La Frontera e seu novo cardápio

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A querida restauratrice Ana Maria Massochi e o chef Filipe Freitas apresentaram nas últimas semanas o novo cardápio do La Frontera, casa que acaba de completar dez anos de existência. O novo menu mantém alguns clássicos e propõe novidades que reafirmam a influência porteña no cardápio. Entre as entradas o carpaccio de bife de chorizo com mostarda da casa, rúcula e parmesão (R$39) e os ceviche de peixe branco com leite de coco, aji, milho e batata doce grelhada (R$38).
Já nos principais, dois novos cortes de carne fazem sucesso ao lado clássicos ojo, chorizo e paleta de leitão; são o vazio grelhado com mandioquinha e molho romesco (R$67) e o carré de cordeiro com gratin de abóbora, tomate assado e salsa verde (R$98). Para quem prefere o mar a terra, o polvo a la plancha com batata doce, cebola, pimentão, tomate e aïoli (R$75) é uma boa pedida.
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Já o menu de sobremesa chega completamente renovado com assinatura do confeiteiro Rafael Protti (ex-Tuju). Do Tiramisù Clássico (R$ 22), a releituras que ganham um toque de rusticidades característico da cozinha da casa, como o profiteroles recheados com sorvete de doce de leite servido com molho de chocolate belga (R$ 22), o abacaxi lentamente grelhado com babá à cachaça e chantilly (R$ 19), a panna Cotta de limão siciliano com creme cítrico de iogurte e frutas vermelhas frescas (R$ 21) e as ameixas frescas grelhadas e assadas com untuoso creme de baunilha batido e crocante de amêndoas (R$ 21) todas ganham leveza na execução de Rafael Protti (na foto com Ana).
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A casa aproveita a mudança para apresentar a nova carta de vinhos elaborada pela sommelier Camila Ciganda, que já recebeu o premio de melhor carta de vinhos da Revista Prazeres da Mesa este ano pelo trabalho feito junto ao Martin Fierro. Outra novidade é que além de contar com novas opções de 120ml a preço especial durante o almoço executivo, agora os clientes também podem levar para casa vinhos selecionados pela sommelier a preço especial, entre eles o branco argentino Miras Semillion (R$72) e os tintos Pipeño Pais (R$74) e Cabildo Abierto Malbec/Syrah (R$48), ambos chilenos.
 Serviço:
Restaurante La Frontera, Rua Cel José Eusébio, 105 – Consolação, tel.: (11) 3159-1197
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Aprenda a fazer alfajor argentino

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A receita é da Harald Chocolates. O tempo de preparo mé de 1h30, o rendimento é de 18 a 20 alfajores.

Ingredientes Massa: 1 e ½ xícara (chá) de farinha de trigo; 1 e ½ xícara (chá) de amido de milho, ½ colher (chá) de fermento químico;  ½ xícara (chá) de açúcar;  1 xícara (chá) de manteiga (200 g); 1 gema; 1 colher (chá) de essência de baunilha. Recheio: 1 lata de leite condensado; 2 minirretângulos de chocolate ao leite (100 g). Cobertura: 2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro impalpável.

Modo de preparo Massa: peneire a farinha, o amido e o fermento. Reserve. Numa batedeira, bata o açúcar com a manteiga e a gema até obter um creme esbranquiçado. Retire da batedeira, junte os ingredientes peneirados e amasse até obter uma massa lisa, homogênea e que solte das mãos. Embale em filme plástico e leve à geladeira por 30 minutos. Com um rolo, abra a massa entre duas folhas de plástico e corte a massa com cortador de 6 cm de diâmetro. Arrume em assadeiras, deixando espaço entre elas. Asse em forno médio (180ºC), preaquecido, por cerca de 15 minutos ou até dourar a base. Retire e espere esfriar. Recheio: em uma panela, junte o leite condensado e o chocolate ao leite picado. Leve ao fogo baixo e, mexendo sempre, deixe até soltar do fundo da panela. Passe para um prato untado e deixe esfriar. Montagem: distribua o recheio em metade dos biscoitos e uma com o outro, formando um casadinho. Passe no açúcar de confeiteiro Impalpável e retire o excesso. Embale com papel celofane, depois com papel crepom e finalize com um bonito laço com fita de cetim. Dica: se desejar, banhe os alfajores em 400 g de chocolate ao leite derretido e temperado conforme as instruções da embalagem.

Serviço: http://www.harald.com.br

Foto: divulgação

 

Domingo em Buenos Aires

Vou fazer um post com bastante foto, certo? Um post de fotolegendas. É que estive brincado de ser fotógrafo nestes dias, na capital argentina.

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Bem, no domingo, acordei com duas ideias fixas. Uma delas era comer meia luna com doce de leite. Para quem não sabe, meia lunas são pequenos croissants que os argentinos comem no café da manhã. Para meu deleite, encontrei as ditas cujas no breakfast do hotel Vista Sol. Elas estavam fresquinhas e deliciosas, assim como o doce de leite (amo o doce argentino!).

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O outro desejo era me perder pelas ruas do bairro La Boca, entre a Calle El Caminito e adjacências. Sei que é um programa para lá de batido, mas sempre é bom andar na feirinha livre; ver a ‘galera’ chegando ao estádio de futebol La Boca, para dia de jogo; entrar nas pequenas galerias, com suas lojinhas de arte e artesanato.

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Programei o almoço para o Il Matterello, que fica a uns dez minutos do point mais movimentado do La Boca. A indicação foi feita pela Ana Maria Massochi, dos restaurantes Jacarandá, La Frontera e Martin Fierro, e pelo escritor Humberto Werneck. Ambos estiveram lá semanas antes e foram categóricos quando pedi sugestão de restaurantes.

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A casa existe no mesmo endereço há mais de 20 anos e quem cuida é uma família italiana. O clã fala em italiano entre si e os fregueses de domingo pareciam ser seus amigos. Ambiente simples e aconchegante. Na carta, massas caseiras recheadas eram o destaque. Pedi o ravióli verde recheado de verduras da época e frango desfiado. Coberto com um fio de azeite e uma camada farta de queijo pecorino, estava uma delícia. A sobremesa foi uma tortinha de pera, no estilo tartelette. Conta: 150 pesos.

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Continuei caminho pelas ruas da cidade, até a feira de San Telmo, passagem obrigatória para o turista de fim de semana em Buenos Aires. Indicação do Humberto: sorvete de doce de leite da Persico, marca que conta com unidades espalhadas por toda a cidade. Pedi de doce de leite caseiro com cobertura de doce de leite (foto), por 40 pesos a bola. Não resisti e pedi outros dois. Um de doce de leite com cookies e o terceiro de doce de leite com chocolate.

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Na rua La Defensa, que liga a praça principal em que acontece a feira e a mítica Plaza de Mayo, onde fica o palácio do governo, dezenas de lojinhas de moveis antigos, boutiques de doces e vendedores ambulantes, com suas cestas de doce, churrasco na rua, como na foto abaixo, comida de rua popular que os vizinhos chamam de choripan, ou seja, sanduíche de linguiça assada. Não resisti e pedi um sanduichinho, naturalmente.

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No caminho, vi até carrinho para venda de café, como nas cidades brasileiras (foto abaixo).

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Fechei o dia em grande estilo, com jantar no Gran Café Tortoni, casa que funciona desde o século XIX, mais precisamente desde 1858. Comi a melhor carne malpassada da minha vida. Um ojo de bife imenso, acompanhado de salada de batata. Estava delicioso. Para terminar o meu dia de clichês porteños, desci no porão do lugar para o show de tango que acontece todas as noites.

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O show é bem dirigido, bonito, tem até tango com sapateado. Não me pareceu ser caça-níquel de turista, sabe? O jantar, com coca-cola, ficou em 190 peses e o show em 200 pesos. Como o lugar aceitava reais, paguei R$ 44,00.

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Serviço:

Il Matterello: https://plus.google.com/103316934716794292114/about?gl=br&hl=pt-

http://www.persicco.com

http://www.cafetortoni.com.ar/br/

http://www.vistasolhotels.com/pt/

http://www.adventureclub.com.br/

Fotos: Antônio Carrion