Receita: cookies de aveia com gotas de chocolate

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(receita da chef Angélica Vitali; quantidade, 40; tempo, 30 minutos)

Ingredientes: 250 gr farinha de trigo, 140 g manteiga, 100 g açúcar mascavo, 50 g aveia em flocos, 250 g chocolate em gotas, 1 colher de sopa fermento em pó

Modo de Fazer: Misture a farinha e a manteiga até ficar uma farofa. Misture os outros ingredientes até formar uma massa homogênea. Pré- aqueça o forno a 180ºC. Unte a forma com manteiga e farinha. Faça bolinha como brigadeiros grandes, com a palma da mão, achate para ficar como uma bolacha. Disponha na forma, deixando espaço de 2 cm entre os cookies. Leve ao forno por 15 minutos.

Serviço: http://www.angelicavitali.com/

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Chef que já foi açougueiro dá dicas para comprar carne; e também ensina como prepará-la

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O chef Pablo Pavón, do Soeta, de Vitória/ES, já foi açougueiro, você sabia? Ele deu dicas valiosas para se comprar carne e também para se fazer em casa. Veja abaixo:

1 –  Tente comprar carnes em um açougue de confiança. Peça para que o açougueiro corte na hora a peça, em vez de comprar peças já cortadas. Quando cortada na hora, a carne oxida menos, fica mais fresca. Além disso, você consegue saber quais as melhores partes disponíveis ao pedir indicações

2 – Sempre que for assar carne ou passar uma carne na grelha, o ideal é deixá-la repousar por 20 a 30 minutos, para que ela volte à temperatura ambiente. Dessa forma, você evita que o centro da carne não fique frio depois de cozido
3 – Escolha sempre carnes que tenham bom nível de gordura, tanto interna quanto ao redor. Carnes super magras têm menos sabor. Ao derreter, a gordura impregna a carne de sabor. Recomendo escolher cortes como contrafilé e bife ancho com bastante gordura
4 – Deixar a carne marinando por longos períodos com sal é um erro, já que o sal desidrata a carne, tirando seus sucos naturais. Sal e pimenta do reino devem ser colocados segundos antes de se grelhar. Isso é suficiente para temperar a carne e ressaltar seus sabor natural
5 – Quando for grelhar ou assar, comece com fogo muito alto para que a carne sele por fora e preserve seus sucos. Uma frigideira ou grelha mornas cozinharão a carne lentamente fervendo seu suco, deixando-a morna e com sabor de cozida em água
6 – Corte bifes sempre contra as fibras, para que a carne não fique dura
7 – Há muito preconceito com cortes menos usuais e uma vaca é muito mais do que picanha, maminha e alcatra. São mais de 20 cortes e todos os mais conhecidos são da parte traseira. O quatro dianteiro tem vários cortes interessantes como peito, paleta e costelas, que custam quase a metade do preço. Cada corte tem um preparo específico, mas basta perguntar ao açougueiro qual a melhor prepará-lo que ele certamente saberá te orientar.
***
Aproveito o post para dizer que amanhã, dia 30, o restaurante capixaba em que Pablo é chef ao lado de Bárbara Verzola, recebe o chef e a sommelière responsáveis pelo El Baqueano, de Buenos Aires. O restaurante foi considerado o 18º melhor da América Latina pelo ranking 50 Best. No dia, eles apresentarão um menu-degustação com os pratos mais emblemáticos do restaurante porteño, famoso por usar carnes autóctones como lhama e ema.
Serviço: Menu degustação: R$250,00 (serviço e bebidas a parte); Rua Desembargador Sampaio, 332, Praia do Canto, Vitória – ES. Tel.: (27)3026 4433 

Para amantes da cozinha clássica italiana

Clássico Tortellini in Brodo_Crédito Tadeu Brunelli 01

Ontem fui conhecer o restaurante Picchi, em São Paulo. A casa está com menu novo de inverno, criação do chef que tem o mesmo sobrenome do restaurante. O cardápio tem polenta mole com queijo gorgonzola e pancetta crocante a R$ 34, servida em pote hermético e transparente de vidro; seguidos dos principais pratos: raviolone de stracotto de bochecha bovina com gema de ovo caipira servido ao molho de manteiga trufada a R$ 39; tortelini de Parma in brodo a R$ 59 [na foto, o meu prato preferido do menu], finalizando com a sopa de peixe com peixe e frutos do mar grelhados com legumes e pão torrado, servido com um caldo de peixe e vôngole – a R$ 36, entre outros pratos. A sobremesa trazia torta integral de banana com sorbet da fruta, Uma delícia.

Serviço: Rua Oscar Freire, 533 – Jardins – São Paulo – (11) 3065-5560

Foto: divulgação

Aprenda a fazer pudim de queijo da Serra da Canastra

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A receita é da minha amiga Ana Maria Massochi e faz parte do menu do seu restaurante paulista, o Jacarandá. É uma das sobremesas mais gostosas das boas mesas paulistas, não só na minha opinião. É uma unanimidade, que concorre ao prêmio de melhor sobremesa de 2014, na premiação da revista Prazeres da Mesa. Veja a receita aqui.

Ingredientes: 6 ovos; 250g de açúcar; 20g de farinha de trigo; 20g de manteiga; 330g de leite; 70g de creme de leite; 500g de queijo da canastra fresco ralado (se estiver muito curado, vai ficar salgado demais); raspas de 6 limões. Para a calda: 300g de açúcar e 200g de água.

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Modo de fazer:  Calda: Colocar o açúcar numa panela em fogo baixo, deixar derreter sem pegar muita cor. Reservar. Em uma panela colocar o açúcar para derreter. Quando estiver na cor dourada adicionar a água, mexendo bem até ficar uma calda homogênea. Dispor a calda no fundo e no começo das laterais da forma. Reservar. (recomendamos utilizar a forma de bolo inglês). Pudim: Em uma batedeira colocar os ovos para bater. Quando começar a ganhar volume adicionar a calda de açúcar (já morna). Adicionar a farinha e a manteiga. Logo depois o leite e o creme de leite. Quando estiver homogêneo passar toda a mistura para o liquidificador. Acrescentar o queijo e bater. Adicionar as raspas de limão, sem bater no liquidificador para não amargar. Mexendo apenas com uma colher. Passar a mistura para a forma com a calda. Cobrir com filme plástico. Assar em banho maria, no forno a 180° (é importante que a água já esteja bem quente quando entrar no forno). Se possível, colocar uma outra forma ao contrário, sobre o banho maria, para o vapor ficar mais concentrado. Assar por aproximadamente 1 hora, até o pudim firmar. Retirar do forno, deixar esfriar dentro do próprio banho maria. Recomendamos servir com licor de cachaça.

Serviço: Jacarandá, Rua Alves Guimarães, 153, Jardim Paulista, São Paulo, tel.: (11) 3083-3003

Fotos: Giuliana Nogueira

Torta de banana leva rum e canela

Torta com cobertura de banana e creme de rum

A receita é da chef Tatiana Cardoso, do Jorge Restaurante, de São Paulo.  Rendimento: 12 fatias.  Material para a criação: 1 fôrma redonda de borda rendada e fundo removível com 30 cm de diâmetro e 3 cm de altura

Ingredientes [Massa]

2 xícaras de biscoito natural

1 xícara de castanha de caju

½  xícara de farinha de trigo integral

¼ de xícara de manteiga em temperatura ambiente

3 colheres (sopa) de açúcar cristal ou demerara

2 colheres de rum

Recheio da torta

1 copo de requeijão Nata da Serra orgânico

125 g de ricota Gióia

125g de queijo Minas

½ xícara de açúcar cristal

4 ovos caipiras orgânicos

Modo de fazer

Massa

Bata o biscoito com a castanha no processador de alimentos até tornar-se uma farinha. Coloque o rum. Coloque em uma bacia e junte a farinha de trigo integral e a manteiga e misture com a ponta dos dedos. Numa fôrma redonda de borda rendada e fundo removível com 30 cm de diâmetro e 3 cm de altura untada, pressione a massa com as costas de uma colher para que fique bem lisa. Fortaleça primeiramente as bordas e depois alise o centro da torta!

Recheio

Bata o requeijão, a ricota, ½ xícara de açúcar, os ovos no liquidificador até ficar um creme homogêneo e espesso. Coloque sobre a massa da torta e asse em forno médio (180ºC) pré-aquecido por 20 minutos.

Finalização Ingredientes:

12 bananas descascadas e cortadas em rodelas

Serviço: Jorge Restaurante, http://www.etoilehotels.com.br/jorgerestaurante/ 

Arraial gastronômico no Litoral reúne grandes chefs de cozinha

Bel Coelho, Diego Lozano, Lucas Corazza, Flavio Miyamura, VikoTangoda, Dani Padalino, entre mais de 30 chefs, banqueteiros, doceiros e profissionais da gastronomia paulistana vão servir pratos e especialidades no grande arraial em prol do Projeto Buscapé.

Choripan na Baguete Idolo Giusti Neto

A festa da gastronomia e solidariedade acontece a partir das 19h – sexta, sábado e domingo (24 a 26 de Julho) na praia de Boiçucanga (SP).

Entre os pratos, destaque para o sanduíches de porco, de pernil, choripan (o pão com linguiça argentino), buraco quente, hambúrguer; pratos como canjiquinha salgada com costelinha de porco, sopa de cebola, nhoque, porquinho thai com arroz de coco, polenta, arroz lambe-lambe com mariscos, ceviche, galinhada, lámen (caldo oriental com macarrão e legumes), estrogonofe de lombinho, creme de abóbora, raviólis e, ainda, porções para todos os gostos–temaki, coxinhas, milho, croquetes de camarão, empanadas, pizzas. Vai ter até java-porco no rolete!

sushi bol

Para adoçar, doceiras e confeiteiros vão oferecer brownies, cupcakes, pão de mel, pudim de tapioca, bolo de pote,bolo de coco, torta de limão,churros, bolo de amendoim e muito mais.

nhoque de banana da terra coom Ragu de carne seca

O projeto tem a rente do nome de Eudes Assis e esta é a 4º edição do evento.

Nas fotos: Choripan do Idolo Giusti; temaki do Danilo Miyabara, do Sushibol; nhoque de banana do Jiquitaia e Eudes Assis.

Serviço: Arraial Gastronômico Buscapé; Dias: 24, 25 e 26 de Julho – sexta, sábado e domingo – Horário: 19h.  Local: Praça do Pôr do Sol– Boiçucanga – São Sebastião/SP Projeto Buscapé no Facebook – fanpagehttps://www.facebook.com/projetobuscapefanpage?fref=ts

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Dez dicas para uma cozinha mais criativa

O chef Filipe Santos, idealizador do projeto “Chef lá em Casa”, e ganhador do “Cozinha sob Pressão”, programa do SBT, passou para o Tudo al Dente dicas super legais para elaborar pratos criativos em casa. Veja abaixo:

cozinha sob pressão

1 – Oléo de carvão

Pegar um pedaço médio de carvão, colocar na boca do fogão até ele ficar em brasa. E depois colocar o carvão em uma panela com 300 ml de óleo e tampar. Coar no dia seguinte e usar.

2 – Penne Crocante.

Cozinhar o penne seguindo as instruções da embalagem, depois escorrer e secar levemente com um guardanapo. Aquecer um panela com 500 ml de óleo e fritar por imersão até ficar crocante. Reserve. Depois pode ser polvilhado com açúcar, canela ou limão pepper.

3 – Manteiga de vinho tinto

Colocar 400 ml de vinho tinto de boa qualidade em uma panela com uma folha de louro e deixar reduzir pela metade. Reservar e esperar esfriar. Deixar 250 g de manteiga sem sal fora da geladeira por uma hora. Depois com o auxílio de um fuet incorpore o vinho reduzido na manteiga em ponto de pomada. Corrija o sal. Guarde em recipiente fechado na geladeira e use como preferir.

penne frito

4 – Azeite de gengibre

Ralar 300 g de gengibre no ralo grosso, colocar em uma panela 500 ml de azeite de boa qualidade e acrescentar o gengibre. Deixe no fogo baixo e quando começar a ferver desligue e espere esfriar. Repetir a operação três vezes e coar

5 – Sal de anis estrelado

Colocar 300 g de sal grosso no liquidificador e 3 anises estrelados. Triturar até ficar no ponto de sal fino, passar na peneira e usar

6 – Consomé de grana padano

Ralar 450 g de grana padano. Depois em frigideira anti aderente tostar todo o queijo sem deixar queimar para não amargar. Em uma panela, coloque 900 ml de água fria, acrescente o queijo tostado e deixe em fogo médio até reduzir pela metade. Tempere com pimenta do reino branca, corrija o sal e coe

7 – Empanar peixe com farinha de tapioca

Cortar o peixe de sua preferência, temperar e seguir o método padrão de empanamento: farinha de trigo, ovo e farinha de tapioca granulada. Frite por imersão até ficar crocante.

8 – Pó de pipoca

Frite 300 g de canjiquinha em óleo de canola até ficar dourada. Espere esfriar e bata na centrífuga até virar um pó. Corrigir o sal.

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9 – Ovo mollet

Deixar o ovo em temperatura ambiente por uma hora. Colocar a água para ferver e assim que levantar fervura deixar o fogo médio. Coloque o ovo e cozinhe por 4 minutos exatos. Ao tirar da panela, coloque em um bowl com gelo, descasque com cuidado e empane em farinha de sua preferência

10 – Purê de pimenta biquinho

Escorra 500 g de pimenta biquinho em conserva, asse no forno com alguns ramos de tomilho e um fio de azeite a 180ºC por 25 minutos.

Coloque as pimentas assadas na centrífuga com um pouco de manteiga gelada e bata até atingir o ponto de purê. Corrija o sal.

Como é feito o chocolate?

Aluna da Chocolate Academy Sao Paulo_1416_ Monica Bento

Querido em todo o mundo, o chocolate foi criado pelos povos astecas. No século 16, eles coletavam sementes de cacau para fazer o xocoatl, bebida afrodisíaca de sabor amargo e apimentada. Em 1527, colonizadores espanhóis levaram a novidade para a Europa, adoçando-a com canela e baunilha e servindo-a quente. Em 1700, ao chegar à França e à Inglaterra, a invenção ganhou leite. Décadas depois, em 1765, começou a fabricação de chocolates em barras, nos Estados Unidos. No Brasil, o cultivo de cacau teve início no século XIX, no sul da Bahia. Hoje, o país consome cerca de 310 mil toneladas de chocolate por ano, algo em torno de 1,8 quilo por habitante. O chocolate é uma excelente fonte de energia, sais minerais, potássio, fósforo e magnésio. O problema é que, apesar de tanto benefício, o excesso engorda. 100 gramas do produto por dia corresponde a 540 calorias.

Outro dia, fui fazer um curso na Chocolate Academy, em São Paulo, com o chef chocolatier francês Bertrand Busquet [segunda foto deste post], com quem aprendi muita coisa a respeito desta maravilha. Ele contou como se transforma o fruto do cacau em chocolate. Vejam só:

1. A produção do chocolate inicia nas fazendas de cacau com a retirada das amêndoas, as sementes dos frutos que servem de matéria-prima para o doce. Cada cacau contém entre 20 e 50 sementes, com alto teor de gordura e água. Para eliminar parte do líquido, elas passam por uma secagem ao sol por oito dias

2. Depois da secagem, as amêndoas são ensacadas e levadas às indústrias. Na fábrica, a primeira fase da produção é a chamada torrefação, um processo de aquecimento que elimina a umidade e faz surgir o aroma peculiar do cacau. Em seguida, as sementes são resfriadas e seguem para o triturador, que retira as suas cascas

Chef Bertrand Busquet_diretor da Chocolate Academy Sao Paulo_9375bx_foto Keiny Andrade

3. Quando já estão descascadas, as amêndoas passam pela moagem, etapa em que as sementes são picadas em pedacinhos minúsculos. Como as frutas têm um teor de gordura superior a 50%, o produto resultante da moagem não é um pó, mas uma massa pastosa e perfumada. Esse é o ingrediente básico para os diversos tipos de chocolate

4. Agora, a massa de cacau passa por uma máquina de prensagem, que separa o ingrediente em dois produtos. O primeiro é a manteiga de cacau, que é branca, e será reintroduzida na próxima etapa. O segundo é a chamada torta de cacau, uma massa já com a cor do chocolate. Parte dela é dissolvida e misturada ao açúcar para se fazer o chocolate em pó. Outra porção é resfriada e quebrada em tabletes, que serão usados na fabricação do chocolate em barra

5. Na fase seguinte, conhecida como malaxação, começa a diferenciação entre os tipos de doce. Na produção do chocolate preto, a torta e a manteiga de cacau recebem açúcar e leite, formando o chocolate ao leite. O chocolate amargo leva a torta, a manteiga e açúcar. Já o branco é feito apenas com manteiga de cacau, açúcar e leite

6. Em qualquer tipo de chocolate, a massa resultante passa pelos cilindros de refinação, onde os cristais de açúcar da mistura são triturados e quebrados em partículas microscópicas. Isso melhora a textura do doce, deixando-o mais cremoso e gostoso de comer. É esse processo que determina a “finesse” das melhores marcas de chocolate do mundo, como as belgas, as francesas e suíças, e, recentemente, de algumas brasileiras também

Aula do chef Philippe Vancayseele na Chocolate Academy Sao Paulo__1365_Monica Bento

7. Após a refinação, aparelhos conhecidos como agitadores mantêm a massa em movimento, retirando a acidez e a umidade do doce. O processo é chamado ‘conchagem’. Em outro momento, o chocolate passa por diversas trocas de temperatura para cristalizar a manteiga de cacau e deixar a pasta na consistência ideal para ser moldada

8. No último passo, ocorre a moldagem em fôrmas para que o chocolate ganhe o aspecto desejado. Os chocolates são então resfriados até ficarem sólidos

Chocolate amargo = torta + manteiga de cacau + açúcar

Chocolate ao leite = torta + manteiga de cacau + leite + açúcar

Chocolate branco = manteiga de cacau + leite + açúcar

Com a aula, comprovei, mais uma vez, o quanto um bom chocolate se distancia dos produtos industrializados vendidos no supermercado, no Brasil. Conforme a Lei Brasileira que regula o produto, uma barra de qualquer coisa que tenha ao menos 25% de cacau pode ser chamada de chocolate. Por isso os chocolates industrializados têm pouquíssimo (ou quase nada) do sabor do produto original. Lembrando que essas barras podem ser péssimas para a saúde, pois trazem gordura hidrogenada, o que infelizmente ainda é permitido pela legislação nacional.  

Espera-se que isso mude, no futuro. Não é possível que o chocolate brasileiro ainda seja assim, tão inferior. O Brasil é um dos maiores produtos de chocolate do mundo, se não for o maior. Mais um ponto para o governo atentar para a importância da mudança de paradigma em relação ao produto nacional.  

***

Aproveito o ‘post doce’ para dizer que, outro dia, fui à Confeitaria Dama, em São Paulo, provar os doces do Festival de Mil Folhas da casa. São sete sabores: limão Siciliano, paçoca, chocolate, doce de leite, café com caramelo, nozes e romeu e julieta, que são vendidos nas duas unidades da confeitaria até 9 de setembro. O preço da unidade é R$ 12. Meus preferidos: café e limão siciliano.

Confeitaria Dama _ Mil Folhas

Confeitaria Dama _ Mil Folhas

Serviço: www.confeitariadama.com.br

Fotos: Divulgação

Aprenda a fazer alfajor argentino em casa

3 argentina alfajorO tradicional alfajor argentino ganha uma versão tropical nas mãos do chef chocolatier Alexandre Bispo. A receita traz um toque de limão siciliano e faz parte do livro “Chocolate: Uma Paixão Mundial”, que Bispo acaba de lançar no Brasil. As 32 receitas da publicação são releituras de pratos tradicionais da culinária dos países que participam do maior torneio esportivo do mundo, a Copa do Mundo. “Foi um prazer recriar cada uma das receitas deste livro e dar a elas um gostinho de Brasil com os chocolates brasileiros da Harald”, conta Alexandre Bispo.

Alfajor de chocolate ao creme de limão siciliano (Tempo de preparo: 2 horas; rendimento: 30 alfajores)

Biscoito de chocolate – Ingredientes: 170 g ou 8 e ½ colheres (sopa) de manteiga sem sal gelada; 130 g ou 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro; 30 g ou 2 gemas; essência de baunilha a gosto;raspas de limão siciliano a gosto; 280 g ou 2 e ¼ xícaras (chá) de farinha de trigo; 240 g ou 1 e ½ xícara (chá) de amido de milho; 10 g ou 1 colher (chá) de fermento em pó; 6 g ou 1 colher (sopa) de Harald Melken Chocolate em Pó 33%; 80 ml ou 1/3 xícara (chá) de leite gelado e 10 ml ou 2 colheres (chá) de licor de laranja.

Modo de preparo: Bata a manteiga até formar um creme leve e fofo, adicione o açúcar aos poucos com a batedeira ligada e deixe até ficar esbranquiçado. Junte as gemas, uma a uma, até o creme ficar leve e misture a essência e as raspas de limão. Incorpore a farinha peneirada com o amido, o fermento e o Harald Melken em Pó 33% alternando com o leite e o licor de laranja. Passe a massa para uma mesa e sove até ficar uniforme. Forme uma bola e leve à geladeira coberta com filme plástico por 2 horas. Abra a massa entre dois plásticos até atingir 5 mm de espessura e retire o plástico de cima. Com um cortador de 5 cm de diâmetro, corte vários discos. Coloque sobre uma assadeira untada e enfarinhada e asse a 160°C até dourar. Retire e deixe esfriar.

Recheio de doce de leite com limão sicilianoIngredientes: 370 g ou 1 xícara (chá) de doce de leite em ponto de corte; 25 ml ou 1 e ½ colher (sopa) de suco de limão siciliano; raspas de limão siciliano

Modo de preparo: Na batedeira, bata o doce de leite na 1ª velocidade e junte o suco de limão aos poucos. Incorpore as raspas, leve ao fogo e deixe até formar um creme. Retire e esfrie.

Montagem: Espalhe a metade dos biscoitos sobre a mesa. Reserve. Passe o recheio para um saco de confeitar com bico perlê grosso e aplique sobre os biscoitos reservados. Cubra com o restante dos biscoitos formando os alfajores. Leve à geladeira por 30 minutos para firmar.

Cobertura – Ingredientes: 2 folhas de Harald Melken Decor Transfer de sua preferência e cortadas em quadrados de 5 cm; 500 g ou 2 e ½ xícaras (chá) de Harald Melken Chocolate Meio Amargo.

Modo de preparo: Distribua os quadrados de Harald Melken Decor Transfer sobre uma placa lisa. Reserve. Derreta e tempere o Harald Melken Meio Amargo conforme as instruções da embalagem. Com dois garfos, banhe os alfajores no chocolate temperado, deixe escorrer o excesso e, em seguida, coloque-os sobre as folhas de Harald Melken Decor Transfer. Leve à geladeira para finalizar a cristalização, remova o plástico do transfer e guarde em local protegido do calor por 12 horas para embalar ou decorar.

Aprenda a comprar bons queijos em sete lições

queijo canastra

O mestre-queijeiro Bruno Cabral acaba de lançar em parceria com o sommelier Manoel Beato o livro Queijos brasileiros à mesa com cachaça, vinho e cerveja (editora Senac São Paulo), em que ambos compartilham a experiência de comer queijos acompanhados de boa bebida.

Aqui, Bruno nos dá dicas essenciais para você comprar queijos de qualidade:

1 – Supermercado não é o melhor lugar para se comprar queijo em primeiro lugar. Recomende local onde tenha sessão especializada em queijos como lojas de queijos ou empórios.

queijo Fromage Velay

 Entender cada tipo de queijo:

2 – Observar a casca: Um queijo sem mofo ou outro componente na casca ( Serra da Canastra, Parmesão, Gouda, Gruyere…) não deve ter rachaduras na casca. As rachaduras indicam um mal tratamento durante a maturação

3 – Ou seja, um queijo minas meia cura não deve ter aromas forte e um queijo azul (Roquefort ou Gorgonzola) não deve ser suave de sabor e pode ter aromas mais pronunciados.

4 – Prefira queijos que não estejam a temperatura ambiente. Os queijos cortados em cunhas ou pedaços maiores devem ser mantidos sobre refrigeração e embalados com plástico film ou vácuo para evitar o ressecamento e  conservar os queijos. Já os queijos inteiros podem estar a uma temperatura controlada de não mais de 20°C, podendo estar embalados a vácuo também, porem nunca a temperatura ambiente. A embalagem a vácuo e temperatura ambiente não são compatíveis.

queijos

O queijo nunca deve ser mantido ou conservado a temperaturas acima de 20°C em hipótese alguma pois acelera o processo de degradação do queijo e prejudica o sabor e textura do queijo.

A única exceção deste caso é no consumo em casa, pois o queijo deve ser consumido a temperatura ambiente, em media de 20°C à 25°C. Porem, só antes e durante o consumo.

queijo fromage

5 – Compre menos quantidade e mais vezes. O queijo é sempre melhor conservado em lojas especializadas e além de terem uma conservação mais profissional, o giro do produto é mais rápido.

6 – Aceite recomendações do vendedor de sua loja especializada mais próxima. Ele sempre vai saber te recomendar o melhor.

 7 – Combine o queijo com o que mais gostar e compartilhe esse momento com alguém especial pois o queijo é um produto especial.

Serviço: 

http://www.editorasenacsp.com.br/