SalumiAmo divulga embutidos italianos no Brasil

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Presunto de Parma, mortadela de Bologna, copa, salame, pancetta. Não tem quem não goste da salumeria italiana. Pois o governo brasileiro acaba de liberar a importação desses produtos, que agora podem ser encontrados em diversos locais na capital paulista.

Ontem, fui ao almoço de apresentação da ação SalumiAmo, no Eataly SP. Lá, soube que a Italian Trade Agency [ITA Brasil], o Istituto per la Valorizzazione del Salumi Italiani e a Associazione Industriali delle Carni e dei Salumi criaram uma promoção de hoje [dia 30] a 3 de outubro, o SalumiAmo, para difundir a cultura desses produtos milenares na capital paulista.

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A programação tem degustação nos seguintes restaurantes
Dia 30/09 – Terraço Itália
Dia 1/10- Percussi; Aguzzo e Friccó
Dia 2/10- Buttina; La Madonnina Ravioli e Piselli
Dia 3/10- Spadaccino

Degustação em Pontos de Venda
Local: Eataly; Empório Santa Maria e Casa Santa Luzia
Data: 1 a 3/10
Horário: 10h às 19h

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Workshops:
Dia 30/9 – Anhembi Morumbi
Horário: 11h30 às 13h30
Dia: 30/9 – Terraço Itália
Horário: 15h30 às 17h
Dia: 1/10 – Italian Trade Agency
Horário: 10h30 às 12h

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Saiba mais sobre os produtos

Presunto cru: Resultado de uma arte secular conhecida pelos antigos romanos, o presunto cru é dos salumi mais apreciados. Os ingredientes são apenas o pernil suíno, o sal e alguns temperos, mas o produto final é apreciado em todo o mundo, pois tem aroma fragrante, sabor delicado e é pouco salgado. Mas, não se pode esquecer que o clima das localidades escolhidas para sua elaboração é o que faz toda diferença. A cura da peça pode levar mais de 24 meses

Salame: Muito saboroso, o salame é outro produto secular da salumeria, tendo sido elaborado por etruscos e romanos, e representa uma das mais antigas formas de conservação da carne. Hoje, há variados tipos do embutido, de acordo com a região, que se diferenciam pela maneira de moer a carne, pelas especiarias e ingredientes que levam (alho, pimenta do reino, sementes de erva-doce, vinho), o que contribui para dar a cada um deles personalidade única.

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Copa: Também conhecida como capocollo, a copa é bastante tradicional na Itália e tem uma grande gama de sabores. Seu nome está diretamente ligado à região dorsal do porco, da qual é obtida. A técnica para produzi-la é única e lembra a do presunto cru e do salame, igualmente com sal, pimenta e especiarias. O tempo de cura é que determina o tipo de produto – seis meses para a copa, 100 dias para a capocollo.

Mortadela: Outro produto da salumeria italiana de origem secular, a mortadela tem um perfume inconfundível, em razão das especiarias, sabor intenso e bem equilibrado pela presença do toucinho, que confere uma doçura toda especial a este produto. A mortadela é resultado de uma combinação de carnes suínas selecionadas à qual se adiciona toucinho em cubos.  O produto tem alto valor nutricional, pouco sal e é uma boa fonte de proteínas nobres, sais minerais e vitaminas do grupo B.

Zampone e Cotechino: A diferença entre estes dois produtos de Modena está basicamente na forma como são embutidos – o zampone na pata do porco e o cotechino, na pele. A origem de ambos remonta aos primórdios do século 15, confirmada por numerosas referências literárias, quando a população de Mirandola, na província de Modena, decidiu embutir as carnes na pele e na pata do porco durante um assédio à cidade pelas tropas do Papa Giulio II, em 1511. Hoje, muitos comuns, podem ser encontrados crus ou pré-cozidos e em qualquer época do ano, apesar de serem mais consumidos no final do ano com o símbolo de boa sorte.

Presunto Cozido: produto relativamente novo e que, rapidamente, conquistou o paladar dos italianos, o presunto cozido é um dos salumi mais apreciados e vendidos em razão de seu sabor delicado – levemente doce e de perfume agradável, com toque de especiarias – e consistência macia. O grande diferencial do presunto cozido italiano está relacionado à matéria-prima e sua aromatização, a tecnologia de processamento e formas de cozimento. É um alimento rico em proteínas nobres e vitamina B1, além de reduzido teor de sódio e gorduras.

Speck: Quando se fala em speck, na Itália ou fora dela, todos sabem que se está falando do pernil de porco desossado, levemente salgado e aromatizado. Este é um produto fundamental na alimentação do Alto Adige, no extremo norte, mas difundiu-se por todo o país e além dos Alpes. Se traduzido do alemão, speck significa banha, o que, realmente, não o define, pois em sua preparação utilizam-se os pernis, que combinam de maneira uniforme parte magras e com gordura. O speck do Alto Adige é controlado por um consórcio, que verifica e controla seu nível de qualidade. Os produtos aprovados são marcados a fogo.

Pancettapresente à mesa dos antigos longobardos, a pancetta é reconhecida por sua versatilidade na cozinha. Ela é derivada da barriga do porco, que combina partes magras e gordura, o que acaba produzindo um agradável efeito estriado. Seu processo de produção inclui salga, aromatização, descanso e cura por pelo menos três meses. A pancetta se apresenta de várias formas – cilíndrica ou enrolada, alongada ou achatada, além de uma versão defumada.

Mais Informações: salumiamobrasil.com.br

Fotos: Divulgação

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Cerveja Barong

Amma lança cerveja

A marca de chocolates baiana Amma acaba de lançar a Barong, sua primeira cerveja (R$ 20; 300 ml). A bebida é adoçada com Gula Merah (açúcar da seiva do coqueiro) e é levemente caramelizada. Estive no happy hour de lançamento, que foi um barato. Comida e bebida da maior qualidade, como não poderia deixar de ser. Fã de carteirinha do trabalho do Diego Badaró, criador da marca de chocolates, eu adorei.

Serviço: Al. Ministro Rocha Azevedo, 1052, Jardim Paulista, tel. 3068-0240. Ter. a sex.: 10h às 19h. Sáb.: 10h30 às 19h

Foto: Divulgação

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Cacau e algo a mais…

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A marca de chocolate baiana Amma apresenta ao público quatro versões de suas tradicionais barras: Qah’wa (café) – 60% cacau; Gula Merah (Açúcar de coco) – 70% cacau; Nibirus (nibs de cacau) – 75% cacau e Flor do Mar (Flor de Sal) – 75% cacau.

Diego Badaró, sócio da marca falou com o Tudo al dente: “Criei as barras com café, nibs de cacau e sal do Ceará, pois quero trabalhar com os sabores tropicais e com a força de nossa biodiversidade. O Qah’wa é uma perfeita harmonização do café com o cacau. O Gula Merah é feito com o açúcar mais antigo da humanidade e de menor índice glicêmico entre todos os açucares. A seiva é retirada das flores do coqueiro nas primeiras horas da manhã. A barra Nibirus é a união da acidez do nibs com o frutado do cacau. O Flor da Mar, mistura o chocolate com uma nuvem de Flor do sal do Ceará, mareando o sabor. O equilíbrio entre esses elementos: flor do sal, açúcar da flor do coco, grão de café, pimenta aroeira (rosa) e nibs (pedaços crocantes de amêndoa de cacau torrada), é o que busco imprimir nos nossos chocolates. Uma experiência que amplie os limites do paladar e que imprima a riqueza dos sabores tropicais, em nome da defesa de nosso maior patrimônio: as florestas brasileiras.”

Chocolate do Combu (PA), gostinho da Floresta Amazônica

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Finalmente provei o chocolate da ilha do Combu (foto abaixo), este fim de semana. O produto artesanal é feito às margens do rio Guamá, por povos ribeirinhos com o cacau forasteiro local. Este chocolate rústico vem embrulhado numa embalagem linda, com folhas de cacau e é feito por dona Nena, que beneficia dez quilos de sementes de cacau por semana.

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O chocolate que vem conquistando chefs nacionais – como o paraense Thiago Castanho, que serve doces feitos com o chocolate em seu restaurante Remanso do Bosque – e paladares gourmets é feito a partir de sementes de cacau que são selecionadas, depois fermentadas e torradas, antes de serem espremidas num espremedor caseiro de carne, o que resulta no chocolate propriamente dito, com a massa e a manteiga do cacau amalgamadas.

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O produto é 100% cacau e vem sem açúcar, o que faz com que sintamos toda a complexidade de aromas e sabores. De acordo com a tabela de sabores lançada pelo produtor baiano Diego Badaró, da Amma, pude sentir/perceber aromas florais de jasmim e gerânio; frutados de cupuaçu, frutas secas e ameixa. Pude ainda provar gostinho de macadâmia, azeitona, baunilha, cogumelo, madeira e manteiga. Mas, o que se destaca mesmo é o sabor de Floresta Amazônica. É como se cada barra fosse um naco amalgamado da floresta e sua exuberância.

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Publiquei, ontem, a foto das barras embrulhadas no instagram e muita gente veio me perguntar onde comprei as barras em São Paulo. Comprei com a Antônia (veja serviço abaixo), que vende cada barra de 100g por R$ 6,50. Pedi quatro e ela fez a entrega na minha casa. Aproveitei a iguaria de várias formas. Eu a comi pura, fiz chocolate quente, que ficou delicioso, barrinhas de chocolate ao leite e de chocolate com açúcar e sem leite. Fiz ainda brigadeiro. Embrulhado em suas folhas, com o aspecto rústico e artesanal, é um belo presente para amantes de gastronomia.

Serviço: Onde comprar os produtos – com Antônia PadvaisKas, do Empório Poitara, tel.: (11) 97310-5024 / 98344-4040

Fotos: banco de imagem e Antônio Carrion