Azeite chileno “Pequenas Partilhas Meio Dia”, uma delícia

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Fazia tempo que não falava de produtos no blog. Hoje provei o azeite extra virgem Pequenas Partilhas Meio Dia. Amei. Coloquei um pouco na palma da mão e, ao prová-lo, foi como se estivesse num daqueles hangares ao lado de um campo de oliveiras. O produto é fresco, picante;  foi como se provasse um suco de azeitonas. Na verdade, para quem não sabe, azeite extra virgem é exatamente um suco de azeitonas. Por isso é importante escolher azeites novos no supermercado (quanto mais recente o engarrafamento, melhor).

O Pequenas Partilhas Meio Dia – nome bonito, né? – é elaborado no Chile e importado com exclusividade pela Aurora para compor sua linha de produtos selecionados da América do Sul. Foi lançado há cerca de um ano no Brasil e acaba de receber menção honrosa, na categoria frutado médio, no 20º Concurso Internacional de Azeites Extra Virgens, promovido pelo Enohobby Clube Colinas Malatesta, na Itália.

A competição tem o apoio da Região de Marche, Unaprol Consórcio de Oliva Italiano e Coldiretti Marche, com patrocínio do Ministério da Agricultura, Alimentação e Florestas da Itália. Fundado nos anos 70, o Enohobby Clube Colinas Malatesta tem várias representações em diferentes regiões da Itália e tornou-se importante propagador da qualidade de produtos agrícolas locais, como vinhos e azeites, organizando diferentes concursos e atividades culturais.

A competição internacional de azeites extra virgens segue rigorosamente as normas de avaliação, às cegas, com bancas examinadoras compostas de provadores de todas as regiões italianas, inscritos na lista do Ministério e pertencentes a diferentes associações de degustadores.

O azeite integra a linha “Notáveis da América”, composta por quatro vinhos tintos varietais, elaborados pela Vinícola Aurora com uvas emblemáticas de países produtores da América do Sul, com vinícolas parceiras no Chile (Carmanère), Uruguai (Tannat) e na Argentina (Malbec), além da Cabernet Franc do Brasil. O azeite em questão é elaborado com as variedades Picual e Arbequina, no Vale do Maule, no Chile, e é comercializado em embalagem de vidro de 500ml.

Serviço: www.vinicolaaurora.com.br

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Azeite, o queridinho de todos nós

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Diz-se, por aí, que o melhor óleo para cozinhar e fritar é o azeite.
Não é à toa que esse é o ingrediente mais indicado por chefs famosos e gastrônomos. Eles reconhecem que por trás de um azeite, há mais detalhes do que imagina nosso limitado conhecimento gastronômico.

Azeite ou óleo de oliva? O azeite de oliva é o suco da azeitona, um fruto das oliveiras, que, nos
dias atuais, é cultivada em quase todo mundo, com produções bem sucedidas em países como Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Tunísia, Chile e, mais recente, Brasil.

Segundo instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, são classificados como azeites os produtos obtidos, exclusivamente, do fruto da oliveira – a olea europeia.

Isso significa que constatada, nas análises físico-químicas do Ministério da Agricultura, a presença de outros óleos não provenientes do fruto da oliveira no azeite de oliva, o produto será considerado desclassificado.

Foi o caso recente das marcas Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Pramesa, cuja análise de qualidade comprovou adulteração; ou seja, não são todas marcas que têm apenas o óleo proveniente da azeitona.

Mas, afinal, qual azeite comprar?

Na avaliação da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), embalagens escuras tendem a conservar melhor o azeite. É o caso da marca portuguesa Vila Verde, disponível em renomados restaurantes e empórios e na loja virtual Guimart no Brasil, cuja alta qualidade também é determinada por outros aspectos como sabor e aroma, além da lata escura.

Os requisitos de qualidade do azeite de oliva são também definidos em função do percentual de acidez livre, índice de peróxidos e da extinção específica no ultravioleta, conforme prevê a instrução normativa de 2012 do Ministério da Agricultura.

Vários fatores influenciam, porém, a acidez: maturação, estocagem da azeitona, ação enzimática, qualidade da azeitona e tipo de extração do azeite – se mecânica ou por solvente e refino.

Segundo a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), qualquer manipulação errada da azeitona durante a extração pode facilitar a ação das lipases, aumentando a acidez. A acidez, portanto, é consequência das azeitonas não estarem em perfeitas condições ou da
utilização de embalagens erradas para o azeite.

“Na culinária portuguesa, no preparo de alimentos quentes, ninguém abre mão de um azeite puro ou tipo único, que, na verdade, tem mais sabor que o extra virgem. Nem sempre um azeite com 0,3% de acidez é melhor do que um que tenha 1%”, afirma o gastrônomo Fábio Guimarães, diretor da FGX/Guimart.

Outra recomendação relevante diz respeito ao tamanho das embalagens: esqueça garrafas transparentes de um litro e opte sempre por embalagens menores.

Consumo de azeite no Brasil

O aumento significativo do consumo de azeite no Brasil, nos últimos anos, foi impulsionado pelas divulgações recentes dos benefícios da dieta mediterrânea para a saúde.

O desafio, porém, é a incorporação dos azeites de qualidade na alimentação, já que, em alguns casos, os custos envolvidos estão acima do esperado.

A conscientização do consumidor quanto à qualidade do azeite e a escolha por embalagens escuras ou latas é outro desafio. Selecionar marcas com cuidado e prestar atenção na cor, rótulo e grau de acidez são maneiras de identificar defeitos no azeite.

Azeitando a vida

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Vezenquando, Laura Reinas, do Azeite seu dia, ministra cursos sobre o ouro líquido do Mediterrâneo, em que aborda história do azeite de oliva, olivas ao redor do mundo, extração do azeite de oliva, produção, análise de qualidade, categorias de azeite e uso na medicina. Para o Tudo al Dente ela dá dicas para escolher um bom produto, e ainda nos passa uma receita. Não perca!

Como escolher o azeite no supermercado? Poderia dar três dicas? Escolher sempre garrafas de vidro escuras ou lata de aço.Checar se é um azeite novo, azeite quanto mais novo melhor!E, sempre que possível, comprar extra virgem. Eles são melhores para nosso corpo, e embora um pouco mais caros, valem a pena o investimento. É nossa saúde em jogo.

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O que fazer, sabendo-se que muitos dos que se dizem extra virgens não o são? Procure olhar o índice de peróxido, que deve ser Menor ou Igual a 20 mEq/Kg. Esse índice de peroxido ajuda a ver se o azeite está oxidado. Acime de 20 devemos suspeitar! Acidez entre 0,1-0,8%. E delta K Menor ou Igual a 0,01. Essas 3 informações devem estar combinadas, senão ele é um produto adulterado.

Como o consumidor pode se livrar das enganações? Indo atrás de informações nos rótulos, procurando sobre o produto na internet ou com profissionais da área. O ideal é suspeitar de produtos muito baratos. O azeite vem de uma árvore que só produz 1 vez por ano, e uma árvore normalmente produz o suficiente para 750ml de azeite bom por vez, é razoável desconfiar que uma garrafa custe só 8 reais, sendo que tem todo um trabalho de um ano, além de uma árvore que foi bem cuidada, por trás do valor.

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Poderia dar uma sugestão de consumo (receita) fácil, rápida e saudável? Gosto muito da receita de Gazpacho: Escolhi a do Checho Gonzales, por ser uma das minhas versões favoritas.

Receita (Tempo de preparo, 12h; Rendimento, 4 porções)

Ingredientes:  10 tomates maduros, 1 pepino, 1 pimentão vermelho pequeno, 1 colher de sopa de vinagre, 1 colher de café de cominho, pimenta do reino em grãos a gosto, 2 dentes de alho, 100ml de azeite de oliva, 1/2 taça de vinho branco, 1 pão francês amanhecido, Água para cobrir, Sal a gosto.

Modo de fazer: Corte o tomate em quatro pedaços e despreze a parte branca central. Descasque o pepino e corte-o em cubos. Pique também o pimentão e descarte as sementes e a parte branca. Junte esses ingredientes em uma vasilha, acrescente o vinagre, o cominho, a pimenta, o alho, o azeite e o vinho. Ajuste o sal e, por último, junte o pão amanhecido fatiado. Despeje a água até cobrir todos os ingredientes. Leve à geladeira para descansar durante uma noite. No dia seguinte, retire da geladeira, escoe o caldo e reserve-o. Bata os ingredientes no liquidificador, acerte os temperos e acrescente aos poucos o caldo. Pode-se passar o caldo na peneira, mas ficará menos encorpado e não tão saboroso.

 Serviço: http://www.azeiteseudia.com.br/