Palmirinha e chef Henrique Fogaça se encontram para bate-papo

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Nesta segunda-feira, 5 de fevereiro, vai ao ar o primeiro episódio da série chamada Pião, que será veiculado pelo novo canal do youtube do chef Henrique Fogaça. A estreia será com a vovó mais amada do Brasil, Palmirinha, já que os dois dividem amor pelo mesmo assunto, a gastronomia.

O programa se baseia em caronas que o chef hardcore dá para personalidades no seu clássico e inusitado Opalão preto, ano 1975. Enquanto rola a “carona”, o papo corre solto. No programa de estreia, Palmirinha conta um pouco sobre seu começo na cozinha, gosto musical e outras curiosidades. Eles conversam também sobre micos na cozinha, sobre o casamento dela e o desrespeito às mulheres antigamente. Palmirinha até se emociona quando o chef decide ouvir um som com ela no carrão.

Para a apresentadora, gravar o programa com o Henrique Fogaça foi muito divertido, pois ela sempre o admirou. “Adorei passear de carrão com o Fogaça, a gente se divertiu muito e demos boas risadas. Ele é muito educado e me senti lisonjeada em ser a primeira a gravar o seu novo programa”, afirma Palmirinha.

Os programas vão ao ar todas às segundas no link: Youtube.com/ChefHenriqueFogaca.

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No mar, em homenagem a Willem-Alexander, rei da Holanda

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O U by Uniworld acaba de criar o roteiro Rolling on the Rhine para o festival King’s Day, uma das maiores festas realizadas a céu aberto, que comemora o aniversário de Willem-Alexander, rei da Holanda. O cruzeiro, de oito dias de duração e a bordo do novíssimo navio The A, parte de Frankfurt, na Alemanha, em 21 de abril, e termina em Amsterdã, no dia 28.

Como todos os roteiros do U byUniworld, os passageiros ficam livres para criar seus próprios programas em terra, podendoparticipar das atividades já incluídas na programação, ou ainda optar por passeios opcionais pagos, chamados de U Time.

No coração de Frankfurt– uma das cidades mais cosmopolitas da Alemanha, todos são convidados a desbravar a região,acompanhados de um guialocal. Depois é hora de realmente explorar a área: conhecer a gastronomia, beber e visitar os tradicionais bares Ebbelwoi em Sachsenhausen. À noite,hora de curtiras baladas mais cool no distrito bancário. Aliás, universitários, banqueiros e turistas integram-se rapidamente nesta que é uma das cidades com os mais altos e modernos arranha-céus da Europa.

O segundo dia de viagem oferece uma atividade imperdível aos amantes de gastronomia, os viajantes visitam e compram ingredientes no mercado Kleinmarkthalle, em Frankfurt, para participar de uma exclusiva aula de culinária a bordo.

O roteiro oferece ainda um passeio U Time surpreendente para os fãs da serie “Game of Thrones”: uma degustação de vinho no monastério Eberbach, local que foi palco de filmagens da série.

Em Amsterdã, um guia dará dicas práticas e um tíquete de 24 horas para o transporte público. Depois, os passageiros seguem por conta própria para descobrir a cidade. Eles podem vivenciar o charme e a beleza locais em um agradável passeio de barco pelos canais ou visitar regiões descoladas, como Jordaan, Damrak e Kaiserstraat, com seus cafés, bares erestaurantes. Para completar, os guias convidam todos a uma deliciosa degustação de queijos holandeses.

Já ambientados à cidade, 27 de abril é o aguardadoKing’s Day – a data é celebrada desde 2013, quando Willem-Alexander assumiu o trono holandês e comemora seu aniversário com uma enorme festa pelos canais que cortam Amsterdã. A celebração conta commuita música e feiras ao ar livre, além de todos estarem vestidos de laranja, enquanto a família real navega pela cidade.Nessa data os passageiros podem participar da grande festa ou, para quem quiser fugir do agito, visitar a cidade de Haarlem, considerada pelo “Huffington Post” como um dos “10 lugares secretos na Europa que você vai querer visitar”.

Serviço:

Cruzeiro Rolling on the Rheine– 8 dias de Frankfurt a Amsterdã

Quando: 21a 28 de abril

Preço: a partir de US$ 1.266 por pessoa (não inclui parte aérea e taxas)

Onde comprar: Ancoradouro, DiscoverCruises, Qualitours, Queensberry e Velle.

Mais informações: https://www.ubyuniworld.com/us/river-cruises/rolling-on-the-rhine

O Mundo das cervejas artesanais

Por Guilherme De Rosso

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Qual a primeira coisa que vem à cabeça quando você pensa em cerveja? Só o substantivo em si, já aguça sentidos, certo? E é aí, podemos separar os dois tipos de bebedores de cervejas. O primeiro automaticamente se imaginou na praia, com aquela cerveja gelada, já o segundo, se imaginou tomando uma cerveja especial, uma IPA Americana, apreciando os nuances que o lúpulo pode oferecer ao paladar. Qual a diferença entre esses dois apreciadores de cerveja? A falta de informação.

Antes de tudo, devemos saber qual a diferença entra uma cerveja “comercial” e uma cerveja artesanal. Para grande maioria, cerveja artesanal é aquela que utiliza métodos rústicos de produção, quando na realidade, a ideia de cerveja artesanal veio de um movimento de cervejas artesanais dos Estados Unidos chamado: Craft Beer. A grande maioria das cervejarias artesanais usa tecnologia de ponta na produção da bebida, mas então, qual a diferença entre as duas?

A cerveja comercial tem como propósito atender o gosto geral da população, visando sempre menor custo de produção e maior rentabilidade. Na contramão dessa ideia é que vem a cerveja artesanal, que para mim, significa arte. Em outras palavras, o objetivo das cervejarias artesanais não é o lucro em si, ou fazer com que o maior número de pessoas compre o produto, mas sim ter uma característica própria e uma personalidade única, o objetivo do mestre cervejeiro é expressar, através das suas receitas, sua personalidade e seu “toque” pessoal, sempre utilizando os melhores insumos.

Em diversas regiões do Brasil, movimentos de cervejeiros artesanais vêm crescendo muito rápido. Muito disso, se deve a acessibilidade das informações sobre o assunto e a troca constante de experiência entre as pessoas interessadas nesse novo mercado. Essa troca de experiências vem gerando um crescimento exponencial de apreciadores de cervejas artesanais, e com isso aquecendo um mercado que até pouco tempo atrás, mal existia.

Em termos de números, as vendas de cervejas artesanais já somam aproximadamente 1% do mercado, o que pode parecer pouco, mas é um grande avanço em um curto espaço de tempo. Estima-se hoje que o mercado de cervejas artesanais cresce em torno de 30% a 40% ao ano, somados os diversos níveis em que o setor atua. Os empregos somam mais de 2 milhões de pessoas. Para ter uma ideia, nos Estados Unidos já existem mais de 4.200 cervejarias artesanais, num mercado consumidor de 17% do total das cervejas. Ou seja, nós ainda temos um longo caminho pela frente e o mercado ainda tem muito potencial de crescimento.

Como Chef de Cozinha de um bar curitibano, cidade conhecida pelas diversas microcervejarias artesanais, acredito ser meu dever ajudar nessa divulgação e expansão desse mercado, através de eventos com harmonização e utilização de cervejas artesanais em diversas receitas, aumentando assim essa cultura cervejeira, a qual cresce a cada dia no país e que no entanto, já é tradicional em muitos outro. A Bélgica, por exemplo, é conhecida como o paraíso das cervejas, pois além de possuir centenas de marcas e diferentes estilos de cervejas, utiliza essa mesma cerveja em diversos outros ramos da gastronomia.

Por isso o dever dos atuais e futuros cervejeiros, sejam eles sommeliers, fabricantes ou apenas formadores de opinião, é passar as informações corretas e fazer aumentar a curiosidade sobre esse produto que tem muito a oferecer, aumentando nossa cultura gastronômica e resgatando uma relação antiga, com o nosso “pão líquido”. Relação essa que vem desde aproximadamente 5.000 anos A.C, começando na região da Mesopotâmia, nascendo muito antes que vinho. Devemos nos unir, para juntos, ajudar a difundir informações corretas e esse mercado tão rico das cervejas artesanais. Afinal, nada mais justo que resgatar esses laços antigos, através da contínua busca por cervejas bem elaboradas, com personalidade e com um objetivo em comum: qualidade.

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  • O chef Guilherme De Rosso é responsável pela cozinha do boteco Simples Assim, de Curitiba (PR), e supervisiona o curso de Beer Sommelier do Centro Europeu, uma das principais escolas de gastronomia do Brasil 

 

 

Primeiro ‘Riesling Fest’ divulga casta branca da Alemanha

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A Weinkeller, importadora especializada em vinhos alemães, realiza o primeiro Riesling Fest, com objetivo de disseminar a uva Riesling, que é a mais importante casta branca da Alemanha. É uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre vinhos alemães pois serão realizados workshops, degustações dos vinhos Weinkeller e comidas preparadas exclusivamente com sugestão de harmonização para cada um dos rótulos, no festival que acontece no dia 25 de março, no Clube Transatlântico, em São Paulo.

Apreciadores e conhecedores de vinho poderão participar de workshops sobre a casta e vinhos alemães, degustações especiais de rótulos selecionados, além de provar delícias gastronômicas como porção de linguiça alemã, ceviche, cuscuz paulista e, para adoçar, strudel de maçã. A entrada ao evento custa R$ 45,00 e inclui degustação de quatro rótulos selecionados, como o Riesling seco da Schloss Lieser – vinícola que ganhou como melhor produtor da Alemanha em 2015, segundo o guia de vinhos Gault&Millau.

Para os que quiserem se aprofundar ainda mais no tema, haverá também um workshop exclusivo – e com vagas limitadas -, às 16h, de Rieslings raros de diferentes regiões alemãs (R$ 350,00), com a presença de Pawel Hener, 18ª geração da vinícola Pffmann, que estará o dia todo no evento.

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Serão vendidas taças de vinhos com valores a partir de R$ 18,00 e garrafas com condições especiais.

Casta que possui muitas variedades de elaboração de vinho: seco, semi-seco, suave e sobremesa, a uva Riesling tem acidez inigualável que ajuda a harmonizar com diversificados pratos.

Serviço: Riesling Fest – 25 de março, das 12h às 19h, no Club Transatlântico – Rua José Guerra 130 – Chácara Santo Antônio (SP). Valores: R$45,00 (ingresso e degustação de 4 rótulos); R$ 350,00 (degustação premium de Rieslings raros)

Aprenda duas receitas do Bistrot de Paris

Receitas do chef Alain Poletto, do Bistrot de Paris

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Pirarucu a la Citronnelle (4 pessoas)

Ingredientes

– 0,6Kg Lombo de Pirarucu

– Sal

– 2 xícaras (chá) fumet de peixe

– ½ xícara (chá) vinho branco seco

– 10 folhas de Capim Santo

– ½ cebola roxa em rodelas

– ½ limão tahiti em rodelas

– ½ xícara (chá) manteiga gelada

– ¼ xícara (chá) coco fita tostado

Ingredientes para farofa de dendê

– 2 colheres (sopa) manteiga

– 3 colheres (sopa) azeite de dendê

– ¾ xícara (chá) farinha de mandioca grossa

– Sal

Modo de Preparo:

Cortar quatro porções do lombo do pirarucu e temperar com sal. Fazer uma infusão com o fumet, vinho branco e o capim santo, após a fervura coar. Voltar à infusão ao fogo, colocar o peixe e acrescentar as rodelas de cebola e as rodelas de limão, cozinhar até o peixe ficar macio. Retirar o peixe, o limão e a cebola e reservar. Reduzir o caldo até a metade, emulsionar com a manteiga gelada. Reservar.

Para a farofa

Aquecer, em uma panela, a manteiga e o azeite de dendê sem ferver, acrescentar a farinha de mandioca e saltear até secar. Acertar o sal.

Montagem

Dispor uma porção de farofa no prato. Colocar o peixe ao lado da farofa. Despejar o molho sobre o peixe. Decorar com as rodelas de cebola, as rodelas de limão e o coco fita tostado. Acompanha arroz basmati.

***

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Mousse de chocolate (4 pessoas)

Ingredientes:

– 150g chocolate amargo

– 30g manteiga

– 1 ovo

– 40g de claras pasteurizadas

Modo de preparo:

Separe a clara da gema. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria. Quando derretido, misture a gema no chocolate quente. Bata a clara e as claras pasteurizadas em neve até que fique bem aerado e firme. Incorpore a mistura com as claras em neve cuidadosamente para manter aerado. Leve à geladeira.

http://www.bistrotdeparis.com.br

Fotos: Divulgação

 

La Frontera e seu novo cardápio

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A querida restauratrice Ana Maria Massochi e o chef Filipe Freitas apresentaram nas últimas semanas o novo cardápio do La Frontera, casa que acaba de completar dez anos de existência. O novo menu mantém alguns clássicos e propõe novidades que reafirmam a influência porteña no cardápio. Entre as entradas o carpaccio de bife de chorizo com mostarda da casa, rúcula e parmesão (R$39) e os ceviche de peixe branco com leite de coco, aji, milho e batata doce grelhada (R$38).
Já nos principais, dois novos cortes de carne fazem sucesso ao lado clássicos ojo, chorizo e paleta de leitão; são o vazio grelhado com mandioquinha e molho romesco (R$67) e o carré de cordeiro com gratin de abóbora, tomate assado e salsa verde (R$98). Para quem prefere o mar a terra, o polvo a la plancha com batata doce, cebola, pimentão, tomate e aïoli (R$75) é uma boa pedida.
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Já o menu de sobremesa chega completamente renovado com assinatura do confeiteiro Rafael Protti (ex-Tuju). Do Tiramisù Clássico (R$ 22), a releituras que ganham um toque de rusticidades característico da cozinha da casa, como o profiteroles recheados com sorvete de doce de leite servido com molho de chocolate belga (R$ 22), o abacaxi lentamente grelhado com babá à cachaça e chantilly (R$ 19), a panna Cotta de limão siciliano com creme cítrico de iogurte e frutas vermelhas frescas (R$ 21) e as ameixas frescas grelhadas e assadas com untuoso creme de baunilha batido e crocante de amêndoas (R$ 21) todas ganham leveza na execução de Rafael Protti (na foto com Ana).
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A casa aproveita a mudança para apresentar a nova carta de vinhos elaborada pela sommelier Camila Ciganda, que já recebeu o premio de melhor carta de vinhos da Revista Prazeres da Mesa este ano pelo trabalho feito junto ao Martin Fierro. Outra novidade é que além de contar com novas opções de 120ml a preço especial durante o almoço executivo, agora os clientes também podem levar para casa vinhos selecionados pela sommelier a preço especial, entre eles o branco argentino Miras Semillion (R$72) e os tintos Pipeño Pais (R$74) e Cabildo Abierto Malbec/Syrah (R$48), ambos chilenos.
 Serviço:
Restaurante La Frontera, Rua Cel José Eusébio, 105 – Consolação, tel.: (11) 3159-1197

Lambisgoia é a nova casa de Renata Vanzetto na Ilhabela

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Lambisgoia, novo bar da chef Renata Vanzetto, acaba de ser aberto na Ilhabela. O bar, conforme a chef, tem cara de Grécia e sotaque caiçara.

A ideia do lugar é enfiar o pé na areia (apesar do espaço não estar de frente para a praia) e se jogar simultaneamente nos almofadões dentro de uma das canoas desgastadas pelo mar e no menu criado sob medida por Renata.

No cardápio, comece pelas friturebas, como os Quéti Quéti, porção com meia dúzia de croquetes de carne com toque de pimenta síria e dip de coalhada seca com hortelã (R$ 24), a Pois Pois, de bolinhos de bacalhau com azeitonas pretas e molhinho de tomate picante (R$ 25), e a Croc Croc, com lulas à dorê e maionese caseira de páprica defumada (R$ 30).

Da Feira vêm pasteizinhos de carne com ovo e azeitonas, creme de queijo da vovó Cida e de brie com cebola caramelizada (R$ 18 a porção com quatro unidades e potinho de vinagrete especial). E, nas xícaras de chá, chegam caldinho de peixe com folha de limão (R$ 12).

Nas entradas frias, há o MeGusta (ceviche clássico com toque de coentro, milho e pimenta dedo de moça, R$ 29) e a salada grega (pepino, tomate, cebola roxa, orégano, azeitona preta e queijo de cabra, R$ 30).

Há ainda sanduíches como o Hot Hot (pão, picadinho e molho de tomate rústico, R$ 17) e o Lambisgoio (pão, frango frito crocante, picles de cenoura e maionese de páprica, R$ 25) e o Crazy Pernil (pão, pernil, agrião, cebola caramelizada e mostarda dijon, R$ 24).

Da carta de drinques chamam atenção o Renata la loca (cerveja com tequila, limão e pimenta seca, R$ 18), o Rejane la loca (vodka, licor de framboesa, gelo, morango e manjericão, R$ 22), o Aline la loca (gin com suco de caju, gelo e limão cravo, R$ 25) e o Silvia la loca (Mojito de hortelã e frutas – sem álcool, R$ 17).

Chefs lança plataforma multicanal de gastronomia

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Percebendo a demanda do mercado de gastronomia, a chef, professora e escritora Daniela Narciso e o chef Danilo Rolim acabam de criar a ‘Menu Content’, empresa que faz pesquisas, cria logomarcas, presta consultoria a restaurantes, cria roteiros de viagens, age como ‘chefs em casa’, faz ghost writer de livros de culinária, entre outros.

A dupla fez a co-curadoria do programa “Cozinhando com palavras”, da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016, com a presença de diversos chefs nacionais e internacionais e muitos lançamentos de livros, o meu por exemplo, ‘Paris-Brest’.

Ambos são os criadores da Feirinha Gastronômica e do projeto Chefs na Rua, percebendo a necessidade de se levar comida de chef para perto da população, em São Paulo, o que culminou na moda dos food trucks, há alguns anos.

Agora, Daniela (que também é autora do livro “Pois sou bom cozinheiro – receitas e histórias de vida de Vinícius de Moraes’ – Companhia das Letras) e Danilo produzem o programa da TV Sony “Chefs na Rua”.

O site da Menu Content acaba de entrar no ar. Segue o link: http://menucontent.com.br/index.php/sobre/

Daniela e Danilo têm histórias legais e curiosas na área de gastronomia/comunicação para contar.

Daniela Narciso é Bacharel em Administração de Turismo e Hotelaria pela Univali-SC, estudou Gestão de recursos Humanos na UC Berkeley (CA), formou-se como Chef Profissional na California Culinary Academy, especializou-se em administração de Hotéis e Restaurantes pelo Senac SP, participou do curso de Degustação de cafés promovido pela ACBB, é consultora certificada pelo PAS – Programa de Alimentos Seguros, e também fez o curso de Sommelier Profissional da ABS. Lecionou em cursos de gastronomia Senac PR, Senac SP, Faculdade Anhembi Morumbi, Allain Ducasse Formation da Estácio de Sá. Prestou serviços de consultoria de gestão em restaurantes, treinamento de equipes, análise de viabilidade e implantação de negócios. Atua como intérprete do Culinary Institute of America em cursos e programa de certificação de Chefs Profissionais. No mercado editorial, trabalhou com elaboração de materiais didáticos, tradução e revisão técnica de livros para várias editoras de gastronomia, além de produzir e escrever o livro Pois Sou Bom Cozinheiro – receitas e historias da vida e obra de Vinicius de Moraes. Em parceria com o produtor cultural Mauricio Schuartz, da KQi Produções, criou e organizou grandes eventos de comida de rua como o Chefs Na Rua, a Feirinha Gastronômica, o Butantan Food Park, o Marechal Food Park, o Chef’s Stage no Lollapalooza, a Feirinha Gastronômica da Magali 50 Anos, e Burger Weekend 30 Horas.

Danilo Rolim formou-se em Direito na Universidade de São Paulo e foi aprovado no exame da OAB, mas sua vocação foi maior e o levou a estudar gastronomia na Faculdade Anhembi Morumbi e especializar-se no Institut Paul Bocuse em Lyon, na França. Sua mente inquieta o levam a estudar, de forma autodidata, de Shakespeare à música clássica, de latim à escrita árabe, do preparo ideal do chá à mixologia molecular. Atuou como Chef na Enoteca Saint Vin Saint por dois anos, como empreendedor criou o conceito e comandou a cozinha do Bar La Tapa por quatro anos, e ainda participa do Manacá Espaço de Eventos em Itapeva, sua terra natal, onde escreveu a coluna “Comida, Diversão e Arte”  para no jornal Itapeva Times por mais de um ano.

Juntos, Daniela e Danilo, fizeram a curadoria e seleção de talentos dos eventos de comida de rua da KQi Produções, criando conceitos e receitas para clientes como Churros Tentação, Dona Macaxeira, D’Macarons, Acarajé da Barra, Hamburgueria 162, Lucas Corazza, Carlos Bertolazzi, Hot Dog Francês, Burguer Garni, Mondiale, Frank & Charles, Sweetshop, Me Gusta, O Frango e o Chef, Locombia, Say Cheese, Batatopia, I Love Churros, Texas Grill, Meatballs, Conceitoria, entre outros.

 Também fazem a pesquisa, curadoria, pré-roteiro e consultoria gastronômica para o programa Chefs Na Rua do Canal Sony. Como consultores, atuam na criação de receitas e conteúdo, aulas e palestras para marcas como Hershey’s, Sadia, Nestlé, café Melitta, e Antonietta Restaurante, e no momento, a curadoria e organização do Cozinhando com Palavras para a Bienal do Livro de SP.

Seus projetos sociais incluem a criação da Feirinha Gastronômica Conexão Guapurá, eventos beneficentes para angariar verbas para o La Cocina em San Francisco (CA), Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado.

Uma semana em Teresina, terra da Maria Isabel e da cajuína

 

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Tinha vindo uma vez ao Piauí em 2010, com o chef Carlos Ribeiro para a cobertura do festival de cultura de Campo Maior, cidade a 80 km de Teresina, para uma reportagem para a revista Prazeres da Mesa.

Um convite da Reila, e novamente estou no Estado, desta vez para acompanhar o Festival Maria Isabel, que tem como curadora a chef Mônica Rangel. Está quente, gente! No sábado, o motorista da van que leva os jornalistas pra lá e pra cá disse que fazia 44 graus celsius. Acreditei nele!

Enfim, aqui a gente tem que desencanar do calor. Mas essa solaridade toda não deixa de ser uma coisa boa! Como disse Mônica, na sua aula, hoje, na sede do Sebrae local, deixa as frutas deliciosas, madurinhas, dulcíssimas.

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Em todo caso, todooos os ambientes tem ar condicionado a mil. Mas deixa eu contaros primeiros dias da viagem em seus detalhes…

Para abrir a programação com chave de ouro, nossa guia local, Francisca, nos levou para conhecer uma fábrica de tear artesanal, ao centro de artesanato (onde se pode comprar cerâmicas bonitas da Serra da Capivara, além de tolhas de mesa alvíssimas, bordadas) e à Cajuespi, associação de produtores de cajuína (para quem não sabe, a bebida típica local, cristalina e deliciosa, feita do caju maduro). Lá vi que com o caju é possível fazer doces variados, cachaça, licor, e até um espumante que ainda não está no mercado.

O almoço do primeiro dia foi no Favorito Comidas Típicas, um dos restaurantes mais famosos daqui. O destaque é a paçoca de carne de sol servida com banana madura e um vinagrete de cebola dos deuses. O jantar foi no Dona Gett, onde se come a melhor carne de sol da cidade, conforme me disseram aqui. Ela estava derretendo na boca. Foi servida com macaxeira cozidíssima e passada na manteiga de garrafa. Coisa de louco.

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E fomos a outros restaurantes, em que comemos, como não poderia deixar de ser, capote (galinha d’angola), que veio misturada a arroz, em ensopado ao molho pardo etc.  E rabada, e buchada, e doces de caju…

Ontem, mais programas ao ar livre. Antes da abertura oficial do Festival, que acontece no shopping Rio Poty (e que estava lotada, uma beleza!), conhecemos o Parque Ambiental Encontro dos Rios, e aproveitamos para comer manjubinha frita no restaurante flutuante que fica na altura do encontro dos Rios Poti e Parnaíba.

No mesmo dia, visitamos o Polo Cerâmico, onde comprei uma panela de barro linda por R$ 20. O local é conhecido por bairro Poti Velho. Bem pertinho está a primeira Igreja de Teresina, Nossa Senhora do Amparo.

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Hoje no Sebrae, teve aula do chef Dalton Rangel, que fez uma espécie de ceviche com molho de tamarindo. Mônica subiu ao palco em seguida e fez duas sobremesas, em que usou redução de cajuína. Uma espécie de petit gateau pra lá de criativo (e bom), servido com sorvete.

O festival continua. Fico aqui até a noite de quarta-feira. A programação inclui visita ao mercado Mafuá, um dos mais famosos da cidade, ao Centro Histórico de Teresina e seus atrativos… o Complexo Praça Pedro II, que compreende o Teatro 4 de Setembro, Central de Artesanato Mestre Dezinho, Cine Rex, Clube dos Diários, Palácio de Karnak (visita interna), Igreja de São Benedito, etc.

Há ainda aulas de chefs brilhantes e queridas, que estão aqui também… A da baiana Tereza Paim (do restaurante casa de Tereza) acontece amanhã cedo no Sebrae. Às 15h, é a vez da chef Ana Bueno, do Banana da Terra, de Paraty, fazer a suas receita. E ainda há a aula da chef mineira Elzinha Nunes. Essa turma toda veio ao local na semana passada para pesquisas de ingredientes típicos!

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E os passeios dos próximos dias incluem o Mercado de Piçarra, caminhada no Parque Potycabana, o Museu de Arte Santeira, entre outros eventos e mais jantares típicos. Depois conto tudo! Agora vocês me dão licença que vou abrir minha cajuína da noite. Está geladinha, no frigobar, esperando por mim.

Ah, para esclarecer, Maria Isabel, que dá nome ao festival, é um prato típico. Leva arroz e pedaços de carne de sol grelhada, com temperos deliciosos, como a pimenta de cheiro (estou apaixonado por pratos com o ingrediente) e coentro, claro. Como Carlos Ribeiro disse na minha primeira viagem ao Piauí, o coentro é a lavanda do Nordeste. Bonito, né?

Opção: volta ao mundo em torno de uma mesa

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A culinária fusion, que traz cozinha de várias partes do mundo, às vezes num único prato, não é novidade. Há quem faça bem. E também há quem erre. Gosto de pedir num restaurante uma entrada vietnamita, um prato principal com sotaque espanhol, e de sobremesa algo do receituário de Portugal. Isso não quer dizer que não goste de ir num restaurante em que se serve um único prato.

Outro dia descobri, na Liberdade, bem pertinho de casa, descobri por acaso o Hatiko Lamen, que serve somente lamen, o caldo japonês feito à base de shoyo, massa de arroz, alga e fatias de carne de porco. É o meu restaurante do momento, em São Paulo. Todos os amigos que vêm me visitar, acabo sugerindo um jantar no balcão da casa, que é simples, e aconchegante.

Mas enfim este post é para falar de casas que trazem um pouco de tudo em seus cardápios, realizando boa culinária e domínio das técnicas que fazem um bom restaurante.

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Vou citar como exemplo o Opção Trattoria, de Pinhal. Na minha última visita ao local, há algumas semanas, a entrada servida foi um creme de milho com linguiça, prato comfort food (desses que lembram pratos da infância e que nos remetem a gostos de casa, ou da infância), uma receita claramente inspirada na culinária caipira ou mineira.

Depois, no pequeno menu degustação da chef Ale Lourenço, estava uma massa recheada de ossobuco, prato delicado e de massa leve, como poucos sabem fazer. Pude sentir o gosto da farinha, do ovo, da carne do recheio, dos temperos… tudo na medida certa.

O prato principal foi um magret de canard, quase cru, com a pele dourada, como deve ser o prato. Veio com confiture de laranjinha kinkan, com sabores que remetiam ao pato assado com laranja, uma combinação agridoce bastante agradável, servido com arroz negro. A referência aqui era a francesa, num prato difícil de se fazer. Aliás, lembrei do restaurante La Tour d’Argent, que funciona desde 1890, e que serve somente pato!

O menu confiance da Ale Lourenço, ou seja, aquele em que o chef escolhe os pratos por você, terminou com um delicioso crème brûlée, feito com creme de leite, gema de ovo e baunilha, com a casquinha de açúcar maçaricado. Mais uma referência à gastronomia francesa.

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Tudo isso em meio a vinhos regionais da Serra da Mantiqueira, e, para finalizar, mais um bebida regional, o café da marca Exotic, produzido em Pinhal.

Num mesmo jantar, pude provar sabores distantes e ao mesmo tempo próximos do dia a dia da cidade. O jantar estava redondo!

Muitos restaurantes erram ao colocar no cardápio pratos dispares, a própria fusion cuisine às vezes é uma profusão de erros. Depois deste jantar no Opção, fiquei com a impressão de que um restaurante pode sim ter pratos de vários locais do mundo. Dizer que um chef especializado em comida italiana vai fazer bem apenas massa, é uma bobagem. Basta que os produtos sejam frescos e de qualidade e que a casa tenha um chef talentoso para interpretá-los. Aí é como se a gente viajasse para vários lugares do planeta em torno de uma mesa. A cozinha tem dessas maravilhas!

Serviço: R. Abelardo César, 152 – Centro, Espírito Santo do Pinhal – SP, tel.: (19) 3661-4646

http://www.opcaotrattoria.com.br/