Já foi ao novo Fôrno? Pois então vá!

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Esta semana fui conhecer o novo Fôrno, casa nova dos mesmos sócios do Holy Burger, um restaurante casual que serve sanduíches, embutidos e pizzas de fermentação natural, tudo feito na casa.

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 Localizado no centro de São Paulo, rua Cunha Horta, 70, bem pertinho do Holy, tem cardápio enxuto, com cardápio desenvolvido por Filipe Fernandes. Os sanduíches são criados com quatro tipos de pães feitos na casa – focaccia, ciabatta, brioche e campagna. As quatro pizzas são de fermentação natural – 48 horas, são elaboradas com farinha napolitana 5 Stagioni, conta o empresário Gabriel Prieto, sócio do local. Outro destaque na casa é a coquetelaria, onde há clássicos e opções de própria autoria.

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 Com projeto de Herbert Holdefer, o mesmo do Holy Burger, o Fôrno foi projetado no primeiro andar de uma casa do ano de 1860 na Vila Buarque. Tem cozinha aparente, e é um misto das salumerias de Milão e delis nova-iorquinas. Exemplo de projeto que deu certo, não apenas de ambiente, mas em seu conjunto.

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Tudo o que eu comi estava ótimo (provei a schiaccata, pizza de marguerita, sanduíche de pastrami, o cubano e o hot dog)! Mas, na dúvida, vá de sanduíche de pastrami feito na casa. Será um dos melhores da sua vida. Segue abaixo o cardápio, que tem preços ótimos.

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O Cardápio

Entradas

Heritage Tomato Salad (R$ 23) – Salada de cinco tipos de tomate, ricota e ervas.

Carne Cruda (R$ 35) – Wagyu, Grana Padano, azeite, sal, pimenta e limão.

Burrata (R$ 15) – Burrata, tomate confitado, pesto e azeite.

Schiaccata (R$ 20) – “Pizza amassada”, Grana Padano, rúcula, burrata, cebola roxa e azeite.

Tábua de frios (R$ 33 e R$ 50) – Seleção do dia de embutidos e queijos.

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 Pizzas

Calabreza (R$ 28) – Molho de tomate da casa, calabresa artesanal curada e cebola roxa.

Margherita (R$ 25) – Molho de tomate da casa, Scamorza e manjericão.

Marinara (R$ 23) – Molho de tomate da casa, alho, cebola roxa e Grana Padano 18 meses.

Prosciutto (R$ 35) – Molho de tomate da casa, Scamorza, rúcula e presunto cru.

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 Sandwiches

Cubano (R$ 23) – Ciabatta, presunto cozido feito aqui, maionese e picles de cebola roxa.

Pastrami Sandwich (R$ 40) – Pão de campagna, pastrami feito aqui, picles caseiro e mostarda.

Hot Dog (R$ 15) – Pão de brioche, salsicha Frankfurt, maionese de Tabasco Chipotle e picles de cebola roxa.

Focaccia Basilica (R$ 25) – Focaccia, mozzarela, pesto e tomate confitado.

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Sobremesas

Mousse de chocolate (R$ 20) – Chocolate belga 80%, raspas de laranja e Bourbon.

Pudim na Latinha® (R$ 16) – Sim, é o mesmo do Holy Burger!

Donuts (R$ 15) – Donuts

Coquetéis

Na carta de coquetéis, clássicos como Negroni, Manhattan, Old Fashioned, Fitzgerald, Ny Sour, e os assinados Smoked Boulevardier, Fôrno G&T e Milano Torino.

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 Serviço:

R. Cunha Horta, 70, V. Buarque, (11) 2645-9499

Horário de funcionamento:  Terça à quinta das 19h à 0h. Sexta até à 1h; Sáb. 12h/1h; dom. 12h/23h; fechado às segundas.

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Eu só quero chocolate – minha visita à Expo Chocolate

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Fui ontem passear na feira Expo Brasil Chocolate 2017, que acontece até hoje, 8, no Centro de Convenções Frei Caneca, em SP. O evento tem participação de produtores e comerciantes de todo o Brasil, e apresenta novidades, novas técnicas e melhorias na produção do chocolate, com a exposição de equipamentos, embalagens e matéria-prima.

No Brasil, a indústria do chocolate tem faturamento de R$ 12,4 bilhões anuais. E o consumo per capita é de 2,8 kg, por ano, igualando-se à Itália.

Meu foco era conhecer novos chocolates. Provei dois que gostei muito, o Espírito Cacau, da cidade de Linhares, no Espírito Santo; e o CasaLuker, da Colômbia.

Fundada em 1906 na Colômbia, a marca CasaLuker tem produtos derivados de cacau Fino de Aroma, com ampla gama de chocolates, massa e manteiga de cacau, cacau em pó e grãos de cacau com certificações em qualidade que atendem aos mais altos padrões internacionais. A Colômbia que é mundialmente conhecida por produzir alguns dos melhores cafés do mundo, também produz bons cacaus. Os chocolates CasaLuker (estão no estande da Emulzint) têm aromas frutais, florais e nuances de malte. São feitos com os cacaus Criollos e Tributários e são bastante originais, com gostinho de licor de chocolate, embora representantes da marca tenham me dito que não há álcool nos produtos.

 

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Outro chocolate que conheci foi o Espírito Cacau. Falei com o diretor de marketing da casa, Orlando Gligani, que trabalhou por muitos anos na marca Kopenhagen, decidindo deixar a cidade grande para morar próximo às plantações de cacau do Espírito Santo. Provei três deliciosos sabores, 31% (ao leite), 46% e o 70%. Bastou um mordida em cada um deles para eu perceber que os produtos são de primeira. Tem aquele gosto de chocolate de verdade, que é impossível encontrar nas gôndolas dos supermercados e mercearias do Brasil.

Ao olhar os ingredientes de uma barra de chocolate, você percebe que um produto tem quantidade boa de cacau olhando a sequência de produtos. A maioria começa por açúcar. Muitos trazem açúcar, leite, gordura hidrogenada e a massa de cacau vem lá no fim. Ou seja, o cacau passa longe desses produtos.

Os dois que provei na visita às Expo Chocolate trazem cacau como o primeiro ingrediente. Eles deviam servir de exemplo para a industrial nacional. São 100% naturais, saudáveis e saborosos, utilizando ingredientes naturais, isentos de corantes, conservantes (como a famigerada gordura hidrogenada) e aromatizantes.

Uma pena que a legislação brasileira do cacau é tão falha! Isso permite que sejamos enganados quando compramos uma barra. Na minha opinião, o chocolate da Nestlé de supermercado é o pior de todos. É até pior do que o Lacta e o Garoto. A Brasil Cacau e o Cacau Show têm alguns produtos bons, mas a maioria ainda é muito ruim. Gente, vamos melhorar o chocolate do Brasil?

Mas voltando à feira, visitantes que realizarem compras acima de R$ 30, na Praça do Cacau, concorriam ao sorteio de uma barra de chocolate de 20 quilos por dia, confeccionada pelo chef Ednei Bruno (Le Chef Gatô). O espaço da feira ainda tem exposição de bolos esculpidos. Mais de 80 profissionais foram convidados para inspirar o público com propostas bacanas de bolos decorados.

Bem, aproveitei a visita para tomar um Café da Condessa, com nossa amiga Maria Carolina de Lima, produtora de um bom café no Sul de Minas Gerais. A marca está com um estande na feira, servindo um café gostoso como sempre.

Se você gosta de chocolate de qualidade, vale conhecer a feira, que termina hoje. Veja mais informações aqui: http://www.expobrasilchocolate.com.br

Giro gourmet

Tabuleiro do Acarajé

Hoje (dia 25), véspera de Cosme e Damião, as baianas do Tabuleiro do Acarajé – Fátima e Miri de Castro (na foto) – participam do projeto Obá na Calçada, na frente do restaurante paulistano Obá (SP), das 18h às 21h. Elas servem acarajé para comer na mão (R$15). Há ainda as caipirinhas do restaurante (R$16), como a de caju com limão e a de morango com canela, além do cuscuz de tapioca com leite condensado ou rapadura (R$8). http://www.oba.com.br

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Prestes a comemorar 15 anos, o Na Mata Café (SP) apresenta seu novo chef, o nova-iorquino Khahim Johnson. Ex-professor do ICE (Institute of Culinary Education), ele trabalhou em vários restaurantes na sua cidade natal, no Per Se, por exemplo (três estrelas Michelin do chef Thomas Keller). Já produziu a festa Funkbox, que chegou a receber Madonna. Nos últimos três anos, morava em Tóquio. No novo cardápio, destaque para o salmoncate (tartar de salmão selvagem sockeye do Alasca, abacate, tomates, cebolas roxas, limão, dill e crispy de alho poró – R$ 36,90) – na foto; e o black cod (peixe branco selvagem do Alasca levemente grelhado servido com arroz de jasmim ao leite de coco com melodia de cogumelos – R$ 73,90). www.namata.com.br

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Ana Paula Lopes Sofitel JequitimarO mês de setembro marca a época de colheitas das uvas que dão origem aos vinhos franceses. Em homenagem à tradição e com a ideia de divulgar as regiões de Bordeaux, Bourgogne, Languedoc, Loire, Rhône, Alsace e outras, a rede de hotéis Sofitel realiza, em suas 120 unidades, o Sofitel Wine Days. Considerado um dos mais completos resorts do litoral paulista, o Sofitel Guarujá Jequitimar entra na programação nos finais de semana entre os dias 22 de setembro e 31 de outubro oferecendo degustações, workshops além de um menu especial criado pelo chef francês Patrick Ferry para ser harmonizado com as bebidas. www.sofitel.com

Dez pratos que são a cara da primavera

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No Empório Jardim, no Rio, prove o belo carpaccio de polvo com vinagrete da casa, saladinha de brotos e legumes, acompanhada de cestinha de torradas (R$ 36,50). http://www.emporiojardimrio.com.br/

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No Bagatelle, em São Paulo, prove o ceviche aux fruits de mer (peixe branco, polvo e vieira, marinados com yuzu acompanhado de crocante de batata roxa R$ 36). Rua Padre João Manuel, 350 – Jardins

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A chef Renata Vanzetto do Ema (SP), tem folhas de uva crocante, brie, cebola, pera e avelã (R$22, 3 unidades). Rua da Consolação, 2902

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O Sushibol Lounge (SP) sugere carpaccio (R$ 35) com fatias de salmão intercaladas com crocantes e molho ponzu. Rua Mario Ferraz, 402

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Alain Poletto, do Bistrot de Paris (SP), sugere a salade de Saint Marcellin (mix de folhas verdes, queijo de Saint Marcellin empanado com nozes). Pequena: R$ 24; grande: R$ 38 www.bistrotdeparis.com.br

Calamarcitos_rogerio voltan6 op jan 2014 suri

Calamarsitos (R$21,50), lulas grelhadas com farofa de milho, banana e vinagrete de abacate é a proposta do Suri Ceviche (SP) para os dias quentes de primavera. http://www.suri.com.br

Lulas salteadas com palmito 2 alta

Prove lulas salteadas com palmito (R$ 38) da Tasca da Esquina, em São Paulo. http://www.tascadaesquina.com

Fratelli_salada de cebola roxa confit e bacalhau _Rodigo Castro5

O Fratelli, no Rio, acaba de lançar a salada de cebola roxa confit e bacalhau cozido no azeite extra virgem (R$ 35),  www.restaurantefratelli.com.br

Mr Lam_Rolinho Tropical_Rodrigo Azevedo

No Mr Lam, no Rio, a sugestão é o rolinho primavera recheado com creme de abobora e camarão (R$ 34, 4 unidades) www.mrlam.com.br

Beth Chocolates_Trufas rosas e violetas_crédito divulgação

A chef Elizabeth Garber, da Beth Chocolates, no Rio, criou trufas de violeta e rosa (R$ 4,50 a unidade). Avenida Afrânio de Melo Franco, 290/2 º piso – Shopping Leblon

Fotos: divulgação

Uma praiazinha de areia branca

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Na língua dos índios guaranis, Tabatinga quer dizer praia de areia branca e fina. É também o nome de uma das praias mais bonitas do litoral norte de São Paulo, a apenas 190 km da capital, uma baía de águas rasas rodeada por ilhas, entre Caraguatatuba e Ubatuba, onde o rio Tabatinga se encontra com o mar.

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Do lado norte da praia, há uma vila rústica de pescadores, que conheci ainda criança, quando ia ao litoral norte com a minha família. Devia ter, mais ou menos, 10 anos e a paisagem faz parte do meu roteiro sentimental de viagens. Me lembra manhãs ao sol, castelinhos de areia, arroz com mexilhão, peixe fresco frito, ensopadinho de camarão, picolé de coco e bolo de laranja com cobertura de chocolate.

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O que não conhecia neste pedaço de paraíso é o condomínio Costa Verde Tabatinga, onde está situado o hotel boutique Costa Verde Tabatinga Hotel, pequena joia entre as montanhas da Serra do Mar e as águas claras do Atlântico, onde passei o fim de semana.

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Fundado há mais de 30 anos, o hotel hospedou inicialmente empresários que construíam suas casas na bela baía cercada de Mata Atlântica e de frente para a Ilha do Tamanduá.

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Em 2011, o Grupo Royal São Paulo, que atua no setor de turismo e investimentos, assumiu a gestão. De maio a novembro daquele ano, o hotel passou por uma grande reforma, com decoração que valoriza a cultura regional, em artesanatos e jardinagem (muito bem cuidada), em que não faltam salas de leitura, espaços externos para drinks, salões de festa, tudo cuidado nos mínimos detalhes.

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Um dos meus espaços preferidos é o lobby que traz um sofá-barco e cadeiras de vergalhão italiano, enfeitado com vasos de orquídea, objetos de cerâmicas e abajures, um espaço aconchegante de onde é possível ver tanto a vegetação da montanha como o mar, que estão presentes o tempo todo – e bem próximos da gente – com suas belezas e perfumes.

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Chegando ao local, me impressionou o drink de ‘boas-vindas’, ao lado da recepção, numa mesa com frutas e água aromatizada, fui pro quarto, claro e amplo, de frente para as montanhas.

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Lá, encontrei frutas frescas, além de uma caixinha de quitutes da Cheesecakeria. Como resistir?

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Cheguei na sexta-feira ao local Uma visita ao restaurante Manduca, que fica dentro do Costa Verde Tabatinga Hotel, foi mais do que providencial. Decorado com patchwork de papéis de parede e mix de tecidos e estampas lustres coloridos, além de uma bela coleção de louças criadas especialmente para a casa, todas pintadas uma a uma, a casa impressiona pelo visual.

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O chef do Manduca, Rafael Machado, traz em seus pratos influências regionais caiçaras em leituras modernas. Um dos primeiros que pedi foi a casquinha de siri com leite de coco.

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O peixe do dia veio em seguida, com arroz à grega, tudo fresquinho. No menu com couvert, entrada, principal e sobremesa (por R$ 95) ainda veio uma taça de sorvete de chocolate com calda de chocolate ao leite e farofa. Não sei se foi o cenário, se estava no lugar certo, na hora certa, mas me pareceu o melhor sorvete do mundo. Tanto é que o repeti em outras refeições nos dias seguintes.

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O restaurante e seu entorno foi um dos meus locais favoritos da viagem. Durante o verão, a hospedaria leva chefs convidados para almoços a quatro mãos com o chef do lugar. No fim de semana passado, estava lá Rafael Alvarez, do Cena, restaurante da capital paulista. Ele serviu, no bar da piscina, petiscos e amuse-bouche de pato desfiado, mini-hambúrguer de vegetais e bacalhau, quadradinhos de melão com presunto cru, bolinho de carne seca com mandioca.

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No almoço, pedi um risoto de camarões muito frescos com açafrão. O fruto do mar costuma ser comprado dos pescadores locais. Conheci um deles, por acaso, enquanto passeava na praia, o seu Adalberto. Ele me contou que o Tabatinga Hotel costuma valorizar os trabalhadores/pescadores da região, coisa que já imaginava.

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À noite, o jantar feito a duas mãos, pelos dois Rafael teve direito a música ao vivo. Pedi nhoque de banana da terra recheado de queijo coalho com molho de leite de coco e tucupi, acompanhando peixe branco grelhado, mais uma vez fresquíssimo, um prato fez com que eu dormisse feliz.

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Na manhã de domingo, a hospedaria serviu um brunch com massas recheadas, frutas, bolos e vários pães feitos ali mesmo, diariamente, pelo chef padeiro, Bruno de Mello. Assim que me disseram que a casa possui uma padaria para a produção própria, mais do que depressa quis conhecê-la.

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De lá saem todas as manhãs pães de centeio, integral, pão francês com crosta de queijo, croissants, pão de miga, muffins, bolos, num café da manhã desses que a gente não tem vontade de deixar a mesa.

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O restaurante não apenas hospedes, mas comensais diversos. É bom ficar atento a programação de verão do lugar e aos chefs convidados. Há inclusive uma festa de réveillon que promete. Custa R$ 350 por pessoa, com comida e open bar. Imagino que a experiência de uma festa assim seja bacana no lugar.

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De qualquer forma, um bate-volta de São Paulo ao restaurante ou a um fim de semana é garantia de diversão e belo cenário garantidos. Caso chova num dos dias, das 9h às 17h, a hospedaria oferece uma estadia grátis num outro fim de semana.

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Serviço: http://tabatingahotel.com.br/

Fotos: Antônio Carrion

Onde estão Mara Salles e Carla Pernambuco na lista dos melhores do Brasil?

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Talvez esteja levantando a questão tarde demais. Faltou chefs brasileiras na premiação dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina 2014, que aconteceu semanas atrás, em Lima, no Peru – a versão para o continente latino-americano da “The World’s 50 Best Restaurants”, que reúne os supostos melhores restaurantes do mundo.

Entre os brasileiros, destaques para os sempre (muito) bons Alex Atala (D.O.M.), Helena Rizzo (Maní),Thiago Castanho (Remanso do Bosque). Mas onde está a Mara Salles (Tordesilhas)? E a Carla Pernambuco (Carlota)?

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Entre os nove restaurantes brasileiros premiados, há apenas duas representantes mulheres, a Helena e a Roberta Sudbrack (do restaurante que leva o seu nome, no Rio). Não sei se houve uma espécie de sexismo aí. De qualquer forma, não vamos nos esquecer de que a culinária nacional, na sua essência, é predominantemente feminina, a cozinha das mães e avós, esse patrimônio das nossas mesas e da nossa diversidade cultural.

A Mara Salles e a Carla têm alguns dos melhores restaurantes de São Paulo. Disso, todo mundo sabe. São criadoras de primeira categoria. A Mara é uma pesquisadora incansável. Tem trabalho de formiguinha. Certa feita, liguei para ela para uma entrevista e ela estava no semiárido brasileiro, passando temporada e pesquisando tudo o que se refere a bode no Brasil. Já a Carla, por ter criado dois clássicos da restauração brasileira, imitados à exaustão – petit gateau de doce de leite e suflê de goiabada com calda de queijo –, merecia constar nas listas dos melhores para todo o sempre.

Na minha lista, eu deixaria de fora o Épice, do Alberto Landgraf (não há criação de cultura no trabalho dele, é insípido); subiria de posição o Attimo, do Jefferson Rueda; e colocaria lá em cima os nomes da Mara Salles e da Carla Pernambuco, ou melhor, os seus restaurantes, Tordesilhas e Carlota.

Lista dos brasileiros eleitos em 2014:

3º D.O.M. – São Paulo, Brasil
4º  Maní – São Paulo, Brasil
12º  Mocotó – São Paulo, Brasil
13º  Roberta Sudbrack – Rio de Janeiro, Brasil
34º  Remanso Do Bosque – Belém, Brasil
35º  Olympe – Rio de Janeiro, Brasil
36º  Épice – São Paulo, Brasil 

38º  Attimo – São Paulo, Brasil 
44º  Fasano – São Paulo, Brasil

São Paulo recebe festival de cachaça

Quatorze bares de São Paulo aceitaram o desafio de criar drinques inéditos com cachaça, dentro do evento Conexão Cambraia, que chega à sua terceira edição e reúne 14 importantes estabelecimentos da cidade. De 13 de Setembro – considerado o dia da cachaça – a 11 de Outubro, cada um desses bares terá em seus dois drinques especialmente criados para o festival; em todos eles, a cachaça Cambraia envelhecida durante 12 meses em barris de carvalho francês, será usada no preparo das bebidas. Veja a receita de duas delas criadas para o evento:

Conexão Cambraia 2014 - NA MATA CAFÉ - Drinque ''CRANLEC'' - Foto Wellington Nemeth (04) WEB

Cranlec: 50 ml de Cachaça Cambraia, 25 ml de licor Triple Sec, 25 ml de suco de limão, 1 colher de café de açúcar. Modo de fazer: Colocar todos os ingredientes na coqueteleira e agitar por 30 segundos. Na taça Dry Martini fazer uma crosta de açúcar e colocar o drinque. Finalizar colocando cinco gotas de groselha como decoração. (receita do na Mata Café, do bartender Márcio de Souza)

Conexão Cambraia 2014 - BAR NÚMERO - Drinque ''MOSCOW PIRA'' - Foto Wellington Nemeth (03) WEB

Moscow Pira: 50 ml Cachaça Cambraia, 10 ml de suco de limão, 30 ml de mix cerveja e gengibre, cobertura de espuma de gengibre e hortelã. Modo de fazer: Em uma caneca de ágata colocar gelo e em seguida os demais ingredientes. Misturar bem e finalize com a espuma e a hortelã. (receita do Bar Número, bartender Dantley Monteiro)

Serviço: cachacacambraia.com.br

Fotos: divulgação

Notas sobre a famigerada ‘gourmetização’ do Brasil

pasteis da casa - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Não sei se já deixei claro nos meus posts, mas sou contra a gourmetização do mundo. No Brasil, muitos usam este mote para praticar preços mais altos. Um hot dog, um pastel, um hambúrguer, um simples brigadeiro, tudo pode ficar de quatro a cinco vezes mais caro. Mas um brigadeiro feito com o chocolate do Combu, feito artesanalmente na ilha paraense, claro, vai ser mais caro do que aquele feito com Nescau. Toda a atenção nunca é demais.

Dica básica: veja se vale o preço. Vá na contramão da moda, certo? Quando estou em vias de pedir um prato que custa muito ou de comprar um chocolate de preço exorbitante, para citar um exemplo, penso comigo mesmo: esse quitute vai mudar a minha experiência, mesmo que momentaneamente? Muitas vezes muda, né? Afinal comida também é emoção.

No mais, minha outra dica é não levar em conta os gourmets do instagram, que, na maior parte do tempo, querem esnobar o mundo, mostrando o seu poder de compra.

pasteis da casa - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Mesmo com essas digressões, deixo claro que não quero contaminar o blog pelo espírito de denúncia. Este não é o espirito do Tudo al Dente… não pretendo falar mal de tendências, nem quero virar um blogueiro cri-cri. Quero ver as tendências. Expô-las. Fazer um apanhado do que vem acontecendo no Brasil e no mundo, em matéria de gastronomia e cultural alimentar.

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1 chopps + 5 pastel - Bar Original - 25/08/2014 - foto Leo Feltran

Ontem, chegou um release do bar Original, que irá servir, na semana que vem, pasteis do Alex Atala (D.O.M.), do Rodrigo Oliveira (Mocotó), Helena Rizzo (Maní), Paola Carosella (Arturito) e Benny Novak (Ici Bistrô). Talvez a porção com quatro unidades médias por R$ 25,00 esteja cara. Bem, mesmo sabendo do valor de cada um desses profissionais, ou até mesmo que o dinheiro arrecadado vai ser revertido para a ONG Gastromotiva. Mesmo com o preço alto, a noticia é no mínimo inusitada e divertida, não é? Por isso a estou publicando. Este é o critério deste blog.

Em todo caso, se não estiver disposto a desembolsar o dinheiro por quatro pasteis de tamanho médio, quem sabe, leitor, surjam ideias para você fazer pasteis diferentes na sua cozinha.

Vamos às dicas… No dia 8, Atala vai de pastel de vatapá; no dia 9, Helena faz um pastel de taioba com queijo meia cura; Rodrigo Oliveira, do Mocotó, prepara pastel de carne de sol, no dia 10. Na quinta (11), Paola Carosella, do Arturito, faz pastel de pera com queijo Serra da Canastra. Encerrando o festival (dia 12), Benny Novak, que faz pastel de rillette de porco.

Serviço:
Original, Rua Graúna, 137 – Moema, São Paulo, tel.: (11) 5093-9486

Fotos: divulgação (nas duas primeiras fotos, pasteis da casa; e na terceira, criação do Rodrigo Oliveira)

Viva o hot dog!

Sabia que no dia 9 é comemorado o dia do hot dog? Fizemos uma listinha de onde comer alguns bons sanduíches no Rio de janeiro. Veja a seguir: 

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O bar Astor, em Ipanema, tem no cardápio o Vesper Dog (R$ 24), salsichão grelhado com queijo e acompanhado de fritas. Av. Vieira Souto, 110, Ipanema. Tel.: (21) 2523-0085.

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Na rede Botequim Informal, o clássico hot dog ganha nova versão criada pela chef Karla Keide. Vem acompanhado de salsicha Frankfürter, relish de pepino, queijo cheddar, mostarda escura e catchup e servido no pão de leite (R$ 18,50). Avenida Nossa Senhora de Copacabana 434/ Loja A, Copacabana (140 lugares). Telefone: (21) 2547-2871.

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O gastrobar Complex Esquina 111, em Ipanema, tem uma seção dedicada aos sanduíches em seu cardápio. O Hot Dog (R$ 26,00), é servido na baguette com salsicha Eder, vem com creme de parmesão, mozzarella, dijon com mel e tartare de tomate, acompanhado por fritas ou salada da casa, à escolha do freguês. Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Tel.: (21) 3256-9375.

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Na padaria, bistrô e deli Empório Jardim, o cachorro-quente é feito com duas salsichas especiais tipo Frankfurt, queijo brie derretido, molho de mostarda Dijon e molho a campanha especial no brioche, acompanhado de fritas ou saladinha verde (R$29). Rua Visconde da Graça, 51 – Jardim Botânico. Tel.: (21) 2535-9862.

Torta & Cia_salgados_foto Tomás Rangel

Além da grande variedade de tortas, a marca Torta & Cia oferece opções de salgadinhos, como o “mini doguinho” (R$ 5 – unidade), pãozinho recheado de salsicha assado no forno. Estrada da Gávea, 820 (Posto Shell), São Conrado. Tel.: (21) 3322-5933.

venga_perrito caliente__credito divulgacaoO bar de tapas ¡Venga! tem o perrito caliente (R$ 17,00), versão espanhola de cachorro–quente, com pão de miga, linguiça chistorra e mostarda Dijon. Rua Dias Ferreira, 113/ Loja B. Leblon. Tel.: (21) 2512-9826. 

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Hot Dog Francês

Em São Paulo, a dica é o hot dog à francesa do chef Raphael Despirite (Marcel). Ele faz seu sanduíche na baguete, recheia de mostarde de Dijon, molho bechamel e gruyère. Custa R$ 15 e o quitute costuma ser vendido na feirinha gastronômica.  

Fotos: divulgação