Para entrar no clima da Itália

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Para entrar no clima da Itália, minha próxima viagem, em meados de outubro (vou para Roma e Nápoles), vou falar de alguns vinhos de qualidade que a La Pastina está importando: Terre Barolo DOCG, Terre Langhe DOC Nebbiolo, Terre Dolcetto D´Alba e Terre Barbera D´Alba, disponíveis no Brasil desde agosto.

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Produzidos na vinícola Terre, propriedade familiar de mais de 120 hectares, os vinhos estão entre os mais emblemáticos de Piemonte, ao norte do país. São frutos de mais de 25 anos de tradição da vinícola, elaborados com as mais famosas castas da região de Langhe (“língua” em italiano), uma das mais importantes regiões vitivinícolas italianas.

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Langhe, uma cidade medieval fundada nos tempos da Roma Antiga, é uma área montanhosa espalhada pela Província de Cuneo, cercada por cidades como Barbaresco e Barolo, que inspiram os nomes de seus vinhos. É nos vinhedos com cerca de 300 metros de altura, esparsos entre montanhas de 400 a 500 metros, que nascem uvas como Barbera, Nebbiolo e Dolcetto, matérias-primas dos mais refinados tintos da região.

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Algumas características das bebidas:

Terre Barolo DOCG, safra: 2006, uva: Nebbiolo, tinto, 24 meses em tonéis de carvalho de Eslavônia, 14,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 168,00.

Terre Langhe DOC Nebbiolo, safra: 2010, Nebbiolo, tinto, seis meses em barricas de carvalho francês, 12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

Terre Dolcetto D´Alba, 2012, Alba, Piemonte, Dolcetto, tinto, sem estágio em carvalho,

12,5%, serviço: 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 75,00.

Terre Barbera D´Alba, 2011, Alba, Piemonte, Barbera, tinto, 12 meses em barricas de carvalho de Eslavônia, 13%, 16ºC – 18ºC, preço para o consumidor: R$ 94,00.

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Serviço:

www.lapastina.com

www.emporioeat.com.br

 

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A cozinha italiana na sua essência

Por Giuliana Nogueira, de Verona (Itália)

Fora por dentro

Voltar à Itália depois de alguns anos trabalhando com gastronomia me levou a quebra de alguns importantes tabus. Minha primeira constatação é que não consegui lembrar de um único restaurante italiano, no Brasil, que realmente se pareça com um restaurante italiano. Não se trata apenas do sabor dos pratos, nisso até conseguimos nos aproximar muito bem,  mas do afeto, da simplicidade e aspecto cultural que existem na cozinha italiana.

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Em um restaurante charmoso em Verona, com ar moderninho (foto abaixo), a comida ainda é a mesma da mesa de todo bom italiano, o risoto, especialidade da casa, feito com abóbora e vinho massala, de sabor excepcional.

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Eu, que trabalho com RP para alguns restaurantes no Brasil, posso ouvir a queixa de nossos clientes: “11 euros num prato de arroz”? Se você quiser a carne, deve estar disposto a gastar mais 15 euros pelo “secondo piatto”.

Sora por fora

A massa surge numa apresentação ainda mais simples. São cerca de 42 reais pelo prato, preço médio das massas recheadas. O tiramisu, de apresentação simples, apesar da decoração “turística” do prato, chama menos a atenção dos que provei em São Paulo.

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Sigo viagem descendo a bota. Em Perugia, faço uma refeição completa por 13 euros, mais uma garrafa de vinho. Aí se lembro que comer no Brasil está caro… Ou será que somos excepcionalmente mimados? O menu generoso em quantidade era composto por uma focaccia e um brodo de espaguete como entradas; um espaguete ao sugo de primo piatto; linguiça ao sugo de secondo piatto; espinafre refogado de contorno e cantucci com vin santo de sobremesa. Às 14h30, o único garçom que atendia o salão traz a conta e um pedido: devíamos nos retirar, pois o staff precisava fazer a siesta.

Roma

Na região da Umbria, um tabu. Tomar vinho em copo, em restaurante, é a coisa mais normal do mundo. Com sorte, você recebe dois copos, um para a água, outro para o vinho. Chegando a Roma, segui a sugestão de um amigo que é chef romano. Ele me indicou dois restaurantes, outro importante aprendizado.

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No Sora Margherita, peça a alcachofra, o resto não é ruim. Ou seja, nenhum restaurante é obrigado a ter 30 pratos no cardápio que sejam surpreendentes. Enfim, nos compararmos com o resto do mundo quando comemos ou pagamos a conta é uma furada. Temos cozinheiros excepcionais, mão de obra especializada cara e escassa, clientes demasiadamente exigentes e uma relação com a comida ainda muito mais ligada a status social do que à cultura familiar. Só não temos a simples cozinha italiana. Provavelmente nunca a teremos.

Fotos: Giuliana Nogueira