Eu só quero chocolate – minha visita à Expo Chocolate

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Fui ontem passear na feira Expo Brasil Chocolate 2017, que acontece até hoje, 8, no Centro de Convenções Frei Caneca, em SP. O evento tem participação de produtores e comerciantes de todo o Brasil, e apresenta novidades, novas técnicas e melhorias na produção do chocolate, com a exposição de equipamentos, embalagens e matéria-prima.

No Brasil, a indústria do chocolate tem faturamento de R$ 12,4 bilhões anuais. E o consumo per capita é de 2,8 kg, por ano, igualando-se à Itália.

Meu foco era conhecer novos chocolates. Provei dois que gostei muito, o Espírito Cacau, da cidade de Linhares, no Espírito Santo; e o CasaLuker, da Colômbia.

Fundada em 1906 na Colômbia, a marca CasaLuker tem produtos derivados de cacau Fino de Aroma, com ampla gama de chocolates, massa e manteiga de cacau, cacau em pó e grãos de cacau com certificações em qualidade que atendem aos mais altos padrões internacionais. A Colômbia que é mundialmente conhecida por produzir alguns dos melhores cafés do mundo, também produz bons cacaus. Os chocolates CasaLuker (estão no estande da Emulzint) têm aromas frutais, florais e nuances de malte. São feitos com os cacaus Criollos e Tributários e são bastante originais, com gostinho de licor de chocolate, embora representantes da marca tenham me dito que não há álcool nos produtos.

 

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Outro chocolate que conheci foi o Espírito Cacau. Falei com o diretor de marketing da casa, Orlando Gligani, que trabalhou por muitos anos na marca Kopenhagen, decidindo deixar a cidade grande para morar próximo às plantações de cacau do Espírito Santo. Provei três deliciosos sabores, 31% (ao leite), 46% e o 70%. Bastou um mordida em cada um deles para eu perceber que os produtos são de primeira. Tem aquele gosto de chocolate de verdade, que é impossível encontrar nas gôndolas dos supermercados e mercearias do Brasil.

Ao olhar os ingredientes de uma barra de chocolate, você percebe que um produto tem quantidade boa de cacau olhando a sequência de produtos. A maioria começa por açúcar. Muitos trazem açúcar, leite, gordura hidrogenada e a massa de cacau vem lá no fim. Ou seja, o cacau passa longe desses produtos.

Os dois que provei na visita às Expo Chocolate trazem cacau como o primeiro ingrediente. Eles deviam servir de exemplo para a industrial nacional. São 100% naturais, saudáveis e saborosos, utilizando ingredientes naturais, isentos de corantes, conservantes (como a famigerada gordura hidrogenada) e aromatizantes.

Uma pena que a legislação brasileira do cacau é tão falha! Isso permite que sejamos enganados quando compramos uma barra. Na minha opinião, o chocolate da Nestlé de supermercado é o pior de todos. É até pior do que o Lacta e o Garoto. A Brasil Cacau e o Cacau Show têm alguns produtos bons, mas a maioria ainda é muito ruim. Gente, vamos melhorar o chocolate do Brasil?

Mas voltando à feira, visitantes que realizarem compras acima de R$ 30, na Praça do Cacau, concorriam ao sorteio de uma barra de chocolate de 20 quilos por dia, confeccionada pelo chef Ednei Bruno (Le Chef Gatô). O espaço da feira ainda tem exposição de bolos esculpidos. Mais de 80 profissionais foram convidados para inspirar o público com propostas bacanas de bolos decorados.

Bem, aproveitei a visita para tomar um Café da Condessa, com nossa amiga Maria Carolina de Lima, produtora de um bom café no Sul de Minas Gerais. A marca está com um estande na feira, servindo um café gostoso como sempre.

Se você gosta de chocolate de qualidade, vale conhecer a feira, que termina hoje. Veja mais informações aqui: http://www.expobrasilchocolate.com.br

Dez pratos para curtir o verão no Rio

Cozinha Artagão_VGs grelhados, arroz de tomates assados, stracciatela e vinagrete de chorizo_Alexander Landau (1).jpg

Cozinha Artagão – Entre os pratos principais estão os camarões VG grelhados da casa, com arroz de tomates assados, Stracciatela e vinagrete chorizo (R$ 92). Barra Shopping, loja 147 – Rio de Janeiro. Telefone (21) 2431-9389.

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Fratelli – No restaurante italiano, vale experimentar o Polipo alla napoletana: polvo refogado no azeite, cebola, tomate, vinho branco, alcaparras e azeitonas, servido com arroz de brócolis (R$ 82). Av. General San Martin, 983 – Leblon. Tel: (21) 2259-6699.

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Aconchego Carioca – Boa pedida na casa da chef Kátia Barbosa é a salada da terrinha, preparada com folhas de abóbora, maxixe e castanhas de caju: refrescante e light! (R$ 17,90). Rua Barão de Iguatemi, 379, Praça da Bandeira – Rio de Janeiro. Tel: 2273- 1035.

Sushi Izakaya Mok_Hiyashi Somen_macarrão fininho em dashi_crédito Filico de Souza (4).jpg

Sushi Izakaya Mok – O japonês Sushi Izakaya Mok oferece o hiyashi somen: macarrão fininho gelado em dashi (R$ 22). Rua Vinícius de Moraes, 121 – Lj C – Ipanema. Tel.: 2523 7026.

Quiteria_Salada de Lompo de atum, sementes, misto de folhas e brotos, manga e cupuaçu_foto Rodrigo Azevedo_20151001_170 (4).jpg

Quitéria – Localizado no térreo do hotel Ipanema Inn, o Quitéria destaca-se pela qualidade do cardápio. Elaborada pelo chef argentino Christian Garcia, que possui vasta experiência nas cozinhas mediterrânea e asiática. A cada estação o cardápio é renovado com sugestões sazonais. Entre as opções, salada de lombo de atum, sementes, misto de folhas e brotos, manga e cupuaçu (R$42); salmão curado em cachaça e beterraba, chuchu em conserva, funcho e vinagrete de iogurte (R$41); e salada de queijo de cabra, abóbora e castanhas, vinagrete de mel com alecrim (R$29). Rua Maria Quitéria, n° 27 – Ipanema. (21) 2267 4603

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Temporada – O bar localizado no térreo do Hotel Arpoador teve seu cardápio renovado para o verão. Além disso, as charmosas mesinhas foram espalhadas pela calçada, oferecendo atendimento exclusivo a poucos metros do mar. O chef argentino Christian Garcia está à frente da cozinha, e aposta em um cardápio leve e com muita bossa. Entre as opções de entradas, tiradito de salmão com agrião e vinagrete de maracujá com shoyu (R$42); pastel de mariscada preparado com frutos do mar refogados (R$8 cada); e salada de aspargos trufados, molho de Grana Padano e azeite trufado (R$28). Rua Francisco Bhering, n° 65, Arpoador. Tel: (21) 2523 0066.

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Complex Esquina 111 – O badalado gastrobar Complex Esquina 111 aposta em pratos leves e refrescantes para este verão. Entre as opções, salada de quinoa, com abobrinhas, berinjela, cebola roxa, amêndoas torradas e queijo coalho na chapa (R$24,50); tartare de atum com azeite de baunilha, gomos de laranja e crisps de parmesão (R$33,00); e o ceviche de peixe branco com crisps de barôa e páprica (R$37,50). Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Tel.: (21) 3256-9375.

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A nova estação pede pratos coloridos e saborosos, como o atum com tomate (R$ 25), servido com crisps de espinafre do iVenga!. Excelente opção para um “tapeo” no fim da tarde. Rua Dias Ferreira, 113/ Loja B. Leblon. Tel.: 2512-9826.

MiamMiam_Spaghetti de pupunha, camaroes, coulis de alho assado e farelo de ervas, pignoles, tomate e azeitonas_FotoRafaelWainberg_117.jpg

No Miam Miam uma das apostas para o verão é o levíssimo spaghetti de pupunha (R$ 58,80). A chef Roberta Ciasca serve o prato com camarões, coulis de alho assado, farelo de ervas, pignoles e azeitonas. De comer rezando. Rua General Góes Monteiro, 34 – Botafogo. Tel.: 2244-0125.

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O Garden, uma das casas mais tradicionais da cidade, aposta na deliciosa cavaquinha grelhada (R$ 132) como tendência de verão. É servida com molho de manteiga “café de Paris” e arroz de amêndoas. Rua Visconde de Pirajá, 631, loja B, Ipanema, Tel: 2259-3455.

Aprenda a fazer alfajor argentino em casa

3 argentina alfajorO tradicional alfajor argentino ganha uma versão tropical nas mãos do chef chocolatier Alexandre Bispo. A receita traz um toque de limão siciliano e faz parte do livro “Chocolate: Uma Paixão Mundial”, que Bispo acaba de lançar no Brasil. As 32 receitas da publicação são releituras de pratos tradicionais da culinária dos países que participam do maior torneio esportivo do mundo, a Copa do Mundo. “Foi um prazer recriar cada uma das receitas deste livro e dar a elas um gostinho de Brasil com os chocolates brasileiros da Harald”, conta Alexandre Bispo.

Alfajor de chocolate ao creme de limão siciliano (Tempo de preparo: 2 horas; rendimento: 30 alfajores)

Biscoito de chocolate – Ingredientes: 170 g ou 8 e ½ colheres (sopa) de manteiga sem sal gelada; 130 g ou 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro; 30 g ou 2 gemas; essência de baunilha a gosto;raspas de limão siciliano a gosto; 280 g ou 2 e ¼ xícaras (chá) de farinha de trigo; 240 g ou 1 e ½ xícara (chá) de amido de milho; 10 g ou 1 colher (chá) de fermento em pó; 6 g ou 1 colher (sopa) de Harald Melken Chocolate em Pó 33%; 80 ml ou 1/3 xícara (chá) de leite gelado e 10 ml ou 2 colheres (chá) de licor de laranja.

Modo de preparo: Bata a manteiga até formar um creme leve e fofo, adicione o açúcar aos poucos com a batedeira ligada e deixe até ficar esbranquiçado. Junte as gemas, uma a uma, até o creme ficar leve e misture a essência e as raspas de limão. Incorpore a farinha peneirada com o amido, o fermento e o Harald Melken em Pó 33% alternando com o leite e o licor de laranja. Passe a massa para uma mesa e sove até ficar uniforme. Forme uma bola e leve à geladeira coberta com filme plástico por 2 horas. Abra a massa entre dois plásticos até atingir 5 mm de espessura e retire o plástico de cima. Com um cortador de 5 cm de diâmetro, corte vários discos. Coloque sobre uma assadeira untada e enfarinhada e asse a 160°C até dourar. Retire e deixe esfriar.

Recheio de doce de leite com limão sicilianoIngredientes: 370 g ou 1 xícara (chá) de doce de leite em ponto de corte; 25 ml ou 1 e ½ colher (sopa) de suco de limão siciliano; raspas de limão siciliano

Modo de preparo: Na batedeira, bata o doce de leite na 1ª velocidade e junte o suco de limão aos poucos. Incorpore as raspas, leve ao fogo e deixe até formar um creme. Retire e esfrie.

Montagem: Espalhe a metade dos biscoitos sobre a mesa. Reserve. Passe o recheio para um saco de confeitar com bico perlê grosso e aplique sobre os biscoitos reservados. Cubra com o restante dos biscoitos formando os alfajores. Leve à geladeira por 30 minutos para firmar.

Cobertura – Ingredientes: 2 folhas de Harald Melken Decor Transfer de sua preferência e cortadas em quadrados de 5 cm; 500 g ou 2 e ½ xícaras (chá) de Harald Melken Chocolate Meio Amargo.

Modo de preparo: Distribua os quadrados de Harald Melken Decor Transfer sobre uma placa lisa. Reserve. Derreta e tempere o Harald Melken Meio Amargo conforme as instruções da embalagem. Com dois garfos, banhe os alfajores no chocolate temperado, deixe escorrer o excesso e, em seguida, coloque-os sobre as folhas de Harald Melken Decor Transfer. Leve à geladeira para finalizar a cristalização, remova o plástico do transfer e guarde em local protegido do calor por 12 horas para embalar ou decorar.

Uruguai muito além da parrilla

Texto e fotos: Giuliana Nogueira *
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Nos últimos anos o brasileiro descobriu seu vizinho, o Uruguai. Embora a vida para o turista seja quase tão cara quanto São Paulo, a combinação perfeita entre campo, cidade e litoral atrai bastante.
Cidades gostosas para caminhar, com boa parte da sua costa cercada por praias de água doce e ainda sim a poucos quilômetros do campo. Assim é o país, que ainda apresenta bons vinhos e boa comida.
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Com a chegada dos turistas, surgiu a inflação. Um taxista em Montevideo disse “Punta Del Este é para brasileiros e argentinos cheios de plata, não para nós.”
Comer em Punta Del Este pode sair caro, bem como se hospedar na cidade. Assim, restaurantes em cidades menores da moda têm chamado atenção dos turistas, como o La Huella em José Ignácio ou El Garzón, restaurante de Francis Mallman em Pueblo Garzón.
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As dicas a seguir não são de uma profunda conhecedora local, foi minha segunda vez no país. São dicas que consegui com uma uruguaia do ramo de restaurantes. A questão não é preço, nem lugares da moda, mas locais interessantes para descobrir um Uruguai que vai além dos famosos cortes de carne na parrilla.
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Montevideo
O Mercado de Puerto é realmente curioso, vastas opções de carnes assando na grelha em meio a um ambiente com áreas de bagunça, vale o passeio mas caminhe um pouco mais em direção ao centro para almoçar.
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Sem dúvida, um dos melhores lugares para se comer bem em Montevideo pertence a uma argentina. O Jacinto, de Lucia Soria, fica na Cidad Vieja, produz pães deliciosos e tem um menu muito bem executado a preço justo. Ambiente agradável e com um cardápio fixo incrementado por sugestões do dia, o restaurante certamente seria um sucesso em São Paulo. O risoto de beterraba com gorgonzola e nozes foi uma excelente pedida, bem como o malfati de espinafre com creme de leite fresco, amêndoas e pecorino.
A sobremesa do dia também foi uma surpresa, um mousse branco com aguaymanto (nossa conhecida como physalis), mais interessante que a torta de chocolate do cardápio fixo. Certamente, se eu voltar a Montevideo, visitarei o Jacinto (todas as fotos acima)
Trouville
Para comer a comida típica, o mega sanduíche uruguaio, o clássico chivito, vá sem dúvida o Trouville, no bairro de Pocitos. A apresentação é simples, mas a porção farta e o preço justíssimo. Provei também o pescado com manteiga negra e purê, de apresentação simples mas quantidade generosa, estava excelente (foto acima).
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Para quem vai para os lados do Hotel Carrasco, certamente será bem atendido se estiver disposto a gastar muita “plata” no restaurante do hotel, onde uma taça de vinho branco sai por 12 dólares. Se a ideia for mais econômica, de uma volta por trás do hotel, ali está a melhor empanada que provei em toda viagem e a um preço muito camarada, na rotisserie La Dos Estrellas (acima),  prove 3 ou 4 dessas pequenas delícias.
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Em Montevideo  você também pode ir ao irmão caçula, e mais econômico, do El Forno de La Barra, mas a casa não é tão bela quanto a original (foto acima).
La Barra
Próximo a Punta del Este fica a pequena praia de La Barra, seguindo o gps por uma hora onde parecia não haver nada a não ser mato, encontramos escondido o restaurante Al Forno (fotos abaixo).
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O cardápio apresenta ingredientes intrigantes trabalhados de formas pouco usual. A lasanha de centolha com abóbora chama atenção, e a Brótola (um peixe) com legumes na caixa de ferro também se saiu bem.
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Para mimar o cliente, a refeição começa com um ovo de codorna com dill e caviar. Mas vá sem pressa. Duas garçonetes são responsáveis pelo salão todo, o que é comum no Uruguai, então não se estresse.
(Leia na semana que vem a segunda parte do post sobre o Uruguai) 
Giuliana Nogueira é fotógrafa e RP da área da gastronomia

Quattro mani, otto emozioni

ASSOLUTO CIPOLLE

Chego a Roma amanhã (dia 11), mas a notícia que publico agora no blog vem lá do Brasil. Nas noites de 13 e 14 de outubro, Salvatore Loi, do Loi Ristorantino (SP), recebe o colega e conterrâneo Niko Romito, chef-proprietário do três estrelas Michelin Reale Castel di Sangro (AQ), para dois jantares a quatro mãos.

EVOLUZIONE DEL BOSCO

O menu “Quattro mani, otto emozioni”, composto por oito pratos harmonizados (veja fotos de dois deles neste post) pelo sommelier Gianni Tartari com grandes vinhos da região de Abruzzo. Parte da renda deste jantar será revertida à TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer).

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Para selar esse encontro, serão servidos vinhos DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane. Mais especificamente, rótulos especiais produzidos por pequenos produtores a partir das uvas montepulciano da região das colinas de Teramo.

Há apenas 50 convites para cada uma dessas experiências, que devem ser reservadas diretamente no Loi, pelo telefone (11) 3037-7323. O valor de cada convite é de R$ 1.250, sendo que parte da renda será revertida à TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer que, em parceria com o Hospital Santa Marcelina, oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer.

Serviço: Loi Ristorantino, Rua Doutor Melo Alves, 674, Jardim Paulista; jantares dias 13 e 14 de outubro, às 20h. Reservas: tel.: (11) 3063-0977 ou pelo site: www.table4.com.br

Fotos: divulgação

Para entrar no clima da Itália

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Para entrar no clima da Itália, minha próxima viagem, em meados de outubro (vou para Roma e Nápoles), vou falar de alguns vinhos de qualidade que a La Pastina está importando: Terre Barolo DOCG, Terre Langhe DOC Nebbiolo, Terre Dolcetto D´Alba e Terre Barbera D´Alba, disponíveis no Brasil desde agosto.

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Produzidos na vinícola Terre, propriedade familiar de mais de 120 hectares, os vinhos estão entre os mais emblemáticos de Piemonte, ao norte do país. São frutos de mais de 25 anos de tradição da vinícola, elaborados com as mais famosas castas da região de Langhe (“língua” em italiano), uma das mais importantes regiões vitivinícolas italianas.

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Langhe, uma cidade medieval fundada nos tempos da Roma Antiga, é uma área montanhosa espalhada pela Província de Cuneo, cercada por cidades como Barbaresco e Barolo, que inspiram os nomes de seus vinhos. É nos vinhedos com cerca de 300 metros de altura, esparsos entre montanhas de 400 a 500 metros, que nascem uvas como Barbera, Nebbiolo e Dolcetto, matérias-primas dos mais refinados tintos da região.

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Algumas características das bebidas:

Terre Barolo DOCG, safra: 2006, uva: Nebbiolo, tinto, 24 meses em tonéis de carvalho de Eslavônia, 14,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 168,00.

Terre Langhe DOC Nebbiolo, safra: 2010, Nebbiolo, tinto, seis meses em barricas de carvalho francês, 12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

Terre Dolcetto D´Alba, 2012, Alba, Piemonte, Dolcetto, tinto, sem estágio em carvalho,

12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 75,00.

Terre Barbera D´Alba, 2011, Alba, Piemonte, Barbera, tinto, 12 meses em barricas de carvalho de Eslavônia, 13%, 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

DOLCETTO D'ALBA DOC TERRE copy BAROLO TERRELANGHE DOC NEBBIOLO TERRE copy022748 - BARBERA D'ALBA TERRE

Serviço:

www.lapastina.com

www.emporioeat.com.br

 

Domingo em Buenos Aires

Vou fazer um post com bastante foto, certo? Um post de fotolegendas. É que estive brincado de ser fotógrafo nestes dias, na capital argentina.

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Bem, no domingo, acordei com duas ideias fixas. Uma delas era comer meia luna com doce de leite. Para quem não sabe, meia lunas são pequenos croissants que os argentinos comem no café da manhã. Para meu deleite, encontrei as ditas cujas no breakfast do hotel Vista Sol. Elas estavam fresquinhas e deliciosas, assim como o doce de leite (amo o doce argentino!).

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O outro desejo era me perder pelas ruas do bairro La Boca, entre a Calle El Caminito e adjacências. Sei que é um programa para lá de batido, mas sempre é bom andar na feirinha livre; ver a ‘galera’ chegando ao estádio de futebol La Boca, para dia de jogo; entrar nas pequenas galerias, com suas lojinhas de arte e artesanato.

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Programei o almoço para o Il Matterello, que fica a uns dez minutos do point mais movimentado do La Boca. A indicação foi feita pela Ana Maria Massochi, dos restaurantes Jacarandá, La Frontera e Martin Fierro, e pelo escritor Humberto Werneck. Ambos estiveram lá semanas antes e foram categóricos quando pedi sugestão de restaurantes.

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A casa existe no mesmo endereço há mais de 20 anos e quem cuida é uma família italiana. O clã fala em italiano entre si e os fregueses de domingo pareciam ser seus amigos. Ambiente simples e aconchegante. Na carta, massas caseiras recheadas eram o destaque. Pedi o ravióli verde recheado de verduras da época e frango desfiado. Coberto com um fio de azeite e uma camada farta de queijo pecorino, estava uma delícia. A sobremesa foi uma tortinha de pera, no estilo tartelette. Conta: 150 pesos.

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Continuei caminho pelas ruas da cidade, até a feira de San Telmo, passagem obrigatória para o turista de fim de semana em Buenos Aires. Indicação do Humberto: sorvete de doce de leite da Persico, marca que conta com unidades espalhadas por toda a cidade. Pedi de doce de leite caseiro com cobertura de doce de leite (foto), por 40 pesos a bola. Não resisti e pedi outros dois. Um de doce de leite com cookies e o terceiro de doce de leite com chocolate.

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Na rua La Defensa, que liga a praça principal em que acontece a feira e a mítica Plaza de Mayo, onde fica o palácio do governo, dezenas de lojinhas de moveis antigos, boutiques de doces e vendedores ambulantes, com suas cestas de doce, churrasco na rua, como na foto abaixo, comida de rua popular que os vizinhos chamam de choripan, ou seja, sanduíche de linguiça assada. Não resisti e pedi um sanduichinho, naturalmente.

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No caminho, vi até carrinho para venda de café, como nas cidades brasileiras (foto abaixo).

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Fechei o dia em grande estilo, com jantar no Gran Café Tortoni, casa que funciona desde o século XIX, mais precisamente desde 1858. Comi a melhor carne malpassada da minha vida. Um ojo de bife imenso, acompanhado de salada de batata. Estava delicioso. Para terminar o meu dia de clichês porteños, desci no porão do lugar para o show de tango que acontece todas as noites.

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O show é bem dirigido, bonito, tem até tango com sapateado. Não me pareceu ser caça-níquel de turista, sabe? O jantar, com coca-cola, ficou em 190 peses e o show em 200 pesos. Como o lugar aceitava reais, paguei R$ 44,00.

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Serviço:

Il Matterello: https://plus.google.com/103316934716794292114/about?gl=br&hl=pt-

http://www.persicco.com

http://www.cafetortoni.com.ar/br/

http://www.vistasolhotels.com/pt/

http://www.adventureclub.com.br/

Fotos: Antônio Carrion

Chocolate do Combu (PA), gostinho da Floresta Amazônica

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Finalmente provei o chocolate da ilha do Combu (foto abaixo), este fim de semana. O produto artesanal é feito às margens do rio Guamá, por povos ribeirinhos com o cacau forasteiro local. Este chocolate rústico vem embrulhado numa embalagem linda, com folhas de cacau e é feito por dona Nena, que beneficia dez quilos de sementes de cacau por semana.

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O chocolate que vem conquistando chefs nacionais – como o paraense Thiago Castanho, que serve doces feitos com o chocolate em seu restaurante Remanso do Bosque – e paladares gourmets é feito a partir de sementes de cacau que são selecionadas, depois fermentadas e torradas, antes de serem espremidas num espremedor caseiro de carne, o que resulta no chocolate propriamente dito, com a massa e a manteiga do cacau amalgamadas.

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O produto é 100% cacau e vem sem açúcar, o que faz com que sintamos toda a complexidade de aromas e sabores. De acordo com a tabela de sabores lançada pelo produtor baiano Diego Badaró, da Amma, pude sentir/perceber aromas florais de jasmim e gerânio; frutados de cupuaçu, frutas secas e ameixa. Pude ainda provar gostinho de macadâmia, azeitona, baunilha, cogumelo, madeira e manteiga. Mas, o que se destaca mesmo é o sabor de Floresta Amazônica. É como se cada barra fosse um naco amalgamado da floresta e sua exuberância.

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Publiquei, ontem, a foto das barras embrulhadas no instagram e muita gente veio me perguntar onde comprei as barras em São Paulo. Comprei com a Antônia (veja serviço abaixo), que vende cada barra de 100g por R$ 6,50. Pedi quatro e ela fez a entrega na minha casa. Aproveitei a iguaria de várias formas. Eu a comi pura, fiz chocolate quente, que ficou delicioso, barrinhas de chocolate ao leite e de chocolate com açúcar e sem leite. Fiz ainda brigadeiro. Embrulhado em suas folhas, com o aspecto rústico e artesanal, é um belo presente para amantes de gastronomia.

Serviço: Onde comprar os produtos – com Antônia PadvaisKas, do Empório Poitara, tel.: (11) 97310-5024 / 98344-4040

Fotos: banco de imagem e Antônio Carrion

Aprenda a fazer tacacá com a chef Mara Salles

A chef do badalado restaurante brasileiro Tordesilhas, em São Paulo, ensina a fazer tacacá, receita do Norte, um sucesso pelas ruas de Belém e de Manaus. O Tudo al dente dá em primeira mão a receita da mestre-cuca e ainda conta para você onde comprar os ingredientes típicos para o caldo. Veja aqui.

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