Já foi ao novo Fôrno? Pois então vá!

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Esta semana fui conhecer o novo Fôrno, casa nova dos mesmos sócios do Holy Burger, um restaurante casual que serve sanduíches, embutidos e pizzas de fermentação natural, tudo feito na casa.

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 Localizado no centro de São Paulo, rua Cunha Horta, 70, bem pertinho do Holy, tem cardápio enxuto, com cardápio desenvolvido por Filipe Fernandes. Os sanduíches são criados com quatro tipos de pães feitos na casa – focaccia, ciabatta, brioche e campagna. As quatro pizzas são de fermentação natural – 48 horas, são elaboradas com farinha napolitana 5 Stagioni, conta o empresário Gabriel Prieto, sócio do local. Outro destaque na casa é a coquetelaria, onde há clássicos e opções de própria autoria.

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 Com projeto de Herbert Holdefer, o mesmo do Holy Burger, o Fôrno foi projetado no primeiro andar de uma casa do ano de 1860 na Vila Buarque. Tem cozinha aparente, e é um misto das salumerias de Milão e delis nova-iorquinas. Exemplo de projeto que deu certo, não apenas de ambiente, mas em seu conjunto.

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Tudo o que eu comi estava ótimo (provei a schiaccata, pizza de marguerita, sanduíche de pastrami, o cubano e o hot dog)! Mas, na dúvida, vá de sanduíche de pastrami feito na casa. Será um dos melhores da sua vida. Segue abaixo o cardápio, que tem preços ótimos.

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O Cardápio

Entradas

Heritage Tomato Salad (R$ 23) – Salada de cinco tipos de tomate, ricota e ervas.

Carne Cruda (R$ 35) – Wagyu, Grana Padano, azeite, sal, pimenta e limão.

Burrata (R$ 15) – Burrata, tomate confitado, pesto e azeite.

Schiaccata (R$ 20) – “Pizza amassada”, Grana Padano, rúcula, burrata, cebola roxa e azeite.

Tábua de frios (R$ 33 e R$ 50) – Seleção do dia de embutidos e queijos.

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 Pizzas

Calabreza (R$ 28) – Molho de tomate da casa, calabresa artesanal curada e cebola roxa.

Margherita (R$ 25) – Molho de tomate da casa, Scamorza e manjericão.

Marinara (R$ 23) – Molho de tomate da casa, alho, cebola roxa e Grana Padano 18 meses.

Prosciutto (R$ 35) – Molho de tomate da casa, Scamorza, rúcula e presunto cru.

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 Sandwiches

Cubano (R$ 23) – Ciabatta, presunto cozido feito aqui, maionese e picles de cebola roxa.

Pastrami Sandwich (R$ 40) – Pão de campagna, pastrami feito aqui, picles caseiro e mostarda.

Hot Dog (R$ 15) – Pão de brioche, salsicha Frankfurt, maionese de Tabasco Chipotle e picles de cebola roxa.

Focaccia Basilica (R$ 25) – Focaccia, mozzarela, pesto e tomate confitado.

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Sobremesas

Mousse de chocolate (R$ 20) – Chocolate belga 80%, raspas de laranja e Bourbon.

Pudim na Latinha® (R$ 16) – Sim, é o mesmo do Holy Burger!

Donuts (R$ 15) – Donuts

Coquetéis

Na carta de coquetéis, clássicos como Negroni, Manhattan, Old Fashioned, Fitzgerald, Ny Sour, e os assinados Smoked Boulevardier, Fôrno G&T e Milano Torino.

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 Serviço:

R. Cunha Horta, 70, V. Buarque, (11) 2645-9499

Horário de funcionamento:  Terça à quinta das 19h à 0h. Sexta até à 1h; Sáb. 12h/1h; dom. 12h/23h; fechado às segundas.

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Dez pratos para curtir o verão no Rio

Cozinha Artagão_VGs grelhados, arroz de tomates assados, stracciatela e vinagrete de chorizo_Alexander Landau (1).jpg

Cozinha Artagão – Entre os pratos principais estão os camarões VG grelhados da casa, com arroz de tomates assados, Stracciatela e vinagrete chorizo (R$ 92). Barra Shopping, loja 147 – Rio de Janeiro. Telefone (21) 2431-9389.

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Fratelli – No restaurante italiano, vale experimentar o Polipo alla napoletana: polvo refogado no azeite, cebola, tomate, vinho branco, alcaparras e azeitonas, servido com arroz de brócolis (R$ 82). Av. General San Martin, 983 – Leblon. Tel: (21) 2259-6699.

Aconchego Carioca_Salada da terrinha_crédito Berg Silva.jpg

Aconchego Carioca – Boa pedida na casa da chef Kátia Barbosa é a salada da terrinha, preparada com folhas de abóbora, maxixe e castanhas de caju: refrescante e light! (R$ 17,90). Rua Barão de Iguatemi, 379, Praça da Bandeira – Rio de Janeiro. Tel: 2273- 1035.

Sushi Izakaya Mok_Hiyashi Somen_macarrão fininho em dashi_crédito Filico de Souza (4).jpg

Sushi Izakaya Mok – O japonês Sushi Izakaya Mok oferece o hiyashi somen: macarrão fininho gelado em dashi (R$ 22). Rua Vinícius de Moraes, 121 – Lj C – Ipanema. Tel.: 2523 7026.

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Quitéria – Localizado no térreo do hotel Ipanema Inn, o Quitéria destaca-se pela qualidade do cardápio. Elaborada pelo chef argentino Christian Garcia, que possui vasta experiência nas cozinhas mediterrânea e asiática. A cada estação o cardápio é renovado com sugestões sazonais. Entre as opções, salada de lombo de atum, sementes, misto de folhas e brotos, manga e cupuaçu (R$42); salmão curado em cachaça e beterraba, chuchu em conserva, funcho e vinagrete de iogurte (R$41); e salada de queijo de cabra, abóbora e castanhas, vinagrete de mel com alecrim (R$29). Rua Maria Quitéria, n° 27 – Ipanema. (21) 2267 4603

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Temporada – O bar localizado no térreo do Hotel Arpoador teve seu cardápio renovado para o verão. Além disso, as charmosas mesinhas foram espalhadas pela calçada, oferecendo atendimento exclusivo a poucos metros do mar. O chef argentino Christian Garcia está à frente da cozinha, e aposta em um cardápio leve e com muita bossa. Entre as opções de entradas, tiradito de salmão com agrião e vinagrete de maracujá com shoyu (R$42); pastel de mariscada preparado com frutos do mar refogados (R$8 cada); e salada de aspargos trufados, molho de Grana Padano e azeite trufado (R$28). Rua Francisco Bhering, n° 65, Arpoador. Tel: (21) 2523 0066.

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Complex Esquina 111 – O badalado gastrobar Complex Esquina 111 aposta em pratos leves e refrescantes para este verão. Entre as opções, salada de quinoa, com abobrinhas, berinjela, cebola roxa, amêndoas torradas e queijo coalho na chapa (R$24,50); tartare de atum com azeite de baunilha, gomos de laranja e crisps de parmesão (R$33,00); e o ceviche de peixe branco com crisps de barôa e páprica (R$37,50). Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Tel.: (21) 3256-9375.

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A nova estação pede pratos coloridos e saborosos, como o atum com tomate (R$ 25), servido com crisps de espinafre do iVenga!. Excelente opção para um “tapeo” no fim da tarde. Rua Dias Ferreira, 113/ Loja B. Leblon. Tel.: 2512-9826.

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No Miam Miam uma das apostas para o verão é o levíssimo spaghetti de pupunha (R$ 58,80). A chef Roberta Ciasca serve o prato com camarões, coulis de alho assado, farelo de ervas, pignoles e azeitonas. De comer rezando. Rua General Góes Monteiro, 34 – Botafogo. Tel.: 2244-0125.

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O Garden, uma das casas mais tradicionais da cidade, aposta na deliciosa cavaquinha grelhada (R$ 132) como tendência de verão. É servida com molho de manteiga “café de Paris” e arroz de amêndoas. Rua Visconde de Pirajá, 631, loja B, Ipanema, Tel: 2259-3455.

Aprenda a fazer alfajor argentino em casa

3 argentina alfajorO tradicional alfajor argentino ganha uma versão tropical nas mãos do chef chocolatier Alexandre Bispo. A receita traz um toque de limão siciliano e faz parte do livro “Chocolate: Uma Paixão Mundial”, que Bispo acaba de lançar no Brasil. As 32 receitas da publicação são releituras de pratos tradicionais da culinária dos países que participam do maior torneio esportivo do mundo, a Copa do Mundo. “Foi um prazer recriar cada uma das receitas deste livro e dar a elas um gostinho de Brasil com os chocolates brasileiros da Harald”, conta Alexandre Bispo.

Alfajor de chocolate ao creme de limão siciliano (Tempo de preparo: 2 horas; rendimento: 30 alfajores)

Biscoito de chocolate – Ingredientes: 170 g ou 8 e ½ colheres (sopa) de manteiga sem sal gelada; 130 g ou 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro; 30 g ou 2 gemas; essência de baunilha a gosto;raspas de limão siciliano a gosto; 280 g ou 2 e ¼ xícaras (chá) de farinha de trigo; 240 g ou 1 e ½ xícara (chá) de amido de milho; 10 g ou 1 colher (chá) de fermento em pó; 6 g ou 1 colher (sopa) de Harald Melken Chocolate em Pó 33%; 80 ml ou 1/3 xícara (chá) de leite gelado e 10 ml ou 2 colheres (chá) de licor de laranja.

Modo de preparo: Bata a manteiga até formar um creme leve e fofo, adicione o açúcar aos poucos com a batedeira ligada e deixe até ficar esbranquiçado. Junte as gemas, uma a uma, até o creme ficar leve e misture a essência e as raspas de limão. Incorpore a farinha peneirada com o amido, o fermento e o Harald Melken em Pó 33% alternando com o leite e o licor de laranja. Passe a massa para uma mesa e sove até ficar uniforme. Forme uma bola e leve à geladeira coberta com filme plástico por 2 horas. Abra a massa entre dois plásticos até atingir 5 mm de espessura e retire o plástico de cima. Com um cortador de 5 cm de diâmetro, corte vários discos. Coloque sobre uma assadeira untada e enfarinhada e asse a 160°C até dourar. Retire e deixe esfriar.

Recheio de doce de leite com limão sicilianoIngredientes: 370 g ou 1 xícara (chá) de doce de leite em ponto de corte; 25 ml ou 1 e ½ colher (sopa) de suco de limão siciliano; raspas de limão siciliano

Modo de preparo: Na batedeira, bata o doce de leite na 1ª velocidade e junte o suco de limão aos poucos. Incorpore as raspas, leve ao fogo e deixe até formar um creme. Retire e esfrie.

Montagem: Espalhe a metade dos biscoitos sobre a mesa. Reserve. Passe o recheio para um saco de confeitar com bico perlê grosso e aplique sobre os biscoitos reservados. Cubra com o restante dos biscoitos formando os alfajores. Leve à geladeira por 30 minutos para firmar.

Cobertura – Ingredientes: 2 folhas de Harald Melken Decor Transfer de sua preferência e cortadas em quadrados de 5 cm; 500 g ou 2 e ½ xícaras (chá) de Harald Melken Chocolate Meio Amargo.

Modo de preparo: Distribua os quadrados de Harald Melken Decor Transfer sobre uma placa lisa. Reserve. Derreta e tempere o Harald Melken Meio Amargo conforme as instruções da embalagem. Com dois garfos, banhe os alfajores no chocolate temperado, deixe escorrer o excesso e, em seguida, coloque-os sobre as folhas de Harald Melken Decor Transfer. Leve à geladeira para finalizar a cristalização, remova o plástico do transfer e guarde em local protegido do calor por 12 horas para embalar ou decorar.

Tempo de pinhão em Visconde de Mauá

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Todos os anos, nos meses que antecedem o inverno, Visconde de Mauá (RJ) se transforma na terra do Pinhão e da gralha azul. O pinhão (semente da araucária) é o principal alimento da ave e, graças a ela, o pinheiro tem conseguido se perpetuar em trechos da Mata Atlântica brasileira.

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Esses pássaros desmancham a pinha no galho, derrubam sementes e fazem germinar novas árvores pela serra.

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A importância do pássaro azul turquesa, de cabeça e peito negros – hoje em extinção -, é aprendida cedo na escola, pela meninada local.  Essas mesmas crianças envolvem-se diretamente com essa história.

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Como explica a chef Mônica Rangel, “elas catam pinhões no mato para ajudar os pais, que vendem a semente cozida, fazem farinha etc, movimentando a economia informal local.” Pensando na relação dos moradores do lugar com esta semente, Mônica pensou na Festival do Pinhão há 23 anos.

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Todos os anos, após a extração no meio do mato, mais de 50 restaurantes locais, entre Visconde de Mauá, Maromba, Maringá e Penedo oferecem em seus cardápios diversos pratos com a semente, muito identificada no Brasil com festas juninas, quando são assadas na fogueira.

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“O ingrediente é a cara de Mauá, é uma das bases da gastronomia local. Por isso, a cada ano, criamos um concurso, em que os restaurantes locais devem apresentar receitas originais que tragam pinhão, da entrada a sobremesa”, diz Mônica. Ela conta que além de servido em receitas diversas, o pinhão ainda vira farinha, que é usada por diversas famílias locais, durante um ano todo, para a criação de pães, bolos e biscoitos.

Uruguai muito além da parrilla

Texto e fotos: Giuliana Nogueira *
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Nos últimos anos o brasileiro descobriu seu vizinho, o Uruguai. Embora a vida para o turista seja quase tão cara quanto São Paulo, a combinação perfeita entre campo, cidade e litoral atrai bastante.
Cidades gostosas para caminhar, com boa parte da sua costa cercada por praias de água doce e ainda sim a poucos quilômetros do campo. Assim é o país, que ainda apresenta bons vinhos e boa comida.
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Com a chegada dos turistas, surgiu a inflação. Um taxista em Montevideo disse “Punta Del Este é para brasileiros e argentinos cheios de plata, não para nós.”
Comer em Punta Del Este pode sair caro, bem como se hospedar na cidade. Assim, restaurantes em cidades menores da moda têm chamado atenção dos turistas, como o La Huella em José Ignácio ou El Garzón, restaurante de Francis Mallman em Pueblo Garzón.
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As dicas a seguir não são de uma profunda conhecedora local, foi minha segunda vez no país. São dicas que consegui com uma uruguaia do ramo de restaurantes. A questão não é preço, nem lugares da moda, mas locais interessantes para descobrir um Uruguai que vai além dos famosos cortes de carne na parrilla.
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Montevideo
O Mercado de Puerto é realmente curioso, vastas opções de carnes assando na grelha em meio a um ambiente com áreas de bagunça, vale o passeio mas caminhe um pouco mais em direção ao centro para almoçar.
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Sem dúvida, um dos melhores lugares para se comer bem em Montevideo pertence a uma argentina. O Jacinto, de Lucia Soria, fica na Cidad Vieja, produz pães deliciosos e tem um menu muito bem executado a preço justo. Ambiente agradável e com um cardápio fixo incrementado por sugestões do dia, o restaurante certamente seria um sucesso em São Paulo. O risoto de beterraba com gorgonzola e nozes foi uma excelente pedida, bem como o malfati de espinafre com creme de leite fresco, amêndoas e pecorino.
A sobremesa do dia também foi uma surpresa, um mousse branco com aguaymanto (nossa conhecida como physalis), mais interessante que a torta de chocolate do cardápio fixo. Certamente, se eu voltar a Montevideo, visitarei o Jacinto (todas as fotos acima)
Trouville
Para comer a comida típica, o mega sanduíche uruguaio, o clássico chivito, vá sem dúvida o Trouville, no bairro de Pocitos. A apresentação é simples, mas a porção farta e o preço justíssimo. Provei também o pescado com manteiga negra e purê, de apresentação simples mas quantidade generosa, estava excelente (foto acima).
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Para quem vai para os lados do Hotel Carrasco, certamente será bem atendido se estiver disposto a gastar muita “plata” no restaurante do hotel, onde uma taça de vinho branco sai por 12 dólares. Se a ideia for mais econômica, de uma volta por trás do hotel, ali está a melhor empanada que provei em toda viagem e a um preço muito camarada, na rotisserie La Dos Estrellas (acima),  prove 3 ou 4 dessas pequenas delícias.
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Em Montevideo  você também pode ir ao irmão caçula, e mais econômico, do El Forno de La Barra, mas a casa não é tão bela quanto a original (foto acima).
La Barra
Próximo a Punta del Este fica a pequena praia de La Barra, seguindo o gps por uma hora onde parecia não haver nada a não ser mato, encontramos escondido o restaurante Al Forno (fotos abaixo).
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O cardápio apresenta ingredientes intrigantes trabalhados de formas pouco usual. A lasanha de centolha com abóbora chama atenção, e a Brótola (um peixe) com legumes na caixa de ferro também se saiu bem.
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Para mimar o cliente, a refeição começa com um ovo de codorna com dill e caviar. Mas vá sem pressa. Duas garçonetes são responsáveis pelo salão todo, o que é comum no Uruguai, então não se estresse.
(Leia na semana que vem a segunda parte do post sobre o Uruguai) 
Giuliana Nogueira é fotógrafa e RP da área da gastronomia

Portugal de tantos sabores

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Mesmo que Portugal seja um país de geografia relativamente pequena, sua gastronomia influenciou o planeta no decorrer dos tempos. Um exemplo disso são os famosos tempuras orientais, quitute associado à culinária japonesa, mas levado ao país do sol nascente pelos portugueses, por meio de seus bolinhos fritos, na época das grandes navegações, nos séculos XV e XVI.

O advento das navegações ainda fez com que o país da Península Ibérica passasse a usar muitos produtos do além-mar até então desconhecidos na Europa, como o feijão, a batata, o açúcar, além das especiarias. Isso fez com que sua culinária se desenvolvesse de forma diversificada, criando um país com vocação para a boa mesa, fato que pode ser comprovado nas diversas formas de preparo do bacalhau, da sardinha, do porco, de pães e doces, entre outros produtos que têm sabor único e que são a cara de Portugal.

A minha última viagem a Portugal foi em 2011. Viagem apaixonante. Conheci o país de norte a sul. Nunca me esqueço dos pores do sol no Vale do Douro, na tarde que passei na bela propriedade produtora de vinho e azeite Quinta do Crasto.

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Pois, esta semana, visitei um pedacinho de Portugal. Trata-se do Bar Espírito Santo, uma tasca charmosa que fica no Itaim Bibi, em São Paulo. Por um instante me vi em Portugal. Bastou provar um bolinho de bacalhau, delicioso, frito em óleo novo, que fazia com que o sabor do peixe, do cheiro verde, do alho se desprendessem deliciosamente na altura da minha cara.

A produtora e empresária da área da gastronomia Reila Criscia, que me acompanhava, disse que eu devia provar a sardinha frita da casa. Lá fomos nós pedir o quitute. Este peixe pequenino, que possui de 10 a 15 centímetros, é o mais abundante na costa portuguesa. Já chegou a ser alimento de base da dieta portuguesa em alguns momentos da Idade Média, quando era consumida frita em azeite, sob um pedaço de pão.

Fresca, salgada, em conservas, grelhadas ou assadas na brasa, recheadas e com molhos variados são outras formas de preparo que a sardinha ganhou com o passar dos tempos.

Sempre associada aos povos mais pobres, já chegou a ser excluída dos livros de receitas da cozinha portuguesa. Foi, no entanto, redescoberta há pouco tempo como possibilidade saborosa pela alta gastronomia.

Hoje, figura tanto nas mesas populares, como em criações de grandes chefs.  A importância deste peixe é tão grande ao país, que, desde o começo deste ano, a Associação Nacional das Indústrias de Conserva de Peixe atribuiu-o uma certificação, para que o produto ganhe em competitividade frente a peixes vindos de outras localidades da Europa.

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Já que estávamos as voltas com os alimentos do mar, nada mais justo do que pedir uma frigideira de polvo com cebola e batata. O fruto do mar desmanchava na boca, trazia gostinho de comida fresca.

Em seguida, foi a vez de visitar a terra.  Apesar de ser associada, principalmente no Brasil, ao bacalhau, a cozinha portuguesa tem uma tradição grande de pratos à base de porcos, dos quais se destaca os alentejanos, o porco preto, que tem origem mediterrânea, ou os bísaros, que têm origem celta. Todos viram belos leitões assados e presuntos, ou então um dos produtos de maior destaque desta culinária do país, os enchidos, ou, como chamamos no Brasil, os embutidos, criados devido à necessidade de se conservar carnes de animais abatidos.

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Feitos com tripas recheadas com carne marinada no vinho tinto com alho, grãos de pimenta e sal, podem ser feitos “à pobre” ou “à rica”, dependendo dos produtos que leva, como gordura, farinha de milho, cebola, alho, miúdos, carnes nobres etc. Entre os enchidos mais conhecidos do país, destaque para a alheira, feita por povos judeus com coelho, peru e galinha, no lugar do porco, já que o judaísmo proíbe o consumo desta carne.

Este tipo de enchido nasceu na região de Trás-os-Montes, e é frequentemente considerada uma das mais famosa do país, talvez pela história poética que se conta de que os judeus queriam tanto fazer parte da tradição culinária portuguesa, quanto não perder os laços com suas próprias tradições. No quesito ‘terra’, pedimos um sanduíche de pernil, pão francês recheadíssimo, que ficou estupendo com a pimenta feita na casa. As alheiras fritas à moda do Bar Espírito Santo chegaram a mesa deliciosas.

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Para encerrar o banquete, pedi o bacalhau da casa, este prato que se tornou a cara de Portugal, embora o hábito de se comer este peixe tenha se criado entre a Islândia e a Noruega no século IX, com os povos vikings, foram os povos da Península Ibérica que passaram a comercializar o produto curado, para que fosse melhor conservado.

Os portugueses começaram a consumir este peixe em abundância na época das grandes navegações, pois precisavam de produtos que não fossem perecíveis em suas longas viagens.

Há registros de que no começo do século XVI, navegadores portugueses rumavam para as águas geladas do Canadá para pescar este peixe, que logo se introduziu à alimentação diária do povo. A tradição do bom bacalhau à mesa foi levada adiante até os dias atuais, em assados, ensopados, grelhados e arrozes.

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A força do produto é tão grande no lugar, que há regiões em que cada família tem uma receita diferente da outra. O menu do Bar Espírito Santo tem várias delas. Pedi à moda do chef, assado em posta alta, com cebola, batata e ovo cozido. Desmanchava na boca.

O azeite. Bem, como fazer da culinária portuguesa abordar o azeite? Trata-se de um dos produtos gastronômicos mais antigos de Portugal, talvez o primeiro a ser exportado para as colônias e para o Oriente. No século X já há referência à cultura das oliveiras e no século XIV o produto é descrito como um dos alimentos mais preciosos no comércio local, juntamente com o sal, o pão, o vinho, porcos e peixes.

Mais tarde, no século XVI, além de ser usado na culinária, passou a ser usado na iluminação de tochas das casas e das ruas das cidades. Assim, o azeite português começou a ser exportado também para o Norte da Europa, até que voltasse a ser matéria-prima chave na gastronomia portuguesa, entre os séculos XVIII e XIX.

O Bar do Espírito Santo usa algumas variedades do Herdade do Esporão, extra virgem, claro. Fresco, extraído recentemente.

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Os pães também são base da alimentação portuguesa. Há aqueles que levam na massa ovos e azeite, alguns que levam recheio de chouriço, frango desfiado, e azeitonas verdes. Eu pedi pão doce em forma de rabanada. Estava macio, saboroso, e acompanhava bola de sorvete de creme.

Para finalizar, não podia deixar de fora a doçaria portuguesa. Seu receituário data do século XVI. Teve origem em conventos e mosteiros. Comi um pastel de nata morno, delicioso, quitute que teria nascido no Mosteiro dos Jerônimos, conforme a história. Assim foi a minha noite portuguesa, sem sair da minha cidade. Claro nada substitui viagens, mas foi bom visitar Portugal sem sair de São Paulo.

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Serviço: http://www.barespiritosanto.com.br/espiritosanto/

Fotos: Antônio Carrion e Luna Garcia/divulgação  

A Roma gastronômica da Letícia Rocha

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Na semana passada, numa tarde quente e preguiçosa de Roma, prometi uma lista dos melhores cacio e pepe da cidade. Jantei em vários lugares bacanas, fiz algumas anotações, foi quando recebi um email da minha amiga a jornalista e pesquisadora de gastronomia Letícia Rocha com dicas preciosas da cidade. Ela está por lá há mais de um ano e sugere programas um pouco distantes dos lugares turísticos da cidade. Aliás, comi em alguns perto do Coliseu e os achei uma roubada.

Não vou dar serviço com os endereços sugeridos pela Letícia. Achei tudo dando uma googada, super simples. Caso você se perca ao procurar um desses lugares, me escreva (tudoaldente@tudoaldente.com.br), que te guio até os lugares.

Vamos às dicas:

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“A cozinha romana é carbonara, cacio e pepe (pecorino e pimenta do reino), amatriciana (tomate, pancetta, pepperoncino/pimenta), gricia (amatriciana sem tomate), nhoque alla romana e coda alla vacinara (rabada).

Onde provar: no Trastevere, bairro típico de tratorias. Mas fuja das ruas principais. Roma Sparita é uma boa opção, já ficou famosinho depois do Antonhy Bourdain, mas ao menos, não fica tão no buxixo.

Perto do Vaticano, a uma quadra do metro, na Via Otranto, na esquina, está o Luma Bistrô, com massas feitas no dia. É frequentado por locais. As sugestões que custam cinco euros, no almoço. No jantar também funciona, acho que com cardápio. Perto do Pantheon, um clássico é o Alfredo del Pantheon, mas melhor reservar ou chegar bem cedo.

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Street food: prove o suppli (bolinho de arroz, primo rival do arancini, com ragu e queijo); a pizza al taglio/quadrada e por peso; porchetta, servida quase sempre em sanduiche. Prove ainda as castanhas no outono (marrons ou castanhas portuguesas). Nesta época do ano elas estão por toda parte. São assadas na rua.

Pizza: prove a ‘bianca’ (como uma focaccia) e pizza ‘rossa’ (só com molho tomate, picante ou não). Piazza bianca com mortadela é uma delícia!

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A melhor pizza quadrada/pão/branca/rossa, pra mim e muitos romanos, e do Panificio Mosca, funciona desde 1916. Fica na Via Candia, extensão da via do metrô Ottaviano, o do Vaticano. Como é bem local, daquelas coisas que não tem senso na Itália, pode fechar no almoço, tem pausa durante a semana (colada neste metrô tem a Lemongrass, sorveteria).

Pizza redonda: nem pense em pedir para mudar o recheio ou fazer meia a meia. O italiano pode voar no seu pescoço.

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A melhor da vida fica na Via del Governo Vecchio, travessa da Piazza Navona (onde está a embaixada do Brasil). Chama Baffeto. Eles são mal humorados, tem fila, não aceitam cartão. Mas é surreal de bom. Vale muito. Essa ruazinha é bem fofa, mas tem que filtrar porque ficam caçando turistas. Ali, na via del Fico, tem o Bar del Fico, clássico do aperitivo dos romanos (das 17h até máximo 21h). Depois, o italiano costuma ir para casa jantar (risos).

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A melhor bianca fica no Roscioli, região do centro histórico Campo dei Fiori (um pouco depois da Navona); ali também há uma massa carbonara dos deuses (para almoçar, jantar, faça reserva). Dá para comprar e comer na rua). Ainda por ali, tem o famoso Filetto de baccala, local que vende filé de bacalhau enorme por cinco euros. Você entra praticamente na cozinha e pega o prato da mão da cozinheira, que acabou de fritar o peixe. Todos no local conhecem o Filetto, que se tornou bem turístico.

Ainda no Campo dei Fiori há a feira mais famosa de Roma, pecado que já vende coisas industrializadas, mas ainda tem coisas boas. Vale a visita. Funciona todos os dias até 12h, menos no domingo.

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No canto da praça, há o Forno, que também concorre como melhor pizza e o Obika Mussarela bar, que, como nome diz, é um bar especializado em musssarela, tudo D.O.C.. É o único restaurante dessa praça que eu aconselho.

Os vinhos da região não são muito famosos, mas, sem pretensão, um Frascati, branquinho gelado, vai bem. O mundo cerveja artesanal na Itália está em franca ebulição: boas cervejarias são a Birra del Borgo, Baladin, Lariano. A Open Baladin é um bar sociedade da Baladin com Borgo. Fica perto do Campo del Fiori e tem mais de 30 cervejas em spina/chope; com cardápio de Gabriele Bonci, que tem a fama de fazer a melhor pizza da cidade (e agora hambúrguer).

No Trastevere, tem a Bir & Fud; e, por ali, também tem um pub bem romano e cervejeiro, o Ma Che Sei Venuto a Fa.

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Gelato: experiente os de fruta, melone (mnelão) e fragola (morango), dois sabores que não têm nas sorveterias italianas do Brasil. São dos deuses. Gelaterias boas: Gelateria del teatro, Grom, Carapina.

Outro clássico da cidade é o tiramisu do Pompi. Incrível! Fica na Piazza di Spagna.

Zonas mais descoladas: Pigneto! La, Circolo degli Artisti (bar, show, expo) e via del Pigneto. Já Monti é alternativo cool, caro, mas fofo. E tem San Lorenzo, que é área mais universitária. Tem hamburguerias boas: Ferrovecchio e Hamburgueseria.

Em Roma o metrô fecha cedo, às 23h30; sexta e sábado, 1:30. Mas a cidade é bem servida dos ônibus noturnos sinalizados nos pontos pela letra N.

Ah, a água dos ‘bebedouros’ é potável, fresca e deliciosa.”

Fotos: Antônio Carrion e banco de imagens

Para saber mais sobre o projeto da letícia em Roma: https://www.facebook.com/pages/Rome-Sweet-Rome/467436096672599?fref=ts

Quattro mani, otto emozioni

ASSOLUTO CIPOLLE

Chego a Roma amanhã (dia 11), mas a notícia que publico agora no blog vem lá do Brasil. Nas noites de 13 e 14 de outubro, Salvatore Loi, do Loi Ristorantino (SP), recebe o colega e conterrâneo Niko Romito, chef-proprietário do três estrelas Michelin Reale Castel di Sangro (AQ), para dois jantares a quatro mãos.

EVOLUZIONE DEL BOSCO

O menu “Quattro mani, otto emozioni”, composto por oito pratos harmonizados (veja fotos de dois deles neste post) pelo sommelier Gianni Tartari com grandes vinhos da região de Abruzzo. Parte da renda deste jantar será revertida à TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer).

Niko Romito 2

Para selar esse encontro, serão servidos vinhos DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane. Mais especificamente, rótulos especiais produzidos por pequenos produtores a partir das uvas montepulciano da região das colinas de Teramo.

Há apenas 50 convites para cada uma dessas experiências, que devem ser reservadas diretamente no Loi, pelo telefone (11) 3037-7323. O valor de cada convite é de R$ 1.250, sendo que parte da renda será revertida à TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer que, em parceria com o Hospital Santa Marcelina, oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer.

Serviço: Loi Ristorantino, Rua Doutor Melo Alves, 674, Jardim Paulista; jantares dias 13 e 14 de outubro, às 20h. Reservas: tel.: (11) 3063-0977 ou pelo site: www.table4.com.br

Fotos: divulgação

Para entrar no clima da Itália

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Para entrar no clima da Itália, minha próxima viagem, em meados de outubro (vou para Roma e Nápoles), vou falar de alguns vinhos de qualidade que a La Pastina está importando: Terre Barolo DOCG, Terre Langhe DOC Nebbiolo, Terre Dolcetto D´Alba e Terre Barbera D´Alba, disponíveis no Brasil desde agosto.

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Produzidos na vinícola Terre, propriedade familiar de mais de 120 hectares, os vinhos estão entre os mais emblemáticos de Piemonte, ao norte do país. São frutos de mais de 25 anos de tradição da vinícola, elaborados com as mais famosas castas da região de Langhe (“língua” em italiano), uma das mais importantes regiões vitivinícolas italianas.

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Langhe, uma cidade medieval fundada nos tempos da Roma Antiga, é uma área montanhosa espalhada pela Província de Cuneo, cercada por cidades como Barbaresco e Barolo, que inspiram os nomes de seus vinhos. É nos vinhedos com cerca de 300 metros de altura, esparsos entre montanhas de 400 a 500 metros, que nascem uvas como Barbera, Nebbiolo e Dolcetto, matérias-primas dos mais refinados tintos da região.

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Algumas características das bebidas:

Terre Barolo DOCG, safra: 2006, uva: Nebbiolo, tinto, 24 meses em tonéis de carvalho de Eslavônia, 14,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 168,00.

Terre Langhe DOC Nebbiolo, safra: 2010, Nebbiolo, tinto, seis meses em barricas de carvalho francês, 12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

Terre Dolcetto D´Alba, 2012, Alba, Piemonte, Dolcetto, tinto, sem estágio em carvalho,

12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 75,00.

Terre Barbera D´Alba, 2011, Alba, Piemonte, Barbera, tinto, 12 meses em barricas de carvalho de Eslavônia, 13%, 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

DOLCETTO D'ALBA DOC TERRE copy BAROLO TERRELANGHE DOC NEBBIOLO TERRE copy022748 - BARBERA D'ALBA TERRE

Serviço:

www.lapastina.com

www.emporioeat.com.br

 

Domingo em Buenos Aires

Vou fazer um post com bastante foto, certo? Um post de fotolegendas. É que estive brincado de ser fotógrafo nestes dias, na capital argentina.

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Bem, no domingo, acordei com duas ideias fixas. Uma delas era comer meia luna com doce de leite. Para quem não sabe, meia lunas são pequenos croissants que os argentinos comem no café da manhã. Para meu deleite, encontrei as ditas cujas no breakfast do hotel Vista Sol. Elas estavam fresquinhas e deliciosas, assim como o doce de leite (amo o doce argentino!).

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O outro desejo era me perder pelas ruas do bairro La Boca, entre a Calle El Caminito e adjacências. Sei que é um programa para lá de batido, mas sempre é bom andar na feirinha livre; ver a ‘galera’ chegando ao estádio de futebol La Boca, para dia de jogo; entrar nas pequenas galerias, com suas lojinhas de arte e artesanato.

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Programei o almoço para o Il Matterello, que fica a uns dez minutos do point mais movimentado do La Boca. A indicação foi feita pela Ana Maria Massochi, dos restaurantes Jacarandá, La Frontera e Martin Fierro, e pelo escritor Humberto Werneck. Ambos estiveram lá semanas antes e foram categóricos quando pedi sugestão de restaurantes.

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A casa existe no mesmo endereço há mais de 20 anos e quem cuida é uma família italiana. O clã fala em italiano entre si e os fregueses de domingo pareciam ser seus amigos. Ambiente simples e aconchegante. Na carta, massas caseiras recheadas eram o destaque. Pedi o ravióli verde recheado de verduras da época e frango desfiado. Coberto com um fio de azeite e uma camada farta de queijo pecorino, estava uma delícia. A sobremesa foi uma tortinha de pera, no estilo tartelette. Conta: 150 pesos.

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Continuei caminho pelas ruas da cidade, até a feira de San Telmo, passagem obrigatória para o turista de fim de semana em Buenos Aires. Indicação do Humberto: sorvete de doce de leite da Persico, marca que conta com unidades espalhadas por toda a cidade. Pedi de doce de leite caseiro com cobertura de doce de leite (foto), por 40 pesos a bola. Não resisti e pedi outros dois. Um de doce de leite com cookies e o terceiro de doce de leite com chocolate.

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Na rua La Defensa, que liga a praça principal em que acontece a feira e a mítica Plaza de Mayo, onde fica o palácio do governo, dezenas de lojinhas de moveis antigos, boutiques de doces e vendedores ambulantes, com suas cestas de doce, churrasco na rua, como na foto abaixo, comida de rua popular que os vizinhos chamam de choripan, ou seja, sanduíche de linguiça assada. Não resisti e pedi um sanduichinho, naturalmente.

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No caminho, vi até carrinho para venda de café, como nas cidades brasileiras (foto abaixo).

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Fechei o dia em grande estilo, com jantar no Gran Café Tortoni, casa que funciona desde o século XIX, mais precisamente desde 1858. Comi a melhor carne malpassada da minha vida. Um ojo de bife imenso, acompanhado de salada de batata. Estava delicioso. Para terminar o meu dia de clichês porteños, desci no porão do lugar para o show de tango que acontece todas as noites.

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O show é bem dirigido, bonito, tem até tango com sapateado. Não me pareceu ser caça-níquel de turista, sabe? O jantar, com coca-cola, ficou em 190 peses e o show em 200 pesos. Como o lugar aceitava reais, paguei R$ 44,00.

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Serviço:

Il Matterello: https://plus.google.com/103316934716794292114/about?gl=br&hl=pt-

http://www.persicco.com

http://www.cafetortoni.com.ar/br/

http://www.vistasolhotels.com/pt/

http://www.adventureclub.com.br/

Fotos: Antônio Carrion