Feira Viva de Verão reúne grandes chefs no Parque Villa Lobos, dia 24

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No dia 24 de fevereiro acontecerá a Feira Viva de Verão, no Parque Villa – Lobos, em São Paulo, com entrada gratuita, participação de chefs, agricultores e barraquinhas com pequenos produtores rurais. Essa é a terceira edição do evento, que acontece de acordo com as estações do ano devido a sazonalidade de produtos, e já contou com participação de nomes como Alex Atala, Rodrigo Oliveira, André Mifano, Eudes Assis, Mario Portella.

 Esta edição da Feira Viva será  em torno de feituras de processos e produtos tradicionais – como o da elaboração de farinhas produzidas a partir de plantas tropicais, o plantio com muvuca de sementes e a extração e a preparação da polpa da Jussara – todos em formato de palestras e demonstrações gratuitas, intercaladas por sessões de curta metragem que estarão dentro da temática apresentada em cada uma.  Estão confirmadas as presenças das chefs Helena Rizzo, do Maní, Bel Coelho, do Clandestino e Mara Salles, do Tordesilhas.

 Além disso, haverá a degustação, a partir das 11h, de pratos a preços populares (até R$25) – como o sanduíche de pastrami da Linguiçaria Real Bragança e a comida de índio Corupaytiba, feita com feijão verde, milho criolo, farinha de mandioca, ora-pro-nobis e Içá, finalizado com molho de tucupi, da Fazenda Coruputuba e a Jussara na tigela (semelhante ao açaí), do Murique Polpa de Fruta Nativa.

Programação de feituras e filmes

(10h30) Feitura da Muvuca de Sementes

Rede de Sementes do Vale do Ribeira – A técnica de “Muvuca de Sementes” para o plantio de florestas é um método que vem de antigas práticas agrícolas e, hoje, pode significar a possibilidade de restauração florestal das vastas áreas degradadas no país – além de possibilitar a organização e valorização de um dos preciosos elos da cadeia da recuperação ambiental, os coletores de sementes. Essas pessoas muitas vezes ainda detém parte dos conhecimentos perdidos acerca da natureza.

 (11h45) Filme: Saberes do Vale – Morar Projeto Saberes do Vale

(12h) Feitura do Doce de Jaracatiá

Eduardo Esperanza Modesto (Fazenda Jaracatiá)

Chefe Convidado: Bel Coelho

 O uso do açúcar na conservação de frutas é uma técnica tradicional utilizada fartamente no Brasil. É a partir dela que podemos preservar e apreciar frutos nativos das nossas matas durante todo o ano. A feitura do doce no tacho tem forte ligação regional, onde cada bioma, cada cultura, tem sua fruta e modo de preparação típicos. O Jaracatiá é uma árvore símbolo na Mata Atlântica e sua preservação está fortemente atrelada à preservação do meio ambiente. São utilizados, além de seu fruto, uma espécie de mamão selvagem, o seu tronco para a preparação de um doces típicos em diversas regiões brasileiras.

(13h15) Filme: Saberes do Vale – Brincar
Projeto Saberes do Vale

(14h) Feitura Farinhas Tropicais

Zé Ferreira

Chefe Convidado: Helena Rizzo e Mara Salles

A preservação de diversos alimentos como cereais e raízes através da feitura de pós e farinhas, faz parte do acervo técnico e cultural das populações tropicais. Vamos aprender algumas dessas técnicas com as comunidades tradicionais litorâneas, como o Quilombo de Picinguaba – SP e do Camburi – RJ. Entre as farinhas produzidas e consumidas por essas populações estão a farinha de inhame, farinha de banana verde, pó de gengibre e cúrcuma, e a famosa farinha e polvilho de mandioca, entre outras.

  (15h45) Filme: Saberes do Vale – Comer
Projeto Saberes do Vale

(16h15)  Feitura PANC na feira
Valdely Kinupp
Chef Convidado: Henrique Nunes

O plantio de plantas de fácil cultivo e adaptação à realidade tropical do país é essencial para a manutenção da saúde humana e do meio ambiente. Vamos conhecer plantas tradicionais que foram esquecidas, as hoje já famosas PANCS,  entendendo seus modos de preparo e curiosidades culturais e nutricionais.

(17h45) Filme: Saberes do Vale – Criar
Projeto Saberes do Vale

(18h)  Feitura Extração da polpa da Jussara
Dr. Leandro Carmo

  Dr. Leandro é especialista em pós-colheita e beneficiamento de frutas nativas e vai demonstrar a extração da polpa do fruto da palmeira Jussara. A Jussara é uma planta nativa da Mata Atlântica, e ficou em grave risco de extinção por causa da extração do palmito. Para estimular seu plantio e inibir o corte ilegal da palmeira, uma alternativa é o consumo do fruto, o que garantiria que a arvore fosse mantida em pé por muitos anos. Alem disso o fruto do Jussara, muito semelhante ao açaí, tem mais nutrientes (antioxidantes e cálcio) do que o açaí. O cultivo geralmente precisa ser feito em ambiente florestal, pois a planta é muito exigente, o que também pode ser um estímulo para o plantio de florestas.

 Sobre a Feira Viva

 A Feira Viva foi idealizada em 2016, em conjunto pelo produtor rural Patrick Assumpção, pela agrônoma Keila Malvezzi e pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), uma das principais entidades representativas do agronegócio, com patrocínio do banco Santander. O projeto, que realizou em maio a sua primeira edição, a de outono, e em agosto a edição de inverno, chega a edição de verão com o mesmo objetivo, o de aproximar o produtor rural e as demandas dos consumidores, sobretudo, das zonas urbanas.

 “O Brasil pode oferecer uma variedade gigantesca de produtos de altíssima qualidade e identidade regional, produzidos com técnicas modernas que conciliam a agricultura, meio ambiente e gastronomia”, destaca João Adrien, diretor da SRB. Segundo Patrick Assumpção, o consumidor precisa saber como os alimentos são produzidos, onde e por quem, para ser capaz de definir um cardápio saudável para sua família. “Por isso, fizemos questão de oferecer somente produtos sazonais e locais”, enfatiza o produtor rural. “A Feira Viva nos traz a possibilidade de disseminar, por meio da gastronomia, novos modelos de negócio que conciliam produção agrícola e preservação ambiental, demonstrando que essas duas atividades podem caminhar juntas.”, diz Assumpção.

 Fundamentado neste contexto, o Santander patrocina a realização do evento como grande oportunidade de mostrar ao público o formato de novos modelos de negócios para todo o agro brasileiro. Com o incentivo, o Santander também reforça sua participação no apoio às inovações empreendedoras e culturais, uma vez que, a gastronomia está entre as grandes expressões da cultura de um País.

 Serviço

Quando: 24 de fevereiro (sábado)

Horário: 9:30h às 18:30h

Local: Parque Villa-Lobos – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros

 No mesmo espaço, mais de 25 produtores rurais estarão vendendo, diretamente para o consumidor, produtos e comidinhas com uma variedade e identidade cultural, como o Sítio Agroflorestal São José (farinhas de mandioca, mandioca com açafrão, fruto de pupunha e banana verde, polvilho, conservas de fruto de pupunha e palmito de palmeira real e geleias de frutas nativas), Maria Preta Jabuticaba (compotas, geleias, polpa congelada, licor e massas de jabuticaba), Fazenda Jaracatiá (cocada paulista, compota de fruto de jaracatiá, mudas de jaracatiá) e Pardinho artesanal (queijo cuesta, mandala e cuesta azul).

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