Uma sereia na terceira onda do café

Por Maria Carolina Freire R. de Lima *

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Meu amigo Rubem Duailibi, o “D” da agência de publicidade DPZ, gosta de dizer que me pareço com a Lucy Van Pelt, a amiga xereta e sarcástica do Charlie Brown. Lucy possui uma maneira única de ver as coisas e chega ao ponto de ter uma barraquinha onde ela atende e cobra pelas análises psicológicas que dá sobre os problemas de seus amigos.

Nunca me senti tão Lucy Van Pelt como na SIC – Semana Internacional do Café, que aconteceu em fins do mês passado.

Lá, como Lucy, eu também tinha uma barraquinha, que deveria se posicionar como a “Terceira Onda do Café”, a onda que valoriza os diversos tipos de preparo da bebida. Uma “Onda” onde os surfistas são todos aqueles baristas super cools, jovens e tatuados.

Mas daí eu quis fazer diferente e inventei uma edição limitada chamada “Saquinho de Ouro”. Um café com uma embalagem inspirada nos “fascinators” criados pelo chapeleiro super fashion Philip Treacy para a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton.

E foi um sucesso. Os tais saquinhos eram fotografados até de ponta cabeça na esperança de serem copiados em alguma edição futura ou para brindes de final de ano. Se tornaram as “sereias da nova onda do café”.

Estranhamente ninguém me perguntava mais sobre o café, mas como é que eu tinha montado minha empresa, porque ela era muito diferente. Teve gente que voltou no dia seguinte trazendo outras pessoas apenas para mostrá-la e conversar comigo.

Resultado: Passei os dias da SIC dando consultoria. Pensei até em mudar o nome da empresa de “Café da Condessa” para “Van Pelt’s Coffee Consulting”.

A coisa foi tão séria que resolvi compartilhar com vocês alguns tópicos que considero importantes para a abertura de qualquer empresa ou para qualquer movimento na vida.

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Então, vamos filosofar um pouco.

  • O seu desejo está de acordo com o desejo do mundo?

Montei a empresa porque tinha voltado para assumir meu papel de herdeira na fazenda do meu pai. Era esperado eu trabalhar com café. Então, criei uma situação que se parecia comigo dentro do contexto que estava sendo inserida.

  • Você se sente pertencendo a este novo Universo?

Minha empresa atua como uma ponte. Ela relaciona o mundo onde eu estava inserida com o mundo ao qual eu viria a me inserir.

Eu vivia no mundo que consome o café do meu pai. Portanto, entendo o diálogo que tenho com meus consumidores finais.

Minha empresa é o meu jeito de trabalhar com café.

  • Você está pronto para fazer uma escolha de vida?

Escolhas de vida incluem planejamentos a serem executados em um curto período de tempo e outros a médio e longo prazos.

É necessário ser honesto consigo mesmo e entender que é preciso se sacrificar, além de ter resiliência.

  • Por que você quer ter uma empresa?

Se você não soube responder direito às perguntas anteriores ou você quer uma empresa, simplesmente, porque todo mundo quer ou, pior ainda, o seu único motivo é dinheiro saiba que montando uma nova empresa você tem grandes chances é de perdê-lo.

Um empreendedor é uma pessoa que realiza uma ideia.

A ideia pode até ter sido instantânea, mas sua realização leva tempo.

Boa sorte!

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* Maria Carolina Freire R. de Lima é empresária, cafeicultora e criadora da marca Café da Condessa.

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Quando o chocolate se torna obra de arte

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Na segunda-feira, o Tudo al Dente participou de uma aula de chocolates e ovos de Páscoa com a craque Renata Arassiro, embaixadora da belga Callebaut. O evento aconteceu na loja Bondinho. Dona de uma loja de doces que leva o seu nome, em São Paulo, a mestra fez obras de arte… bombons e ovos enfeitados e desconstruídos, todos coloridos com texturas diversas, em que usou várias técnicas. Falamos com ela. Leia a entrevista abaixo:

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Poderia falar qual o chocolate que a senhora usa nas suas criações e por quê? Utilizo Callebaut, belga e cacao Barry francês. São matérias primas de ótima qualidade, que possuem linhas bem variadas de produtos com teores de cacau diferentes e notas e sabores distintos. Assim, consigo harmonizar teores de cacau e suas notas com as minhas receitas que levam frutas típicas, cachaça, ervas e especiarias.

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Quais são as novidades da sua loja? Sempre temos novidades, a cada semana temos novos sabores que desenvolvo de acordo com os produtos da estação. Para a Páscoa, há ovos de codorna feitos com blend de chocolate branco e ao leite e pintinhas de amargo, versões divertidas de ovos fritos (foto), cozidos e até um pão com ovo. Temos também clássicos com casca recheada com flocos de massa folhada e castanhas de baru – ingrediente típico do Cerrado; de Praliné com laranja, feito com chocolate ao leite e recheados com bombons à base de avelã (Gianduia, Nutella, creme de ovo maltine, praliné com coentro em grãos); e o de Matchá, com inspiração japonesa presente na casca de chocolate amargo recheada de chocolate branco com matchá e flocos de massa folhada, recheado com bombons de matchá.

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 O que tem achado do cacau 100% brasileiro e dos chocolates que estão sendo feitos aqui? Estou adorando o ressurgimento do cacau brasileiro. O chocolate dos embaixadores, exclusivo pra minha loja tem 68% de cacau e safra de 2012, da fazenda Boa Sentença, de Ilhéus. É um chocolate bem encorpado e de ótima acidez. E o  chocolate de origem Brasil com 66,8% é  muito bom, com ótimo amargor.

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Por que o chocolate das marcas de difusão – de supermercado – ainda são tão ruins? O que poderia ser feito para que estes produtos melhorem em qualidade? No caso dos ovos de supermercado, eles são muito doces e por isso de qualidade inferior. Quanto maior a porcentagem de cacau e menor a quantidade de açúcar, melhor será o chocolate. E, ultimamente, os ovos para criança são recheados de brinquedos. Infelizmente, o chocolate é o que menos importa nestes produtos.

 Serviço: www.renataarassiro.com.br

Fotos: divulgação/ Carol Gherardi

Aprenda a fazer sobremesa ‘moderninha’ da chef Helena Rizzo

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A sobremesa da chef Helena Rizzo, do restaurante Mani, de São Paulo, leva café Nespresso e serve seis porções. Veja a seguir:

Ingredientes: 200 g de creme de leite fresco; 200 ml de leite; 40 g de sementes de maracujá com a polpa; 20 g de sementes de maracujá secas; 110 g de açúcar; 2,5 folhas de gelatina incolor; 5 gemas ; 3 cápsulas de café Espresso Maragogype Reserva Especial, extraídas em 40 ml cada; 100 ml de suco de maracujá; 180 ml de água mineral; 2,8 g de ágar-ágar; 200 g de sorvete de mascarpone e 6 lâminas de caramelo de café

Elaboração: Creme de maracujá:  Leve uma panela ao fogo com 200 ml de leite, 200 g de creme de leite fresco e o maracujá aquecendo até ferver. Retire do fogo e bata no liquidificador. Coe e acrescente ao líquido as 5 gemas peneiradas e 80 g de açúcar. Leve  ao fogo brando e mexa lentamente até atingir a temperatura de 84º C. Acrescente as 2,5 folhas de gelatina incolor previamente hidratadas em água e gelo. Misture bem e faça banho-maria invertido por alguns minutos. Divida o creme em pratos sopeiros, tampe com papel plástico e leve à geladeira até que a gelatina coagule. Depois de pronto, acrescente algumas sementes de maracujá seco.

Gelatina de café:  Misture 120 ml do café Maragogype Reserva Especial (3 cápsulas extraídas na medida Espresso de 40 ml), 80 ml de água, 10 g de açúcar e 1 g de ágar-ágar em uma panela e leve ao fogo até ferver. Mexa bem. Deixe esfriar um pouco e, antes que coagule, coloque uma colher bem cheia da gelatina sobre o creme de maracujá. Cubra toda a superfície com movimentos circulares. Reserve.

Geleia de maracujá:  Leve panela ao fogo com 100 ml de suco de maracujá, 100 ml de água mineral, 20 g de açúcar e 1,8 g de ágar-ágar até ferver. Coloque o líquido em um recipiente e, em seguida, faça um banho-maria invertido até que coagule. Mexa bem e transfira a geleia para uma manga de confeiteiro. Reserve.

Montagem: Sobre a superfície da gelatina de café, coloque alguns pontos da geleia de maracujá. Finalize com uma quenelle de sorvete de mascarpone e uma lasca de caramelo de café.

Serviço: http://www.nespresso.com/br/pt/home

Foto: divulgação

Dez sobremesas para deixar o dia mais feliz

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Hoje, fui provar a mousse da Chocolat du Jour, servido nas mesas do chocobar da marca, em São Paulo. O doce é feito com 53% de cacau Pratigi (nacional) e coberto por uma esfera de chocolate, e vem acompanhado por um fone de ouvido e uma molheira com a escolha do cliente para uma das três opções de sabores de calda quente oferecidas: manga com gengibre; abricot com maracujá; chocolate meio amargo (53% cacau) e framboesa. Ao colocar o fone, ouve-se os acordes da “Sonata de Inverno” – “As Quatro Estações”, de Vivaldi, em interpretação de Max Ritcher, com o violinista Daniel Hope. “Me inspirei nas apresentações e experiências do consagrado chefe inglês Heston Blumenthal para esta criação”, diz Claudia Landmann, da Chocolat du Jour. Muito bacabna a experiência. E uma delícia a sobremesa. Aproveitando, gostaria de sugerir mais nove sobremesas inspiradoras de São Paulo. Vejam a seguir.www.chocolatdujour.com.br

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Após 11 anos de experiência –com diversos exercícios de mercado por meio de parcerias – a Opera Ganache, do chef pâtissier Rafael Barros, abre a sua primeira loja conceito, na rua Augusta (bem perto da minha casa – não sei se feliz ou infelizmente). A boutique, instalada na charmosa Villa San Pietro, pretende seguir o modelo típico de países como França e Inglaterra, oferecendo guloseimas exclusivas e renovadas dia a dia. Na foto, mousse com brownie, do craque Barros. Rua Augusta, 2542 – loja 7, São Paulo, tel.: (11) 3062 7161

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No Ici Bistrô e Brasserie, peça o Pain Perdu Ici (R$ 18). Rabanada caprichada com comporta de pera. É uma delícia. Viciei desde a primeira vez que provei. http://www.icibistro.com.br

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O 210 Diner – do mesmo proprietário do Ici, Benny Novak – tem uma sobremesa que gosto muito: o Devil’s Food Cake, bolo de chocolate regado com calda de chocolate quente e chocolate meio amargo, com sorvete de creme. (R$ 19). http://www.210diner.com.br

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A Red Boutique Gourmet tem uma torta que é pura felicidade: a Tarte Bourdaloue, receita típica de torta francesa de pera com creme de amêndoas. (R$ 55/Kg). http://www.redgastronomia.com.br

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No Saj, uma das sobremesas mais simples e sublimes, no meu entendimento: o Chocolamour, em receita original do “Flamingo”. Traz sorvete de chocolate ou creme, farofa doce, calda de chocolate e chantilly. O pequeno custa R$ 14,90 e o grande, R$ 21,90. http://www.sajrestaurante.com.br

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Pudim Abade de Priscos da Tasca da Esquina é uma receita secular tipicamente portuguesa, da região de Braga, feita com gemas e açúcar, que nas mãos de Vítor Sobral ganha farofinha de biscoito e calda de abacaxi e coco. Custa R$ 16. http://www.tascadaesquina.com

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Outra sobremesa que merece todas as calorias do mundo é o cheese cake do Na Mata Café. Com calda de goiaba. Custa R$ 18. www.namata.com.br

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O minichurros do Torero Valesi vem com calda de Nutella, doce de leite e framboesa. Acompanha sorvete de creme. http://www.torerovalese.com.br

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Na Mercearia do Conde e Condessa, não deixe de provar a torta rústica de maçã com sorvete de creme e calda de caramelo. Custa R$ 22, e é para comer ajoelhado. http://www.merceariadoconde.com.br

 Fotos: divulgação

Tea for two, em São Paulo e no Rio de Janeiro

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Completando dois anos, e em novo endereço (Rua Aspicuelta, 194, Vila Madalena), o Bistrô Ó-Chá ganha espaço especial no fundo do sobrado, com mais de 70 opções de chás e tisanas, bules, chaleiras, xícaras, entre outros utensílios para a cerimônia do chá, vindos da China, Japão, Índia, Nepal, Sri Lanka, Indonésia, Laos, Quênia, Vietnã, África do Sul, entre outros. Mónica Costa, sócia da casa e especialista em chás e infusões, que nasceu em Portugal, morou por muitos anos na China, e por isso, tem profundo conhecimento sobre a bebida.

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Destaque para os novos chás brancos Agulhas de Prata (R$ 25,00 o bule), originário da província chinesa de Fujian, único, raro, composto somente pelos primeiros brotos das folhas, e Jardim do Imperador (R$12,00 o bule), uma mistura com laranja, baunilha, botões de rosa e raspas de cenoura; Entre os chás pretos, Assam (R$ 11,00 o bule), vindo da Índia, produzido com as folhas da primeira colheita e com aroma entre o floral e o malte, e o Pu-Ehr (R$ 16,00 o bule), um chá pós-fermentado, envelhecido por alguns anos, com sabor mineral forte, que ajuda a digestão e limpa o organismo. O menu também tem pratos do dia e comidinhas, como bolos variados.

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A Fiammetta Travessa, localizada na Livraria da Travessa, uma das livrarias mais bacanas do Rio de Janeiro, lança o seu chá da tarde. Servido todos os dias, das 15h30 às 18h30, os chás chegam fumegantes à mesa e podem ser escolhidos entre seis sabores: hortelã, frutas vermelhas, camomila, chá preto, maçã e morango (R$ 9 cada). Para acompanhar, a chef Val Santos aposta em algumas comidinhas, como quiches, petit fours, cake de tangerina, waffles, que são servidos com geleia etc.

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Serviço: Bistrô Ó-Chá, Rua Aspicuelta, 194, Vila Madalena, SP, tel.: (11) 2737 8001; Fiammetta Travessa, Avenida das Américas, 4.666, loja 220, 2º piso, Livraria da Travessa, Rio. www.fiammetta.com.br

Fotos: Giu Gnr e divulgação

Um gole!

beautyshot_rosé2002A Dom Pérignon apresenta ao mercado brasileiro a Dom Pérignon Rosé Vintage 2002 edição limitada Jewel.Com apenas 200 garrafas disponíveis, o estojo e a garrafa contém rótulo metalizado na cor rosa, que fazem referência a uma joia. Presentão para o Dia dos Namorados. A bebida recebeu 98 pontos do Robert Parker’s Wine Advocate e o preço sugerido pro mercado nacional é de R$ 1.200.

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Cervejas BrewDog_Lucas TerribiliO BrewDog Bar, em Pinheiros (SP), inaugura neste fim de semana sua Bottle Shop, espaço dedicado à venda de cervejas artesanais de diversas marcas brasileiras e internacionais. A loja funcionará dentro do container, que faz parte da fachada e terá entrada independente e geladeiras repletas de rótulos prontos para consumir num pequeno balcão ou levar para casa. Para celebrar a abertura, acontece no bar nos dias 7 e 8/6, das 10h às 18h, o Mikkeller Weekend, evento de lançamento de 21 novos rótulos da conceituada cervejaria dinamarquesa com um tap takeover (quando várias das 21 torneiras da casa servirão chopes da marca), além de shows de jazz na varanda e comidas vendidas a preços acessíveis em frente ao bar.  Tel.: (11) 3032-4007

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imagem_release_219838E para se aquecer neste outono gelado, nada melhor do que um café ou um chocolate quente quentinho. Inaugurada recentemente na Alameda Santos (SP), a primeira cafeteria de Lavazza Espression no Brasil tem opções variadas. Na carta de cafés, há clássicos como o Capuccino (R$ 6,50), Caffè Mocha (R$ 4,20) e o Caffè Latte (R$ 4,00). Há ainda diversas receitas especiais como o Nocciolato (R$ 8,90), que leva café, chatilly, Nutella, farofa de avelã e chocolate em pó (foto) e comidinhas, como bolos e tortas. Tel.: (11) 3266-3976

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Brazilian_punch_01Tradicional restaurante paulistano, que acaba de completar dez anos, o Alucci Alucci, na rua Vitório Fasano, nos Jardins, lança seu happy hour da Copa, entre 10 de junho e 13 de julho, das 18h30 às 20h30, em seu terraço (quase em frente do Hotel Fasano). A ideia é transformar o lugar numa festa animada ao som de DJs, que se revezam semanalmente. Entre as bebidas feitas à base de cachaça Yaguara e Leblon Signature, destacam-se a Cachaça Cosmopolitan (cachaça, Cointreau, suco de cranberry, suco de limão e um twist de limão) e o quentão (servido quente, como na foto). Cada drink custa R$ 22. Tel.: (11) 3086-1252

Dez anotações sobre o cenário gastronômico de 2013

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1) Ferinhas e mercados gastronômicos se tornaram uma ideia viável, democrática, ao levar cultura e boa comida a preços camaradas para público variado, principalmente em São Paulo. A prática se tornou numa espécie de festival semanal, no meu entender. Ganha o público que, como eu, gosta de feiras e mercados a céu aberto. A ideia em São Paulo foi tão bem organizada, que tramita na câmara dos vereadores projeto de lei para regulamentação da comida de rua na cidade, parte importante e substancial da economia municipal, atualmente.

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2) O Mesa ao Vivo Rio, promovido pela revista Prazeres da Mesa, no Morro do Alemão, na capital fluminense, foi um dos grandes eventos do ano. Tive o prazer de fazer a cobertura do evento para a revista e fiquei feliz em ver toda a movimentação do setor no local, a feira criada entre os moradores. Foi um dos ambientes em que mais percebi criatividade na área, neste ano.

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3) Projeto Buscapé (foto), Gastromotiva, entre outros programas que envolvem gastronomia e  comunidades carentes de áreas de risco. Sempre gosto desses projetos. Acredito no poder de transformação social de iniciativas assim.

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4) Festivais de cultura e gastronomia Brasil a fora também são uma bela maneira de divulgação das nossas artes culinárias, da cultura regional. É quando o micro se transforma em macro. É o que acontece em Tiradentes (MG) e Pernambuco. Estive em Tiradentes este ano e em 2012. Em Pernambuco, com exceção deste ano, participei de cinco anos consecutivos de festival. Gosto dos temas a que se propõem esses festivais. (Na foto, Madalena Albuquerque, chef do Just Madá/Recife, participante do festival local).

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5) Pratos mais baratos em restaurantes caros. Essa foi outra tendência que percebi, este ano. O Arturito, de São Paulo, para citar um exemplo, antes envolto numa aura um tanto esnobe, mostrou que é possível oferecer boa comida em ambiente bacana, por preços camaradas. Outro dia, fui lá e pedi um sanduíche de pão caseiro feito no forno à lenha com barriga de porco, uma coca-cola zero e um café. Gastei pouco mais de R$ 30. Uma refeição de lamber o beiço.

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6) Chocolates nacionais feitos com carinho (e cacau). Este foi mais um aspecto que observei em, 2013. Marcas nacionais, como a Amma, a Chokolah e a Q se estabilizaram no mercado com produtos de qualidade, ao contrário de marcas de difusão, como a Lacta, a Nestlé e a Pan, entre outras, que, cada vez mais, vendem gato por lebre. A Amma colocou no mercado um chocolate feito da castanha do cupuaçu, além de passar a comercializar cacau em pó 100% orgânico. Dois produtos de primeira. O assunto foi tão discutido, este ano, que até o Globo Repórter, da Rede Globo, foi visitar uma fabriqueta artesanal de chocolate no meio da Floresta Amazônica.

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7) Entre as viagens gourmets que fiz, três me chamaram a atenção. Sul de Minas, numa press trip da Nespresso, em que conheci os cafezais dos arredores da cidade de São Lourenço; viagem aos Alpes Franceses, onde visitei a feira de rua de Annecy, cidadela medieval com uma feira deliciosa, que acontece duas vezes por semana nas ruas centrais da cidade (veja ensaio fotográfico no blog). A terceira viagem gastronômica bacana que fiz, este ano, foi para a África do Sul. Lá, comi muita caça, aves assadas – prato que adoro -, além de comidas inspiradas na China e Índia, na parte leste do país, que é banhada pelo Oceano Índico.

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8) A gastronomia, este ano, visitou o cinema. Foram vários filmes que tiveram comida como mote. Entre os destaques, “Sabores do palácio” (foto), sobre a cozinheira do presidente francês Miterrand, o doc “Por que você partiu?”, que mostra chefs franceses que se instalaram no Brasil. A lista ainda inclui mais umas quatro ou cinco estreias. Produção de queijo artesanal

9) O queijo artesanal mineiro finalmente foi liberado para ser vendido fora do estado de Minas Gerais. Tem notícia melhor? Essa foi de soltar fogos!

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10) Entre as coisas que não gostei este ano, a que mais me chamou a atenção foi protagonizada por pizzarias simples de bairro, que estão deixando de usar lenha de verdade nos seus fornos. Estão usando um tipo de madeira cortadinha, compensada… muito sem graça, um horror! Já vi pizzaiolo bater o pé e dizer que aquilo é madeira. Mas não é, gente! A pizza feita no forno à lenha fica muito mais saborosa, aromática. É possível perceber de longe quando uma pizzaria usa forno a lenha. As ruas nas adjacências ficam com aroma gostoso, cheirinho de bosque de carvalho. Isso é tradição. É a alma na gastronomia. É o rústico, que deveria estar entre os principais aspectos da culinária, mas que infelizmente nem sempre está.

Giro gourmet

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O outono, na minha opinião, é uma das estações mais bonitas na Inglaterra. Morei no país por 14 meses – entre 1999 e 2000 – e peguei dois outonos por lá. Os parques ficam coloridos, avermelhados. As pessoas começam a se recolher, as aves desaparecem do céu, há uma quietude no ar. Anyway, já pensou num outono no campo, no interior do país, com menu especial de aves e caças assinado pelo chef Brian Hughson? O hotel campestre Coworth Park, membro da Dorchester Collection, em Ascot, no Reino Unido, oferece esse mimo aos domingos. A partir de £ 65 por pessoa e com reserva de, no mínimo, 48 horas de antecedência, é possível fazer essa refeição. Olha a foto que o pessoal do hotel mandou pro Tudo al Dente. restaurants.CPA@dorchestercollection.com.

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Com quase 50 unidades pelo mundo, a Les 3 Brasseurs é a  primeira microcervejaria francesa que abre as portas no Brasil, em São Paulo. A ideia da casa é oferecer o sabor peculiar da cerveja originária do norte da França e um pouco da gastronomia da região. “Sabemos que os brasileiros apreciam beber e comer e fazem isso com conhecimento”, diz Laurens Defour, diretor geral Les 3 Brasseurs Brasil. Serão servidas, entre outras, duas cervejas já com reconhecimento e prêmios internacionais, a La Blanche, que recebeu o selo Fourquet de ouro no concurso do museu francês da cervejaria, em 2011, e a medalha de ouro no mundial da cerveja de Montreal, em 2006. Já a L´Ambrée, ganhou a medalha de prata no concurso geral agrícola de Paris, em 2012. Para a produção da Les 3 Brasseurs são realizadas quatro fermentações de 1000 litros e nove maturações de 1000 litros. O prato carro-chefe da casa é a flamme, cuja massa é feita com a cerveja. O prato, tradicional da culinária do norte da França, também é conhecido como tarte flambée. Antigamente, era fabricado por agricultores nas fazendas. É feito com uma leve massa quadrada de pão coberta com diferentes ingredientes. (11) 3167 -4145.

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A KitchenAid, marca que nasceu nos Estados Unidos em 1919, anuncia sua nova linha de acessórios, com diversos modelos de panelas, formas e chaleiras. Recém-lançados pela marca os produtos chegam ao Brasil em dezembro de 2013. Essa linda chaleira com apito e capacidade para 1,9l custa R$ 299,90, em média. SAC: 4004-1759 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-722-1759 (outras cidades).
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A Tam Linhas Aéreas acaba de escolher o novo café que será servido aos passageiros de seus voos internacionais. A partir de domingo (1º de dezembro), a companhia adotará um blend especial da bebida, desenvolvido pela marca brasileira Suplicy Cafés Especiais, que atua no ramo cafeeiro desde o século XIX. O produto será servido na classe econômica, na business class e na primeira classe de frequências operadas de e para a América Latina, os Estados Unidos e a Europa. “O café faz parte do cotidiano dos brasileiros. Mais do que servir uma bebida típica de nosso país, escolhida especialmente para o nosso passageiro, estamos apresentando o sabor da nossa cultura e dizendo a todos os clientes da Tam o quanto eles são bem-vindos a bordo”, afirma Jerome Cadier, vice- presidente Marketing do Grupo Latam Airlines.
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Confeitaria criada pelo chef Wayner Lyra, a Marie Antoinette se inspira na França do século XVIII para criar os seus produtos. Em março, abre a primeira loja no bairro de Perdizes, na capital paulista. A boa notícia momentânea é que Wayner leva alguns dos seus produtos à Feirinha Gastronômica deste domingo, entre eles, a torta de limão com lavanda (foto acima, da Giu Gnr); lamington – receita tradicional australiana de pequenos quadrados de bolo cobertos por chocolate e coco; biscoitos amanteigados de flores da lavanda polvilhados de açúcar e Christmas cookies. A Ferinha acontece na Praça Benedito Calixto, em São Paulo, das 12h às 20h.