Jantar francês na casa do escritor

sopa_cebola.JPG

A gastronomia na minha vida

Olá, gente! Aqui é o Alê, que escreve este blog. Outro dia me pediram uma apresentação do mundo da gastronomia na minha vida. Eu disse que me interesso pela área desde criança, quando a palavra ‘gastronomia’ era pouco conhecida no Brasil.

Me lembro dos almoços do meu pai. Todos os domingos, eu acordava com a casa cheirando à dobradinha, à feijoada. Ele fazia doce de coco, doce de leite, pavê. Falava que eu era o seu doce de coco. Enquanto fazia a sobremesa, cantava ‘Doce de coco’, música que Elizeth Cardoso gravou lindamente!  (Ouça aqui a música).

Sou de uma família do interior, Pinhal (SP) e, pelo lado do meu pai, tive muito acesso à culinária. Uma tia tinha um bufê de festas. Ia na casa dela raspar latas de leite condensado cozido, que ela usava para rechear seus bolos, que eram repletos de gordura hidrogenada, ingrediente que hoje é praticamente um crime na culinária. Pois eu raspava também as travessas de glacê azuis, rosas.

Pelo lado da minha mãe, me lembro do fogão da minha avó. Ela fazia pratos simples e deliciosos, como uma sopa de macarrão com feijão e carne desfiadinha, da qual nunca me esqueci. Ainda tenho dois tios, irmãos da minha mãe, que tiveram bares. Nas minhas férias, aos 12, 13 anos, eu pedia para trabalhar com eles. Não queria ficar no salão, mas na cozinha, ajudando cozinheiros.

tajine frango.jpg

Os tempos se passaram e, em 1993, num período hippie tardio, fui morar na linda Visconde de Mauá (RJ). Lá, trabalhava na cozinha de um restaurante chamado El Divino. Todas as manhãs, ia a um criadouro de trutas e voltava com dez quilos de peixe no lombo, que depois limpava, temperava com limão e umas gotinhas de azeite e servia grelhadas.

Minha próxima experiência em gastronomia foi na Inglaterra. Morei em Londres, de 1997 a 2000, e trabalhei em alguns restaurantes, como ajudante de cozinha. Me chamavam para lavar louça, mas eu dava um jeito de me aproximar dos chefs e na cara dura acabava pedindo um posto na montagem de entradas e sobremesas.

Sou jornalista e escritor e, após este período na Inglaterra, em 2000, voltei para São Paulo. Foi quando comecei a escrever sobre gastronomia para diversos meios de comunicação. Criei este blog, que escrevo até hoje, com bastante prazer.

Mal sabia que o destino me colocaria nas cozinhas novamente. Em 2002, houve uma espécie de chamado de alma. Então fui viver na França, trocando as letras pelos temperos.  Trabalhei em diversos restaurantes por lá, em várias cidades. Dos mais simples, aos que constam nos guias da ‘boa mesa’ do país.

Três anos e meio depois, de volta ao Brasil, resolvi contar a experiência que tive nesses restaurantes franceses no livro de memórias PARIS-BREST…. que sai pela Companhia Editora Nacional, em agosto (mês que vem).

paris_brest.jpg

Na obra, reúno histórias que ouvi e vivi nessas cozinhas, além de 60 receitas, algumas da culinária tradicional de lá, outras que adaptei, e ainda algumas africanas, inglesas, e de pessoas que passaram pelo meu caminho, nesta jornada.

Foi para comemorar o lançamento do meu livro PARIS-BREST, que resolvi refazer algumas das receitas do livro, em casa, para grupos de pessoas. A ideia é lembrar um pouco dos tempos maravilhosos em que vivi na França, mas também dividir com as pessoas daqui tudo o que aprendi por lá.

casadoescritor2.jpg

Os jantares em casa

Os primeiros eventos da série ‘Jantar na casa do escritor’ foram um sucesso! Aconteceram nas últimas semanas e todo mundo comeu e bebeu bem e bastante! Como deve ser!

Anotem aí: Nas próximas semanas a festa continua. Sempre com comida boa em ambiente acolhedor (foto acima)!

Nos próximos jantares servirei Drink de boas-vindas; Pão integral caseiro; Capuccino de cogumelos variados; Tajine de frango e legumes com especiarias do Oriente servido com cuscuz marroquino; e Crumble de banana com farinha integral com sorvete de creme; além de água, café e chá.

O valor é R$ 120, por pessoa (com vinho incluso). Caso os comensais queiram trazer vinhos, o valor é o mesmo por pessoa. 

Os jantares terão sempre as receitas do meu livro, PARIS-BREST.

Serviço:
Reservas: de quatro a seis pessoas. Por e-mail alestaut@hotmail.com ou telefone: (11) 99773-6574. os jantares acontecem no centro de SP, pertim do Teatro Oficina, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, sempre às 21h. Anotou? 😉 

bjs, obrigado,
Ale

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s