Rio de Janeiro português

Rancho Português_arroz de pato2_crédito Marcelo Cabral.jpg

Na minha viagem ao Rio, no fim de ano, aproveitei para conhecer mesas do Rio de Janeiro português. Elas são muitas, e todas caprichadas. Bem em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas, ao entrar no Rancho Português, a sensação é de ter cruzado fronteiras e desembarcado em Portugal. Inaugurado em 2014, o Rancho é um legítimo reduto lusitano na Zona Sul.

Na seleção de entradas, destacam-se o polvo à provençal (R$ 69) e a porção de leves e sequinhos bolinhos de bacalhau (R$ 26,90). Pedi os dois. Nos pratos principais, há um capítulo inteiro dedicado ao bacalhau, em porção para duas pessoas. São 15 opções. Pedi o carros-chefe, Bacalhau a Lagareiro (posta de bacalhau assada com cebola, batatas assadas, brócolis, pimentão, alho, salsinha e azeitonas com caroço; R$ 205). Há ainda o Narciso (em postas, assado na brasa, puxado no azeite, alho, cebola, salsinha e pimentão, acompanhado de batatas ao murro; R$ 205).

Rancho Português_Sobremesas Tradicionais Portugueses_crédito Marcelo Cabral.jpg

No capítulo de sobremesas, além dos doces conventuais (R$ 18,90), incluindo o exótico Pudim do Abade de Priscos (que leva com toucinho e vinho do Porto), há rabanadas ao vinho do Porto (R$ R$ 16,80), arroz doce (R$ 16,80) e outros. O destaque fica para o doce Natas do Céu (R$ 18,90), composto por camadas de ovos moles, creme de claras e farofinha de biscoito. De segunda a sexta, no almoço, é servido menu executivo com entrada e prato principal (R$ 52).

A adega é 100% portuguesa, com 210 rótulos das mais famosas regiões do país, indo dos Vinhos Verdes aos encorpados do Douro e do Alentejo, passando pelos fortificados Madeira e Porto. E, como não poderia deixar de ser, a carta de bebidas inclui as típicas Ginginha, Macieira e Bagaceira Neto Costa. Rancho Português – Rua Maria Quitéria 136, Ipanema, tel.: (21) 2287-0335

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O Garden [foto acima] é um dos mais tradicionais restaurantes da cidade. Funciona em Ipanema desde 1955. Típico restaurante de bairro, oferece ambiente acolhedor e serviço atencioso, com garçons que conhecem os clientes pelos nomes e sabem suas preferências, além de ser uma das poucas casas da cidade que ainda tem maître para receber as pessoas na porta e acomodá-las no amplo salão.

Com cardápio de comida variada, serve receitas clássicas com toques contemporâneos, com sugestões de entradas, saladas, frutos do mar, massas e carnes.

Garden_medalhao de mignon ao camembert com maça caramelada e batata frita_credito rodrigo azevedo02.jpg

Outra característica marcante do Garden é ser um restaurante que oferece festivais temáticos ao longo do ano, com pratos especiais a preços promocionais. Fui à casa para provar pratos do Festival de Bacalhau, que aconteceu no fim do ano, com uma dezena de bacalhau. Provei a moqueca com o peixe, que estava deliciosa. Minhas fotos ficaram meio ruins, então posto aqui uma do salão e outra do medalhão grelhado com maçãs [acima]. Anote este restaurante na sua agenda, certo? Garden – Rua Visconde de Pirajá, 631, loja B, Ipanema, tel.: (21) 2259-3455.

Assemblage- Souflê de Bacalhau 2- Foto Bruno de Lima .jpg

Uma mescla de carros-chefes das gastronomias brasileira, italiana, francesa portuguesa e espanhola é o ponto alto do Assemblage, casa recém inaugurada na avenida Ministro Ivan Lins, na Barra da Tijuca.

Entre as entradas, pedi o souflé de bacalhau [foto acima]. Nos pratos principais, vá no bacalhau assemblage, servido desfiado, com batata palha, ovos, azeitona e alho poró ou no arroz de pato, um belo exemplar da gastronomia portuguesa. nas sobremesas, vá de mil folhas com frutas vermelhas.

Assemblage_Mil Folhas _Foto Bruno de Lima 2

 

Neta de portugueses, a proprietária da casa, Patricia Azevedo, sempre teve na cozinha o seu ponto de referência em casa. Cresceu vendo a avó cozinhar, sentindo o cheiro e aromas dos refogados que sempre se tornavam deliciosas receitas. Assim, a casa traz receitas lusitanas originais e muito boas, criadas por ela, e por André Vasconcelos, restaurateur ao lado de Patrícia. Assemblage – Avenida Ministro Ivan Lins, 270 – Barra da Tijuca, tel.: (21) 3624-5014.

Fotos: divulgação

 

 

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Dez pratos para curtir o verão no Rio

Cozinha Artagão_VGs grelhados, arroz de tomates assados, stracciatela e vinagrete de chorizo_Alexander Landau (1).jpg

Cozinha Artagão – Entre os pratos principais estão os camarões VG grelhados da casa, com arroz de tomates assados, Stracciatela e vinagrete chorizo (R$ 92). Barra Shopping, loja 147 – Rio de Janeiro. Telefone (21) 2431-9389.

Fratelli_Polvo refogado no azeite_Rodrigo Castro.jpg

Fratelli – No restaurante italiano, vale experimentar o Polipo alla napoletana: polvo refogado no azeite, cebola, tomate, vinho branco, alcaparras e azeitonas, servido com arroz de brócolis (R$ 82). Av. General San Martin, 983 – Leblon. Tel: (21) 2259-6699.

Aconchego Carioca_Salada da terrinha_crédito Berg Silva.jpg

Aconchego Carioca – Boa pedida na casa da chef Kátia Barbosa é a salada da terrinha, preparada com folhas de abóbora, maxixe e castanhas de caju: refrescante e light! (R$ 17,90). Rua Barão de Iguatemi, 379, Praça da Bandeira – Rio de Janeiro. Tel: 2273- 1035.

Sushi Izakaya Mok_Hiyashi Somen_macarrão fininho em dashi_crédito Filico de Souza (4).jpg

Sushi Izakaya Mok – O japonês Sushi Izakaya Mok oferece o hiyashi somen: macarrão fininho gelado em dashi (R$ 22). Rua Vinícius de Moraes, 121 – Lj C – Ipanema. Tel.: 2523 7026.

Quiteria_Salada de Lompo de atum, sementes, misto de folhas e brotos, manga e cupuaçu_foto Rodrigo Azevedo_20151001_170 (4).jpg

Quitéria – Localizado no térreo do hotel Ipanema Inn, o Quitéria destaca-se pela qualidade do cardápio. Elaborada pelo chef argentino Christian Garcia, que possui vasta experiência nas cozinhas mediterrânea e asiática. A cada estação o cardápio é renovado com sugestões sazonais. Entre as opções, salada de lombo de atum, sementes, misto de folhas e brotos, manga e cupuaçu (R$42); salmão curado em cachaça e beterraba, chuchu em conserva, funcho e vinagrete de iogurte (R$41); e salada de queijo de cabra, abóbora e castanhas, vinagrete de mel com alecrim (R$29). Rua Maria Quitéria, n° 27 – Ipanema. (21) 2267 4603

Temporada_Salada de Aspargos trufados, molho de grana padano e azeite trufado_foto Rodrigo Azevedo_20150925_309 (2).jpg

Temporada – O bar localizado no térreo do Hotel Arpoador teve seu cardápio renovado para o verão. Além disso, as charmosas mesinhas foram espalhadas pela calçada, oferecendo atendimento exclusivo a poucos metros do mar. O chef argentino Christian Garcia está à frente da cozinha, e aposta em um cardápio leve e com muita bossa. Entre as opções de entradas, tiradito de salmão com agrião e vinagrete de maracujá com shoyu (R$42); pastel de mariscada preparado com frutos do mar refogados (R$8 cada); e salada de aspargos trufados, molho de Grana Padano e azeite trufado (R$28). Rua Francisco Bhering, n° 65, Arpoador. Tel: (21) 2523 0066.

Complex Esquina 111_Ceviche de Peixe Branco com crips de barôa e páprika_Divulgação-Rodrigo Azevedo (1).jpg

Complex Esquina 111 – O badalado gastrobar Complex Esquina 111 aposta em pratos leves e refrescantes para este verão. Entre as opções, salada de quinoa, com abobrinhas, berinjela, cebola roxa, amêndoas torradas e queijo coalho na chapa (R$24,50); tartare de atum com azeite de baunilha, gomos de laranja e crisps de parmesão (R$33,00); e o ceviche de peixe branco com crisps de barôa e páprica (R$37,50). Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Tel.: (21) 3256-9375.

Venga_Atun con tomate_crédito Rodrigo Azevedo (02).jpg

A nova estação pede pratos coloridos e saborosos, como o atum com tomate (R$ 25), servido com crisps de espinafre do iVenga!. Excelente opção para um “tapeo” no fim da tarde. Rua Dias Ferreira, 113/ Loja B. Leblon. Tel.: 2512-9826.

MiamMiam_Spaghetti de pupunha, camaroes, coulis de alho assado e farelo de ervas, pignoles, tomate e azeitonas_FotoRafaelWainberg_117.jpg

No Miam Miam uma das apostas para o verão é o levíssimo spaghetti de pupunha (R$ 58,80). A chef Roberta Ciasca serve o prato com camarões, coulis de alho assado, farelo de ervas, pignoles e azeitonas. De comer rezando. Rua General Góes Monteiro, 34 – Botafogo. Tel.: 2244-0125.

Garden_Cavaquinha Grelhada 04_foto Rodrigo Azevedo.jpg

O Garden, uma das casas mais tradicionais da cidade, aposta na deliciosa cavaquinha grelhada (R$ 132) como tendência de verão. É servida com molho de manteiga “café de Paris” e arroz de amêndoas. Rua Visconde de Pirajá, 631, loja B, Ipanema, Tel: 2259-3455.

Tempo de pinhão em Visconde de Mauá

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Todos os anos, nos meses que antecedem o inverno, Visconde de Mauá (RJ) se transforma na terra do Pinhão e da gralha azul. O pinhão (semente da araucária) é o principal alimento da ave e, graças a ela, o pinheiro tem conseguido se perpetuar em trechos da Mata Atlântica brasileira.

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Esses pássaros desmancham a pinha no galho, derrubam sementes e fazem germinar novas árvores pela serra.

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A importância do pássaro azul turquesa, de cabeça e peito negros – hoje em extinção -, é aprendida cedo na escola, pela meninada local.  Essas mesmas crianças envolvem-se diretamente com essa história.

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Como explica a chef Mônica Rangel, “elas catam pinhões no mato para ajudar os pais, que vendem a semente cozida, fazem farinha etc, movimentando a economia informal local.” Pensando na relação dos moradores do lugar com esta semente, Mônica pensou na Festival do Pinhão há 23 anos.

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Todos os anos, após a extração no meio do mato, mais de 50 restaurantes locais, entre Visconde de Mauá, Maromba, Maringá e Penedo oferecem em seus cardápios diversos pratos com a semente, muito identificada no Brasil com festas juninas, quando são assadas na fogueira.

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“O ingrediente é a cara de Mauá, é uma das bases da gastronomia local. Por isso, a cada ano, criamos um concurso, em que os restaurantes locais devem apresentar receitas originais que tragam pinhão, da entrada a sobremesa”, diz Mônica. Ela conta que além de servido em receitas diversas, o pinhão ainda vira farinha, que é usada por diversas famílias locais, durante um ano todo, para a criação de pães, bolos e biscoitos.

Brownie natureba leva farinha de amêndoa e cacau puro

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Já que estamos falando do carioca Naturalie Bistrô, da chef Nathale Passos, aproveito para passar a sua receita de brownie sem glúten e sem lactose. Leva cacau 100%, avelã e farinha de amêndoa e fava de baunilha. Mesmo sem provar, aposto que é uma delícia.

Ingredientes: 2 xícaras de farinha de amêndoa; 1/2 xícara de cacau 100%; 2 xícaras de amendoim cru, sem casca e sem sal; 1 xícaras de avelã cru, sem casca e sem sal; 2 xícaras de agave; 3/4 de xícara de óleo de coco; 1 fava de baunilha; 2 colheres de sopa de canela.

Modo de fazer: Em um processador, processar o amendoim e a avelã tempo bastante até que virem pasta. Adicionar óleo de coco, a fava de baunilha, canela e processar. Misturar bem a farinha de amêndoa e o cacau peneirados, e em seguida adicionar duas xícaras da pasta. Guarde o restante da pasta para usar como calda, adicione mais agave se necessário para que fique mais líquida ou doce. Em um tabuleiro médio com papel manteiga, espalhar a massa. Assar por 20 minutos no forno a 200*C. Cortar e desenformar depois de frio. Rende 8 brownies.

Serviço: Naturalie Bistrô, Rua Visc. de Caravelas, 11 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ

 Foto: divulgação

Receita rápida e fácil de ‘lasanha de abobrinha’

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Estou num momento abobrinha. tenho feito em casa ralada, refogada com alho e manteiga. Às vezes, misturo o legume a arroz de jasmim soltinho e como com um hambúrguer caseiro. Outro dia, na cantina La Grassa (SP), provei uma massa crocante coberta do vegetal em conserva no azeite e presunto cru. É uma receita que vou passar nos próximos dias. Por enquanto, fique com esta de lasanha de abobrinha. Ainda não fiz, mas a cara é boa. É um prato simples e barato para fazer em casa. Vou testar nesta próxima semana. Depois eu conto.

Ingredientes: 5 abobrinhas; 1,5 kg de tomate; 500 g ricota ou cotage (5 porções)

Modo de fazer a abobrinha: Laminar a abobrinha na espessura de 1cm, marinar com azeite, tomilho, sal e pimenta a gosto. Reservar até sorar, e em seguida escorrer a água. Grelhar rapidamente numa frigideira antiaderente. Molho de tomate: Ferver água, retirar o pedúnculo do tomate e fazer um leve corte em forma de cruz na parte inferior do tomate. Mergulhar na água fervente em média 20 segundos, retirar e mergulhar imediatamente em água com gelo para interromper o cozimento. Retirar a pele, cortar em cubinhos. Refogar cebola no azeite em fogo baixo até ficar completamente transparente sem queimar, colocar alho picado e em seguida o tomate, sal, pimenta a gosto. Abaixar o fogo e deixar secar a água por completo, de maneira que fique um molho de consistência cremosa. Nessa preparação podemos também colocar ervas de preferência,  como manjericão e tomilho. Ricota: Retire o soro e tempere com salsa, alecrim, orégano, manjerona, sal e azeite a gosto. Montagem: abobrinha (2 camadas); molho de tomate; abobrinha (2 camadas); queijo temperado. 1 rodela de tomate para finalizar.

Serviço:  Naturalie Bistrô, Rua Visconde de Caravelas, 11 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ

Foto: divulgação

Comedoria, o novo endereço de Kátia Barbosa

Comedoria_Carne de sol com purê de queijo_Berg Silva (2)

Kátia Barbosa, do Aconchego carioca (no Rio e em São Paulo), acaba de abrir  nova casa na capital carioca, a Comedoria. O bar de comida brasileira tem opções de petiscos que vão dos bolinhos ao aipim frito, além de pratos como o nhoque de feijão verde e carne de sol com purê de queijo. “O cardápio nasceu das inspirações que eu colecionava das minhas viagens pelo Brasil. Criei receitas com ingredientes que já vinha estudando há um tempo e também incluí pratos que são homenagens a amigos queridos, também cozinheiros”, conta. O bolinho de feijoada, uma das suas mais emblemáticas criações, é o único item de do Aconchego que consta no cardápio da Comedoria. Falamos com ela.

Comedoria_Carne seca desfiada , creme cheese , rúcula_Berg Silva (3)

Quais são os movimentos mais interessantes na gastronomia nacional, hoje em dia, no seu ponto de vista? Gosto do movimento de comida popular, da busca das raízes brasileiras. Admiro trabalho de chefs como a Claudinha Luna, do Bar do Seu Luna, no Recife, que faz uma comidinha caseira; e do Picuí  (Wanderson Medeiros). Admiro a maneira como eles olham a comida, com simplicidade e amor. Também adoro o trabalho de chefs que conseguem unir isso à alta gastronomia. O Onildo Rocha, da Paraíba, por exemplo, tem uma comida sofisticada, tendo como base as raízes da nossa culinária.

Comedoria_caipirinha de kiwi,morango e caju_crédito Rodrigo Azevedo (3)

Como surgiu a ideia dos seus bolinhos tão famosos? Quando gosto de algo, pego determinado ingrediente, e tento pensar em uma maneira simples e diferente de servi-lo. Foi assim com o bolinho de feijoada. Às vezes, as pessoas querem comer um pouco da feijoada, mas não ela completa…

O que não te interessa em matéria de culinária brasileira? Não sei se seria “não se interessar.” Amo a culinária brasileira, mas tento fugir um pouco de ingredientes que são difíceis de conseguir ou trazer para o Rio. A culinária da Amazônia, por exemplo. Se você colocar no cardápio, tem que entregar aquilo para o cliente, e nem sempre é fácil conseguir os ingredientes de lá. Além do mais, a culinária de lá já foi muito falada e comentada, quero agora levantar bandeiras de outras regiões.

Aconchego Carioca_chef Kátia Barbosa_crédito Tomás Rangel

O que gostaria de falar sobre a sua nova casa, no Leblon? É um bar de comida brasileira, feita com amigos para amigos. É um projeto antigo, e que está me deixando animada. Tenho a oportunidade de brincar mais aqui. Criei receitas com ingredientes que já vinha estudando há um tempo e também incluí no cardápio pratos que são homenagens a amigos queridos, também cozinheiros. A carta de cachaça também foi assinada por dois amigos meus… acho que esse é o espírito! Um lugar bacana, perto da praia, que dá para petiscar, tomar uma cervejinha, almoçar ou tomar um caldo na madrugada. As pessoas acham que para ser um bar de comida brasileira (de verdade) tem que estar no subúrbio. Fico feliz de poder trazer esta ideia também para a Zona Sul.

Serviço: Comedoria – Rua Rainha Guilhermina, 48 – Leblon, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2294-2913

Fotos: divulgação (petiscos e bebida da nova casa, a Comedoria)

 

Ovo é mágica!

Santa Satisfação_omeletes_crédito Roberta Caldas (2)

A chef Carol Caldas, do Santa Satisfação, no Rio de Janeiro, está reeditando o seu bem-sucedido festival de omeletes. Ela acrescenta, para a temporada, novos acompanhamentos à especialidade. São oito sabores que poderão vir acompanhadas por arroz, legumes sauté ou pela tradicional cesta de parmesão com salada verde. Entre eles, queijo e presunto (R$ 28,50), queijo brie (R$ 32,50), caprese (R$ 28,50), camarão com queijo (R$ 32,50), banana com queijo (R$ 28,50), shitake com queijo (R$ 32,50), salmão defumado com queijo (R$ 32,50) e cenoura com ricota (R$ 28,50). Falamos sobre Carol sobre o ovo. Leia a seguir:

Santa Satisfação_omeletes_crédito Roberta Caldas

Poderia falar quais são as suas receitas prediletas com ovo? Sou apaixonada por saladas. Ambas as saladas do cardápio, a Eliana e a Sofia, representam uma refeição completa. Um clássico do Santa que sou fã é a torrada Escondidinha, com queijo gratinado e ovo.

E sobre o seu menu com ovos, o que gostaria de dizer? Acho que o ovo é um dos alimentos mais simples e completos que temos, além de ser um ingrediente versátil, que passeia por toda a cozinha.

Santa Satisfação_Salada Sofia, com grão de bico, ovo cozido, cuscuz, tom... (1)

Poderia ensinar um truque de cozinha com ovos? Dê preferência aos ovos caipiras. Eles devem ser usados na temperatura ambiente, sempre.

E uma receita curiosa com ovo? Poderia nos passar?

Santa Satisfação_Risoto do Porto com lascas de bacalhau, brócolis, pimen...

Ovos Mollet ou ovos cozidos com a gema mole Coloque os ovos em uma panela, cubra com água e leve ao fogo médio. Quando começar a borbulhar, conte 3 minutos. Assim que ferver, abaixe o fogo, não deixe cozinhar em água fervente para não ficar borrachudo. Passados os 3 minutos, retire os ovos com uma escumadeira e mergulhe-os em uma tigela com gelo. Depois de frio, para retirar a casca, inicie pela extremidade arredondada, onde existe uma bolsa de ar. Retire a casca sob um fio de água corrente.

Serviço: Santa Satisfação Leblon –  Av. Ataulfo de Paiva, 1335; Santa Satisfação Copacabana – Rua Santa Clara, 36, Rio de Janeiro 

Fotos: divulgação

Por um mundo mais umami

bacon

Lendo o livro “Cozinhar’, do Michael Pollan, me deparei com um pequeno estudo sobre o sabor umami, no capítulo dedicado ao elemento ‘água’.

O umami funciona de forma um tanto misteriosa se pensarmos nas cinco categorias gustativas fundamentais: salgado, doce, azedo, amargo e umami. As quatro primeiras são fáceis de se sentir na boca. Já a última está ligada a untuosidade.

O umami não tem exatamente um sabor característico, precisa de água para existir e é mais um sabor encorpado, encontrado em alimentos como molho de soja, cozido de carne com legumes, canja de galinha, leite materno, doce de leite, cremes de baunilha, queijo com goiabada derretida, tomates cozidos. Para citar o exemplo da carne de panela, cozida por longo tempo em água, o alimento tem suas proteínas quebradas em vários bocós de aminoácidos, com destaque para o glutamato, ou seja, o sabor umami.

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O umami é um sabor que, diz, Pollan, nos transporta para os alimentos que fazem parte da nossa memória gastronômica afetiva. Ativa o paladar e nos dá a sensação de massa pastosa, de algo apetitoso.

O bacon é um dos alimentos cujo aroma é a perfeita tradução do umami. A culpa é do nitrito de sódio (E 250), sal utilizado como conservante de carne e fixador de cor, em defumados, conservas, frios e enlatados.

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“Quando você vê ingredientes como a proteína vegetal texturizada ou o glutamato monossódico, são todos químicos conhecidos como umami”, explica Pollan. “Os humanos estão programados pela evolução para gostar dos compostos químicos que configuram o umami.”

Alguns sabores umami, que gosto por aí:

Mussaka do Acrópoles (SP)

Carne de panela cozida com leite de coco do restaurante Obá (SP)

Bouef bourguignon do Bistrô de Paris (SP) – veja foto neste post

Bolo de leite de coco da La Vie em Douce (SP)

Suflé de queijo com goiabada do Carlota (SP) – foto neste post

Tarte tatin do Le Chef Rouge (SP)

Fotos: divulgação e banco de imagens

Viva o hot dog!

Sabia que no dia 9 é comemorado o dia do hot dog? Fizemos uma listinha de onde comer alguns bons sanduíches no Rio de janeiro. Veja a seguir: 

Bar Astor_Sanduíches_Vesper Dog_Divulgação

O bar Astor, em Ipanema, tem no cardápio o Vesper Dog (R$ 24), salsichão grelhado com queijo e acompanhado de fritas. Av. Vieira Souto, 110, Ipanema. Tel.: (21) 2523-0085.

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Na rede Botequim Informal, o clássico hot dog ganha nova versão criada pela chef Karla Keide. Vem acompanhado de salsicha Frankfürter, relish de pepino, queijo cheddar, mostarda escura e catchup e servido no pão de leite (R$ 18,50). Avenida Nossa Senhora de Copacabana 434/ Loja A, Copacabana (140 lugares). Telefone: (21) 2547-2871.

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O gastrobar Complex Esquina 111, em Ipanema, tem uma seção dedicada aos sanduíches em seu cardápio. O Hot Dog (R$ 26,00), é servido na baguette com salsicha Eder, vem com creme de parmesão, mozzarella, dijon com mel e tartare de tomate, acompanhado por fritas ou salada da casa, à escolha do freguês. Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Tel.: (21) 3256-9375.

Empório Jardim_Cachorro Quente_Tomás Rangel2 (1)

Na padaria, bistrô e deli Empório Jardim, o cachorro-quente é feito com duas salsichas especiais tipo Frankfurt, queijo brie derretido, molho de mostarda Dijon e molho a campanha especial no brioche, acompanhado de fritas ou saladinha verde (R$29). Rua Visconde da Graça, 51 – Jardim Botânico. Tel.: (21) 2535-9862.

Torta & Cia_salgados_foto Tomás Rangel

Além da grande variedade de tortas, a marca Torta & Cia oferece opções de salgadinhos, como o “mini doguinho” (R$ 5 – unidade), pãozinho recheado de salsicha assado no forno. Estrada da Gávea, 820 (Posto Shell), São Conrado. Tel.: (21) 3322-5933.

venga_perrito caliente__credito divulgacaoO bar de tapas ¡Venga! tem o perrito caliente (R$ 17,00), versão espanhola de cachorro–quente, com pão de miga, linguiça chistorra e mostarda Dijon. Rua Dias Ferreira, 113/ Loja B. Leblon. Tel.: (21) 2512-9826. 

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Hot Dog Francês

Em São Paulo, a dica é o hot dog à francesa do chef Raphael Despirite (Marcel). Ele faz seu sanduíche na baguete, recheia de mostarde de Dijon, molho bechamel e gruyère. Custa R$ 15 e o quitute costuma ser vendido na feirinha gastronômica.  

Fotos: divulgação