Aprenda a fazer ravioli de alcachofra para saudar a primavera

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A receita é do chef Cleber Antonangellio. Boa primavera a todos os nosso leitores!

RAVIOLI DE ALCACHOFRA AO MOLHO DE VINHO

INGREDIENTES

Massa Verde:

300g de farinha de trigo

1 ovo

1 colher de sopa de Azeite

100g de espinafre

Massa Vermelha:

300g de farinha de trigo

1 ovo

1 colher de sopa de Azeite

100g de beterraba cozida

Recheio:

500g de fundo de alcachofra.

3 dentes de alho

1 cebola media picada.

Sal e pimenta e salsinha a gosto.

1 cálice de vinho branco Seco

 Molho:

750ml vinho tinto seco.

250ml de creme de leite fresco.

Sal e pimenta a gosto

MODO DE PREPARO

Modo de preparo massas:

Coloque o ovo, azeite e o espinafre em um processador e processe até ficar homogêneo. Acrescente a farinha aos poucos até dar a liga. Se preferir, misture a farinha com os ingredientes processados em cima de uma mesa e finalize com as mãos. Envolva em um plástico filme e deixe descansar por 30 min.

Para massa vermelha substitua o espinafre pela beterraba e repita o processo.

Modo de preparo recheio:

Refogue em uma panela o alho e a cebola até dourar. Acrescente o fundo da alcachofra cortada em cubos e o vinho branco e deixe apurar por aproximadamente 5min em fogo baixo. Deixe esfriar e recheie a massa.

Modo de preparo molho:

Coloque o vinho em uma panela e deixe reduzir pela metade em fogo baixo. Acrescente o sal e a pimenta. Finalize com o creme de leite fresco até engrossar.

Montagem:

Abra as massas separadamente em uma superfície lisa polvilhada com farinha, com um rolo para abrir massas. Coloque o recheio separadamente em porções pequenas sobre a massa vermelha e cubra com a massa verde. Com os dedos, remova um a um todo o ar entre as massas. Utilizando um cortador quadrado para massas, corte os raviólis e deixe-os separados. Em uma panela grande cozinhe a massa até eles subirem para a superfície. Retire-os e sirva-os com o molho quente.

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Destaque da semana: Festival Tempero Bahia, em Salvador

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Estou voltando de Salvador, onde participei do festival Tempero Bahia, que nasceu a partir do já tradicional Tempero do Forte. A festança ocorre na capital do estado até domingo que vem (dia 24). Para a primeira edição, o tema escolhido foi “Baía de Todos os Santos – da carne de fumeiro aos frutos do mar”.

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A festa reuniu 25 restaurantes, de Stella Maris ao Centro Histórico, que criaram pratos que valorizam ingredientes locais. Ocorreu também no Passeio Público, uma charmosa praça do século XIX, com música, arte, artesanato, produtos da terra, comidinhas da Bahia e aulas de gastronomia brasileira.

ANA

Assim que cheguei, no sábado, fui conhecer a Casa de Tereza, da chef Tereza Paim, que fica num casarão incrível, no coração do Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade. Nunca tinha ido ao belo restaurante da Tereza.  Ainda não conhecia o local, que é lindo de morrer e tem pratos incríveis, como a moqueca Ana Bueno, que provei ontem, e que traz peixes e camarões, além de outros frutos do mar e banana da terra. Por falar em Ana Bueno e em banana da terra, a chef de Paraty cozinhou na Casa de Tereza, durante os dias iniciais do festival. O prato chamado “De Aninha para Tereza”trazia quinua, camarões, uma telha de acarajé e espuma de vatapá. Pensa num acarajé descontraído. O prato tinha sabor do quitute mais conhecido da Bahia, mas com apresentação criativa. Estava delicioso.

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No sábado, almocei tres vezes. Chez Tereza, depois no italiano Bela Napoli, onde comi um levíssimo e delicioso Ravioli de Fumeiro com cebola caramelizada, musselina de banana da terra e queijo coalho grelhado. Mais tarde, fui ao Mistura, que tem uma das mais belas vistas para a Baia de Todos os Santos, que recebeu Andrea Ribeiro (RJ) e Elismar Anselmo (SE). A dupla apresentou Arroz de São Francisco do Conde, prato do Recôncavo, com aratu, camarão e carapeba, com vinagrete de andu e farofinha crocante de beiju com dendê. Pensa numa mistura de sabores deliciosa, crocante, a cara da Bahia.

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Um dos destaques no Passeio Público, além das aulas der gastronomia com cgefds como César Santos, de Olinda, foram shows, entre eles, da Orquestra Paulista de Viola Caipira, uma beleza.

Ainda dei sorte e peguei o coquetel da Boa Lembrança – organização que tem como símbolo aqueles pratos lindos – no hotel Sheraton, na capital baiana. Enfim, um fim de semana maravilhoso.

 

Já pensou em fazer roteiro turístico por vinícolas da Inglaterra?

 

Credit Helen Dixon - autumn view - lo-res

Quem ainda não provou pode nem acreditar, mas a Inglaterra está definitivamente na rota de produção de bons vinhos, em especial espumantes. O aquecimento global tem favorecido experimentações no plantio de diversas uvas ao sul do país, algumas inimagináveis no Reino Unido meio século atrás, como Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay – as principais usadas em Champagne. Quase nada chega ao Brasil. As produções são pequenas, e as garrafas, caras para atravessar o Atlântico.

Agora surge uma oportunidade para entender o que está acontecendo por ali e provar vinhos raros, dificilmente encontrados mesmo em outras regiões britânicas: um roteiro guiado e comentado em português a uma das mais icônicas vinícolas da região de Surrey, a Denbies Wine Estate, localizada a apenas 50 minutos de trem do centro de Londres. O roteiro é oferecido pela Londres Tours (canallondres.tv), empresa de turismo segmentado especializada em Reino Unido.

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O roteiro inclui degustação de seis rótulos da casa, comentada em português pela jornalista Marta Barbosa Stephens, colunista de Prazeres da Mesa, que escreve sobre vinhos há uma década. Há três anos morando na Inglaterra, Marta mora nos arredores de Denbies e acompanha o grupo de turistas durante toda a visita, explicando sobre o terroir e as experimentações no plantio de uvas. Com vinhas jovens plantadas em 1986 e espumantes premiados no Reino Unido, os rótulos de Denbies resumem o British style. São espumantes com ótimo perlage, secos e refrescantes, com sabor mais mineral que o francês.

Para quem está de passagem em UK e gosta de vinho, essa é ainda uma oportunidade de desfrutar dos bons ares do country side e da atmosfera clássica britânica. Custa 99£ em grupos de no mínimo quatro pessoas, e dura aproximadamente cinco horas, incluindo a viagem de trem com saídas de Waterloo ou Victoria Station.

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Nesta visita, além de um passeio pelas vinhas e pelo centro de fermentação e envelhecimento, com explicação sobre todo o processo de produção, há uma degustação dos principais rótulos da casa – três vinhos e três espumantes. No final, uma refeição no The Gallery Restaurant, que fica no terceiro andar da vinícola, com vista panorâmica para as vinhas.

Mais informações: tours@canallondres.tv

 

Curso na Casa do Saber apresenta vinhos franceses

BORGONHA

Em três encontros, neste mês, alunos poderão degustar e conhecer mais sobre o mundo do vinho, na Casa do Saber, em São Paulo, com Aguinaldo Záckia, além de degustar deliciosos Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot e Pinot Noir.

A França se destaca pelo capricho com que a bebida é tratada: não à toa, o país é a grande escola de enologia para produtores do mundo inteiro, produzindo 60 milhões de hectolitros por ano, com consumo médio de 42 litros por habitante ao ano – aqui no Brasil, para comparação, bebe-se cerca de 2 litros ao ano.

Os encontros, com degustação de vinhos escolhidos pelo professor, apresentam a história da vinha e do vinho na França, suas uvas, as appellations d’origine contrôlées, seus terroirs e os múltiplos estilos de seus vinhos.

Biografia: Aguinaldo Záckia

Encontros:

13/09 Introdução ao vinho francês: Bordeaux e Loire

20/09 Bourgogne, Champagne e Alsace

27/09 Vallé du Rhône, Provence e Languedoc-Roussillon

Serviço:

 O Mundo do Vinho: a França – com degustações – por Aguinaldo Záckia

Quartas, 13, 20 e 27/09, às 20h. 3x R$ 180,00.  Inscrições:  http://casadosaber.com.br/sp/cursos/gastronomia/o-mundo-do-vinho-a-franca.html

Casa do Saber: R. Dr. Mario Ferraz, 414, Jardim Paulistano, SP. Tel: 11 3707-8900​