de pedir um prato que custa muito ou de comprar um chocolate de preço exorbitante, para citar um exemplo, penso comigo mesmo: esse quitute vai mudar a minha experiência, mesmo que momentaneamente? Muitas vezes muda, né? Afinal comida também é emoção.

No mais, minha outra dica é não levar em conta os gourmets do instagram, que, na maior parte do tempo, querem esnobar o mundo, mostrando o seu poder de compra.

pasteis da casa - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Mesmo com essas digressões, deixo claro que não quero contaminar o blog pelo espírito de denúncia. Este não é o espirito do Tudo al Dente… não pretendo falar mal de tendências, nem quero virar um blogueiro cri-cri. Quero ver as tendências. Expô-las. Fazer um apanhado do que vem acontecendo no Brasil e no mundo, em matéria de gastronomia e cultural alimentar.

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1 chopps + 5 pastel - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Ontem, chegou um release do bar Original, que irá servir, na semana que vem, pasteis do Alex Atala (D.O.M.), do Rodrigo Oliveira (Mocotó), Helena Rizzo (Maní), Paola Carosella (Arturito) e Benny Novak (Ici Bistrô). Talvez a porção com quatro unidades médias por R$ 25,00 esteja cara. Bem, mesmo sabendo do valor de cada um desses profissionais, ou até mesmo que o dinheiro arrecadado vai ser revertido para a ONG Gastromotiva. Mesmo com o preço alto, a noticia é no mínimo inusitada e divertida, não é? Por isso a estou publicando. Este é o critério deste blog.

Em todo caso, se não estiver disposto a desembolsar o dinheiro por quatro pasteis de tamanho médio, quem sabe, leitor, surjam ideias para você fazer pasteis diferentes na sua cozinha.

Vamos às dicas… No dia 8, Atala vai de pastel de vatapá; no dia 9, Helena faz um pastel de taioba com queijo meia cura; Rodrigo Oliveira, do Mocotó, prepara pastel de carne de sol, no dia 10. Na quinta (11), Paola Carosella, do Arturito, faz pastel de pera com queijo Serra da Canastra. Encerrando o festival (dia 12), Benny Novak, que faz pastel de rillette de porco.

Serviço:
Original, Rua Graúna, 137 – Moema, São Paulo, tel.: (11) 5093-9486

Fotos: divulgação (nas duas primeiras fotos, pasteis da casa; e na terceira, criação do Rodrigo Oliveira)