Aprenda a fazer 10 receitas do livro novo da chef Ana Luiza Trajano

Livro Básico_Capa_Alexandre Schneider.jpg

SALADA DE MAIONESE 

12 porções

1 hora

Fácil

4 batatas em cubos médios

3 cenouras em cubos médios

3 chuchus em cubos médios

1½ xícara (chá) de ervilha fresca

1 gema

1 colher (sopa) de mostarda amarela

½ garrafa de óleo milho

Suco de ½ limão

Salsinha picada

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Cozinhe os legumes separadamente em água com um pouco de sal até ficar al dente; retire e coloque em uma vasilha com água e gelo, para interromper o cozimento. Enquanto esfriam, prepare a maionese: bata a gema com a mostarda e despeje o óleo em um fio contínuo, batendo sem parar até engrossar. Tempere com o suco de limão, salsinha, sal e pimenta-do-reino. Junte os legumes e misture com cuidado, para não amassar. Sirva fria ou gelada.

TUTU DE FEIJÃO 

6 porções

30 minutos

Fácil

½ xícara (chá) de toucinho defumado picado

2 colheres (sopa) de banha ou manteiga de garrafa

½ cebola picada

3 dentes de alho picados

500 g de feijão cozido com caldo

¾ de xícara (chá) de farinha de mandioca fina

½ maço de cebolinha-verde em rodelas finas

Torresmo, para acompanhar

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Refogue o toucinho na banha, até dourar. Junte a cebola e o alho e refogue mais um pouco. Acrescente o feijão com o caldo e aqueça. Com uma colher, amasse os grãos – se quiser, pode bater no liquidificador, mas o objetivo é deixar rústico. Tempere com um pouco de sal e pimenta-do-reino e acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sem parar. Cozinhe por alguns minutos e finalize com a cebolinha. Sirva com os pedaços de torresmo por cima.

PICANHA ASSADA COM SAL GROSSO

4 porções

1h10

Fácil

1 picanha com 1 kg

Sal grosso

Tempere a picanha com sal grosso de todos os lados, sem exagerar. Coloque numa assadeira e cubra com papel-alumínio. Leve ao forno 180°C por cerca de 1 hora, ou até ficar macio. Tire o papel e deixe dourar um pouco antes de servir.

 LEITOA PURURUCA

10 porções

5-6 horas, mais o tempo para marinar

Difícil

½ leitoa cortada no sentido do comprimento

1 garrafa de vinho branco

5 dentes de alho amassados

2 garrafas de óleo de milho

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Faça furos na leitoa e tempere com o vinho, o alho, sal e pimenta-do-reino – esfregue principalmente na parte de dentro. Deixe marinar por 2 horas. Cubra a carne com papel-alumínio e asse em forno preaquecido a 200°C, por cerca de 2h30, ou até estar macia. Coloque a leitoa sobre uma grade e seque a pele com papel-toalha, para retirar o excesso de líquido. Aqueça bem o óleo. Coloque uma luva de pano e, com uma concha, despeje o óleo quente sobre toda a pele do porco, até pururucar. Tome muito cuidado para não se queimar.

ESMIUÇANDO: Foi por causa dessa receita que eu quis aprender a cozinhar. Quando Dona Altina preparava a leitoa para a ceia, os mais velhos se serviam primeiro. Só depois vinham as crianças e, na minha vez, eu ficava apenas com a carne, pois a pele pururuca que eu tanto adorava já tinha acabado. Quando comecei a cozinhar, portanto, me dei o direito de tirar umas lasquinhas assim que a pele pururucava. O nome desse preparo, tão tradicional no interior de São Paulo e Minas Gerais, tem uma origem curiosa. Pururucar é um termo que vem do tupi-guarani como variação da palavra pororoca, que significa “estrondo”.

ARROZ DE FORNO 

6 porções

1h40

Médio

 1 kg de tomates

750 g de carne moída (patinho)

5 colheres (sopa) de óleo de milho

1 cebola picada

2 dentes de alho picados

1 folha de louro

2½ xícaras (chá) de arroz branco

2 xícaras (chá) de queijo muçarela ralado grosso

½ xícara (chá) de azeitona verde picada

3 ovos batidos

½ maço de cheiro-verde picado

3 xícaras (chá) de queijo parmesão ralado

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Coloque o tomate em uma panela e cozinhe em fogo baixo, sem água, até desmanchar. Bata no processador, passe por uma peneira e reserve. Tempere a carne com sal e pimenta-do-reino. Refogue em 3 colheres (sopa) de óleo, até ficar sequinha. Junte ½ cebola e 1 dente de alho; refogue mais um pouco, até murchar. Acrescente o molho de tomate e o louro; cozinhe por 20 minutos. Enquanto isso, prepare o arroz branco: refogue a cebola e o alho restantes em 2 colheres (sopa) de óleo. Adicione o arroz, cubra com 5 xícaras (chá) de água morna e tempere com sal. Quando estiver cozido, acrescente o molho de carne moída. Deixe esfriar um pouco e junte a muçarela, a azeitona, os ovos e o cheiro-verde, misturando bem para ficar uniforme. Coloque em um refratário, cubra com o queijo parmesão e leve ao forno preaquecido a 180°C, até dourar. Sirva quente. O arroz de forno é uma receita de aproveitamento – ou seja, bem versátil. Dá para acrescentar ingredientes como milho ou ervilha, por exemplo, e trocar a carne moída por frango desfiado ou carne de porco em cubinhos.

FEIJÃO TROPEIRO 

16 porções

2 horas

Fácil

1 kg de feijão carioca ou roxinho

4 colheres (sopa) de banha de porco

2 xícaras (chá) de toucinho defumado em cubinhos

2 linguiças frescas sem a pele

1 cebola picada

3 dentes de alho picados

4 xícaras (chá) de farinha de mandioca torrada fina

8 ovos cozidos em rodelas

1 maço de cebolinha-verde em rodelas finas

Sal a gosto

Cozinhe o feijão com um pouco de sal até ficar al dente; descarte o caldo e reserve. Aqueça a banha e frite o toucinho até dourar; junte a linguiça, frite até ficar cozida e, por fim, refogue a cebola e o alho. Coloque o feijão, adicione a farinha de mandioca, misture bem e deixe dourar levemente. Acerte o tempero e finalize com os ovos e a cebolinha. Se quiser, sirva com torresmos

ESMIUÇANDO: O nome remete aos comerciantes que viajavam por todo o país, especialmente entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, a partir do século 17. A receita nada mais é do que uma refeição completa feita a partir de ingredientes que poderiam ser carregados por eles ou facilmente encontrados pelo caminho.

GELATINA COLORIDA 

6-8 porções

3-4 horas

Médio

4 caixas de gelatina (sabores a gosto)

1 colher (sopa) de gelatina em pó sem sabor

½ xícara de leite

2 xícaras de creme de leite fresco

5 colheres (sopa) rasas de açúcar

Prepare as quatro caixas de gelatina separadamente, seguindo as instruções da embalagem. Quando endurecer, corte em cubinhos e mantenha na geladeira. Coloque 2 colheres (sopa) de água em uma vasilha pequena, polvilhe a gelatina em pó e misture bem. Deixe hidratar por 2 a 3 minutos. Aqueça o leite, acrescente a gelatina hidratada e mexa para incorporar. Junte o creme de leite e o açúcar e misture delicadamente à gelatina colorida. Leve à geladeira até firmar.

PAVÊ DE CHOCOLATE COM BISCOITO CHAMPANHE 

8 porções

4 horas

Média

5 xícaras (chá) de leite, mais um pouco para umedecer os biscoitos

1 xícara (chá) de açúcar

2 ovos

½ xícara (chá) de amido de milho

1 colher (sopa) de manteiga

3 pacotes de biscoito champanhe

4 colheres (sopa) de chocolate em pó

1 ½ xícaras (chá) de chocolate meio amargo picado

1 xícara (chá) de chocolate ao leite picado

½ xícara (chá) de creme de leite fresco

Para o creme, leve o leite e o açúcar ao fogo. Bata os ovos na batedeira até dobrar de tamanho. Dilua o amido no leite quente e adicione aos ovos, aos poucos, para não coagular. Volte ao fogo brando até engrossar. Tire do fogo e adicione a manteiga. (Se desejar, adicione 4 gotas de essência de baunilha ou 1 fava de baunilha.) Espere esfriar. Umedeça os biscoitos em um pouco de leite misturado ao chocolate em pó. Em um refratário, monte uma camada de biscoitos e uma de creme; repita. Derreta o chocolate meio amargo e ao leite em banho-maria e misture ao creme de leite fresco, até formar uma calda densa. Cubra o pavê com a calda e leve ao freezer para gelar.

RABANADA

6 porções

20 minutos

Fácil

3 pães de sal

2 xícaras (chá) de leite

2 xícaras (chá) de açúcar

3 ovos

4 colheres (sopa) de manteiga

½ xícara (chá) de canela em pó

Corte os pães em fatias. Misture o leite, metade do açúcar e os ovos bem batidos. Passe os pães no leite, dos dois lados, e frite em manteiga. Depois passe no açúcar e na canela e sirva.

ESMIUÇANDO: Presente até hoje nas ceias de Natal em Portugal, a rabanada também se conhece como fatia de parida ou fatia dourada. Na Bahia, comia-se com café do mesmo modo que banana frita com canela e açúcar ou fruta-pão cozida e assada.

BOLO GELADO DE COCO 

Rendimento: 1 forma retangular
Tempo de preparo: 1h30

2 xícaras (chá) de açúcar

4 ovos

2 colheres (sopa) de manteiga sem sal

1 xícara (chá) de leite

2 xícaras (chá) de farinha de trigo

3 colheres (sopa) de coco fresco ralado fino

1 colher (sopa) de fermento químico

Ingredientes cobertura:

1 xícara (chá) de açúcar

1½ copo (americano) de leite de coco

1 xícara (chá) de coco ralado fresco

Bata no liquidificador o açúcar, os ovos, a manteiga e o leite. Adicione a farinha de trigo e o coco ralado; misture. Incorpore o fermento e transfira para uma forma quadrada ou retangular untada e enfarinhada. Asse em forno preaquecido a 160°C por cerca de 35 minutos. Misture os ingredientes da cobertura. Retire o bolo do forno, deixe esfriar e corte em quadrados. Mergulhe os pedaços na cobertura e esprema delicadamente para tirar o excesso de líquido; se desejar, embrulhe em papel-alumínio. Leve à geladeira antes de servir.

ESMIUÇANDO

As fatias desse bolo embrulhadas em papel-alumínio foram um clássico das festas infantis na década de 1980. Eu mesma me lembro de ter participado de vários aniversários no interior em que o “bolo” era uma grande estrutura de isopor, decorada com o motivo da festa. Dentro estavam os pedaços de bolo gelado de coco, embrulhados no alumínio para manter a temperatura e a umidade. No Sul, é conhecido como “toalha felpuda”.

Ana-Luiza-Trajano.jpg

Sobre a obra: Básico, o novo livro de Ana Trajano, apresenta a cozinha brasileira viva em várias versões. São 512 receitas, resultantes dos dezenove anos de andanças pelo nosso país e de muitas pesquisas da autora sobre a nossa culinária de raiz. Ele começa com um Tira-gosto, capítulo de petiscos que dá boas-vindas ao leitor da mesma maneira que recebemos nossos amigos em casa. Depois vêm os pratos principais, Mistura, seguidos pelos acompanhamentos que ajudam dar Sustância ao prato. Em seguida, as Sobremesas que revela a Fartura da doçaria brasileira e por fim, os Pães e Quitandas que acompanham nosso tradicional cafezinho. O livro revela toda a diversidade gastronômica brasileira com belíssimas fotos de encher os olhos. A obra convida a todos a manter e a resgatar a autoestima de nossa cozinha e incentivar a presença dessa cozinha cada vez mais nos cursos, pesquisas e bibliografias, torcendo para que ingredientes como azeite de dendê, manteiga de garrafa e boas farinhas de mandioca, entre outros, abandonem o rótulo de “regionais” para tornar- se, como o arroz e o feijão, parte de nosso dia a dia.

Serviço:
Básico: enciclopédia de receitas do Brasil, de Ana Luiza Trajano, formato: 21 x 28, 416, 2017

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s