Onde estão Mara Salles e Carla Pernambuco na lista dos melhores do Brasil?

Carla

Talvez esteja levantando a questão tarde demais. Faltou chefs brasileiras na premiação dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina 2014, que aconteceu semanas atrás, em Lima, no Peru – a versão para o continente latino-americano da “The World’s 50 Best Restaurants”, que reúne os supostos melhores restaurantes do mundo.

Entre os brasileiros, destaques para os sempre (muito) bons Alex Atala (D.O.M.), Helena Rizzo (Maní),Thiago Castanho (Remanso do Bosque). Mas onde está a Mara Salles (Tordesilhas)? E a Carla Pernambuco (Carlota)?

marasalles

Entre os nove restaurantes brasileiros premiados, há apenas duas representantes mulheres, a Helena e a Roberta Sudbrack (do restaurante que leva o seu nome, no Rio). Não sei se houve uma espécie de sexismo aí. De qualquer forma, não vamos nos esquecer de que a culinária nacional, na sua essência, é predominantemente feminina, a cozinha das mães e avós, esse patrimônio das nossas mesas e da nossa diversidade cultural.

A Mara Salles e a Carla têm alguns dos melhores restaurantes de São Paulo. Disso, todo mundo sabe. São criadoras de primeira categoria. A Mara é uma pesquisadora incansável. Tem trabalho de formiguinha. Certa feita, liguei para ela para uma entrevista e ela estava no semiárido brasileiro, passando temporada e pesquisando tudo o que se refere a bode no Brasil. Já a Carla, por ter criado dois clássicos da restauração brasileira, imitados à exaustão – petit gateau de doce de leite e suflê de goiabada com calda de queijo –, merecia constar nas listas dos melhores para todo o sempre.

Na minha lista, eu deixaria de fora o Épice, do Alberto Landgraf (não há criação de cultura no trabalho dele, é insípido); subiria de posição o Attimo, do Jefferson Rueda; e colocaria lá em cima os nomes da Mara Salles e da Carla Pernambuco, ou melhor, os seus restaurantes, Tordesilhas e Carlota.

Lista dos brasileiros eleitos em 2014:

3º D.O.M. – São Paulo, Brasil
4º  Maní – São Paulo, Brasil
12º  Mocotó – São Paulo, Brasil
13º  Roberta Sudbrack – Rio de Janeiro, Brasil
34º  Remanso Do Bosque – Belém, Brasil
35º  Olympe – Rio de Janeiro, Brasil
36º  Épice – São Paulo, Brasil 

38º  Attimo – São Paulo, Brasil 
44º  Fasano – São Paulo, Brasil

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São Paulo recebe festival de cachaça

Quatorze bares de São Paulo aceitaram o desafio de criar drinques inéditos com cachaça, dentro do evento Conexão Cambraia, que chega à sua terceira edição e reúne 14 importantes estabelecimentos da cidade. De 13 de Setembro – considerado o dia da cachaça – a 11 de Outubro, cada um desses bares terá em seus dois drinques especialmente criados para o festival; em todos eles, a cachaça Cambraia envelhecida durante 12 meses em barris de carvalho francês, será usada no preparo das bebidas. Veja a receita de duas delas criadas para o evento:

Conexão Cambraia 2014 - NA MATA CAFÉ - Drinque ''CRANLEC'' - Foto Wellington Nemeth (04) WEB

Cranlec: 50 ml de Cachaça Cambraia, 25 ml de licor Triple Sec, 25 ml de suco de limão, 1 colher de café de açúcar. Modo de fazer: Colocar todos os ingredientes na coqueteleira e agitar por 30 segundos. Na taça Dry Martini fazer uma crosta de açúcar e colocar o drinque. Finalizar colocando cinco gotas de groselha como decoração. (receita do na Mata Café, do bartender Márcio de Souza)

Conexão Cambraia 2014 - BAR NÚMERO - Drinque ''MOSCOW PIRA'' - Foto Wellington Nemeth (03) WEB

Moscow Pira: 50 ml Cachaça Cambraia, 10 ml de suco de limão, 30 ml de mix cerveja e gengibre, cobertura de espuma de gengibre e hortelã. Modo de fazer: Em uma caneca de ágata colocar gelo e em seguida os demais ingredientes. Misturar bem e finalize com a espuma e a hortelã. (receita do Bar Número, bartender Dantley Monteiro)

Serviço: cachacacambraia.com.br

Fotos: divulgação

Notas sobre a famigerada ‘gourmetização’ do Brasil

pasteis da casa - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Não sei se já deixei claro nos meus posts, mas sou contra a gourmetização do mundo. No Brasil, muitos usam este mote para praticar preços mais altos. Um hot dog, um pastel, um hambúrguer, um simples brigadeiro, tudo pode ficar de quatro a cinco vezes mais caro. Mas um brigadeiro feito com o chocolate do Combu, feito artesanalmente na ilha paraense, claro, vai ser mais caro do que aquele feito com Nescau. Toda a atenção nunca é demais.

Dica básica: veja se vale o preço. Vá na contramão da moda, certo? Quando estou em vias de pedir um prato que custa muito ou de comprar um chocolate de preço exorbitante, para citar um exemplo, penso comigo mesmo: esse quitute vai mudar a minha experiência, mesmo que momentaneamente? Muitas vezes muda, né? Afinal comida também é emoção.

No mais, minha outra dica é não levar em conta os gourmets do instagram, que, na maior parte do tempo, querem esnobar o mundo, mostrando o seu poder de compra.

pasteis da casa - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Mesmo com essas digressões, deixo claro que não quero contaminar o blog pelo espírito de denúncia. Este não é o espirito do Tudo al Dente… não pretendo falar mal de tendências, nem quero virar um blogueiro cri-cri. Quero ver as tendências. Expô-las. Fazer um apanhado do que vem acontecendo no Brasil e no mundo, em matéria de gastronomia e cultural alimentar.

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1 chopps + 5 pastel - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Ontem, chegou um release do bar Original, que irá servir, na semana que vem, pasteis do Alex Atala (D.O.M.), do Rodrigo Oliveira (Mocotó), Helena Rizzo (Maní), Paola Carosella (Arturito) e Benny Novak (Ici Bistrô). Talvez a porção com quatro unidades médias por R$ 25,00 esteja cara. Bem, mesmo sabendo do valor de cada um desses profissionais, ou até mesmo que o dinheiro arrecadado vai ser revertido para a ONG Gastromotiva. Mesmo com o preço alto, a noticia é no mínimo inusitada e divertida, não é? Por isso a estou publicando. Este é o critério deste blog.

Em todo caso, se não estiver disposto a desembolsar o dinheiro por quatro pasteis de tamanho médio, quem sabe, leitor, surjam ideias para você fazer pasteis diferentes na sua cozinha.

Vamos às dicas… No dia 8, Atala vai de pastel de vatapá; no dia 9, Helena faz um pastel de taioba com queijo meia cura; Rodrigo Oliveira, do Mocotó, prepara pastel de carne de sol, no dia 10. Na quinta (11), Paola Carosella, do Arturito, faz pastel de pera com queijo Serra da Canastra. Encerrando o festival (dia 12), Benny Novak, que faz pastel de rillette de porco.

Serviço:
Original, Rua Graúna, 137 – Moema, São Paulo, tel.: (11) 5093-9486

Fotos: divulgação (nas duas primeiras fotos, pasteis da casa; e na terceira, criação do Rodrigo Oliveira)

Notas de sabor

La Belle Bruna_Fondue de carne_foto Rodrigo Azevedo (4)

Alô, amantes de frio e fondue. Restaurantes da serra fluminense capricharam no cardápio este ano. No restaurante da pousada La Belle Bruna, em Araras, a estrela do menu é o fondue de filé mignon (R$ 98, duas pessoas) – foto. O prato chega com os molhos barbecue, tártaro, mostarda Dijon com mel e ketchup picante com goiabada. Localizada em uma área ambiental no alto do Vale das Perobas, em Araras, a pousada é destino ideal para casais e famílias que buscam paz, tranquilidade e aconchego. (24) 2225-2154 / 2225-1806. www.pousadalabelle.com.br/

Vila St Gallen_Fondue de Chocolate

O Abadia é o restaurante especializado em fondues que funciona, durante todo o ano e sob reserva, dentro do complexo gastronômico Vila St. Gallen, em Teresópolis. A sensação é de estar em um mosteiro: os garçons atendem aos clientes vestidos como frades, e a música predominante no ambiente são os cantos gregorianos. Um clima aconchegante, silencioso e exclusivo, ideal para jantares românticos. Entre diversas opções, é possível degustar o delicioso Mignon ao Bourguignonne (R$ 119,00 p/ 2 pessoas), com seleção especial de molhos, e o Caça na Pedra (R$ 169,00 p/ 2 pessoas), com carnes de javali, jacaré, magret de pato e mignon feitas na pedra, acompanhadas por molhos exclusivos. (21) 2642-1575

Bar do Lado_Petit Fondue de Nutella_Divulgação2

Curiosidades a parte, não é só na serra que se come fondue. O Rio de Janeiro tem ofertas interessantes. A chef Maria Vitória elaborou para o Bar do Lado, no Leblon, o petit fondue de Nutella (acima) com toque de conhaque. Para acompanhar, as frutas são morango, uva e banana, além da farofinha de castanhas que dá uma crocância especial (R$ 34). (21) 2172-1120

Deli 43-Pavelka_Fondue3_Fabio Rossi

No inverno, a Deli 43-Pavelka resgata sugestões quentes, que combinam com as baixas temperaturas. Volta para o cardápio, o fondue de queijo (R$ 46,50), servido com clássicos da representante exclusiva da delicatessen petropolitana: salsichinhas de vitela, de frango e brancas, baguetes e pão de leite. Os embutidos e pães, produzidos artesanalmente, ganham sabor especial mergulhados no gruyère e ementhal borbulhantes. A panelinha serve duas pessoas. www.deli43.com.brO Empório Jardim, recheado de produtos de fabricação própria e fresquinhos, criou para o menu de inverno um fondue que traz queijo, cogumelos e pães, além de tomates cereja e batatinhas calabresa (R$ 89). A sugestão serve duas pessoas. http://www.emporiojardimrio.com.br

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Dalton_rangel

Moda e gastronomia nacionais se unem em um projeto para promover o país e fomentar o turismo brasileiro no exterior. Trata-se do Brasil Fashion and Food, iniciativa que mostrará o país em eventos ligados à moda, aliando a degustação de pratos feitos por chefs brasileiros a roteiros turísticos únicos, evento que tem apoio da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) – autarquia especial do Ministério do Turismo –, juntamente com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira de Estilistas (Abest) e Centro das Indústrias de Curtume do Brasil (CICB). O Brasil Fashion and Food construirá espaços gastronômicos especiais em três eventos fashions: feira Miami Swim Show (de 19 a 22 de julho, em Miami, Estados Unidos); All China Leather Exhibition 2014 (de 3 até 5 setembro, em Xangai, China); e, Semana de Moda de Paris (de 27 de setembro a 2 de outubro, em Paris, França). Nestes locais, chefs mostram as particularidades da gastronomia brasileira ao público presente. Rafael Andrade, gestor de marketing do Brasil Fashion and Food, afirma que “nestas ações, o Brasil será apresentado por meio de uma de suas marcantes características, que é a alegria, o que se traduz em uma culinária rica e diversa. Essa imagem promove o país como um destino turístico excepcional.” A primeira edição do projeto, em Miami, teve início no dia 19 de julho, tendo à frente da cozinha brasileira os chefs Mônica Rangel e seu filho, Dalton Rangel. Defensora da cozinha brasileira, ela atua como jurada no programa “Cozinheiros em Ação”, do canal a cabo GNT. Dalton é chef e sócio da empresa Supergourmet, além de apresentar o programa “Homens Gourmet”, no canal Bem Simples, da Fox Channel.

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piemonti

A rede de restaurantes Maremonti buscou no berço do renascimento a inspiração e o terreno ideais para o cultivo e produção de seus dois rótulos exclusivos de vinhos. Em uma parceria com a tradicional vinícola Castello Di Gabbiano, no Piemonte, noroeste da Itália, foram escolhidas as uvas que iriam dar o sabor e textura às bebidas. Da safra 2011, o Maremonti Rosso é feito com uvas Barbera, que forneceu um paladar seco, fresco, médio corpo com aromas de frutas vermelhas com toque terroso. Para o Maremonti Bianco, a safra 2012 das uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay foram ideais para alcançar um vinho seco, leve e fresco, de aromas florais e levemente frutado. Os vinhos Maremonti serão vendidos com exclusividade nos seis restaurantes do grupo, espalhados pelo Brasil. O valor de cada garrafa de 750 ml é de R$ 79 reais. http://www.maremonti.com.br

Fotos: divulgação e banco de imagens

 

Cachaça também é cultura

cachaça

Cana, pinga, aguardente. Muitos são os nomes para a tradicional cachaça, que tem sua definição instituída no decreto 6871/2009: “a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48 por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de açúcar”. A cachaça faz parte da cultura brasileira e é considerada patrimônio histórico e cultural do País.

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Em 2012, o Ministério da Cultura reconheceu o projeto “Mapa da Cachaça” como o melhor em Mapeamento Cultural para, este ano, no edital Cultura 2014, selecioná-lo na categoria gastronomia, será um dos embaixadores da cultura brasileira durante os jogos mundiais. O projeto tem três objetivos, valorizar o consumo moderado e inteligente da bebida, apresentar a cachaça como parte da identidade cultural do nosso povo e produzir conteúdo com informação histórica, social, cultural e técnica.

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Para ter acesso ao mapa, os interessados podem visitar o site. Nele pode-se assistir, por exemplo, um mini-documentário com entrevista de Egeu Laus, um designer gráfico famoso por seu trabalho em artes de discos de Legião Urbana, Luis Melodia, Pixinguinha e Jacob do Bandolim. Egeu é um pesquisador da memória gráfica brasileira, e os rótulos de cachaça são um capítulo relevante para seu trabalho. Ele aponta por exemplo as “pin ups” como uma referência muito presente nos rótulos de cachaça, bem como filmes e revistas antigas. Alguns rótulos retratam até um pouco da história do Brasil. “O design do rótulo da cachaça, em relação às outras bebidas, tem uma abordagem extremamente alegre e popular”, observa Egeu Laus.

Fonte: Ministério da Cultura (MinC)

No Rio de Janeiro, vá de sopa

Sopa não é prato apenas para climas super frios. Prova disto  é que, neste momento, restaurantes e bares do Rio incrementaram seus cardápios com sopas, cremes e caldos. Veja a nossa seleção a seguir:

Arab_Sopas_credito Rodrigo Castro-06         

O Arab oferece seis sabores de sopas árabes, são releituras como as sopas cheech barak, coalhada fresca temperada com hortelã, alho e capelete de kafta; quibe labanye, com coalhada fresca temperada com hortelã, alho e mini quibes cozidos; chicória com lentilha e carne; canja árabe e vegetariana com cuscus marroquino e legumes (R$ 26 cada sopa). Veja acima.  Tel.: (21)  2235-1884

Bibi Sucos_Sopas_Ph Stúdio A rede Bibi Sucos lança para a estação mais fria do ano novos sabores de sopas funcionais. São nove receitas com ingredientes selecionados e funcionais criadas pelo chef Eduardo Zampier com a ajuda da nutricionista Ana Rosa Portugal. A cada dia uma sugestão diferente pode ser encontrada na rede de sucos. Na segunda-feira é a vez da sopa de creme de legumes com farelo de aveia, feita com batata doce, abobrinha, espinafre (acima). Os preços variam de R$ 14,50 a R$ 15,20. Te.: (21) 2259-4298

Chez L'Ami Martin_Sopa de Caranguejo_Rodrigo Castro (2) O chef Pascal Jolly, do Chez L´Ami Martin, resgatou uma receita inspirada na Copa de 62, no Chile. O chef lança agora no restaurante a sopa de caranguejo (R$ 38). Tel.: 3322-2005 Deli 43_Sopa de baroa_Fabio Rossi (3)Deli 43-Pavelka, representante oficial da delicatessen petropolitana na cidade, oferece cinco sabores de sopa para o inverno. São elas: abóbora com queijo gorgonzola, caldo verde, cebola, ervilha com bacon e batata baroa com presunto de Parma. Todas custam R$ 19,90. Tel.: (11) 2294-1745Mr Lam_Sopa de Pequim_Rodrigo Azevedo          Pão chinês, cozido no vapor, chega acompanhando a sopa de Pequim (R$ 68 para quatro pessoas) do Mr. Lam. Além do molho secreto chinês que é característica marcante do chef Mr. Lam, a sopa leva tofu, gengibre, frango desfiado, shitake, cenoura, ovo mexido e bastante pimenta. Tel.: (21) 2286-6661QBistrôBrasileiro_Creme de milho com queijo minas meia cura, baunilha e farelo de pão de queijo (2)        O Q Bistrô Brasileiro tem creme de milho nas opções de entrada (R$ 23). Ele é feito com queijo minas meia cura, toque de baunilha e especiarias e por cima leva farelo de pão de queijo feito na casa (R$ 23). Tel.: (21) 2113-0564Santa Satisfação_sopas de inverno_foto Rodrigo Castro (6) No café e bistrô Santa Satisfação, as sopas chegam à mesa em simpáticas canecas de louça, uma alusão à vivência da chef Carol Caldas na fazenda da família, no interior do estado. São três sugestões para a temporada — baroa com gorgonzola, alho poró com camarão ou espinafre com bacon e tuille de parmesão, a R$ 11,90 cada. Tel.: (21) 2529 2063Sawasdee Bistrô_Po Teak_Sopa de camarão, lulas e mariscos com gengibre, namplá, shitake e manjericão_Crédito Thiago Sodré 300dpisNo Sawasdee, o chef Marcos Sodré oferece sopas com ingredientes bem tailandeses. Entre as opções, Tom Yam Kung (R$ 25), sopa de gengibre, camarão, shitake, brócolis, nampla, limão e folhas de coentro. Tel: (21) 2511-0057Volta_Canja de Galinha com Capeletti_crédito Rodrigo Azevedo (02)O charmoso Volta, no Jardim Botânico, tem receitas que remetem à memória afetiva. Onipresente nas mesas das famílias brasileiras, a canja de galinha com cappeletti (R$ 30) é boa pedida para as temperaturas mais frias do inverno. Tel.: (21) 3204-5406

Botequim Informal_Caldinho de feijão_crédito Rodrigo Castro-01Botequim Informal oferece como sugestão para o inverno, o caldinho de feijão preto, acompanhado de torresmo e salsinha (R$ 11,20). A receita é a opção ideal para quem quer se esquentar durante os dias mais frios da estação. Tel.: (21) 2408-3105

Fotos: Divulgação

Copa do Mundo etc…

dalva

Entre os releases recebidos nesta época de Copa, os que mais me chamaram a atenção trazem quitutes e bebidas bem brasileiros. O Dalva e Dito (foto), do Alex Atala, promove, nos dias 12, 17 e 23 de junho, pacote para amantes de futebol. O restaurante conta com telão e oferece um pacote fechado para os fãs do futebol, tudo disponível 30 minutos antes da partida até o final do jogo. Por R$ 59, a mesa reúne quitutes como minicoxinha, palitinho de mandioca, miniescondidinho de pernil, torresmo, bolinho de arroz e minipastéis de carne-seca com abóbora. Tel.: (11) 3068-4444. Também nos Jardins, em São Paulo, o Alucci Alucci, da empresária Lúcia Faria serve drinks feitos com cachaça e frutas tropicais, quentão, tapioca recheada e caldinho de feijão, entre outros quitutes. A festa será no terraço da casa, com DJs que tocarão música brasileira. Bebidas: R$ 22, cada; petiscos: R$ 15, cada. Tel.: (11) 3086-1252. O Brasil a Gosto, de Ana Luiza Trajano, investe em quitutes variados, como canudinho de pernil com catupiry, queijo coalho com melaço, bolinho de arroz com carne seca, filé aperitivo com catupiry e linguiça acebolada com cachaça, itens que não faltam na carta de nossos botecos. O menu completo com caipirinhas variadas custa R$ 169, por pessoa. Tel.: (11) 3086-3565.

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bacalhau-a-gomes-de-sa

O festival Sabores do Mundo reúne de 13 de junho a 13 de julho dez restaurantes de diferentes nacionalidades – americana, argentina, brasileira, espanhola, francesa, italiana, japonesa, peruana e portuguesa, que criaram um menu especial com entrada, prato e sobremesa por R$ 90. Alguns dos estabelecimentos ainda incluíram no menu um drinque de boas-vindas. As casas participantes, são:  210 Diner, Bacalhoeiro, Bar da Dona Onça, Bistrot de Paris, Estación Sur, JAM (Itaim e Jardins), La Mar, Pomodori e Venga!. O cardápio especial estará disponível nas casas durante o almoço e/ou jantar. Na foto acima, bacalhau a Gomes de Sá, do Bacalhoeiro. O evento é organizado pelo 3F Group, dos restaurantes JAM e La Mar Cebicheria, e conta com apoio da Avianca e operadora de turismo TGK.

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Brigadeiros Fabiana D'Angelo_Copa do Mundo 2014_crédito Guiga Lessa-07

Brigadeiros Fabiana D’Angelo prepara opções lúdicas para a época da Copa.  Os brigadeiros tradicionais, preto ou branco, podem vir em copinhos (R$ 290) ou enrolados (R$ 190) e cobertos por chumbinho verde e amarelo. Ainda mais patriotas são os bombons cobertos com bandeiras do Brasil e confeitos nas cores da nação (R$ 250 o cento). Os docinhos podem ser comprados por encomenda ou nos quiosques da marca nos shopping Rio Design Leblon e Fashion Mall.  www.brigadeirosfabianadangelo.com.br

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Regina Silveira_Biscoito Arte - Foto Gerson Zanini

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura a exposição Alimentário – arte e patrimônio alimentar brasileiro, concebida por Felipe Ribenboim com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti. O projeto é pioneiro no País, mostrando a importância do alimento na cultura brasileira, reunindo chefes e artistas plásticos na mesma concepção expográfica. Imagens do trabalho de chefs se misturam a de artistas visuais como Di Cavalcanti, Portinari, Adriana Varejão, Beatriz Milhazes e Regina Silveira (na foto acima, a obra “Biscoito-Arte”), entre outros. A mostra traz documentos históricos, objetos etnográficos, pesquisas da culinária contemporânea, fotografias e vídeos documentais. Te.: (21) 3883-5600

 

Um gole!

beautyshot_rosé2002A Dom Pérignon apresenta ao mercado brasileiro a Dom Pérignon Rosé Vintage 2002 edição limitada Jewel.Com apenas 200 garrafas disponíveis, o estojo e a garrafa contém rótulo metalizado na cor rosa, que fazem referência a uma joia. Presentão para o Dia dos Namorados. A bebida recebeu 98 pontos do Robert Parker’s Wine Advocate e o preço sugerido pro mercado nacional é de R$ 1.200.

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Cervejas BrewDog_Lucas TerribiliO BrewDog Bar, em Pinheiros (SP), inaugura neste fim de semana sua Bottle Shop, espaço dedicado à venda de cervejas artesanais de diversas marcas brasileiras e internacionais. A loja funcionará dentro do container, que faz parte da fachada e terá entrada independente e geladeiras repletas de rótulos prontos para consumir num pequeno balcão ou levar para casa. Para celebrar a abertura, acontece no bar nos dias 7 e 8/6, das 10h às 18h, o Mikkeller Weekend, evento de lançamento de 21 novos rótulos da conceituada cervejaria dinamarquesa com um tap takeover (quando várias das 21 torneiras da casa servirão chopes da marca), além de shows de jazz na varanda e comidas vendidas a preços acessíveis em frente ao bar.  Tel.: (11) 3032-4007

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imagem_release_219838E para se aquecer neste outono gelado, nada melhor do que um café ou um chocolate quente quentinho. Inaugurada recentemente na Alameda Santos (SP), a primeira cafeteria de Lavazza Espression no Brasil tem opções variadas. Na carta de cafés, há clássicos como o Capuccino (R$ 6,50), Caffè Mocha (R$ 4,20) e o Caffè Latte (R$ 4,00). Há ainda diversas receitas especiais como o Nocciolato (R$ 8,90), que leva café, chatilly, Nutella, farofa de avelã e chocolate em pó (foto) e comidinhas, como bolos e tortas. Tel.: (11) 3266-3976

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Brazilian_punch_01Tradicional restaurante paulistano, que acaba de completar dez anos, o Alucci Alucci, na rua Vitório Fasano, nos Jardins, lança seu happy hour da Copa, entre 10 de junho e 13 de julho, das 18h30 às 20h30, em seu terraço (quase em frente do Hotel Fasano). A ideia é transformar o lugar numa festa animada ao som de DJs, que se revezam semanalmente. Entre as bebidas feitas à base de cachaça Yaguara e Leblon Signature, destacam-se a Cachaça Cosmopolitan (cachaça, Cointreau, suco de cranberry, suco de limão e um twist de limão) e o quentão (servido quente, como na foto). Cada drink custa R$ 22. Tel.: (11) 3086-1252

Cajuína agora é Patrimônio Imaterial do Brasil

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Brindando com cajuína, bebida cearense, criada por Rodolfo Teófilo, conselheiros presentes à reunião no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural celebraram o registro como Patrimônio Cultural Brasileiro da Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí, estado vizinho e onde a bebida ficou mais conhecida. O evento aconteceu na semana passada, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O pedido de registro foi apresentado pela Cooperativa de Produtores de Cajuína do Piauí (Cajuespi). O modo de fazer e as práticas socioculturais associadas à cajuína são bens culturais que surgem junto com os rituais de hospitalidade das famílias proprietárias de terras no Piauí. As garrafas de cajuína, atualmente também são vendidas, mas na maior parte das vezes eram dadas de presente ou servidas às visitas, e ainda oferecidas em aniversários, casamentos e outras comemorações.

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Mesmo sendo uma bebida, ela assume o simbolismo de alimento e poderá ser inscrita na mesma tradição dos doces, bolos, biscoitos e outros saberes prendados cultivados para abastecimento do lar no Nordeste. A cajuína alçou mercados externos ao Piauí, e ao mesmo tempo em que é valorizada como produto de forte apelo regional e cultural, reforça os sentidos de pertencimento e identidade dos piauienses e brasileiros.

Uma bebida que revela o sentimento de uma família
O consumo da cajuína é um ato de degustação, geralmente acompanhado de comentários e comparações sobre as qualidades daquela garrafa da bebida, ressaltando sua cor, doçura, cristalinidade, leveza ou densidade, qualidades que derivam tanto do caju escolhido, quanto das técnicas de cada produtor. Essas referências revelam o sentimento de pertencimento do grupo ou família produtora e reforçam os laços entre os membros das redes familiares por onde a cajuína circula.

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A cajuína é uma bebida não alcoólica, feita a partir do suco do caju separado do seu tanino, por meio da adição de um agente precipitador (originalmente, a resina do cajueiro, durante muitas décadas a cola de sapateiro e atualmente, a gelatina em pó), coado várias vezes em redes ou funis de pano, em um processo que recebe o nome de clarificação. Oo suco clarificado é então cozido em banho-maria em garrafas de vidro até que seus açúcares sejam caramelizados, tornando a bebida amarelada, e permitindo que possa ser armazenada por períodos de até dois anos.

O modo tradicional de produção da cajuína foi desenvolvido ao longo do tempo e ainda que seja semelhante em todos os núcleos produtores, cada um desenvolveu pequenas melhorias e aperfeiçoou técnicas específicas que podem produzir certas diferenças no seu produto final, distinguindo o sabor da sua bebida dos demais produtores. O controle de cada uma das etapas de produção reflete na qualidade de cada garrafa da bebida.

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O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

(fonte: MinC)