Aprenda duas receitas do Bistrot de Paris

Receitas do chef Alain Poletto, do Bistrot de Paris

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Pirarucu a la Citronnelle (4 pessoas)

Ingredientes

– 0,6Kg Lombo de Pirarucu

– Sal

– 2 xícaras (chá) fumet de peixe

– ½ xícara (chá) vinho branco seco

– 10 folhas de Capim Santo

– ½ cebola roxa em rodelas

– ½ limão tahiti em rodelas

– ½ xícara (chá) manteiga gelada

– ¼ xícara (chá) coco fita tostado

Ingredientes para farofa de dendê

– 2 colheres (sopa) manteiga

– 3 colheres (sopa) azeite de dendê

– ¾ xícara (chá) farinha de mandioca grossa

– Sal

Modo de Preparo:

Cortar quatro porções do lombo do pirarucu e temperar com sal. Fazer uma infusão com o fumet, vinho branco e o capim santo, após a fervura coar. Voltar à infusão ao fogo, colocar o peixe e acrescentar as rodelas de cebola e as rodelas de limão, cozinhar até o peixe ficar macio. Retirar o peixe, o limão e a cebola e reservar. Reduzir o caldo até a metade, emulsionar com a manteiga gelada. Reservar.

Para a farofa

Aquecer, em uma panela, a manteiga e o azeite de dendê sem ferver, acrescentar a farinha de mandioca e saltear até secar. Acertar o sal.

Montagem

Dispor uma porção de farofa no prato. Colocar o peixe ao lado da farofa. Despejar o molho sobre o peixe. Decorar com as rodelas de cebola, as rodelas de limão e o coco fita tostado. Acompanha arroz basmati.

***

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Mousse de chocolate (4 pessoas)

Ingredientes:

– 150g chocolate amargo

– 30g manteiga

– 1 ovo

– 40g de claras pasteurizadas

Modo de preparo:

Separe a clara da gema. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria. Quando derretido, misture a gema no chocolate quente. Bata a clara e as claras pasteurizadas em neve até que fique bem aerado e firme. Incorpore a mistura com as claras em neve cuidadosamente para manter aerado. Leve à geladeira.

http://www.bistrotdeparis.com.br

Fotos: Divulgação

 

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Livro ‘Paris-Brest’: lançamentos agendados

paris_brest

Olá, amigos, está chegando a hora! O primeiro lançamento do meu livro ‘Paris-Brest’, acontece amanhã, na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Seguem datas:

– Lançamento oficial no domingo (dia 28), na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (auditório do COZINHANDO COM PALAVRAS), às 17h;

– Belo Horizonte, 1 de setembro, na Borracharia Gastropub;

– Tiradentes (MG), 3 de setembro, no Festival Cultura E Gastronomia De Tiradentes;

– São Paulo, na Livraria Cultura – Conj. Nacional – SP., em meados de setembro (data a confirmar);

– Pinhal, 8 de outubro, na Villa do Poeta.

Como aperitivo, publico o texto de orelha do escritor Humberto Werneck:

“Fosse um belo e saboroso prato, como tantos que Alexandre Staut tem criado, este livro mereceria uma fartura de estrelas nos guias da boa mesa. Pode até ser visto assim, aliás, consideradas várias receitas que você encontrará aqui. Paris-Brest é mais do que um repositório de felizes achados culinários. Tem entradas para todo tipo de leitor.

Ei-lo, para começar, em L’Aber Wrach, minúscula localidade à beira-mar na Bretanha, ainda cru em língua francesa, mas já pilotando o fogão do restaurante, Le Patio Gourmand. Audacioso, acrescenta às joias da gastronomia francesa a sua moqueca de peixe, por ele batizada Poisson à la Brésilienne.

Como indissociável tempero da narrativa, o autor nos apresenta fascinantes criaturas às quais se ligou por amizade, entre elas, a Myriam, a Monique, o Pierre, legítimos personagens de romance.

A essa altura, encontra espaço para ampliar vivências não exclusivamente culinárias, mas não menos picantes. É quando o vemos incursionando à vizinha Plounérin, cidadezinha aonde vai saciar outras modalidades de apetite.

Esgotada a experiência na Bretanha, Alexandre vai com mala e cuia para Tours, às margens do rio Loire. A terceira escala será Arromanches-les-Bains, na Normandia, onde haverá de arrematar sua proveitosa aventura em terras de França.

Antes de mergulhar nas delícias que ele nos serve nestas páginas, convém lembrar que Paris-Brest é nome de um clássico da pâtisserie francesa, uma bomba recheada de creme e coberta de frutas ou amêndoas. Excelente escolha de título para um livro não menos saboroso.”

 

Polêmica em torno da Nutella

nutella

Numa entrevista ao  francês Canal+, Ségolène Royal, a ministra francesa da Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia, alertou para a “desflorestação massiva” causada, em parte, pelo óleo de palma, um ingrediente-chave para produzir a Nutella, o creme de barrar de avelã com cacau mais famoso do mundo.

Até aqui tudo bem, não fosse Ségolène apelar aos consumidores para pararem de comer Nutella. As reações não se fizeram esperar: do fabricante italiano ao gulosos fãs da Nutella, passando também pelo governo italiano e Greenpeace. Royal acabou por pedir desculpa.

A Ferrero, fabricante da Nutella, emitiu de imediato um comunicado, sem aludir diretamente às declarações da governante francesa, onde diz que assumiu “compromissos para se abastecer de óleo de palma de forma sustentável”. A maior percentegem de óleo de palma usada pela Nutella provém da Malásia (80%) e o restante é importado da Papua Nova Guiné, Indonésia e Brasil, informa a marca.

A organização ambientalista Greenpeace frisou também à Quartz que não é necessário parar de comer o creme de barrar e disse que se opõe ao boicote de produtos com óleo de palma na sua composição porque isso não “resolve os problemas de produção”.

E, adiantou a organização, a Ferrero é uma apoiante do Grupo de Inovação de Óleo de Palma, que inclui a Greenpeace,  outras organizações não-governamentais, alguns produtores de óleo de palma e tem “uma política ambiciosa” para melhorar a sua oferta deste ingrediente.

“Consideramos, portanto, que a Ferrero é uma das empresas voltadas para o consumidor mais progressistas em relação ao abastecimento de óleo de palma”, declarou a organização ambiental.

Depois das declarações de Ségolène Royal, o seu homólogo italiano, Luca Galletti, também decidiu responder-lhe: “Deixe os produtos italianos em paz”, ironizando ainda, cita o Guardian, que o seu jantar seria… pão com Nutella. Já o ministro italiano da Agricultura, Michele Anzaldi, exigiu que Royal pedisse desculpas.

Com as reações nas redes sociais, a ministra francesa, que sugeriu que a Nutella fosse feita “com outros ingredientes”, utilizou o Twitter para pedir desculpa. “Mil desculpas pela polêmica sobre a Nutella. Concordo que o progresso feito deve ser reconhecido.”

A Nutella, que até tem um dia próprio, é consumida em todo o mundo – em crepes, bolos, waffles e outras guloseimas. França, refere o Business Insider, consome 26% de toda a Nutella produzida globalmente. Em Portugal, a febre da Nutella também existe e no último ano abriram sete lojas de sobremesas do doce em Portugal.

No Brasil, a loja mais conhecida da marca fica no mercado gourmet Eataly. Achei este post bastante relevante para um blog de gastronomia. Por isso eu o reproduo aqui.

Post do jornal português http://www.publico.pt

eataly nutella

Novo Ducasse em Paris

Às vezes a vida é boa. Na semana passada, para minha sorte, fiquei hospedado uns dias no hotel Meurice, na Rue de Rivoli, em Paris. O local é um dos poucos palácios-hotéis do mundo. Foi instalado ali em 1835, ou seja, o lugar tem história de sobra. Veja as fotos aqui.

Restaurant le Meurice Alain Ducasse © Pierre Monetta