Uma sereia na terceira onda do café

Por Maria Carolina Freire R. de Lima *

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Meu amigo Rubem Duailibi, o “D” da agência de publicidade DPZ, gosta de dizer que me pareço com a Lucy Van Pelt, a amiga xereta e sarcástica do Charlie Brown. Lucy possui uma maneira única de ver as coisas e chega ao ponto de ter uma barraquinha onde ela atende e cobra pelas análises psicológicas que dá sobre os problemas de seus amigos.

Nunca me senti tão Lucy Van Pelt como na SIC – Semana Internacional do Café, que aconteceu em fins do mês passado.

Lá, como Lucy, eu também tinha uma barraquinha, que deveria se posicionar como a “Terceira Onda do Café”, a onda que valoriza os diversos tipos de preparo da bebida. Uma “Onda” onde os surfistas são todos aqueles baristas super cools, jovens e tatuados.

Mas daí eu quis fazer diferente e inventei uma edição limitada chamada “Saquinho de Ouro”. Um café com uma embalagem inspirada nos “fascinators” criados pelo chapeleiro super fashion Philip Treacy para a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton.

E foi um sucesso. Os tais saquinhos eram fotografados até de ponta cabeça na esperança de serem copiados em alguma edição futura ou para brindes de final de ano. Se tornaram as “sereias da nova onda do café”.

Estranhamente ninguém me perguntava mais sobre o café, mas como é que eu tinha montado minha empresa, porque ela era muito diferente. Teve gente que voltou no dia seguinte trazendo outras pessoas apenas para mostrá-la e conversar comigo.

Resultado: Passei os dias da SIC dando consultoria. Pensei até em mudar o nome da empresa de “Café da Condessa” para “Van Pelt’s Coffee Consulting”.

A coisa foi tão séria que resolvi compartilhar com vocês alguns tópicos que considero importantes para a abertura de qualquer empresa ou para qualquer movimento na vida.

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Então, vamos filosofar um pouco.

  • O seu desejo está de acordo com o desejo do mundo?

Montei a empresa porque tinha voltado para assumir meu papel de herdeira na fazenda do meu pai. Era esperado eu trabalhar com café. Então, criei uma situação que se parecia comigo dentro do contexto que estava sendo inserida.

  • Você se sente pertencendo a este novo Universo?

Minha empresa atua como uma ponte. Ela relaciona o mundo onde eu estava inserida com o mundo ao qual eu viria a me inserir.

Eu vivia no mundo que consome o café do meu pai. Portanto, entendo o diálogo que tenho com meus consumidores finais.

Minha empresa é o meu jeito de trabalhar com café.

  • Você está pronto para fazer uma escolha de vida?

Escolhas de vida incluem planejamentos a serem executados em um curto período de tempo e outros a médio e longo prazos.

É necessário ser honesto consigo mesmo e entender que é preciso se sacrificar, além de ter resiliência.

  • Por que você quer ter uma empresa?

Se você não soube responder direito às perguntas anteriores ou você quer uma empresa, simplesmente, porque todo mundo quer ou, pior ainda, o seu único motivo é dinheiro saiba que montando uma nova empresa você tem grandes chances é de perdê-lo.

Um empreendedor é uma pessoa que realiza uma ideia.

A ideia pode até ter sido instantânea, mas sua realização leva tempo.

Boa sorte!

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* Maria Carolina Freire R. de Lima é empresária, cafeicultora e criadora da marca Café da Condessa.

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Dicas para montar uma mesa de queijos e vinhos

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Tanto o queijo como o vinho são produtos com mais de quatro mil anos de história, com processo de elaboração muito similar, os dois dependem do terroir em que são produzidos, e da qualidade da matéria-prima que influenciam profundamente sabor, acidez, odor e até textura do produto final.

Esta harmonização é uma das mas clássicas, mas não é tão fácil quanto parece. A extraordinária diversidade de queijos e vinhos pode tornar esta tarefa um pouco mais complexa do que se imagina.

Abaixo, cito algumas sugestões de queijos e vinhos na hora de compor uma boa tábua. A proposta aqui é sugerir uma harmonização mais geral, e a partir dai, brincar escolhendo diferentes rótulos vinhos e variantes destes queijos.

Queijos frescos: como por exemplo a muzarela de búfala ou a ricota são queijos com alto teor de umidade, com sabor suave, notas lácticas frescas e boa acidez. Pedem um vinho leve, fresco, frutado e com boa acidez para equilibrar a acidez do queijo. A sugestão mais segura aqui é escolher um espumante nacional ou um Sauvignon Blanc.

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Brie e Camembert: são itens clássicos em tábuas de queijo. Macios, envoltos por uma capa aveludada branca que se dá através de um bolor chamado “penicillium candidum”, são queijos cremoso com sabor amanteigado que, a medida que vão maturando, tornam-se mais forte, acentuando a acidez. O bolor o torna ainda mais propício para uma harmonização perfeita com um Pinot Noir frutado de taninos macios.

Gouda, Emmental, Gruyére: entre outros da família de queijos com buracos. Passam por uma fermentação propiônica e ganham acidez, uma doçura discreta  e sabores que lembram a frutos secos como nozes e avelã. Brancos aromáticos, principalmente os Gewürztraminer e os Riesling serão uma ótima companhia para estes produtos,mas se você prefere este tipo de queijo mais maturado, a harmonização será bem sucedida ao lado de tintos de corpo leve e frutados, como Dolcetto, Pinot Noir e até mesmo um Merlot.

Outro integrante desta grande família são os queijos duros. Entre os mais tradicionais estão o Parmesão, o Parmigiano Reggiano, o Grana Padano, o Pecorino e o Cheddar maturado. São aqueles que passam por um largo período de maturação, de massa dura e granulada, com sabores fortes e complexos, por isso é preciso corpo para acompanhar a complexidade destes grandes queijos. Os vinhos tintos que melhor amonizam são os vinhos mais encorpados, que passaram um tempo por carvalho, como um Barolo, Brunello, Barbaresco, ou mesmo um bom Malbec ou Cabernet Sauvignon.

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Queijos azuis: Nos queijos azuis, ao contrário de um Brie, por exemplo, o fungo é colocado na massa e não por fora dela. Uma das harmonizações mais famosas que existe no mundo dos queijos e vinhos são estes queijos com vinhos de sobremesa, uma deliciosa combinação da doçura do vinho com o sabor picante e salgado do queijo, dando um final inesquecível. As harmonização imbatível são  Stilton, com um Porto Vintage, o Roquefort com um Sauternes e o Gorgonzola com um Porto Tawny.

Lembre-se:
Cada queijo, assim como cada vinho, possui características particulares que podem variar dentro dos grupos. E não se esqueça que a melhor harmonização é aquela que mais nos agrada!

Texto: Camila Ciganda [sommelière do restaurante Jacarandá, em SP]
Fotos: Giuliana Nogueira

Que tal um bom drink?

West Side – Inglaterra

Foto: Tadeu Brunelli/tbfoto.com.br

Foto: Tadeu Brunelli

Mixologista Marco de la Roche, do Café Voyage

Ingredientes

50 ml de tanqueray

6 blueberry

15 ml de xarope de açúcar

50 ml de chá gelado de earl grey

1 blueberry na taça Martini

Modo de preparo

Em uma coqueteleira coloque o blueberry, xarope de açúcar, e macere bem. Acrescente chá gelado, tanqueray e 8 cubos de gelo e bata vigorosamente. Coe duplamente para uma taça Martini previamente gelada e finalize com um blueberry embebido em vermouth tinto. Sirva imediatamente.

Foto: divulgação

Aprenda a fazer um refrescante Gentlemen Martini

Gentlemen Martini Le Bilboquet

Ingredientes: 50 ml Belvedere Unfiltred; 15ml Chamboard; 10ml Martini Rosso; 10ml Fundador; 10 ml Calvado e 15 gramas tangerina. Misture tudo e sirva em seguida.

Serviço:  Le Bilboquet, Rua Vitório Fasano, 49, Jardim Paulista – São Paulo, tel.: (11) 2615-1510

Foto: divulgação

São Paulo recebe festival de cachaça

Quatorze bares de São Paulo aceitaram o desafio de criar drinques inéditos com cachaça, dentro do evento Conexão Cambraia, que chega à sua terceira edição e reúne 14 importantes estabelecimentos da cidade. De 13 de Setembro – considerado o dia da cachaça – a 11 de Outubro, cada um desses bares terá em seus dois drinques especialmente criados para o festival; em todos eles, a cachaça Cambraia envelhecida durante 12 meses em barris de carvalho francês, será usada no preparo das bebidas. Veja a receita de duas delas criadas para o evento:

Conexão Cambraia 2014 - NA MATA CAFÉ - Drinque ''CRANLEC'' - Foto Wellington Nemeth (04) WEB

Cranlec: 50 ml de Cachaça Cambraia, 25 ml de licor Triple Sec, 25 ml de suco de limão, 1 colher de café de açúcar. Modo de fazer: Colocar todos os ingredientes na coqueteleira e agitar por 30 segundos. Na taça Dry Martini fazer uma crosta de açúcar e colocar o drinque. Finalizar colocando cinco gotas de groselha como decoração. (receita do na Mata Café, do bartender Márcio de Souza)

Conexão Cambraia 2014 - BAR NÚMERO - Drinque ''MOSCOW PIRA'' - Foto Wellington Nemeth (03) WEB

Moscow Pira: 50 ml Cachaça Cambraia, 10 ml de suco de limão, 30 ml de mix cerveja e gengibre, cobertura de espuma de gengibre e hortelã. Modo de fazer: Em uma caneca de ágata colocar gelo e em seguida os demais ingredientes. Misturar bem e finalize com a espuma e a hortelã. (receita do Bar Número, bartender Dantley Monteiro)

Serviço: cachacacambraia.com.br

Fotos: divulgação

Chocolate do Combu (PA), gostinho da Floresta Amazônica

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Finalmente provei o chocolate da ilha do Combu (foto abaixo), este fim de semana. O produto artesanal é feito às margens do rio Guamá, por povos ribeirinhos com o cacau forasteiro local. Este chocolate rústico vem embrulhado numa embalagem linda, com folhas de cacau e é feito por dona Nena, que beneficia dez quilos de sementes de cacau por semana.

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O chocolate que vem conquistando chefs nacionais – como o paraense Thiago Castanho, que serve doces feitos com o chocolate em seu restaurante Remanso do Bosque – e paladares gourmets é feito a partir de sementes de cacau que são selecionadas, depois fermentadas e torradas, antes de serem espremidas num espremedor caseiro de carne, o que resulta no chocolate propriamente dito, com a massa e a manteiga do cacau amalgamadas.

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O produto é 100% cacau e vem sem açúcar, o que faz com que sintamos toda a complexidade de aromas e sabores. De acordo com a tabela de sabores lançada pelo produtor baiano Diego Badaró, da Amma, pude sentir/perceber aromas florais de jasmim e gerânio; frutados de cupuaçu, frutas secas e ameixa. Pude ainda provar gostinho de macadâmia, azeitona, baunilha, cogumelo, madeira e manteiga. Mas, o que se destaca mesmo é o sabor de Floresta Amazônica. É como se cada barra fosse um naco amalgamado da floresta e sua exuberância.

cacau

Publiquei, ontem, a foto das barras embrulhadas no instagram e muita gente veio me perguntar onde comprei as barras em São Paulo. Comprei com a Antônia (veja serviço abaixo), que vende cada barra de 100g por R$ 6,50. Pedi quatro e ela fez a entrega na minha casa. Aproveitei a iguaria de várias formas. Eu a comi pura, fiz chocolate quente, que ficou delicioso, barrinhas de chocolate ao leite e de chocolate com açúcar e sem leite. Fiz ainda brigadeiro. Embrulhado em suas folhas, com o aspecto rústico e artesanal, é um belo presente para amantes de gastronomia.

Serviço: Onde comprar os produtos – com Antônia PadvaisKas, do Empório Poitara, tel.: (11) 97310-5024 / 98344-4040

Fotos: banco de imagem e Antônio Carrion

Notas de sabor II

Paraty

“Coma comida. Não muito. Principalmente de origem vegetal. Se possível, cozinhe você mesmo. Estes são os lemas do escritor e ativista norte-americano Michael Pollan, pesquisador da alimentação humana. Ele vem para a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, que começa hoje, em Paraty. No momento, leio o seu “Cozinhar” (editora Intrínseca), um catatau em que relaciona os elementos fogo-terra-ar-água ao ato da preparação da comida. Acabo de ler as mais de cem páginas da obra sobre o elemento fogo. Uma ode ao churrasco. De ficar com água na boca. Ele investiga o tema à luz de vários aspectos, desde os levantamentos de primatólogos, que contam porque gostamos tanto de carne tostada, passando por sua infância ~ quando teve um porco de estimação de nome Kosher ~, até a sua procura pelo churrasco ideal, na Carolina do Norte, onde se assa porco com lenha ‘viva’. Não é demais ler as suas premissas para uma alimentação sadia. Veja abaixo:

1. Não coma nada que sua avó não reconhecesse como comida.

2. Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes você não possa pronunciar.

3. Não coma nada que não possa um dia apodrecer.

4. Evite produtos alimentícios que aleguem vantagens para sua saúde.

5. Dispense os corredores centrais dos supermercados e prefira comprar nas prateleiras periféricas.

6. Melhor ainda: compre comida em outros lugares, como feiras livres ou mercadinhos hortifrutis.

7. Pague mais, coma menos.

8. Coma uma variedade maior de alimentos.

9. Prefira produtos provenientes de animais que pastam.

10. Cozinhe e, se puder, plante alguns itens de seu cardápio.

11. Prepare suas refeições e como apenas à mesa.

12. Coma com ponderação, acompanhado, quando possível, e sempre com prazer.

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Acabo de ler “Diário da Cozinheira – Viagens, memórias e receitas”, da chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, a casa que mais tenho gostado em São Paulo. O livro saiu recentemente pela editora Leya e é um passeio gastronômico guiado pela chef de cozinha em suas tantas viagens mundo afora. Pela pena da Carla a gente pode decifrar algumas culturas graças às suas observações ligadas aos costumes alimentares. Carla, porém, não se limita a experimentar a comida. Ela aprende e faz as receitas antes de embarcar de volta para casa e ainda dá dicas de mercados, hotéis, feiras, passeios etc. A chef escreve deliciosamente bem, mas, no meu ponto de vista, a obra merecia um maior cuidado editorial. Faltou uma preparação de texto, sabe? Desta forma, há adjetivos como “incrível”, “elegante”, “sofisticado” em quase todas as páginas do livro. Bem, nada que não se possa melhorar numa próxima edição.

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Mais de 30 chefs participam da festa do Projeto Buscapé, em Boiçucanga (Litoral Norte de São Paulo), entre os dias 1, 2 e 3 de agosto, a convite do curador chef Eudes Assis (foto). O evento comemora os oito anos do projeto que forma mais de 100 crianças e jovens das escolas de bairros da Costa Sul de São Sebastião, com oferta de atividades extraescolares – esportes, artes, culinária – por meio da colaboração de muitos voluntários. As aulas de cozinha iniciaram há três anos – Eudes Assis, premiado chef nascido e criado na região, em parceria com a professora Claudia Jardim, hoteleira local, organiza e promove as aulas de gastronomia para as crianças sempre convidando um profissional do mercado para se apresentar em uma aula. Nesse período, foram mais de 80 chefs, cozinheiros, produtores e empresários da gastronomia que estiveram em Boiçucanga para ensinar receitas, dicas e importantes lições de cidadania e de vida para os interessados aprendizes. Dias: 01,02 e 03 de Agosto – sexta, sábado e domingo – Horário: 19h. Praça do Pôr do Sol – Boiçucanga – São Sebastião/SP Projeto Buscapé no Facebook – fanpage https://www.facebook.com/projetobuscapefanpage?fref=ts

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Depois de receber o chef Dagoberto Torres, o projeto ‘Festival Soeta Recebe’ dos chefs Barbara Verzola e Pablo Pavón (ambos na foto) terá sua segunda edição no final do mês de Julho. Dia 31, o convidado é um dos chefs mais promissores da nova geração, Andre Mifano, do restaurante Vito, de São Paulo. André, que se especializou em embutidos de porco, serve pastrami, caviar de mostarda, manteiga e pão caseiros; seguido por pratos que representam bem sua pesquisa em torno do produto: beterraba, cabra e pistache; fígado de peixe; lagostim e bacon e coração e pomelo. Para os pratos principais: peixe do dia, misso e yuzo; vieira, abacate e caju; e para finalizar pescoço de porco, melão e melancia. De sobremesa, chocolate e bacon. Rua Desembargador Sampaio, 332, Praia do Canto, Vitória – ES, Tel.: (27)3026 4433

Fotos: divulgação

Notas de sabor

La Belle Bruna_Fondue de carne_foto Rodrigo Azevedo (4)

Alô, amantes de frio e fondue. Restaurantes da serra fluminense capricharam no cardápio este ano. No restaurante da pousada La Belle Bruna, em Araras, a estrela do menu é o fondue de filé mignon (R$ 98, duas pessoas) – foto. O prato chega com os molhos barbecue, tártaro, mostarda Dijon com mel e ketchup picante com goiabada. Localizada em uma área ambiental no alto do Vale das Perobas, em Araras, a pousada é destino ideal para casais e famílias que buscam paz, tranquilidade e aconchego. (24) 2225-2154 / 2225-1806. www.pousadalabelle.com.br/

Vila St Gallen_Fondue de Chocolate

O Abadia é o restaurante especializado em fondues que funciona, durante todo o ano e sob reserva, dentro do complexo gastronômico Vila St. Gallen, em Teresópolis. A sensação é de estar em um mosteiro: os garçons atendem aos clientes vestidos como frades, e a música predominante no ambiente são os cantos gregorianos. Um clima aconchegante, silencioso e exclusivo, ideal para jantares românticos. Entre diversas opções, é possível degustar o delicioso Mignon ao Bourguignonne (R$ 119,00 p/ 2 pessoas), com seleção especial de molhos, e o Caça na Pedra (R$ 169,00 p/ 2 pessoas), com carnes de javali, jacaré, magret de pato e mignon feitas na pedra, acompanhadas por molhos exclusivos. (21) 2642-1575

Bar do Lado_Petit Fondue de Nutella_Divulgação2

Curiosidades a parte, não é só na serra que se come fondue. O Rio de Janeiro tem ofertas interessantes. A chef Maria Vitória elaborou para o Bar do Lado, no Leblon, o petit fondue de Nutella (acima) com toque de conhaque. Para acompanhar, as frutas são morango, uva e banana, além da farofinha de castanhas que dá uma crocância especial (R$ 34). (21) 2172-1120

Deli 43-Pavelka_Fondue3_Fabio Rossi

No inverno, a Deli 43-Pavelka resgata sugestões quentes, que combinam com as baixas temperaturas. Volta para o cardápio, o fondue de queijo (R$ 46,50), servido com clássicos da representante exclusiva da delicatessen petropolitana: salsichinhas de vitela, de frango e brancas, baguetes e pão de leite. Os embutidos e pães, produzidos artesanalmente, ganham sabor especial mergulhados no gruyère e ementhal borbulhantes. A panelinha serve duas pessoas. www.deli43.com.brO Empório Jardim, recheado de produtos de fabricação própria e fresquinhos, criou para o menu de inverno um fondue que traz queijo, cogumelos e pães, além de tomates cereja e batatinhas calabresa (R$ 89). A sugestão serve duas pessoas. http://www.emporiojardimrio.com.br

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Moda e gastronomia nacionais se unem em um projeto para promover o país e fomentar o turismo brasileiro no exterior. Trata-se do Brasil Fashion and Food, iniciativa que mostrará o país em eventos ligados à moda, aliando a degustação de pratos feitos por chefs brasileiros a roteiros turísticos únicos, evento que tem apoio da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) – autarquia especial do Ministério do Turismo –, juntamente com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira de Estilistas (Abest) e Centro das Indústrias de Curtume do Brasil (CICB). O Brasil Fashion and Food construirá espaços gastronômicos especiais em três eventos fashions: feira Miami Swim Show (de 19 a 22 de julho, em Miami, Estados Unidos); All China Leather Exhibition 2014 (de 3 até 5 setembro, em Xangai, China); e, Semana de Moda de Paris (de 27 de setembro a 2 de outubro, em Paris, França). Nestes locais, chefs mostram as particularidades da gastronomia brasileira ao público presente. Rafael Andrade, gestor de marketing do Brasil Fashion and Food, afirma que “nestas ações, o Brasil será apresentado por meio de uma de suas marcantes características, que é a alegria, o que se traduz em uma culinária rica e diversa. Essa imagem promove o país como um destino turístico excepcional.” A primeira edição do projeto, em Miami, teve início no dia 19 de julho, tendo à frente da cozinha brasileira os chefs Mônica Rangel e seu filho, Dalton Rangel. Defensora da cozinha brasileira, ela atua como jurada no programa “Cozinheiros em Ação”, do canal a cabo GNT. Dalton é chef e sócio da empresa Supergourmet, além de apresentar o programa “Homens Gourmet”, no canal Bem Simples, da Fox Channel.

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A rede de restaurantes Maremonti buscou no berço do renascimento a inspiração e o terreno ideais para o cultivo e produção de seus dois rótulos exclusivos de vinhos. Em uma parceria com a tradicional vinícola Castello Di Gabbiano, no Piemonte, noroeste da Itália, foram escolhidas as uvas que iriam dar o sabor e textura às bebidas. Da safra 2011, o Maremonti Rosso é feito com uvas Barbera, que forneceu um paladar seco, fresco, médio corpo com aromas de frutas vermelhas com toque terroso. Para o Maremonti Bianco, a safra 2012 das uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay foram ideais para alcançar um vinho seco, leve e fresco, de aromas florais e levemente frutado. Os vinhos Maremonti serão vendidos com exclusividade nos seis restaurantes do grupo, espalhados pelo Brasil. O valor de cada garrafa de 750 ml é de R$ 79 reais. http://www.maremonti.com.br

Fotos: divulgação e banco de imagens

 

Cachaça também é cultura

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Cana, pinga, aguardente. Muitos são os nomes para a tradicional cachaça, que tem sua definição instituída no decreto 6871/2009: “a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48 por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de açúcar”. A cachaça faz parte da cultura brasileira e é considerada patrimônio histórico e cultural do País.

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Em 2012, o Ministério da Cultura reconheceu o projeto “Mapa da Cachaça” como o melhor em Mapeamento Cultural para, este ano, no edital Cultura 2014, selecioná-lo na categoria gastronomia, será um dos embaixadores da cultura brasileira durante os jogos mundiais. O projeto tem três objetivos, valorizar o consumo moderado e inteligente da bebida, apresentar a cachaça como parte da identidade cultural do nosso povo e produzir conteúdo com informação histórica, social, cultural e técnica.

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Para ter acesso ao mapa, os interessados podem visitar o site. Nele pode-se assistir, por exemplo, um mini-documentário com entrevista de Egeu Laus, um designer gráfico famoso por seu trabalho em artes de discos de Legião Urbana, Luis Melodia, Pixinguinha e Jacob do Bandolim. Egeu é um pesquisador da memória gráfica brasileira, e os rótulos de cachaça são um capítulo relevante para seu trabalho. Ele aponta por exemplo as “pin ups” como uma referência muito presente nos rótulos de cachaça, bem como filmes e revistas antigas. Alguns rótulos retratam até um pouco da história do Brasil. “O design do rótulo da cachaça, em relação às outras bebidas, tem uma abordagem extremamente alegre e popular”, observa Egeu Laus.

Fonte: Ministério da Cultura (MinC)

Tea for two, em São Paulo e no Rio de Janeiro

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Completando dois anos, e em novo endereço (Rua Aspicuelta, 194, Vila Madalena), o Bistrô Ó-Chá ganha espaço especial no fundo do sobrado, com mais de 70 opções de chás e tisanas, bules, chaleiras, xícaras, entre outros utensílios para a cerimônia do chá, vindos da China, Japão, Índia, Nepal, Sri Lanka, Indonésia, Laos, Quênia, Vietnã, África do Sul, entre outros. Mónica Costa, sócia da casa e especialista em chás e infusões, que nasceu em Portugal, morou por muitos anos na China, e por isso, tem profundo conhecimento sobre a bebida.

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Destaque para os novos chás brancos Agulhas de Prata (R$ 25,00 o bule), originário da província chinesa de Fujian, único, raro, composto somente pelos primeiros brotos das folhas, e Jardim do Imperador (R$12,00 o bule), uma mistura com laranja, baunilha, botões de rosa e raspas de cenoura; Entre os chás pretos, Assam (R$ 11,00 o bule), vindo da Índia, produzido com as folhas da primeira colheita e com aroma entre o floral e o malte, e o Pu-Ehr (R$ 16,00 o bule), um chá pós-fermentado, envelhecido por alguns anos, com sabor mineral forte, que ajuda a digestão e limpa o organismo. O menu também tem pratos do dia e comidinhas, como bolos variados.

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A Fiammetta Travessa, localizada na Livraria da Travessa, uma das livrarias mais bacanas do Rio de Janeiro, lança o seu chá da tarde. Servido todos os dias, das 15h30 às 18h30, os chás chegam fumegantes à mesa e podem ser escolhidos entre seis sabores: hortelã, frutas vermelhas, camomila, chá preto, maçã e morango (R$ 9 cada). Para acompanhar, a chef Val Santos aposta em algumas comidinhas, como quiches, petit fours, cake de tangerina, waffles, que são servidos com geleia etc.

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Serviço: Bistrô Ó-Chá, Rua Aspicuelta, 194, Vila Madalena, SP, tel.: (11) 2737 8001; Fiammetta Travessa, Avenida das Américas, 4.666, loja 220, 2º piso, Livraria da Travessa, Rio. www.fiammetta.com.br

Fotos: Giu Gnr e divulgação