Destaque da semana: Festival Tempero Bahia, em Salvador

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Estou voltando de Salvador, onde participei do festival Tempero Bahia, que nasceu a partir do já tradicional Tempero do Forte. A festança ocorre na capital do estado até domingo que vem (dia 24). Para a primeira edição, o tema escolhido foi “Baía de Todos os Santos – da carne de fumeiro aos frutos do mar”.

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A festa reuniu 25 restaurantes, de Stella Maris ao Centro Histórico, que criaram pratos que valorizam ingredientes locais. Ocorreu também no Passeio Público, uma charmosa praça do século XIX, com música, arte, artesanato, produtos da terra, comidinhas da Bahia e aulas de gastronomia brasileira.

ANA

Assim que cheguei, no sábado, fui conhecer a Casa de Tereza, da chef Tereza Paim, que fica num casarão incrível, no coração do Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade. Nunca tinha ido ao belo restaurante da Tereza.  Ainda não conhecia o local, que é lindo de morrer e tem pratos incríveis, como a moqueca Ana Bueno, que provei ontem, e que traz peixes e camarões, além de outros frutos do mar e banana da terra. Por falar em Ana Bueno e em banana da terra, a chef de Paraty cozinhou na Casa de Tereza, durante os dias iniciais do festival. O prato chamado “De Aninha para Tereza”trazia quinua, camarões, uma telha de acarajé e espuma de vatapá. Pensa num acarajé descontraído. O prato tinha sabor do quitute mais conhecido da Bahia, mas com apresentação criativa. Estava delicioso.

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No sábado, almocei tres vezes. Chez Tereza, depois no italiano Bela Napoli, onde comi um levíssimo e delicioso Ravioli de Fumeiro com cebola caramelizada, musselina de banana da terra e queijo coalho grelhado. Mais tarde, fui ao Mistura, que tem uma das mais belas vistas para a Baia de Todos os Santos, que recebeu Andrea Ribeiro (RJ) e Elismar Anselmo (SE). A dupla apresentou Arroz de São Francisco do Conde, prato do Recôncavo, com aratu, camarão e carapeba, com vinagrete de andu e farofinha crocante de beiju com dendê. Pensa numa mistura de sabores deliciosa, crocante, a cara da Bahia.

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Um dos destaques no Passeio Público, além das aulas der gastronomia com cgefds como César Santos, de Olinda, foram shows, entre eles, da Orquestra Paulista de Viola Caipira, uma beleza.

Ainda dei sorte e peguei o coquetel da Boa Lembrança – organização que tem como símbolo aqueles pratos lindos – no hotel Sheraton, na capital baiana. Enfim, um fim de semana maravilhoso.

 

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Cacau e algo a mais…

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A marca de chocolate baiana Amma apresenta ao público quatro versões de suas tradicionais barras: Qah’wa (café) – 60% cacau; Gula Merah (Açúcar de coco) – 70% cacau; Nibirus (nibs de cacau) – 75% cacau e Flor do Mar (Flor de Sal) – 75% cacau.

Diego Badaró, sócio da marca falou com o Tudo al dente: “Criei as barras com café, nibs de cacau e sal do Ceará, pois quero trabalhar com os sabores tropicais e com a força de nossa biodiversidade. O Qah’wa é uma perfeita harmonização do café com o cacau. O Gula Merah é feito com o açúcar mais antigo da humanidade e de menor índice glicêmico entre todos os açucares. A seiva é retirada das flores do coqueiro nas primeiras horas da manhã. A barra Nibirus é a união da acidez do nibs com o frutado do cacau. O Flor da Mar, mistura o chocolate com uma nuvem de Flor do sal do Ceará, mareando o sabor. O equilíbrio entre esses elementos: flor do sal, açúcar da flor do coco, grão de café, pimenta aroeira (rosa) e nibs (pedaços crocantes de amêndoa de cacau torrada), é o que busco imprimir nos nossos chocolates. Uma experiência que amplie os limites do paladar e que imprima a riqueza dos sabores tropicais, em nome da defesa de nosso maior patrimônio: as florestas brasileiras.”