Villa do Poeta, pousada de charme em Pinhal

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Amigos, o lançamento do meu livro “Paris-Brest”, em Pinhal ~ minha cidade ~ acontece no sábado (8 de outubro, a partir das 19h30), na Villa do Poeta, uma pousada linda situada no Centro.

A hospedaria foi aberta há poucos anos e é um charme. O lançamento acontece num espaço para eventos, que já abrigou exposições de artistas locais e uma mostra de fotos do coletivo Cia. da Hebe, das amigas Monica Sucupira e Tika Tiritilli.

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Conheci o lugar, aliás, quando fui ver as fotos dos integrantes do grupo. A pousada é um projeto de Tina Campos Salles e do Fernando. A motivação de ambos foi criar um ambiente acolhedor, onde a cultura estivesse atuante e presente, com obras de artistas e artesões locais. No hobby charmoso casarão estão esculturas em madeira belíssimaso Gucci, jovem artista da cidade.

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O serviço é pra lá de personalizado. Assim como a decoração de cada um dos ambientes. A abertura da pousada vem num momento de grandes novidades que estão transformando Pinhal em point turístico na Serra da Mantiqueira. Entre as pequenas joias locais, estão o restaurante Opção Trattoria, a vinícola Guaspari, além de eventos como a Semana Literária Edgard Cavalheiro.

Cheguei a cunhar, na minha coluna do site Tá na Moda Online, que a região é a Toscana Brasileira. Parece que todo mundo gostou. Veja aqui a matéria que fiz.

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Já que “Paris-Brest” é essencialmente um livro de gastronomia, queria dar uma sugestão de refeição imperdível, para quem visitar Pinhal. Não deixe de ir ao Opção Trattoria, que fica ao redor da praça da Bandeira, muito perto da Villa do Poeta.

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O restaurante tem a cozinha comandada pela jovem chef Alessandra Lourenço e traz um mix interessante de pratos, todos alinhados à moderna gastronomia que se pratica hoje no mundo. A trattoria oferece receitas clássicas à base de carnes, aves, peixes e massas e uma carta de vinhos com excelente seleção e preços justos, inclusive os recém-lançados da Vinícola Guaspari.

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O restaurante opera de terça a sábado das 18h até o último cliente. Sextas e sábados, oferece música ao vivo, e aos sábados e domingos abre para o almoço. Aí, amigos da região,  que tal um aperitivo antes ou depois do lançamento de “Paris-Brest”?

Fica a dica!

Serviço:

Pousada Villa do Poeta:  Praça da Bandeira, 78 – Espírito Santo do Pinhal  –  SP , contato@villadopoeta.com.br Tel.: (19) 3651.3120/ cel.: (19) 9931-71687 http://www.villadopoeta.com.br/

Opção Trattoria: Opção Trattoria, Rua Abelardo Cesar 152 (Praça da Bandeira), tel.: (19) 3661-4646, de terça a sábado, das 18h até o último cliente; aos sábados e domingos, abre para o almoço. www.opcaotrattoria.com.br

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Receita: mousse de tomate seco

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Receita Mousse de Tomate Seco da chef Rita Atrib

(Buffet Petit Comité)

Ingredientes

250 g de tomate seco

01 xícara de chá (180 g) de maionese

2 xícaras de chá (400 ml) de leite

500 g de creme de leite

02 envelopes de gelatina sem sabor

10 colheres de água

01 colher de chá de sal

Modo de preparar:

– Dissolva a gelatina em 10 colheres de sopa de água fria, deixe descansar por 5 minutos e leve em banho maria para dissolver

– Bata os ingredientes no liquidificador

– Adicione a gelatina por último e de uma leve batida

– Coloque num recipiente e leve à geladeira

Rendimento: 01 anel médio (para oito pessoas)

 

Uma semana em Teresina, terra da Maria Isabel e da cajuína

 

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Tinha vindo uma vez ao Piauí em 2010, com o chef Carlos Ribeiro para a cobertura do festival de cultura de Campo Maior, cidade a 80 km de Teresina, para uma reportagem para a revista Prazeres da Mesa.

Um convite da Reila, e novamente estou no Estado, desta vez para acompanhar o Festival Maria Isabel, que tem como curadora a chef Mônica Rangel. Está quente, gente! No sábado, o motorista da van que leva os jornalistas pra lá e pra cá disse que fazia 44 graus celsius. Acreditei nele!

Enfim, aqui a gente tem que desencanar do calor. Mas essa solaridade toda não deixa de ser uma coisa boa! Como disse Mônica, na sua aula, hoje, na sede do Sebrae local, deixa as frutas deliciosas, madurinhas, dulcíssimas.

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Em todo caso, todooos os ambientes tem ar condicionado a mil. Mas deixa eu contaros primeiros dias da viagem em seus detalhes…

Para abrir a programação com chave de ouro, nossa guia local, Francisca, nos levou para conhecer uma fábrica de tear artesanal, ao centro de artesanato (onde se pode comprar cerâmicas bonitas da Serra da Capivara, além de tolhas de mesa alvíssimas, bordadas) e à Cajuespi, associação de produtores de cajuína (para quem não sabe, a bebida típica local, cristalina e deliciosa, feita do caju maduro). Lá vi que com o caju é possível fazer doces variados, cachaça, licor, e até um espumante que ainda não está no mercado.

O almoço do primeiro dia foi no Favorito Comidas Típicas, um dos restaurantes mais famosos daqui. O destaque é a paçoca de carne de sol servida com banana madura e um vinagrete de cebola dos deuses. O jantar foi no Dona Gett, onde se come a melhor carne de sol da cidade, conforme me disseram aqui. Ela estava derretendo na boca. Foi servida com macaxeira cozidíssima e passada na manteiga de garrafa. Coisa de louco.

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E fomos a outros restaurantes, em que comemos, como não poderia deixar de ser, capote (galinha d’angola), que veio misturada a arroz, em ensopado ao molho pardo etc.  E rabada, e buchada, e doces de caju…

Ontem, mais programas ao ar livre. Antes da abertura oficial do Festival, que acontece no shopping Rio Poty (e que estava lotada, uma beleza!), conhecemos o Parque Ambiental Encontro dos Rios, e aproveitamos para comer manjubinha frita no restaurante flutuante que fica na altura do encontro dos Rios Poti e Parnaíba.

No mesmo dia, visitamos o Polo Cerâmico, onde comprei uma panela de barro linda por R$ 20. O local é conhecido por bairro Poti Velho. Bem pertinho está a primeira Igreja de Teresina, Nossa Senhora do Amparo.

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Hoje no Sebrae, teve aula do chef Dalton Rangel, que fez uma espécie de ceviche com molho de tamarindo. Mônica subiu ao palco em seguida e fez duas sobremesas, em que usou redução de cajuína. Uma espécie de petit gateau pra lá de criativo (e bom), servido com sorvete.

O festival continua. Fico aqui até a noite de quarta-feira. A programação inclui visita ao mercado Mafuá, um dos mais famosos da cidade, ao Centro Histórico de Teresina e seus atrativos… o Complexo Praça Pedro II, que compreende o Teatro 4 de Setembro, Central de Artesanato Mestre Dezinho, Cine Rex, Clube dos Diários, Palácio de Karnak (visita interna), Igreja de São Benedito, etc.

Há ainda aulas de chefs brilhantes e queridas, que estão aqui também… A da baiana Tereza Paim (do restaurante casa de Tereza) acontece amanhã cedo no Sebrae. Às 15h, é a vez da chef Ana Bueno, do Banana da Terra, de Paraty, fazer a suas receita. E ainda há a aula da chef mineira Elzinha Nunes. Essa turma toda veio ao local na semana passada para pesquisas de ingredientes típicos!

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E os passeios dos próximos dias incluem o Mercado de Piçarra, caminhada no Parque Potycabana, o Museu de Arte Santeira, entre outros eventos e mais jantares típicos. Depois conto tudo! Agora vocês me dão licença que vou abrir minha cajuína da noite. Está geladinha, no frigobar, esperando por mim.

Ah, para esclarecer, Maria Isabel, que dá nome ao festival, é um prato típico. Leva arroz e pedaços de carne de sol grelhada, com temperos deliciosos, como a pimenta de cheiro (estou apaixonado por pratos com o ingrediente) e coentro, claro. Como Carlos Ribeiro disse na minha primeira viagem ao Piauí, o coentro é a lavanda do Nordeste. Bonito, né?