Azeite chileno “Pequenas Partilhas Meio Dia”, uma delícia

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Fazia tempo que não falava de produtos no blog. Hoje provei o azeite extra virgem Pequenas Partilhas Meio Dia. Amei. Coloquei um pouco na palma da mão e, ao prová-lo, foi como se estivesse num daqueles hangares ao lado de um campo de oliveiras. O produto é fresco, picante;  foi como se provasse um suco de azeitonas. Na verdade, para quem não sabe, azeite extra virgem é exatamente um suco de azeitonas. Por isso é importante escolher azeites novos no supermercado (quanto mais recente o engarrafamento, melhor).

O Pequenas Partilhas Meio Dia – nome bonito, né? – é elaborado no Chile e importado com exclusividade pela Aurora para compor sua linha de produtos selecionados da América do Sul. Foi lançado há cerca de um ano no Brasil e acaba de receber menção honrosa, na categoria frutado médio, no 20º Concurso Internacional de Azeites Extra Virgens, promovido pelo Enohobby Clube Colinas Malatesta, na Itália.

A competição tem o apoio da Região de Marche, Unaprol Consórcio de Oliva Italiano e Coldiretti Marche, com patrocínio do Ministério da Agricultura, Alimentação e Florestas da Itália. Fundado nos anos 70, o Enohobby Clube Colinas Malatesta tem várias representações em diferentes regiões da Itália e tornou-se importante propagador da qualidade de produtos agrícolas locais, como vinhos e azeites, organizando diferentes concursos e atividades culturais.

A competição internacional de azeites extra virgens segue rigorosamente as normas de avaliação, às cegas, com bancas examinadoras compostas de provadores de todas as regiões italianas, inscritos na lista do Ministério e pertencentes a diferentes associações de degustadores.

O azeite integra a linha “Notáveis da América”, composta por quatro vinhos tintos varietais, elaborados pela Vinícola Aurora com uvas emblemáticas de países produtores da América do Sul, com vinícolas parceiras no Chile (Carmanère), Uruguai (Tannat) e na Argentina (Malbec), além da Cabernet Franc do Brasil. O azeite em questão é elaborado com as variedades Picual e Arbequina, no Vale do Maule, no Chile, e é comercializado em embalagem de vidro de 500ml.

Serviço: www.vinicolaaurora.com.br

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Lambisgoia é a nova casa de Renata Vanzetto na Ilhabela

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Lambisgoia, novo bar da chef Renata Vanzetto, acaba de ser aberto na Ilhabela. O bar, conforme a chef, tem cara de Grécia e sotaque caiçara.

A ideia do lugar é enfiar o pé na areia (apesar do espaço não estar de frente para a praia) e se jogar simultaneamente nos almofadões dentro de uma das canoas desgastadas pelo mar e no menu criado sob medida por Renata.

No cardápio, comece pelas friturebas, como os Quéti Quéti, porção com meia dúzia de croquetes de carne com toque de pimenta síria e dip de coalhada seca com hortelã (R$ 24), a Pois Pois, de bolinhos de bacalhau com azeitonas pretas e molhinho de tomate picante (R$ 25), e a Croc Croc, com lulas à dorê e maionese caseira de páprica defumada (R$ 30).

Da Feira vêm pasteizinhos de carne com ovo e azeitonas, creme de queijo da vovó Cida e de brie com cebola caramelizada (R$ 18 a porção com quatro unidades e potinho de vinagrete especial). E, nas xícaras de chá, chegam caldinho de peixe com folha de limão (R$ 12).

Nas entradas frias, há o MeGusta (ceviche clássico com toque de coentro, milho e pimenta dedo de moça, R$ 29) e a salada grega (pepino, tomate, cebola roxa, orégano, azeitona preta e queijo de cabra, R$ 30).

Há ainda sanduíches como o Hot Hot (pão, picadinho e molho de tomate rústico, R$ 17) e o Lambisgoio (pão, frango frito crocante, picles de cenoura e maionese de páprica, R$ 25) e o Crazy Pernil (pão, pernil, agrião, cebola caramelizada e mostarda dijon, R$ 24).

Da carta de drinques chamam atenção o Renata la loca (cerveja com tequila, limão e pimenta seca, R$ 18), o Rejane la loca (vodka, licor de framboesa, gelo, morango e manjericão, R$ 22), o Aline la loca (gin com suco de caju, gelo e limão cravo, R$ 25) e o Silvia la loca (Mojito de hortelã e frutas – sem álcool, R$ 17).

Lançamento de ‘Paris-Brest’ em Pinhal, festa boa!

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Dias atrás, levei meu ‘Paris-Brest’ a Pinhal. A festa de lançamento aconteceu na linda Pousada Villa do Poeta, uma noite linda, serena, que se estendeu dos cômodos do casarão, à galeria de arte, no espaço anexo, e ao jardim dos fundos da hospedaria.

Revi amigos queridos, que não via há muito, muito tempo. Mari Giardini e Zé Roberto Martinelli, por exemplo. Conheci uma parente, Elena Brando, cujo pai era primo da minha avó Ondina.

Para receber os amigos, minha irmã, Aline, fez espetinhos de queijo da Serra da Canastra com manjericão e tomate cereja, temperados com azeite e flor de sal. Não podia deixar esta iguaria de fora. Um capítulo inteiro de ‘Paris-Brest’ é sobre esta joia da gastronomia, o sal quero dizer.

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Servi também cuscuz marroquino com ratatouille tradicional, receitas que aparecem no livro. O cuscuz é marroquino, mas todo mundo que já visitou a França sabe que por lá o prato é mania nacional. A receita de ratatouille é do amigo Maxime Crahe, que usa uma pitada de açúcar e outra de canela em pó. Incrível como a canela dá um sabor adocicado, um tanto exótico.

Falando em adocicado, ouvi do amigo Kiko Sucupira – também presente no evento – que meu livro é agridoce, e gostei! É isso mesmo. É uma obra completamente solar, apesar de trazer críticas aqui e ali sobre o modo de vida francês, sobre tudo o que vivi e provei no país.

Para completar a festa, João Staut, da Opção Trattoria, conseguiu com a vinícola Casa Verrone, de Divinolândia, garrafas de vinho rosé (que os franceses tanto gostam) e de espumantes geladíssimos, que fizeram da festa uma festa ainda melhor.

A produção dessas bebidas faz parte da ‘nova era’ do vinho nacional produzido em São Paulo  e Minas Gerais. Todo mundo elogiou tanto, que vou fazer um post sobre a produção da Casa Verrone.

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Deixo aqui meu agradecimento às pessoas que fizeram a festa acontecer: Tina Salles – a anfitriã, proprietária da Villa do Poeta – João Staut, Aline Staut. Quero ainda agradecer a todos os amigos que estiveram presentes. Exultei! Agradeço também ao jornalista Luiz Fernando e ao Claudiney, que fizeram matéria para a APTV. E aproveito para avisar que o livro está sendo vendido em Pinhal, na recepção da Villa do Poeta.

Uma grande semana a todos!

 

Veja os melhores do mundo da gastronomia, no Brasil

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Pelo 13º ano consecutivo, a revista Prazeres da Mesa premiou os melhores do ano no mundo da gastronomia. Chefs, críticos, estudiosos e especialistas da gastronomia indicaram os finalistas, eleitos em votação popular. Foram 22.174 votos válidos. Veja a lista completa abaixo:

Personalidade da Gastronomia:  Raul Anselmo Randon (O empresário faz parte daquele time que poderia estar aposentado e apenas curtindo tudo o que construiu. Porém, Raul Anselmo Randon pertence ao grupo de pessoas que sente prazer em fazer, criar e inovar. O grupo Randon engloba dez empresas, entre elas uma das maiores fabricantes mundiais de carrocerias de caminhão e de implementos agrícolas. Mas aqui ele é premiado pelas contribuições para a boa mesa. Começa por excelente produção de maçãs, passa pelos vinhos RAR, que elabora em parceria com a vinícola Miolo, na qual é um dos sócios e chega aos queijos. Produtor de um excelente grano padano, ele se prepara para colocar no mercado um parmesão cheio de estilo).

Responsabilidade Social: Instituto ATÁ (Há três anos, Alex Atala e um grupo de apoiadores resolveram criar um instituto para fortalecer as cadeias produtivas dos alimentos provenientes da biodiversidade brasileira. O Instituto Atá cerrou fileira em projetos emblemáticos que definiram um modo operacional, que pode de fato impactar positivamente as cadeias de produção e comercialização de produtos provenientes de comunidades indígenas e tradicionais).

Chef do Ano: Jefferson Rueda (A Casa do Porco Bar, São Paulo, SP) – foto acima

Outros finalistas
André Saburó (Quina do Futuro, Recife, PE)
Daniel Redondo (Maní, São Paulo, SP)
Leonardo Paixão (Glouton, Belo Horizonte, MG)
Rafa Costa e Silva (Lasai, Rio de Janeiro, RJ)

Chef Revelação: Rodolfo de Santis (Nino Cucina, São Paulo, SP)

Outros finalistas
Ivan Ralston (Tuju, São Paulo, SP)
Lui Veronese (CRU – Balcão Criativo, Brasília, DF)
Marcelo Schambeck (Del Barbiere Bistro, Porto Alegre, RS)
Thiago Bañares (Tan Tan Noodle Bar, São Paulo, SP)

Restaurante do Ano: Maní (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Lasai (Rio de Janeiro, RJ)
Manu (Curitiba, PR)
Olympe (Rio de Janeiro, RJ)
Tête à Tête (São Paulo, SP)

Restaurante do Ano Norte: Remanso do Bosque (Belém, PA)

Outros finalistas

Banzeiro (Manaus, AM)
La Coquette (Manaus, AM)
Lá em Casa (Belém, PA)
Manjar Das Garças (Belém, PA)

Restaurante do Ano Nordeste: Quina do Futuro (Recife, PE)

Outros finalistas
Amado (Salvador, BA)
Casa de Tereza (Salvador, BA)
Casa Roccia (João Pessoa, PB)
Wiella Bistro (Recife, PE)

Restaurante do Ano Sul: Ostradamus (Florianópolis, SC)

Outros finalistas
Floriano Spiess – Cozinha de Autor (Porto Alegre, RS)
Hashi (Porto Alegre, RS)
Manu (Curitiba, PR)
Nomaa (Curitiba, PR)

Restaurante do Ano Sudeste: Glouton (Belo Horizonte, MG)

Outros finalistas
Lasai (Rio de Janeiro, RJ)
Maní (São Paulo, SP)
Olympe (Rio de Janeiro, RJ)
Soeta (Vitória, ES)

Restaurante do Ano Centro-Oeste: Mahalo (Cuiabá, MT)

Outros finalistas
CRU – Balcão Criativo (Brasília, DF)
Íz Restaurante (Goiânia, GO)
Olivae (Brasília, DF)
Taypá (Brasília, DF)

Banqueteiro: Viko Tangoda, Viko Gastronomia

Outros finalistas
Alessandra Divani, Divani Gastronomia
Fasano, Buffet Fasano
Neka Menna Barreto, Neka Gastronomia
Vinícius Rojo, Rojo Criatividade Gourmet

Brigada de Ouro: D.O.M. (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Fasano (São Paulo, SP)
Lasai (Rio de Janeiro, RJ)
Maní (São Paulo, SP)
Olympe (Rio de Janeiro, RJ)

Barista: Flavia Pogliani (The Little Coffee Shop, São Paulo, SP)

Outros finalistas
Danielly Soares (Amika Coffeehouse, Fortaleza, CE)
Graciele Rodrigues (Black Coffee, Curitiba, PR)
Léo Moço (Café do Moço, Curitiba, PR)

Chef Patissier: Carole Crema (La Vie em Douce, São Paulo, SP)

Outros finalistas

Diego Lozano (Escola de Confeitaria Diego Lozano, São Paulo, SP)
Lia Quinderé (Sucré Patisserie, Fortaleza, CE)
Rafael Barros (Opera Ganache, São Paulo, SP)
Saiko Izawa (A Casa do Porco Bar, São Paulo, SP)

Artesão da Gastronomia: Jatobá Orgânicos (conservas, geleias, molhos, purê de frutas, óleos, pimentas, temperos e purês e sopas) – Ouro Fino, MG

Outros finalistas
Guará Vermelho (vieiras) – Ubatuba, SP
Linguiçaria Real Bragança (embutidos) – Bragança Paulista, SP
Sítio Solidão (queijos) – Miguel Pereira, RJ
Ubaldo Angelini (legumes e pimentas) – Piedade, SP

Melhor Bar: A Casa do Porco Bar (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Bar da Dona Onça (São Paulo, SP)
Frank Bar (São Paulo, SP)
Paris Bar (Rio de Janeiro, RJ)
Veríssimo (São Paulo, SP)

Melhor Café da Manhã: Padoca do Maní (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Empório Jardim (Rio de Janeiro, RJ)
Julice Boulangère (São Paulo, SP)
Le Vin Bistro (São Paulo, SP)
Pain et Chocolat (São Paulo, SP)

Melhor sobremesa: Churros, Adega Santiago (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Figos ao Porto com creme de mascarpone, Alloro Ristorante (Rio de Janeiro, RJ)
Morango com merengue e fitas de salsão, A Casa do Porco Bar (São Paulo, SP)
Texturas de coco, A Peixaria (São Paulo, SP)

Melhor Hambúrguer: 12 Burger & Bistrô (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Holy Burger (São Paulo, SP)
Meats (São Paulo, SP)
Reserva T.T. Burger (Rio de Janeiro, RJ)
Z Deli (São Paulo, SP)

Melhor Pizzaria: Baco Pizzaria (Brasília, DF)

Outros finalistas
Carlos Pizza (São Paulo, SP)
Leggera – La Vera Pizza Napoletana (São Paulo, SP)
Speranza (São Paulo, SP)
Veridiana (São Paulo, SP)

Melhor Sanduíche: Z Deli (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Bar Balcão(São Paulo, SP)
Da Roberta (Rio de Janeiro, RJ)
Ponto Chic (São Paulo, SP)
Town Sandwich & Co (São Paulo, SP)

Restaurante de Cozinha Brasileira: 
Mocotó (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Aprazível (Rio de Janeiro, RJ)
Esquina Mocotó (São Paulo, SP)
Jiquitaia (São Paulo, SP)
Tordesilhas (São Paulo, SP)

Melhor Padaria: Padoca do Maní (São Paulo, SP)

Outros finalistas
Cum Panio (Belo Horizonte, MG)
Julice Boulangerie (São Paulo, SP)
PAO (São Paulo, SP)
Santo Pão (São Paulo, SP)

Melhor Sorveteria: Bacio di Latte (São Paulo e Rio de Janeiro, SP e RJ)

Outros finalistas
Cairu (Belém, Pará)
Casa Elli (São Paulo, SP)
Frida & Mina (São Paulo, SP)
Gelato Boutique (São Paulo, SP)

Melhor Comida de Rua: Da Roberta (Roberta Sudbrack, Rio de Janeiro, RJ)

Outros finalistas
Acarajé da Cira (Jaciara de Jesus Santos, Salvador, BA)
Buzina Food Truck (Jorge Gonzalez e Márcio Silva, São Paulo, SP)
Cilli Cucina Italiana (Felipe Cilli, São Paulo, SP)
Comedoria Gonzales (Checho Gonzales, São Paulo, SP)

Melhor Petisco de bar: Barriga de porco com goiabada (A Casa do Porco, São Paulo, SP)

Outros finalistas
Almofadinha de camarão (Aconchego Carioca, São Paulo e Rio de Janeiro)
Bolinho de bacalhau (Academia da Gula, São Paulo, SP)
Bolovo (12 Burger e Bistrô, São Paulo, SP)
Croquete de pato (Adega Santiago, São Paulo, SP)

Programa de Gastronomia: MasterChef Brasil (Rede Bandeirantes)

Outros finalistas
Bela Cozinha (Bela Gil, GNT)
Cozinha Prática (Rita Lobo, GNT)
Que Marravilha! (Claude Troisgros, GNT)
The Taste Brasil (GNT)

Livro do Ano: Ana Luiza Trajano – Misture a Gosto, Glossário de Ingredientes do Brasil (Editora Melhoramentos)

Outros finalistas
André Lima de Luca – All Fire (Editora Tapioca)
Bruno Cabral e Manuel Beato – Queijos brasileiros à mesa com cachaça, vinho e cerveja (Editora Senac)
Jean Claude Cara e Ligia Maria Salomão Cara – Vinhos da Borgonha: História, Tradição e Cultura (Editora Melhoramentos)
Milly Lacombe, Maní (Editora DBA)
Nilza Mendonça – Em Busca dos Sabores Perdidos (Editora Senac)

Aprenda a fazer bacalhau com natas

El Gordo_bacalhau com natas_crédito Sergio Greif

(Receita do restaurateur Nuno Almeida, do El Gordo, do Rio de Janeiro)

  Ingredientes

 150g de bacalhau desfiado

2 batata inglesa médias

1 cebola média picada

3 dentes de alho picados

150 ml de creme de leite

200g de queijo parmesão ralado

Sal, pimenta do reino e noz moscada à gosto

50ml de azeite

1 colher de sopa salsinha picada

2 azeitonas

 Modo de preparo

 Cortar a batata em fatias finas e cozinhar. Separar. Em uma frigideira, dourar a cebola e alho no azeite. Adicionar o bacalhau, o sal, a pimenta do reino e a noz moscada à gosto e mexer. Acrescentar o creme de leite. Em um outro recipiente, intercalar a batata com o creme de bacalhau. Finalizar com um camada de queijo parmesão e levar ao forno a 280º para gratinar por 10 minutos. Retirar do forno e decorar com a salsinha e as azeitonas.

 Serviço: El Gordo Tapas Bar,  Av. Gen. San Martin, 1219 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22441-014. 

Foto: Divulgação

Folia Gastronômica de Paraty e mais…

ATENÇÃO: Toda foto deve ser publicada com o crédito do autor, de acordo com a Lei Nº 9.610 de 19/02/1998.

Neste fim de semana acontece, no Pólo Gastronômico de Paraty, a VII Folia Gastronômica [entre 13 a 15 de novembro].  Na Rua Dr. Samuel Costa, da Igreja do Rosário até a Rua da Praia, o turista encontrará quiosques de produtos gourmets, tachadas e espaço para piquenique com tapiocaria, além de uma área especial para as crianças.

Haverá programação cultural, inspirada no universo circense, além de fanfarras e pernas de pau, que vão transportar o público ao mundo fascinante da antiga e mágica Paraty.

Na Casa da Cultura acontecem aulas com chefs e profissionais da gastronomia de todo o país, como Cozinha dos imigrantes – por Heiko Grabolle; Qual o tempero da Sua vida? – por Angélica Vitali; Cajuína – Compartilhando pesquisas, ingredientes e produtores do Piauí – por Ana Luiza Trajano e Flávia Quaresma; Tudo de banana: curd, picles e chutney – por Paula Labaki, entre outros.

É uma chance imperdível de saber o que está acontecendo nessa área pelo Brasil afora. Em frente, no quiosque da Folia, o público poderá obter informações sobre o evento, comprar os produtos oferecidos, e se inteirar do nosso programa educativo, que acontece durante o ano todo em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, alcançando 30 escolas municipais e beneficiando 6 mil crianças da rede.

Para as crianças, a Folia Mirim traz uma programação divertida e diversificada! Recreadores, nutricionistas, educadores, ambientalistas e, claro, cozinheiros!, apresentam o universo gastronômico aos pequenos através de oficinas com muito bate papo e mão na massa! Para os jovens haverá uma gincana com enigmas e atividades relacionados à culinária.

Os restaurantes do Circuito Gastronômico da Folia criaram surpresas saborosas com o ingrediente homenageado do ano: a banana. E com preços promocionais! Juntando três cupons fiscais após comer a Sugestão do Chef, você ganha um prato exclusivo da Boa Lembrança criado para o Festival.

Mas na rua também tem comida! Chefs convidados farão paneladas e oferecerão provas ao público passante! Tachadas de farinha de mandioca e doces também compartilharão os sabores da culinária local.

Uma parceria entre a Folia Gastronômica e os festeiros de São Benedito traz mais festa ainda ao final de semana em Paraty, com missas e apresentações folclóricas.  Ana Bueno, do ótimo restaurante Banana da Terra, está a frente do evento. A convite da Ana, estarei lá gerando conteúdos sobre a festa. \o/

Mais informações, no site da festa: http://www.paraty.com.br/foliagastronomica.asp

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A convite da Paris Filmes, assisti esta manhã, á cabine do filme Pegando fogo. Ambientado no mundo da alta gastronomia, o filme é estrelado por Bradley Cooper no papel do chef Adam Jones, com Sienna Miller (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo; A Garota),Daniel Brühl (Bastardos Inglórios; Rush – No Limite da Emoção), Omar Sy (Intocáveis; Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros; X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), Emma Thompson (Walt nos Bastidores de Mary Poppins; Simplesmente Amor) e participação especial de Uma Thurman (Ninfomaníaca – Vols 1 e 2; Kill Bill).

No filme dirigido por John Wells (vencedor do Emmy® pela série de TV The West Wing), Adam Jones (Cooper) é um chef fora do mercado, que vive em Londres abrindo ostras em um pequeno restaurante local. Jones causou muita dor aos ex-parceiros do restaurante no qual trabalhava em Paris – com duas estrelas Michelin. Tentando se recuperar de vários vícios, ele vai a Londres procurar seu mâitre, Tony (Brühl), para tentar convencê-lo a retomar a antiga parceria. No caminho, Jones vai encontrando antigos desafetos, talentos promissores e velhos amigos e inimigos, na busca por sua terceira estrela Michelin. Filme leve e sem pretensões, bom para assistir com um refrigerante grande e um saco de pipoca.

Estreia no Brasil dia 10 de dezembro

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Filet de Frango ao Limão com ervas + Arroz Sírio + Ratatouille

Outro dia, a Jo Gelpi mandou aqui para minha casa alguns pratos da marca Tá na Mesa, provei lagarto com purê de mandioquinha e legumes salteados e lasanha de bacalhau. estavam ótimos.

Para os amantes da comida simples e saborosa, o Tá na Mesa oferece sua linha de pratos para o dia a dia. São sugestões como o Frango ao Curry Picante, uma receita típica da cozinha indiana que aqui é finalizada de uma forma inusitada: um pouco de manjericão colhido na horta, agregando um sabor surpreendente para esse prato. Ou então, o combinado de postas altas de Salmão grelhado acompanhado de emulsão de Maracujá, servido com Purê de Batata e Legumes. Simples, mas muito bom. E precisa de mais?

Na foto: filé de frango ao limão com ervas + arroz sírio + ratatouille

http://www.tanamesa.com.br

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O Blog de gastronomia Tudo al Dente também provou o panetone de brigadeiro da Mendoá. Criada em 2013, em Ilhéus, a empresa possui um laboratório de pesquisa onde são produzidas mais de 80 toneladas de chocolate por ano e alguns produtos sazonais: ovos de páscoa e panetones. Em São Paulo, a Mendoá está presente no St. Marche, Eataly, Santa Maria é Santa Luzia. delícia, gente. Corre para comprar.

http://mendoachocolates.com.br/

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VANILLACARDAMOM

A Nespresso lança neste fim de ano três Variations: Vanilla Cardamomo, Ciocco Ginger e Vanilla Amaretti. As edições limitadas serão comercializada a partir do dia 9 de novembro com o preço de R$ 25,00 a embalagem com 10 unidades.

Estive no lançamento e aprendi a fazer um drink, o Festive Gin, que tem aroma de cardamomo [do Vanilla Cardamomo].

Ingredientes
40 ml do café Vanilla Cardamomo
25 ml de gim
1 rodela de limão siciliano
50 ml de tônica
20 ml de xarope de cardamomo (Monin, por exemplo)
20 g de pepino (2 palitos)

Preparo
Coloque o pepino e a rodela de limão no copo, adicione o xarope de cardamomo, o gelo, o o gim e a tônica. Em uma coqueteleira,coloque o café extraído e gelo e bata. Adicione o café gelado ao drinque.

http://www.nespresso.com.br

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A Escola Sorvete, que é uma escola especializada em cursos de gelados, com aulas ministradas pelo mestre Francisco Sant´Ana oferece cursos profissionalizantes que ensinam os alunos a criarem diversos tipos de sorvetes, como: picolés à base de leite e fruta, sorvetes de massa e gelatos; e confeitaria gelada, como glacées.

Para o verão 2016, a tendência são os sorvetes com nitrogênio e gelo seco. “A ideia é aproveitar o frio extremo do gelo seco e do nitrogênio líquido, explorando as texturas e as frutas da estação”, explica Francisco.  No decorrer da aula, as receitas à base de fruta, leite e chocolates serão criadas junto aos alunos. O primeiro curso à R$ 1.500/pessoa e acontece por dois dias, sendo 30/11 e 01/12, das 13h às 18h.

Escola Sorvete, Rua Apinajés, 1720, SP, Telefone: (11) 3862-1698

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Fotos: Divulgação

“Mineira à la française”

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Por Maria Carolina Freire R. de Lima *

Quando criança eu era uma expert em piqueniques. Os fazia praticamente todos os dias. Tinha uma bicicleta Caloi modelo Ceci, daquelas com cestinha na frente, na cor rosa e lá ia eu depois da escola, sempre acompanhada de amigos e nossas respectivas lancheiras, por aí.

Nasci em Jacutinga, em Minas Gerais, cidade que hoje tem 23 mil habitantes, mas naquela época devia ter uns 15 mil, contando com a população rural, e, por isso, eu tinha muita liberdade.

Um dos ápices dos meus piqueniques era o caminho que fazíamos. Em uma das saídas de Jacutinga, em direção à cidade de Albertina, existia uma olaria cuja entrada se localizava em uma curva com certa declividade. Do lado de dentro do portão, que era aberto, ficava um cachorrão pretão “estilo Cérbero” (o cão guardião da porta do inferno) que não gostava de bicicletas.

Então, sempre quando chegávamos perto do portão pedalávamos com muita força as bicicletas e quando já na frente da entrada da tal olaria levantávamos as pernas enquanto o cachorro corria latindo nervoso ao nosso lado ou atrás da gente e a bicicleta descia o morro por seus próprios meios nos levando na garupa. Na volta, descíamos das bicicletas para empurrá-las a pé e o cachorro não se importava.

Eu adorava piqueniques por todos os motivos do mundo inclusive esse. Anos mais tarde descobri que quem entende mesmo de piqueniques são os franceses.

Outro dia, fui convidada a apresentar minha empresa de café aos alunos do curso de MBA da Audencia Nantes – École de Management, que fica na região francesa da Bretanha. A palestra aconteceu em São Paulo e depois de finalizada ganhei muitos presentes deles. A maioria foram produtos alimentícios produzidos em sua região.

Voltei para Jacutinga, coloquei todos os cadeaux sobre a mesa e me senti dentro de um piquenique francês. Caramelos, biscoitos amanteigados, confitures e vinho faziam parte do Menu. Fotografei-os todos e comecei uma degustação. Provei não apenas pelo paladar, mas tentando compreender o que os alunos de Nantes sentem quando comem. O que comemos e como comemos tem muito a dizer sobre nós. Então, quis decifrá-los devorando sua comida. Uma variedade moderna de canibalismo intelectual/social/glamoroso gastronômico.

Ainda quando criança, em Jacutinga, uma das minhas primas ganhou uma boneca alemã que falava alemão. Minha vida era tão restrita que essa foi a primeira vez que escutei outro idioma. Não tinha a menor ideia de que outras pessoas ao redor do mundo se comunicavam diferente de mim.

Anos depois estava na Champs-Elisées, em Paris, com um amigo jordaniano. Estávamos indo em direção a Galerie Laffaiette quando ele disparou a falar em francês me levando a reclamar: “Em inglês, Omar, não consigo entender francês tão bem!”, e ele retrucou: “Carol, algumas coisas só são ditas em francês.”

Rimos muito.

Hoje, continuo falando inglês muito melhor do que francês, mas vou mudar esse paradigma em minha vida.

E para começar vou comer outro caramelo francês. Oh-la-lá!

Maria Carolina Freire R. de Lima é empresária, cafeicultora e criadora da marca Café da Condessa.

Chef Rouge e as 50 mil Tarte Tatins

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No final de novembro, o  restaurante paulistano ‘Chef Rouge’ alcança 50 mil Tarte Tatine lança um filme produzido e criado pelo ilustrador Dado Motta, que conta a história das irmãs que criaram a torta há mais de 1 século. Esta é a maneira da casa reforçar a tradição de sua paixão por esse patrimônio imaterial da cultura francesa.

A torta leva apenas maçãs, açúcar, farinha de trigo e manteiga e é a minha receita preferida. Tanto é que comecei, certa vez, um blog dedicado apenas às Tarte Tatins.

A história do doce é famosa. Duas irmãs francesas, as Tatin, a inventaram acidentalmente, num dia de muito movimento em seu restaurante. Uma vez que depois da morte de Stephanie Tatin em 1917, e seis anos depois Caroline, a receita original nunca foi publicada, uma fina massa onde estão dispostos meias maçãs carameladas, crocantes por fora e macias por dentro, era o que se sabia.

A prosperidade surgiu dos versos de Paul Besnard que escreveu uma versão em 1921, mas foi certamente a receita publicada em 1926 no La France Gastronomique de Maurice Curnonsky, um respeitável crítico gastronômico, que a fez conhecida em Paris.

Veja aqui a receita:

Serviço: Chef Rouge, R. Bela Cintra, 2238 – Jardim Paulista, São Paulo

Foto: Divulgação

Pizza com mussarela de ovelha, livros e escondidinho

Gonzalo Cuellar Mansilla

Há umas semanas, sou vizinho de porta da pizzeria Margherita, endereço clássico da cidade. Sinceramente, gosto e não gosto da ideia. Esta semana, visitei duas vezes os novos vizinhos. E no fim de semana, ainda pedi uma pizza inteira para mim, em casa. Para comemorar seus 34 anos, o restaurante lançou a pizza de mussarela de ovelha sem lactose e sorvetes artesanais sem lactose e sem açúcar, feitos a partir de frutas orgânicas.

Alem de mais saudável, a mussarela de ovelha derrete bastante e adere bem na massa, além de ter sabor mais suave. Provei e é boa. A margherita de mussarela de ovelha sai por R$ 84. O cliente também pode optar pela massa tradicional, com borda ou pela massa fina.

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O chef Ivan Achcar lança esta semana seu primeiro livro: Quantidades Absurdas – histórias com sabor, receitas com afeto (Companhia Editora Nacional, 152 páginas, R$ 44,90). Conhecido pelo bordão “esse prato eu comeria em quantidades absurdas”, Ivan apresenta receitas e histórias. Para o chef, “comer em quantidades absurdas” é mais do que ceder aos apelos da gula. Tem a ver com os registros da memória que se conecta naquela instante, ao prazer de um prato que, de tão bom, você não deseja parar mais de comer.

Aproveito para dizer que os livros de gastronomia da Companhia Editora Nacional estão lindos. Para minha sorte, lanço o meu primeiro, na área, Paris–Brest, por esta casa editorial, no ano que vem. A obra traz minhas memórias gastronômicas da França, onde morei por quase quatro anos, trabalhando de cozinheiro em restaurantes diversos, principalmente na região Oeste do país. O livro ainda traz um pequeno estudo de hábitos alimentares da Idade Média francesa.

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O restaurante Deck 484, em São Paulo, está servindo durante o jantar um cardápio especial de escondidinhos. No menu, há opções frias e quentes do prato de origem nordestina, entre elas, de mexilhões vinagrete, abacate e tartare de tomate (R$10/ unidade) e camarão a vinagrete, abacate e tartare de tomate (R$15/unidade). Entre a seleção de quentes, destaque para o escondidinho baiano (camarão, pescada, azeite de dendê, coentro e purê de abóbora, R$13), o português (rabada, agrião e polenta perfumada com leite de coco, R$11), e o cearense (escondidinho, carne de sol, purê de mandioca, gratinado com queijo coalho, R$10).

Foto: Divulgação

Aprenda a fazer churrasco em casa em algumas lições

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Na sexta passada acabei a cobertura do Mesa Ao Vivo, evento da revista Prazeres da Mesa, que aconteceu no Etec Santa Efigência, em meio a centenas de chefs de cozinha do mundo todo.

Um dos destaques deste ano foi a grande churrascada que transformou o pátio da escola numa grande festa. Lá, conheci Clarice, a churrasqueira, gaúcha que veio participar do evento com seu choripan.

Pedi a ela algumas dicas para se fazer o churrasco ideal. Veja abaixo o que a moça tem a dizer:

clarice carnes e churrasqueira

– Um churrasco perfeito acontece quando observamos principalmente três itens: carne, fogo e tempo;

– A escolha das carnes é muito importante. Quando escolhemos as carnes devemos optar pelas peças com procedência e carimbo de inspeção sanitária. E com uma manipulação perfeita pelo açougueiro deixando ela uniforme e de ótima aparência, tirando o que não é necessário;

– O fogo deve ser preparado uns 40 minutos antes dos convidados chegarem, pois deve estar com um bom leito de brasa para receber as carnes. O leito de brasa perfeito proporciona o efeito perfeito na carne, sem precisar de labaredas, que são desaconselháveis. Observe para que, com o tempo, a brasa vá acontecendo. Para saber se está na temperatura certa para colocar a carne, posicione sua mão na primeira altura acima da brasa e conte até cinco. Se aguentar até cinco, o fogo está perfeito para colocar as carnes;

– As entradas vão para a grelha primeiro e em seguida as carnes em medalhões, como a picanha e o entrecôte,  que deverão ser salgadas na hora de colocar na grelha. Para grelhar coloque a grelha a 15 cm da brasa;

– Quando a parte de cima da carne (picanha e entrecôte) começar a ficar umedecida, com gotículas de água, significa que está quase na hora de virar. Observe a parte de baixo e veja se já está dourada para então virar;

– Para as peças maiores, como costela, picanha inteira e maminha, espete e coloque no último andar da churrasqueira, pois elas precisam de mais tempo para assar;

– A costela deve ser colocada sempre com os ossos para baixo. Quando a carne começa a deslocar do osso, deve ser virada para dourar a outra parte. Ao todo, pode levar ao redor de duas horas e meia;

– A picanha inteira deve ser colocada com a gordura virada para cima e assar até ficar mais inchada e dourada. Vira-se uma única vez então com a gordura da baixo para deixar ela dourada e crocante.