Uma praiazinha de areia branca

P1010713

Na língua dos índios guaranis, Tabatinga quer dizer praia de areia branca e fina. É também o nome de uma das praias mais bonitas do litoral norte de São Paulo, a apenas 190 km da capital, uma baía de águas rasas rodeada por ilhas, entre Caraguatatuba e Ubatuba, onde o rio Tabatinga se encontra com o mar.

P1010708

Do lado norte da praia, há uma vila rústica de pescadores, que conheci ainda criança, quando ia ao litoral norte com a minha família. Devia ter, mais ou menos, 10 anos e a paisagem faz parte do meu roteiro sentimental de viagens. Me lembra manhãs ao sol, castelinhos de areia, arroz com mexilhão, peixe fresco frito, ensopadinho de camarão, picolé de coco e bolo de laranja com cobertura de chocolate.

P1010731

O que não conhecia neste pedaço de paraíso é o condomínio Costa Verde Tabatinga, onde está situado o hotel boutique Costa Verde Tabatinga Hotel, pequena joia entre as montanhas da Serra do Mar e as águas claras do Atlântico, onde passei o fim de semana.

P1010741

Fundado há mais de 30 anos, o hotel hospedou inicialmente empresários que construíam suas casas na bela baía cercada de Mata Atlântica e de frente para a Ilha do Tamanduá.

P1010738

Em 2011, o Grupo Royal São Paulo, que atua no setor de turismo e investimentos, assumiu a gestão. De maio a novembro daquele ano, o hotel passou por uma grande reforma, com decoração que valoriza a cultura regional, em artesanatos e jardinagem (muito bem cuidada), em que não faltam salas de leitura, espaços externos para drinks, salões de festa, tudo cuidado nos mínimos detalhes.

P1010687

Um dos meus espaços preferidos é o lobby que traz um sofá-barco e cadeiras de vergalhão italiano, enfeitado com vasos de orquídea, objetos de cerâmicas e abajures, um espaço aconchegante de onde é possível ver tanto a vegetação da montanha como o mar, que estão presentes o tempo todo – e bem próximos da gente – com suas belezas e perfumes.

P1010710

Chegando ao local, me impressionou o drink de ‘boas-vindas’, ao lado da recepção, numa mesa com frutas e água aromatizada, fui pro quarto, claro e amplo, de frente para as montanhas.

P1010700

Lá, encontrei frutas frescas, além de uma caixinha de quitutes da Cheesecakeria. Como resistir?

P1010718

Cheguei na sexta-feira ao local Uma visita ao restaurante Manduca, que fica dentro do Costa Verde Tabatinga Hotel, foi mais do que providencial. Decorado com patchwork de papéis de parede e mix de tecidos e estampas lustres coloridos, além de uma bela coleção de louças criadas especialmente para a casa, todas pintadas uma a uma, a casa impressiona pelo visual.

P1010690

O chef do Manduca, Rafael Machado, traz em seus pratos influências regionais caiçaras em leituras modernas. Um dos primeiros que pedi foi a casquinha de siri com leite de coco.

P1010715

O peixe do dia veio em seguida, com arroz à grega, tudo fresquinho. No menu com couvert, entrada, principal e sobremesa (por R$ 95) ainda veio uma taça de sorvete de chocolate com calda de chocolate ao leite e farofa. Não sei se foi o cenário, se estava no lugar certo, na hora certa, mas me pareceu o melhor sorvete do mundo. Tanto é que o repeti em outras refeições nos dias seguintes.

P1010692

O restaurante e seu entorno foi um dos meus locais favoritos da viagem. Durante o verão, a hospedaria leva chefs convidados para almoços a quatro mãos com o chef do lugar. No fim de semana passado, estava lá Rafael Alvarez, do Cena, restaurante da capital paulista. Ele serviu, no bar da piscina, petiscos e amuse-bouche de pato desfiado, mini-hambúrguer de vegetais e bacalhau, quadradinhos de melão com presunto cru, bolinho de carne seca com mandioca.

foto

No almoço, pedi um risoto de camarões muito frescos com açafrão. O fruto do mar costuma ser comprado dos pescadores locais. Conheci um deles, por acaso, enquanto passeava na praia, o seu Adalberto. Ele me contou que o Tabatinga Hotel costuma valorizar os trabalhadores/pescadores da região, coisa que já imaginava.

P1010702

À noite, o jantar feito a duas mãos, pelos dois Rafael teve direito a música ao vivo. Pedi nhoque de banana da terra recheado de queijo coalho com molho de leite de coco e tucupi, acompanhando peixe branco grelhado, mais uma vez fresquíssimo, um prato fez com que eu dormisse feliz.

P1010703

Na manhã de domingo, a hospedaria serviu um brunch com massas recheadas, frutas, bolos e vários pães feitos ali mesmo, diariamente, pelo chef padeiro, Bruno de Mello. Assim que me disseram que a casa possui uma padaria para a produção própria, mais do que depressa quis conhecê-la.

P1010735

De lá saem todas as manhãs pães de centeio, integral, pão francês com crosta de queijo, croissants, pão de miga, muffins, bolos, num café da manhã desses que a gente não tem vontade de deixar a mesa.

P1010716

O restaurante não apenas hospedes, mas comensais diversos. É bom ficar atento a programação de verão do lugar e aos chefs convidados. Há inclusive uma festa de réveillon que promete. Custa R$ 350 por pessoa, com comida e open bar. Imagino que a experiência de uma festa assim seja bacana no lugar.

P1010719

De qualquer forma, um bate-volta de São Paulo ao restaurante ou a um fim de semana é garantia de diversão e belo cenário garantidos. Caso chova num dos dias, das 9h às 17h, a hospedaria oferece uma estadia grátis num outro fim de semana.

P1010711

Serviço: http://tabatingahotel.com.br/

Fotos: Antônio Carrion

Anúncios

Chocolate do Combu (PA), gostinho da Floresta Amazônica

foto 1

Finalmente provei o chocolate da ilha do Combu (foto abaixo), este fim de semana. O produto artesanal é feito às margens do rio Guamá, por povos ribeirinhos com o cacau forasteiro local. Este chocolate rústico vem embrulhado numa embalagem linda, com folhas de cacau e é feito por dona Nena, que beneficia dez quilos de sementes de cacau por semana.

combu

O chocolate que vem conquistando chefs nacionais – como o paraense Thiago Castanho, que serve doces feitos com o chocolate em seu restaurante Remanso do Bosque – e paladares gourmets é feito a partir de sementes de cacau que são selecionadas, depois fermentadas e torradas, antes de serem espremidas num espremedor caseiro de carne, o que resulta no chocolate propriamente dito, com a massa e a manteiga do cacau amalgamadas.

cacau

O produto é 100% cacau e vem sem açúcar, o que faz com que sintamos toda a complexidade de aromas e sabores. De acordo com a tabela de sabores lançada pelo produtor baiano Diego Badaró, da Amma, pude sentir/perceber aromas florais de jasmim e gerânio; frutados de cupuaçu, frutas secas e ameixa. Pude ainda provar gostinho de macadâmia, azeitona, baunilha, cogumelo, madeira e manteiga. Mas, o que se destaca mesmo é o sabor de Floresta Amazônica. É como se cada barra fosse um naco amalgamado da floresta e sua exuberância.

cacau

Publiquei, ontem, a foto das barras embrulhadas no instagram e muita gente veio me perguntar onde comprei as barras em São Paulo. Comprei com a Antônia (veja serviço abaixo), que vende cada barra de 100g por R$ 6,50. Pedi quatro e ela fez a entrega na minha casa. Aproveitei a iguaria de várias formas. Eu a comi pura, fiz chocolate quente, que ficou delicioso, barrinhas de chocolate ao leite e de chocolate com açúcar e sem leite. Fiz ainda brigadeiro. Embrulhado em suas folhas, com o aspecto rústico e artesanal, é um belo presente para amantes de gastronomia.

Serviço: Onde comprar os produtos – com Antônia PadvaisKas, do Empório Poitara, tel.: (11) 97310-5024 / 98344-4040

Fotos: banco de imagem e Antônio Carrion

Notas de sabor

La Belle Bruna_Fondue de carne_foto Rodrigo Azevedo (4)

Alô, amantes de frio e fondue. Restaurantes da serra fluminense capricharam no cardápio este ano. No restaurante da pousada La Belle Bruna, em Araras, a estrela do menu é o fondue de filé mignon (R$ 98, duas pessoas) – foto. O prato chega com os molhos barbecue, tártaro, mostarda Dijon com mel e ketchup picante com goiabada. Localizada em uma área ambiental no alto do Vale das Perobas, em Araras, a pousada é destino ideal para casais e famílias que buscam paz, tranquilidade e aconchego. (24) 2225-2154 / 2225-1806. www.pousadalabelle.com.br/

Vila St Gallen_Fondue de Chocolate

O Abadia é o restaurante especializado em fondues que funciona, durante todo o ano e sob reserva, dentro do complexo gastronômico Vila St. Gallen, em Teresópolis. A sensação é de estar em um mosteiro: os garçons atendem aos clientes vestidos como frades, e a música predominante no ambiente são os cantos gregorianos. Um clima aconchegante, silencioso e exclusivo, ideal para jantares românticos. Entre diversas opções, é possível degustar o delicioso Mignon ao Bourguignonne (R$ 119,00 p/ 2 pessoas), com seleção especial de molhos, e o Caça na Pedra (R$ 169,00 p/ 2 pessoas), com carnes de javali, jacaré, magret de pato e mignon feitas na pedra, acompanhadas por molhos exclusivos. (21) 2642-1575

Bar do Lado_Petit Fondue de Nutella_Divulgação2

Curiosidades a parte, não é só na serra que se come fondue. O Rio de Janeiro tem ofertas interessantes. A chef Maria Vitória elaborou para o Bar do Lado, no Leblon, o petit fondue de Nutella (acima) com toque de conhaque. Para acompanhar, as frutas são morango, uva e banana, além da farofinha de castanhas que dá uma crocância especial (R$ 34). (21) 2172-1120

Deli 43-Pavelka_Fondue3_Fabio Rossi

No inverno, a Deli 43-Pavelka resgata sugestões quentes, que combinam com as baixas temperaturas. Volta para o cardápio, o fondue de queijo (R$ 46,50), servido com clássicos da representante exclusiva da delicatessen petropolitana: salsichinhas de vitela, de frango e brancas, baguetes e pão de leite. Os embutidos e pães, produzidos artesanalmente, ganham sabor especial mergulhados no gruyère e ementhal borbulhantes. A panelinha serve duas pessoas. www.deli43.com.brO Empório Jardim, recheado de produtos de fabricação própria e fresquinhos, criou para o menu de inverno um fondue que traz queijo, cogumelos e pães, além de tomates cereja e batatinhas calabresa (R$ 89). A sugestão serve duas pessoas. http://www.emporiojardimrio.com.br

*

Dalton_rangel

Moda e gastronomia nacionais se unem em um projeto para promover o país e fomentar o turismo brasileiro no exterior. Trata-se do Brasil Fashion and Food, iniciativa que mostrará o país em eventos ligados à moda, aliando a degustação de pratos feitos por chefs brasileiros a roteiros turísticos únicos, evento que tem apoio da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) – autarquia especial do Ministério do Turismo –, juntamente com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira de Estilistas (Abest) e Centro das Indústrias de Curtume do Brasil (CICB). O Brasil Fashion and Food construirá espaços gastronômicos especiais em três eventos fashions: feira Miami Swim Show (de 19 a 22 de julho, em Miami, Estados Unidos); All China Leather Exhibition 2014 (de 3 até 5 setembro, em Xangai, China); e, Semana de Moda de Paris (de 27 de setembro a 2 de outubro, em Paris, França). Nestes locais, chefs mostram as particularidades da gastronomia brasileira ao público presente. Rafael Andrade, gestor de marketing do Brasil Fashion and Food, afirma que “nestas ações, o Brasil será apresentado por meio de uma de suas marcantes características, que é a alegria, o que se traduz em uma culinária rica e diversa. Essa imagem promove o país como um destino turístico excepcional.” A primeira edição do projeto, em Miami, teve início no dia 19 de julho, tendo à frente da cozinha brasileira os chefs Mônica Rangel e seu filho, Dalton Rangel. Defensora da cozinha brasileira, ela atua como jurada no programa “Cozinheiros em Ação”, do canal a cabo GNT. Dalton é chef e sócio da empresa Supergourmet, além de apresentar o programa “Homens Gourmet”, no canal Bem Simples, da Fox Channel.

 *

piemonti

A rede de restaurantes Maremonti buscou no berço do renascimento a inspiração e o terreno ideais para o cultivo e produção de seus dois rótulos exclusivos de vinhos. Em uma parceria com a tradicional vinícola Castello Di Gabbiano, no Piemonte, noroeste da Itália, foram escolhidas as uvas que iriam dar o sabor e textura às bebidas. Da safra 2011, o Maremonti Rosso é feito com uvas Barbera, que forneceu um paladar seco, fresco, médio corpo com aromas de frutas vermelhas com toque terroso. Para o Maremonti Bianco, a safra 2012 das uvas Sauvignon Blanc e Chardonnay foram ideais para alcançar um vinho seco, leve e fresco, de aromas florais e levemente frutado. Os vinhos Maremonti serão vendidos com exclusividade nos seis restaurantes do grupo, espalhados pelo Brasil. O valor de cada garrafa de 750 ml é de R$ 79 reais. http://www.maremonti.com.br

Fotos: divulgação e banco de imagens

 

Guarujá elegante

p1010515

No inverno, sempre que penso em sair de São Paulo, para um fim de semana de calmaria e recolhimento, me vem a imagem das montanhas da Mantiqueira, seus queijos, doces coloniais, a comida caipira de Minas. No entanto, desta vez, sem muito tempo, pensei na facilidade e na rapidez da descida para o litoral paulista.  De forma automática pensei na praia de Pernambuco, no Guarujá, e a bela hospedaria, o Sofitel Jequitimar.

P1010525

O Sofitel tem pequenos mimos de que gosto muito. Um deles é a bandejinha de doces de boas-vindas, deixada nos aposentos. Desta vez, havia cocada, sequilho e mil folhas, tudo fresquinho. Mas ainda há a decoração de orquídeas, em todo o hotel, assessórios de banheiro da marca Lanvin, a gentileza dos funcionários, certa serenidade que paira no ar.

P1010498

No almoço, fui conhecer a feijoada com chorinho, servida no restaurante Brisa, no segundo andar do prédio principal. A vista para o mar ali é linda e o bufê é completo, com seleção saladas, frios, queijos, pasteizinhos, caldo de feijão, salgadinhos, doces…

P1010500

A feijoada é preparada pelo chef francês Patrick Ferry, responsável por toda a parte alimentícia do hotel. Servida em grandes panelas de barro, traz todos os acompanhamentos típicos, filé de porco grelhado, couve com bacon, vinagrete, farofa na manteiga, e as carnes, servidas separadas nas grandes panelas.

P1010512

O bufê dá direito a outros pratos, como peixe grelhado, carne com molho de cogumelos, pasta etc. E a seleção de sobremesas é um show à parte. Desta vez havia quindão, pudim de leite, de tapioca e de brigadeiro, cocada, manjar de coco, enfim, uma loucura.

P1010502

Depois do almoço, foi a vez de uma bela caminhada pela extensão da praia que fica entre pequenos morros de mata Atlântica preservada, até o cair da noite, quando sentei-me para ver a lua cheia nascer no Atlântico.

10258941_746670542051810_3257721556412390898_o

Já que a ideia era de um fim de semana de tranquilidade e boa mesa, fui jantar no restaurante Les Épices, onde Ferry mostra toda a sua técnica acumulada em tantos anos de Sofitel, ao redor do mundo. Ao som de piano, o lugar tem decoração de orquídeas, luz aconchegante e movelaria confortável.

1268948_716196485099216_4276751101499214606_o

É um ponto de encontro de hospedes que não dispensam boa gastronomia. Provei a tarte tatin de tomate e mussarela; linguado envolto em castanhas, com molho de laranja e creme de mandioquinha com leite de coco e, de sobremesa, a esfera dourada de chocolate recheada com frutas vermelhas e sorvete de iogurte, um dos hits da casa.

6383_ba_02_p_1024x768

Comida leve que me fez despertar cedo para aproveitar o domingo de sol que se anunciava. No fim da tarde, a sensação de que o litoral paulista, no inverno, pode ser um passeio e tanto.

P1010511

Alguns preços: o apartamento de luxo custa R$ 790 (diária); o bufê de feijoada custa R$ 90, por pessoa. 

Serviço: http://www.sofitel.com/pt-br/hotel-6383-sofitel-jequitimar-guaruja/index.shtml

Fotos: Antônio Carrion e divulgação

Paixão por saquê

arroz

Apaixonado por saquê, Eduardo Preciado, sócio do restaurante japonês Minimok, no Rio de Janeiro, viaja pelo mundo pesquisando rótulos inéditos da bebida. Recentemente, fez uma viagem ao Japão. Abaixo suas impressões sobre a gastronomia do país do sol nascente.

sake

Poderia falar um pouco sobre sua última viagem ao Japão?Fui ao Japão no começo deste ano e, desde o primeiro dia lá aconteceram coisas interessantes. Cheguei em Tóquio no dia mais frio e com a maior quantidade de neve desde sei lá quando. Para piorar, iria para um lugar ainda mais gelado e nevado: Niigata, a duas horas de distância, da capital, ao norte de Tóquio. A região é famosa pela qualidade de seu arroz e pela fabricação de saquês, por isso a minha vontade de conhecê-la. Anos atrás, graduei-me no SPC “sake professional course”, e cada vez mais pesquiso rótulos especiais da bebida mundo afora. Niigata é a terceira maior produtora de saquês do país, com 94 kuras (termo como vinícola para o mundo do vinho, ou seja, fábrica de saquê) e figura entre as mais importantes em qualidade. Isso em parte por receber neve intensa (boa água); por ter algumas das fábricas mais impecáveis da indústria e também pelo interessante sistema de compartilhamento de informações e técnicas entre os kuramotos, como são chamados os proprietários. A gastronomia local é também bastante emblemática. Fiz parte de um grupo liderado por uma guia bilíngue (japonês/inglês), especialista em saquês, que tinha o intuito de repassar tudo sobre o universo do saquê, sua cultura, técnicas e tradições milenares. Fomos para diversas fábricas, entendemos o processo de fabricação, jantamos com alguns dos proprietários, ouvimos suas histórias, e principalmente, aprendemos muito sobre honra, legado, experiência e paixão.

Minimok_Ozeki junmai hana waka sparkling_crédito Alexander Landau (2)

Quais são as novidades em gastronomia que você viu na sua última viagem para o Japão? Descobri que algumas iguarias fazem toda a diferença na culinária deles! Fomos, por exemplo, para Murakami, famosa em todo o país por seus salmões e chás, e mais uma vez conversamos com proprietários, produtores, orgulhosas famílias e suas tradições. Foi divertido, e, em uma dessas visitas, degustamos vários saquês, junto de cogumelos, abalones, ouriços, e outras iguarias locais. Em Tóquio, provei sushis de bastante qualidade em restaurantes conhecidos, mas me impressionei mesmo com lugares mais “escondidinhos”. O pequenino Yamazaki, no mercado de peixes Tsukiji, foi uma festa. Provei sushis com alma e afeto, escandalosamente frescos e preparados pelo talentoso Nori. Em Shibuya, em um pequeno izakaya (típico bar de saquês e pequenas porções) chamado Saketosakana, iguarias como o sashimi de baleia e o “shirako”, que só aparece no inverno e é descrito como esperma de bacalhau, foram trazidos pela própria dona, enquanto seu marido preparava outras delícias. Posso dizer que o melhor da gastronomia japonesa está em pequenos e simples estabelecimentos, que são muitas vezes tocados pela família. E uma dica para quem for ao Japão é experimentar um lamen, rico caldo invernoso, que pode ser uma maravilhosa refeição.

Minimok_Dupla de ova de salmão com gema de codorna_Crédito Rodrigo Castro

Quais são as novidades em matéria de bebidas que viu por lá?Fui a muitos lugares, e me encantei pelo processo de fabricação dos saquês. Na ilha remota de Sado, a uma hora de Niigata, por exemplo,  conheci uma mina de ouro desativada há 25 anos, onde produtores locais mantém garrafas de saquê guardadas, pelo fato de a temperatura ali ser sempre de 11 graus Celsius, mesmo no verão.

Minimok Ipanema_ambiente_Rodrigo Castro

E as novidades do seu restaurante? Estamos apostando cada vez mais na ideia de trazer rótulos de saquês especiais e inéditos para o restaurante. É algo pelo que sou realmente apaixonado, e, o mais importante, os clientes vêm curtindo isso. Tenho saquês nobres, como o ultra-premium Hitorimusume Junmai Daiginjo Shizuku, cujo nome faz referência ao método utilizado para extrair o saquê; e o Wakatake Junmai Tokubetsu Genshu, que tem em seu nome a definição de “especial”. Para quem gosta de saber um pouco sobre o processo produtivo de cada um, no primeiro, em vez de pressionar o mosto do arroz com um equipamento, sacos de algodão com o mosto dentro são estendidos e a garrafa recebe apenas as gotas que pingam livremente. Já o sobrenome Tokubetsu, do segundo rótulo, é referencia a um maior polimento do arroz ou utilização de um tipo de arroz premiado, ou seja, o resultado é um saquê de altíssimo nível. Além desses rótulos, o Minimok também sugere semanalmente o “Saquê da Semana”, que também é sempre um rótulo diferenciado.

 Serviço: Minimok: Rua Dias Ferreira, 116 – Lj D – Leblon. Tel.: (21) 2511 1476

No Rio de Janeiro, vá de sopa

Sopa não é prato apenas para climas super frios. Prova disto  é que, neste momento, restaurantes e bares do Rio incrementaram seus cardápios com sopas, cremes e caldos. Veja a nossa seleção a seguir:

Arab_Sopas_credito Rodrigo Castro-06         

O Arab oferece seis sabores de sopas árabes, são releituras como as sopas cheech barak, coalhada fresca temperada com hortelã, alho e capelete de kafta; quibe labanye, com coalhada fresca temperada com hortelã, alho e mini quibes cozidos; chicória com lentilha e carne; canja árabe e vegetariana com cuscus marroquino e legumes (R$ 26 cada sopa). Veja acima.  Tel.: (21)  2235-1884

Bibi Sucos_Sopas_Ph Stúdio A rede Bibi Sucos lança para a estação mais fria do ano novos sabores de sopas funcionais. São nove receitas com ingredientes selecionados e funcionais criadas pelo chef Eduardo Zampier com a ajuda da nutricionista Ana Rosa Portugal. A cada dia uma sugestão diferente pode ser encontrada na rede de sucos. Na segunda-feira é a vez da sopa de creme de legumes com farelo de aveia, feita com batata doce, abobrinha, espinafre (acima). Os preços variam de R$ 14,50 a R$ 15,20. Te.: (21) 2259-4298

Chez L'Ami Martin_Sopa de Caranguejo_Rodrigo Castro (2) O chef Pascal Jolly, do Chez L´Ami Martin, resgatou uma receita inspirada na Copa de 62, no Chile. O chef lança agora no restaurante a sopa de caranguejo (R$ 38). Tel.: 3322-2005 Deli 43_Sopa de baroa_Fabio Rossi (3)Deli 43-Pavelka, representante oficial da delicatessen petropolitana na cidade, oferece cinco sabores de sopa para o inverno. São elas: abóbora com queijo gorgonzola, caldo verde, cebola, ervilha com bacon e batata baroa com presunto de Parma. Todas custam R$ 19,90. Tel.: (11) 2294-1745Mr Lam_Sopa de Pequim_Rodrigo Azevedo          Pão chinês, cozido no vapor, chega acompanhando a sopa de Pequim (R$ 68 para quatro pessoas) do Mr. Lam. Além do molho secreto chinês que é característica marcante do chef Mr. Lam, a sopa leva tofu, gengibre, frango desfiado, shitake, cenoura, ovo mexido e bastante pimenta. Tel.: (21) 2286-6661QBistrôBrasileiro_Creme de milho com queijo minas meia cura, baunilha e farelo de pão de queijo (2)        O Q Bistrô Brasileiro tem creme de milho nas opções de entrada (R$ 23). Ele é feito com queijo minas meia cura, toque de baunilha e especiarias e por cima leva farelo de pão de queijo feito na casa (R$ 23). Tel.: (21) 2113-0564Santa Satisfação_sopas de inverno_foto Rodrigo Castro (6) No café e bistrô Santa Satisfação, as sopas chegam à mesa em simpáticas canecas de louça, uma alusão à vivência da chef Carol Caldas na fazenda da família, no interior do estado. São três sugestões para a temporada — baroa com gorgonzola, alho poró com camarão ou espinafre com bacon e tuille de parmesão, a R$ 11,90 cada. Tel.: (21) 2529 2063Sawasdee Bistrô_Po Teak_Sopa de camarão, lulas e mariscos com gengibre, namplá, shitake e manjericão_Crédito Thiago Sodré 300dpisNo Sawasdee, o chef Marcos Sodré oferece sopas com ingredientes bem tailandeses. Entre as opções, Tom Yam Kung (R$ 25), sopa de gengibre, camarão, shitake, brócolis, nampla, limão e folhas de coentro. Tel: (21) 2511-0057Volta_Canja de Galinha com Capeletti_crédito Rodrigo Azevedo (02)O charmoso Volta, no Jardim Botânico, tem receitas que remetem à memória afetiva. Onipresente nas mesas das famílias brasileiras, a canja de galinha com cappeletti (R$ 30) é boa pedida para as temperaturas mais frias do inverno. Tel.: (21) 3204-5406

Botequim Informal_Caldinho de feijão_crédito Rodrigo Castro-01Botequim Informal oferece como sugestão para o inverno, o caldinho de feijão preto, acompanhado de torresmo e salsinha (R$ 11,20). A receita é a opção ideal para quem quer se esquentar durante os dias mais frios da estação. Tel.: (21) 2408-3105

Fotos: Divulgação

Conhece a árvore sagrada do Sertão?

umbu

O umbuzeiro ou a “árvore sagrada do sertão”, assim chamada pelo escritor Euclides da Cunha, é a fonte da matéria-prima dos doces, geleias, caldas, mousse e compotas que estão sendo largamente degustados na 25ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada. Os quitutes e as iguarias feitas de umbu, ao lado do queijo à base de leite de cabra, são as principais atrações do estande da Cooperativa de Desenvolvimento Agropecuário e Extrativista do Pontal (Coopontal) – formada por 14 mulheres que, no Sítio Icozeiro, processam as frutas e os subprodutos da área de sequeiro do Pontal, perímetro em fase de implantação pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Petrolina (PE).

Para a estudante de enfermagem da Univasf, Ana Paula, 24 anos, o que mais chamou atenção da produção foi a mousse de umbu: “Achei maravilhosa”. Segundo a agricultora Carmelita Lopes Rodrigues, essa mousse é preparada basicamente com polpa do umbu, leite condensado e creme de leite, batidos no liquidificador e depois resfriado.

umpu2

A receita agradou também o engenheiro agrônomo Ivan Augusto, natural de Petrolândia (PE), que está em visita pela região: “É um produto que tem muita consistência, e você sente realmente o gosto do umbu. É bem preparado, e vale a pena você experimentar e levar”. Ele também provou e levou para casa duas caixas de geleia de umbu.

Segundo Josélia Karina Amorim, presidente da Coopontal, o trabalho começou com apoio da Codevasf, que forneceu serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, ao longo dos quais foi detectada, na grande produção local de umbu – fruta típica da Caatinga –, a possibilidade de desenvolver uma atividade econômica produtiva para aumentar a renda das famílias de pequenos agricultores daquela região de sequeiro, onde a pluviosidade é baixa.

umbu3

“Tudo começou com um grupo de doceiras que reuniu as mulheres das comunidades circunvizinhas, e que deu certo. O próximo passo foi criar a cooperativa para poder comercializar os produtos, que hoje não se restringem só aos subprodutos do umbu”, conta.

Hoje, segundo a presidenta, há um grupo de 14 agricultoras familiares que colhe os umbus durante a safra, armazena e, durante a entressafra, produz os derivados da fruta. Ela não tem um cálculo exato da produção, mas nos dois primeiros anos estima que foram processados 16 mil quilos de umbu. Nos últimos anos, devido à escassez de chuva que causou um curto período de frutificação, a produção caiu em média para dois mil quilos. “Foi um ano difícil, mas a gente está aí”, afirma Josélia Amorim.

umbu1

Fonte: Portal Brasil

Azeitando a vida

24275_I_Aceite cayendo

Vezenquando, Laura Reinas, do Azeite seu dia, ministra cursos sobre o ouro líquido do Mediterrâneo, em que aborda história do azeite de oliva, olivas ao redor do mundo, extração do azeite de oliva, produção, análise de qualidade, categorias de azeite e uso na medicina. Para o Tudo al Dente ela dá dicas para escolher um bom produto, e ainda nos passa uma receita. Não perca!

Como escolher o azeite no supermercado? Poderia dar três dicas? Escolher sempre garrafas de vidro escuras ou lata de aço.Checar se é um azeite novo, azeite quanto mais novo melhor!E, sempre que possível, comprar extra virgem. Eles são melhores para nosso corpo, e embora um pouco mais caros, valem a pena o investimento. É nossa saúde em jogo.

azeite

O que fazer, sabendo-se que muitos dos que se dizem extra virgens não o são? Procure olhar o índice de peróxido, que deve ser Menor ou Igual a 20 mEq/Kg. Esse índice de peroxido ajuda a ver se o azeite está oxidado. Acime de 20 devemos suspeitar! Acidez entre 0,1-0,8%. E delta K Menor ou Igual a 0,01. Essas 3 informações devem estar combinadas, senão ele é um produto adulterado.

Como o consumidor pode se livrar das enganações? Indo atrás de informações nos rótulos, procurando sobre o produto na internet ou com profissionais da área. O ideal é suspeitar de produtos muito baratos. O azeite vem de uma árvore que só produz 1 vez por ano, e uma árvore normalmente produz o suficiente para 750ml de azeite bom por vez, é razoável desconfiar que uma garrafa custe só 8 reais, sendo que tem todo um trabalho de um ano, além de uma árvore que foi bem cuidada, por trás do valor.

foto-generic

Poderia dar uma sugestão de consumo (receita) fácil, rápida e saudável? Gosto muito da receita de Gazpacho: Escolhi a do Checho Gonzales, por ser uma das minhas versões favoritas.

Receita (Tempo de preparo, 12h; Rendimento, 4 porções)

Ingredientes:  10 tomates maduros, 1 pepino, 1 pimentão vermelho pequeno, 1 colher de sopa de vinagre, 1 colher de café de cominho, pimenta do reino em grãos a gosto, 2 dentes de alho, 100ml de azeite de oliva, 1/2 taça de vinho branco, 1 pão francês amanhecido, Água para cobrir, Sal a gosto.

Modo de fazer: Corte o tomate em quatro pedaços e despreze a parte branca central. Descasque o pepino e corte-o em cubos. Pique também o pimentão e descarte as sementes e a parte branca. Junte esses ingredientes em uma vasilha, acrescente o vinagre, o cominho, a pimenta, o alho, o azeite e o vinho. Ajuste o sal e, por último, junte o pão amanhecido fatiado. Despeje a água até cobrir todos os ingredientes. Leve à geladeira para descansar durante uma noite. No dia seguinte, retire da geladeira, escoe o caldo e reserve-o. Bata os ingredientes no liquidificador, acerte os temperos e acrescente aos poucos o caldo. Pode-se passar o caldo na peneira, mas ficará menos encorpado e não tão saboroso.

 Serviço: http://www.azeiteseudia.com.br/

Cajuína agora é Patrimônio Imaterial do Brasil

cajuina2

Brindando com cajuína, bebida cearense, criada por Rodolfo Teófilo, conselheiros presentes à reunião no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural celebraram o registro como Patrimônio Cultural Brasileiro da Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí, estado vizinho e onde a bebida ficou mais conhecida. O evento aconteceu na semana passada, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O pedido de registro foi apresentado pela Cooperativa de Produtores de Cajuína do Piauí (Cajuespi). O modo de fazer e as práticas socioculturais associadas à cajuína são bens culturais que surgem junto com os rituais de hospitalidade das famílias proprietárias de terras no Piauí. As garrafas de cajuína, atualmente também são vendidas, mas na maior parte das vezes eram dadas de presente ou servidas às visitas, e ainda oferecidas em aniversários, casamentos e outras comemorações.

cajuina4

Mesmo sendo uma bebida, ela assume o simbolismo de alimento e poderá ser inscrita na mesma tradição dos doces, bolos, biscoitos e outros saberes prendados cultivados para abastecimento do lar no Nordeste. A cajuína alçou mercados externos ao Piauí, e ao mesmo tempo em que é valorizada como produto de forte apelo regional e cultural, reforça os sentidos de pertencimento e identidade dos piauienses e brasileiros.

Uma bebida que revela o sentimento de uma família
O consumo da cajuína é um ato de degustação, geralmente acompanhado de comentários e comparações sobre as qualidades daquela garrafa da bebida, ressaltando sua cor, doçura, cristalinidade, leveza ou densidade, qualidades que derivam tanto do caju escolhido, quanto das técnicas de cada produtor. Essas referências revelam o sentimento de pertencimento do grupo ou família produtora e reforçam os laços entre os membros das redes familiares por onde a cajuína circula.

cajuina1

A cajuína é uma bebida não alcoólica, feita a partir do suco do caju separado do seu tanino, por meio da adição de um agente precipitador (originalmente, a resina do cajueiro, durante muitas décadas a cola de sapateiro e atualmente, a gelatina em pó), coado várias vezes em redes ou funis de pano, em um processo que recebe o nome de clarificação. Oo suco clarificado é então cozido em banho-maria em garrafas de vidro até que seus açúcares sejam caramelizados, tornando a bebida amarelada, e permitindo que possa ser armazenada por períodos de até dois anos.

O modo tradicional de produção da cajuína foi desenvolvido ao longo do tempo e ainda que seja semelhante em todos os núcleos produtores, cada um desenvolveu pequenas melhorias e aperfeiçoou técnicas específicas que podem produzir certas diferenças no seu produto final, distinguindo o sabor da sua bebida dos demais produtores. O controle de cada uma das etapas de produção reflete na qualidade de cada garrafa da bebida.

cajuina3

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

(fonte: MinC)

Vinhos feitos exclusivamente para o mercado brasileiro

Olisur_TerraMater_divulgação-01

Após um ano de atuação no mercado brasileiro, a Olisur do Brasil, em parceria com vinícola chilena Terramater, lança com exclusividade no Brasil, os vinhos AS3, feitos a partir da uva Cabernet Sauvignon. Para Carlos Alexandre Silva, Diretor de Operações da Olisur no Brasil, trata-se de uma bebida que combina harmonia, intensidade e equilíbrio. Com produção única de tintos, as bebidas nascem em função de três elementos: a terra, o clima e o homem. Leia a entrevista que Alexandre concedeu ao Tudo al Dente.

Olisur - AS3 Gran Reserva_crédito Selo Reserva

Poderia falar um pouco do perfil dos seus vinhos? As três variedades apresentadas, Varietal, Reserva e Premium, todas feitas a partir da uva Cabernet Sauvignon, são repletas de detalhes que fazem a fama do vinho chileno no mundo. Entre elas, a coloração vermelho-rubi, às vezes intensa, aroma frutado e expressivo, sabor de frutas vermelhas, encorpado, equilibrado e amadurecido em barricas de carvalho francês, no caso das versões Reserva e Premium.

Olisur_TerraMater_divulgação-02

Porque fazer um vinho especialmente para o Brasil? O que a bebida traz de especial? O mercado de vinhos finos vem crescendo muito nos últimos anos, e ainda assim o Brasil apresenta um consumo per capita muito baixo, de 1,8 litros versus 37,6 na Itália, por exemplo. Por isso, acreditamos no potencial do mercado brasileiro e decidimos trazer três opções de vinhos tintos de alta qualidade com uma estratégia comercial de oferecer preços acessíveis e muito atrativos. Nossos vinhos foram produzidos pela renomada vinícola Chilena Terramater, exclusivamente para a Olisur Brasil, e os vinhos AS3 foram criados sob a consultoria do premiado enólogo Stefano Gandolini. O resultado foi um produto único, elegante e de alta qualidade, que tem recebido somente elogios de grandes críticos e especialistas como Célio Alzer, Sergio Galhardo e Paulo Nicolay.

Olisur - AS3 Reserva - Foto divulgação

O que o senhor acha dos vinhos produzidos hoje no Brasil? Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre os vinhos brasileiros, uma vez que não domino o assunto. Mas sabemos e temos sempre ouvido que o Brasil tem produzido vinhos de excelente qualidade e não temos dúvidas que nossos vinhos AS3 estarão competindo não só com vinhos importados, mas também com os produtos nacionais. Um brinde à competição saudável.